Este artigo baseia as respostas quanto ao objeto da psicologia ambiental e seus aspectos constitutivos na análise dos periódicos Environment & Behavior, Journal of Environmental Psychology, congressos e estudos latino-americanos. Considera que a definição do objeto, circunscrita a perspectivas que diferem em suas dimensões ontológicas, epistemológicas e metodológicas, ocasiona várias psicologias ambientais. Para contribuir para o desenvolvimento do conhecimento e favorecer as condições de vida e do planeta, as distintas psicologias ambientais deveriam dialogar. Conclui que o enfoque adotado é que levaria a abordar a realidade de modos distintos.
A PSICOLOGIA AMBIENTAL E AS DIVERSAS REALIDADE HUMANAS
Esther Wiesenfeld Instituto de Psicologia - Universidade Central de Venezuela
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Este artigo baseia as respostas quanto ao objeto da psicologia ambiental e seus aspectos constitutivos na an lise dos peri dicos Environment & Behavior, Journal of Environmental Psychology, congressos e estudos latino-americanos. Considera que a defini o do objeto, circunscrita a perspectivas que diferem em suas dimens es ontol gicas, epistemol gicas e metodol gicas, ocasiona v rias psicologias ambientais. Para contribuir para o desenvolvimento do conhecimento e favorecer as condi es de vida e do planeta, as distintas psicologias ambientais deveriam dialogar. Conclui que o enfoque adotado que levaria a abordar a realidade de modos distintos. Descritores: Psicologia ambiental. Objeto. An lise de conte do. Peri dicos.
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m primeiro lugar, quero felicitar as coordenadoras deste simp sio pela organiza o do evento. As tem ticas propostas, assim como a diversidade de pa ses representados na exposi o das mesmas, constituir , sem d vida, um marco na Psicologia Ambiental, do qual ser o protagonistas todos os presentes. Tamb m quero felicit -las porque organizar um evento como este, dadas as s rias dificuldades econ micas que atua lmente enfrentam nossos pa ses latino-americanos, n o tarefa f cil.
1 Professora do Instituto de Psicologia e coordenadora dos programas de Mestrado e de Especializa o em Interven o Psicossocial da Universidade Central da Venezuela. Editora Associada do Journal of Commnunity and Applied Social Psychology. Endere o eletr nico: ewiesen@reacciun.ve
Psicologia USP, 2005, 16(1/2), 53-69
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Pelas raz es anteriores e pela maravilhosa oportunidade que me brindam de participar com voc s neste simp sio, sinto-me muito agradecida. Estou segura de que todos sairemos enriquecidos com os debates que aqui sejam suscitados, com novos conhecimentos e, sobretudo, com muitas i n quietudes a ser canalizadas em nosso fazer como psic logos ambientais. Objeto da Psicologia Ambiental e aspectos constitutivos desse objeto Vou me referir agora ao tema 1, cuja primeira pergunta trata do objeto da Psicologia Ambiental e dos aspectos da realidade que constituem esse objeto. Perguntar-se a respeito do objeto, quer dizer, o que , perguntar-se a respeito da ontologia ou natureza do objeto. E responder a isto implica referir-se s posturas meta-te ricas ou paradigm ticas em que se fundamentam as diversas formas de conceb -lo e s estrat gias metodol gicas empregadas para a constru o do conhecimento a respeito do dito objeto. Quer dizer, falar da ontologia de um objeto implica tamb m falar em como nos aproximamos do objeto para conhec -lo e em como constru mos tal conhecimento. Para tratar estas quest es no campo da Psicologia Ambiental, irei me referir em primeiro lugar a: a) quais t m sido os principais objetivos da disciplina, isto , o que se prop s, particularmente: ao que o seu objeto de estudo se refere, b) o que foi alcan ado com respeito a tais aspira es, e c) que reflex es, li es e/ou recomenda es podemos derivar da an lise realizada. A que se prop s a Psicologia Ambiental A Psicologia Ambiental tem sido definida como a disciplina que estuda as transa es entre as pessoas e seus entornos, com vistas a promover uma rela o harm nica entre ambos, que redunde no bem-estar humano e na susteotabilidade ambiental. Para cumprir esse prop sito, os pioneiros da Psicologia Ambiental colocaram como objetos principais:
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- estudar a rela o pessoa-ambiente no contexto natural, vista como totalidade (ontologia), - abordar a dita rela o de maneira hol stica (metodologia), - incorporar diversas perspectivas te ricas em seu estudo (epistemologia), - enfatizar a dimens o social da rela o humano ambiental, - estabelecer v nculos com outras disciplinas interessadas na tem tica humano ambiental (interdisciplinaridade), - aplicar os conhecimentos obtidos para melhorar a qualidade amb iental e, por conseguinte, a qualidade de vida dos usu rios dos ambientes (pertin ncia social). A defini o e objetivos da Psicologia Ambiental apontam pelo menos para dois objetos - pessoas e ambientes - que a disciplina tenta abarcar em sua diversidade. Contudo, o modo de conceb -los, assim como os aspectos tratados em ambos os objetos, a nfase em um e/ou em outro e a forma de entender e estudar sua rela o, varia segundo a fundamenta o te rica e metodol gica assumida pelos profissionais, seus interesses e valores pessoais e institucionais, sua forma o e experi ncia profissional, sua vis o de mundo, o contexto de seu fazer e outros fatores, muitos dos quais conjunturais. Os objetivos mencionados, formulados principalmente a partir da literatura psico-ambiental nos Estados Unidos, assemelham-se em grande medida aos que acompanharam os in cios da Psicologia Ambiental na Europa, embora as raz es do surgimento da disciplina variaram em um e no outro contexto (Pol, 2001). Assim, enquanto a Psicologia Ambiental norteamericana teve como foco o indiv duo e a otimiza o de sua rela o com o ambiente, a Psicologia Ambiental europ ia nasceu com forte voca o social, produto da crise social e habitacional da p s-guerra. Do seu lado, os in cios da Psicologia Ambiental na Am rica Latina foram, de modo marcante, influenciados pelos temas e enfoques adotados nos Estados Unidos, margem de sua pertin ncia em nossa regi o.
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O que aconteceu? Vejamos agora quais foram alguns dos aspectos mais freq entemente abordados pela Psicologia Ambiental. Para isso nos basearemos, em prime iro lugar, na revis o dos temas tratados nos artigos publicados nos ltimos seis anos (1997-2001, nos. 1 e 2) nas revistas Environment and Behavior (E & B) e Journal of Environmental Psychology (JEP). Tamb m consideraremos os trabalhos desenvolvidos na Am rica Latina, o que nos permitir comparar a produ o latino-americana com a de outras latitudes. Vamos nos apoiar, para esta an lise, na revis o de Pinheiro (2001) com rela o Psicologia Ambiental no Brasil, na de Wiesenfeld (2001b), com base nos trabalhos latino-americanos apresentados at 1999 em diferentes encontros e publica es, as quais se somam as 21 apresenta es em Psicologia Ambiental no Congresso Interamericano de Psicologia no Chile, 2001, e nas apresenta es no II Encontro Latino-americano de Psicologia Ambiental ocorrido em setembro deste ano no M xico. Sabemos que esta revis o n o esgota a tem tica psicoambiental, mas constitui, a nosso ver, um aspecto representativo da mesma. Vejamos, ent o, o que trazem as revis es. O total de 332 artigos publicados, 185 deles na revista E&B e 147 na JEP, e as 191 apresenta es nos ltimos nove Congressos Interamericanos (1985-2001), mais os 120 apresentados nos dois Encontros Latinoamericanos de Psicologia Ambiental e alguns textos e artigos de autores latino-americanos, mostram uma ampla diversidade tem tica quanto dimens o humana e quanto ambiental. Assim, contemplaram-se n veis distintos da escala humana (desde individual e comunit ria at grandes conglomerados), tipos de autores, segundo sua etapa de desenvolvimento humano (crian as, adolescentes, adultos, idosos), g nero (homens, mulheres), vari veis demogr ficas e culturais (imigrantes, moradores de rua), usos de determinados ambientes (doentes no caso de hospitais, escolares no caso de institui es educativas, donas de casa no caso de entornos residenciais, empregados no caso de institui es de tra-
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balho), processos psicol gicos, sociais e culturais (percep o, cren as, atit udes, representa es sociais, experi ncias, prefer ncias, identidade, apego, apropria o, sentido de lugar, comportamento pr -ambiental, condutas deterioradoras, avalia o p s-ocupa o, compromisso ambiental, privacidade, territorialidade, bem-estar, intera o social, reciclagem, diferen as culturais em alguns destes processos, participa o cidad ). Igualmente foram trabalhadas diferentes escalas do ambiente (desde micro como o espa o dom stico, intermedi rios como a vizinhan a, at macro como a cidade), tipos de ambientes (residenciais, urbanos, rurais, recreativos, laborais, educativos, hospitalares), fatores ambientais espec ficos (design, decora o, ru do, ilumina o, cor) ou gerais (qualidade ambiental) e processos ambientais (conserva o ou deteriora o, sustentabilidade, risco ambiental e desastres naturais). Embora os autores dos artigos publicados nas revistas E&B e JEP s o, em sua maior parte, dos Estados Unidos ou trabalham nos Estados Unidos, tamb m est o representados autores de outros pa ses e continentes, sem que se identifique alguma prefer ncia pelo tema ou o modo de abordagem segundo o contexto de proced ncia. Isto , indistintamente podemos encontrar coincid ncias entre os temas de investiga o entre autores latinoamericanos, norte-americanos, europeus ou africanos, assim como discrep ncias tem ticas entre autores de um mesmo pa s. Mais ainda, identificamos temas similares por m tratados de diversas ticas, tanto te ricas quanto metodol gicas, em um mesmo pa s ou entre pa ses do mesmo ou diversos continentes. Por exemplo, o tema do ambiente residencial foi investigado com base nas atribui es sociais quanto ao interior da moradia, s propriedades visuais e s valora es afetivas das reas residenciais, intera o social segundo a organiza o espacial da moradia, ao significado do lar, avalia o da satisfa o residencial, aos usos de diferentes espa os residencia is, identidade de lugar, percep o da qualidade do ambiente residencial, rela o entre privacidade e design, para citar alguns. A variedade de aspectos estudados com respeito a um mesmo entorno em um mesmo pa s sugere que a sele o de t picos de estudo ou de inter-
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ven o em Psicologia Ambiental n o deriva necessariamente de suas particularidades essenciais, ou das pessoas, ou da rela o entre ambos. T o pouco aponta para a preponder ncia de certos t picos ou problemas discriminados por contextos (pa ses, regi es ou continentes). Por exemplo, no M xico, Serafin Mercado e outros desenvolveram um modelo de habitabilidade residencial baseado em um modelo cognitivo comportamental, e nquanto que Miguel Angel Aguilar tratou deste tema de uma perspectiva construtivista, e Bernardo Jimenez sugeriu o emprego da Investiga o A o Participativa, que corresponde a uma perspectiva te rico cr tica. A variedade resenhada parece antes sugerir que a elei o tem tica obedece a motivos que transcendem a especificidade psicoambiental, tais como inclina es pessoais. Al m disto, como esta diversidade se expressa em um mesmo pa s, pode-se supor alguma ou todas as seguintes op es: a) que a elei o tem tica em quest o ocorre margem das demandas do contexto; b) que tais demandas ou prioridades s o compreendidas de diversas maneiras pelos profissionais, e c) que os crit rios para estabelecer as ditas prioridades s o relativos. Deste modo, se a moradia uma prioridade, deveriam existir certos indicadores que justifiquem tal prioridade, assim como orienta es e crit rios para enfrent - la, mas isto n o o que costuma ocorrer. Al m disto, n o se trata apenas de ignorar o contexto, ou da falta de correspond ncia entre as prioridades do investigador e as do contexto. Parece que a diversidade tem tica e intra-tem tica e as discrep ncias no modo de trat -las, inclusive intra-pa s, ou o seu oposto, que dizer, algumas coincid ncias entre pa ses, sugerem, adicionalmente, as seguintes considera es: 1. A aus ncia de um fio condutor ou de uma linha de investiga es derivada do di logo entre as demandas do contexto e os recursos, existentes ou potenciais, da Psicologia Ambiental para satisfaz las. Em conseq ncia, t o pouco existem delineamentos ou par metros claros que orientem o exerc cio profissional, os conte dos docentes, as investiga es e interven es acad micas ou extra acad micas. Esta relativa independ ncia entre os interesses do in-
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vestigador e os problemas em seu contexto n o necessariamente negativa, se considerarmos que, com freq ncia, a formula o dos problemas do contexto est sujeita, por sua vez, a interesses pol ticos e de outras ndoles, que n o necessariamente colocam o ser humano e seu ambiente como prioridades. Nestes casos, a suposta neutralidade do profissional poderia contrabalan ar este tipo de vi s perverso. N o obstante, a mesma neutralidade poderia atentar contra a inger ncia do investigador como co-autor, negociador ou catalizador de interesses antag nicos, entre cidad os e entidades com distintos tipos de poder, cujo prop sito seria coerente com os princ pios da Psicologia Ambiental: conseguir uma harmonia pessoa-ambiente. 2. Fragmenta o dos ambientes, assim como dos processos psicol gicos, em termos de vari veis, evidenciada a partir da enumera o de fatores estudados com rela o a um ou outro objeto. Tal fragmenta o contr ria aos requisitos ontol gicos, se recordarmos sua aspira o apreens o molar da transa o pessoa-ambiente. Assim, o lugar acaba por reduzir-se ao seu aspecto emp rico e a subjetividade dos processos cognitivos, experi ncias, afetos, comportamentos das pessoas, a imagens, atitudes, prefer ncias, emp iricamente mensur veis para a sua valida o emp rica. Adiciona lmente, encontramo-nos frente aos m ltiplos fatores constitutivos dos objetos fragmentados, cujas defini es variam segundo os enfoques te rico-metodol gicos que os fundamentam. assim que o estudo da moradia remete desde enfoques cognitivos comportamentais a uma concep o da moradia muito diferente, vista da fenomenologia ou da psican lise. Como conseq ncia deste aspecto, existe nas disciplinas ambientais uma esp cie de Torre de Babel conceitual - citando Moraes (1997) - pois os mesmos termos aludem a conte dos distintos. O termo sustentabilidade um claro exemplo disto. Se nos colocarmos no lado otimista, dir amos que a diversidade permite abrir o objeto a diferentes perspectivas, o que reduz a hegemonia de uma postura sobre a outra, em nosso caso, a
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domina o da perspectiva positivista ou p s-positivista. Assim, vis o de pessoa e ambiente como realidades objetivas, independentes de nosso modo de acessar o seu estudo, incorporam-se vis es como as construtivistas, ainda timidamente presentes na disciplina. Esta postura concebe a rela o pessoa-ambiente como totalidade, insepar vel e incompreens vel margem das condi es do contexto social, pol tico, econ mico em que emerge, e em virtude das mudan as no dito contexto, tais rela es s o igualmente din micas e, portanto, hist ricas e relativas. Desta maneira, variedade tem tica e geogr fica mencionada nos estudos psicoambie ntais, somam-se diferentes op es paradigm ticas. Estas op es s o as que fundamentam a defini o do objeto de uma ci ncia, de modo que o mesmo objeto ser concebido de distintas maneiras de acordo com o marco meta-te rico em que se baseia. Sem subestimar as vantagens que, desde o nosso ponto de vista, tem a incorpora o de distintas perspectivas te rico-epistemol gicas como as mencionadas, algo a ser notado que, dos 332 artigos publicados em E&B e no JEP desde 1998 at 2002, 305 deles, 175 em E&B e 128 em JEP, apoiaram-se em teorias inscritas nos paradigmas positivistas ou p s-positivistas. Somente 27 trabalhos (8 em E&B e 19 em JEP), fizeram-no sob outros enfoques, como o transacionalismo, a fenomenologia, o construtivismo social, o enfoque ecol gico, a ecoan lise (combina o de enfoque ecol gico e psican lise), o enfoque sociocultural, a teoria fundamentada, a teoria feminista, a teoria cr tica. Estes n meros representam respectivamente 4% e 13% dos artigos publicados em cada uma das revistas, em um total de 8%. 3. Tend ncia investiga o, mas n o ao uso e aplica o dos resultados. Neste particular, existe um div rcio entre teoria e pr tica; entre a academia, mbito predominante para a produ o te rica, e institui es n o acad micas ou de orienta o fundamentalmente aplicada ou t cnica. Assim, enquanto a academia oferece uma informa o pouco pertinente e dif cil de ser traduzida em termos de
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a o, as institui es n o acad micas demandam informa o cient fica para a solu o de prementes problemas sociais, que a Psicologia Ambiental n o est capacitada a prover. Portanto, n o de se estranhar a falta de aplicabilidade e de aplica o dos resultados das investiga es, pois muitas delas oferecem o que n o se pede e, paralelamente, n o est o em condi es de trazer o que requisitado. Esta falta de pertin ncia dos resultados contr ria aos requisitos de utilidade social da disciplina. Orienta o individual nas investiga es psicoambientais, n o obstante o reconhecimento da natureza social dos processos psicol gicos, fica distante da declara o de identidade da Psicologia Ambiental como disciplina psicossocial. Isolamento disciplinar, em que existem escassos v nculos com outras reas da psicologia como a psicologia cl nica, ou comunit ria, assim como com algumas disciplinas como a arquitetura ou a planifica o urbana, onde a rela o resulta mais evidente. Este isolamento disciplinar da Psicologia Ambiental contradiz seu reiterado chamado interdisciplinaridade. Subestima o da dimens o temporal. A escassa refer ncia a esta dimens o nos estudos psicoambientais foi bem desenvolvida por Moser (2001) e Pinheiro (2002), cada um com uma abordagem diferente ao tema da temporalidade. Para o primeiro, tem a ver com as varia es devidas ao desenvolvimento evolutivo das pessoas, enquanto que, para o segundo, a nfase est no tempo percebido pelas pessoas ou tempo subjetivo, que n o corresponde necessariamente ao tempo cronol gico. Outra abordagem dimens o temporal tem a ver com a din mica dos eventos intra e interpessoais, sujeitos a mudan as ainda em breves lapsos de tempo cronol gico. A relev ncia da dimens o temporal pede por sua incorpora o na defini o do objeto de estudo da Psicologia Ambiental, considerando-o tanto em seu componente hist rico quanto como subjetivo. Aus ncia de um pronunciamento tico na literatura sobre ambiente e comportamento (Rivlin, 2002; Saegert & Winkel, 1990), isto , sobre posturas e a es orientadas por valores e princ pios (Moraes,
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1997). Para Rivlin (2002), uma postura requer que, al m de tratar dos assuntos ticos e morais comuns s ci ncias sociais (como o consentimento dos sujeitos em participar nas investiga es, a g arantia de sua privacidade, anonimato, seguran a), incluir outros espec ficos nossa disciplina, dada a tem tica tratada, os m todos empregados e as implica es, aplica es e publica es dos resultados (Rivlin, 2002, p. 15). Alguns das exig ncias ticas colocadas pela autora consistem em: a) considerar o valor da investiga o, n o somente do ponto de vista de sua contribui o te rica ou aplicada, e de seus benef cios para o investigador (ascens o, publica o, etc.), mas tamb m o seu impacto, a curto e longo prazo, sobre os participantes em seus entornos; b) analisar, enquanto profissionais, nossas possibilidades de atuar (incidir) nos temas estudados (por exemplo: falta de moradia, doen as provocadas por condi es ambientais desfavor veis no trabalho, etc.); c) conhecer a disposi o dos sujeitos para participar nas investiga es, conhecendo os poss veis riscos f sicos e emocionais que esta pode acarretar; d) prover informa es relativas a organismos e institui es que possam oferecer ajuda com rela o s necessidades manifestadas pelos sujeitos no curso da investiga o; e) tomar precau es na sele o e aplica o de m todos, a fim de priorizar o respeito dignidade humana, al m das exig ncias de dist ncia e neutralidade comuns nos m todos de investiga o tradicional, tais como a n ecessidade de manejar situa es dif ceis surgidas a partir da formula o de perguntas delicadas, etc. 8. Escassa refer ncia dimens o pol tica, estreitamente relacionada dimens o tica, medida que aponta para os produtos e as implica es sociais dos resultados da investiga o. Com rela o a esta dimens o, diversos autores concordam que toda investiga o sofre uma carga de valores e de posturas pol ticas que, semelhantemente tica, est o presentes em todas as fases de um projeto (sele o do tema, dos m todos, do tipo de an lise e da publica o) (Moraes, 1997; Rivlin, 2002). Isto particularmente certo na rea da Psicologia Ambiental, em que uma distribui o social e econ mica do espa o condiciona as oportunidades de acesso ao ambiente (Saegert & Winkel, 1990).
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Reflex es e recomenda es Queremos agora resgatar alguns elementos positivos que derivam da an lise realizada, assim como propor algumas recomenda es adicionais s j expostas, para enfrentar alguns dos problemas mencionados: 1. A imagem transmitida de dispers o d conta da riqueza do objeto da Psicologia Ambiental que, demarcada dentro de uma agenda que se nutra de e discrimine as demandas locais, regionais e globais poderia potencializar os aportes da disciplina e, por sua vez, enriquec -la. Os crit rios para a sele o dos temas nas ditas agendas devem resultar de negocia es das prioridades expressas pelos diversos setores implicados nos ditos temas. Isto garantiria a pluralidade de opini es e, portanto, os princ pios democr ticos que devem reger tamb m a produ o do conhecimento. Com efeito, o exerc cio da democracia promove a inclus o de setores que usualmente n o t m voz neste e em muitos outros campos mas que, paradoxalmente, conformam o nosso universo de sujeitos de investiga o. 2. A recente incorpora o de diferentes enfoques em Psicologia Ambiental e as cr ticas realizadas aos enfoques tradicionais e a outros menos tradicionais, como o transacionalismo (S nchez & Wiesenfeld, 2002), deveria constituir outro tema para incluir na agenda de debate, de modo a tentar superar as diferen as paradigm ticas, agora concebidas como posturas irreconcili veis e transform -las em novas posturas enriquecidas com o bom e com as limita es das diferentes perspectivas. Considero que o debate sobre este tema urgente. Em diversas publica es, fiz eco s cr ticas ao Positivismo e argumentei acerca da pertin ncia das ditas cr ticas na Psicologia Ambiental positivista e p s-positivista (Wiesenfeld, 2000, 2001a; Wiesenfeld, S nchez, & Cronik, 2002). Isso propiciou experi ncias baseadas na perspectiva s cio-construtivista e da teoria cr tica. O trabalho mais recente com respeito a este tema foi apresentado com Euclides S nchez no II Encontro Latinoamericano de Psicologia Ambiental (S nchez & Wiesenfeld, 2002). Nessa apresenta o, fizemos uma an lise cr tica do enfoque
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transacional e propusemos uma Psicologia Ambiental construtivista, argumentando que esta perspectiva supera as limita es assinaladas com respeito ao transacionalismo e coerente com os objetivos formulados pelos pioneiros da Psicologia Ambiental que, do nosso ponto de vista, continuam vigentes. 3. Adicionalmente, as poucas experi ncias desenvolvidas em Psicologia Ambiental da perspectiva ontol gica subjetivista, epistemol gica transacional e metodol gica qualitativa, que caracterizam o construtivismo, tiveram impacto social favor vel, vinculando assim a teoria e a pr tica, a investiga o com a a o. 4. A aplica o dos resultados de nossas investiga es deve ser uma preocupa o presente desde a formula o do projeto, de modo que contemplemos, desde o seu in cio, a utilidade potencial dos ditos resultados, assim como a maneira de difundi-los e projet -los. Esta uma atividade para a qual estamos pouco preparados, n o somente em Psicologia Ambiental, mas tamb m na academia em geral. 5. Finalmente, para finalizar o tema do objeto em Psicologia Amb iental, se a defini o do objeto se circunscreve a determinada perspectiva, e as perspectivas diferem em suas dimens es ontol gicas, epistemol gicas e metodol gicas, poder amos dizer que temos v rias psicologias ambientais segundo os diferentes paradigmas em que se fundamentam tais objetos. Como j mostramos, a Psicologia Ambiental dominante foi a positivista, que preferencialmente emprega enfoques cognitivo-comportamentais e metodologias quantitativas. Mas, se queremos contribuir para o desenvolvimento do conhecimento e favorecer nossas condi es de vida e do planeta, devemos colocar para dialogar as distintas psicologias ambie ntais. Realidades socioculturais e Psicologia(s) Ambiental(ais): A segunda pergunta deste tema: "Podem diferentes realidades socioculturais levar a diferentes enfoques de Psicologia Ambiental?" j foi parci-
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almente respondida na primeira parte desta apresenta o, mas agora vamos focaliz -la com mais detalhes. Primeiramente, a maneira como est formulada a pergunta sup e que existem diversas realidades socioculturais, com o que estamos de acordo. Mas pergunta se as ditas realidades podem conduzir ao desenvolvimento de diferentes enfoques da Psicologia Ambiental, e esta segunda parte da pergunta complexa. Vamos v -la por partes: a) a realidade pode levar a diferentes enfoques da Psicologia Ambiental? b) h , ou pode haver, diferentes enfoques em Psicologia Ambie ntal, dada a diversidade sociocultural da realidade? Com respeito primeira parte do enunciado "A realidade sociocult ural pode levar a diferentes enfoques da Psicologia Ambiental?", significa: tem a realidade a pot ncia de fazer algo ela mesma? Podemos fazer diferentes leituras. Se nos basearmos na an lise sobre o desenvolvimento da Psicologia Ambiental apresentado, notamos que o seu objeto n o se diferenciou precisamente segundo o contexto. Vimos que dentro de um mesmo pa s h diferentes maneiras de estudar um ambiente ou processo, e que elas coinc idem com os modos de concep o e aproxima o ao dito objeto em outros pa ses e continentes. Considero que isto obedece no o de realidade adotada pelo paradigma positivista em que se apoiaram grande parte dos trabalhos na disciplina. Este paradigma concebe a realidade em termos de vari veis que fragmentam a totalidade, o que permite que incidam no segundo elemento do bin mio do objeto da Psicologia Ambiental, isto , as pessoas igualmente concebidas em suas qualidades percept veis com os m todos apropriados. Isto n o quer dizer que as diferentes realidades socioculturais n o impliquem distintos modos de enfocar o objeto da Psicologia Ambiental, mas que as premissas da Psicologia Ambiental positivista descontextualizam os objetos, assumindo a universalidade e a-historicidade do conhecimento produzido.
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A resposta neste caso n o depende, ent o, da realidade sociocultural mas do enfoque. Com isto estamos dizendo que h enfoques que n o levam em considera o as caracter sticas do contexto e, baseando-nos neles, dir amos que n o s o as realidades que propiciam os enfoques, mas que s o os enfoques que constr em realidades. Reformular amos ent o o enunciado da segunda pergunta dizendo: Podem os diferentes enfoques da Psicologia Ambiental construir diferentes realidades socioculturais? E a resposta seria afirmativa. Se nos centrarmos agora na segunda parte do enunciado: Pode haver diferentes enfoques em Psicologia Ambiental, dada a diversidade sociocultural da realidade?, necessitamos ent o esclarecer o que entendemos por diversidade sociocultural da realidade. Assumimos que os fatores socioculturais da realidade s o alguns dos elementos constitutivos do contexto de que formam parte, de modo que preferimos referir-nos ao contexto como um conceito mais integrador. Quando se fala na influ ncia do contexto, estamos aludindo a um conjunto de condicionantes ecol gicos, isto , sociais, econ micos, pol ticos, culturais, geogr ficos, hist ricos, na gera o dos significados que as pessoas elaboram acerca de suas realidades. Todo significado est vinculado ao contexto em que gerado, de modo que o contexto marca o car ter local da rela o pessoa ambiente. Com isto queremos destacar que as ditas rela es s o significadas com base nos condicionantes mencionados. Podemos dizer, ent o, seguindo Strauss e Corbin (1990), que o contexto um conjunto de propriedades de um fen meno, evento, incidente, com o que se relacionam, em um espa o e tempo determinados, diversas a es e intera es, e podemos acrescentar, interpreta es. Dito de outro modo, no marco das caracter sticas locais do contexto que os grupos ou comunidades interpretam sua vida cotidiana e orientam suas pr ticas sociais. E , precisamente, essa conflu ncia de condi es locais, com a sua correspondente coloca o espa o-temporal, que conforma a diversidade dos contextos ou, parafraseando o enunciado de nossa pergunta, a diversidade sociocult ural da realidade.
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Dada a multiplicidade de fatores que, como vimos, as integram, podemos dizer que se trata de realidades complexas, e como as condi es em quest es s o cambiantes, tamb m podemos dizer que s o realidades din micas e relativas. N o se trata, portanto, de adotar enfoques, em que cada um responda s caracter sticas das realidades locais, mas de identificar enfoques que reconhe am tais qualidades. Neste sentido, e reiterando a resposta ao primeiro enunciado da pergunta, n o seriam as realidades as construtoras de enfoques mas antes que, de acordo com os enfoques adotados, poder amos abordar a dita diversidade de um ou outro modo, resgatando em seus postulados os aspectos da realidade que se tenta enfatizar e os modos de conceb -la. De acordo com Pinheiro (2002), na atualidade, os estudos no campo do compromisso ambiental buscam uma maior contextualiza o, medida que incluem bases culturais e hist ricas dos valores das pessoas, aspectos afetivos, ideologias pol ticas e vis es do mundo. Esperemos que esta inquieta o se translade tamb m para os demais temas de interesse para a disciplina.
Wiesenfeld, E. (2005). Environmental psychology and the diverse human realities. Psicologia USP, 16(1/2), 53-69. Abstract: This article is based on the analysis of the journals Environment and Behavior, Journal of Environmental Psychology, of Latin-American congresses, studies, and networks. It argues that the definition of the object circumscribed to certain perspectives that differ in their ontological, epistemological and methodological dimensions, lead to many Environmental Psychologies. In order to contribute to the development of knowledge and favor our life conditions and the conditions of the planet, we must foster the dialogue between the different environmental psychologies. It concludes that the angle adopted leads to the analysis of diversity, rescuing or not, in its postulates, the aspects of reality that one tries to emphasize and the ways to conceive it.
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Index terms: Environmental psychology. Object. Content analysis. Journals.
Wiesenfeld, E. (2005). La psychologie de l'environnement et les diff rentes r alit s humaines. Psicologia USP, 16(1/2), 53-69. R sum : Cet article fonde les r ponses ces questions sur l'analyse des p riodiques Environment and Behavior, Journal of Environmental Psychology, et sur celle des congr s, des tudes et des r seaux latinoam ricains. Il consid re que la d finition de l'objet, circonscrite une perspective d termin e que diff rent quant leurs dimensions ontologiques, pist mologiques et m thodologiques, il y aurait diff rentes Psychologies de l'Environnement. Il recommande que, pour contribuer au d veloppement de la connaissance et favoriser nos conditions de vie ainsi que celles de la plan te, nous devons faire interagir les diff rentes psychologies de l'environnement. Il en conclut que l'optique adopt e m nerait aborder la diversit , r cup rant ou non, dans ses postulats, les aspects de la r alit que l'on essaie de mettre en vidence ainsi que les modes de la concevoir. Mots-cl s: Psychologie de l'environnement. Objet. Analyse de contenu. P riodiques.
Refer ncias
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A Psicologia Ambiental e as Diversas Realidade Humanas
Pinheiro, J. (2002). Comprometimento ambiental: perspectiva temporal e sustentabilidade. In J. Guevara & S. Mercado (Coords.), Temas selectos de psicolog a ambiental (pp. 463-483). M xico: UNAM / Greco: Fundaci n UNILIBRE. Pol, E. (2001). Ejes de tensi n y nueva agenda para la psicolog a ambiental. Una perspectiva europea. In E. Tassara (Org.), Panoramas interdisciplinares para uma psicologia ambiental do urbano (pp. 51-70). S o Paulo: EDUC / FAPESP. Rivlin, L. (2002). The ethical imperative. In R. Bechtel & A. Churchman (Eds.), Handbook of environmental psychology (pp. 15-27). Nova York: John Wiley and Sons. Saegert, S., & Winkel, G. (1990). Environmental psychology. Annual Review of Psychology, 41, 441-477. S nchez, E., & Wiesenfeld, E. (2002). El construccionismo como otra perspectiva metate rica para la producci n del conocimiento en psicolog a ambiental. In J. Guevara & S. Mercado (Coords.), Temas selectos de psicolog a ambiental (pp. 930). M xico: UNAM / Greco: Fundaci n UNILIBRE. Strauss, A., & Corbin, J. (1990). Basic of qualitative research. Newbury Park, CA: Sage. Wiesenfeld, E. (2000). La autoconstrucci n: un estudio psicosocial del significado de la vivienda. Caracas, Venezuela: CONAVI. Wiesenfeld, E. (2001a). La proble m tica ambiental desde la perspectiva psicosocial comunitaria: hacia una psicolog a ambiental del cambio. Medio Ambiente y Comportamiento, 2(1), 1-19. Wiesenfeld, E. (2001b). Tendencias y perspectivas de desarrollo en psicolog a ambiental. In E. Tassara (Org.), Panoramas interdisciplinares para uma psicologia ambiental do urbano (pp. 27-50). S o Paulo: EDUC / FAPESP. Wiesenfeld, E., S nchez, E., & Cronick, K. (2002). La intervenci n ambiental participativa: fundamentos y aplicaciones. In J. Guevara & S. Mercado (Coords.), Temas selectos de psicolog a ambiental (pp. 377-411). M xico: UNAM / Greco: Fundaci n UNILIBRE.
Recebido em 5.04.2004 Revisto e encaminhado em 23.02.2005 Aceito em: 7.03.2005
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o artigo é sim muito interresante e importante, mas infelizmente não era especificamente o que eu estava procurado, o que não tira a importância e congruência que o baseia... de qualquer maneira parabéns pelo site, tem me ajudado muito a concluir alguns trabalhos de maneira correta...
Perspectivas da Psicologia Ambiental
A Psicologia Ambiental (PA) não tem um passado muito longo, podendo ser datada da década de 1960, com um ápice entre 1967-1973 (Pol, 2001, p. 57), mas denota uma ativa preocupação quanto ao seu futuro. Ao final dos anos 1980, vários estudiosos já se debruçavam sobre a constituição da PA em seus respectivos países.
A PSICOLOGIA AMBIENTAL NO CAMPO INTERDISCIPLINAR DE CONHECIMENTO
O autor discute questões de método da Psicologia Ambiental considerando a sua necessária interdisciplinaridade, colocando não haver uma especificidade metodológica para a Psicologia Ambiental; mas indicando como abordagens especiais da PA: o "método como conseqüência de uma questão"; para a abordagem multi-método, e; para o multilateralismo. Aponta, finalmente, algumas formas pelas quais tal interdisciplinaridade afeta as possibilidades de intervenção ambiental.
A PSICOLOGIA AMBIENTAL E AS DIVERSASREALIDADE HUMANAS
Este artigo baseia as respostas quanto ao objeto da psicologia ambiental e seus aspectos constitutivos na análise dos periódicos Environment & Behavior, Journal of Environmental Psychology, congressos e estudos latino-americanos. Considera que a definição do objeto, circunscrita a perspectivas que diferem em suas dimensões ontológicas, epistemológicas e metodológicas, ocasiona várias psicologias ambientais. Para contribuir para o desenvolvimento do conhecimento e favorecer as condições de vida e do planeta, as distintas psicologias ambientais deveriam dialogar. Conclui que o enfoque adotado é que levaria a abordar a realidade de modos distintos.
A PSICOLOGIA AMBIENTAL E SUAS POSSIBILIDADES DE INTERDISCIPLINARIDADE
Como discutir questões de método em Psicologia Ambiental, considerandose a sua necessária interdisciplinaridade? Haveria uma especificidade metodológica para que esta não venha a se concretizar devido às diferenças intrínsecas entre disciplinas, e no interior da própria Psicologia? Qual? Para o autor, essas questões consistem em apenas uma: a Psicologia Ambiental é uma disciplina interdisciplinar que não se concretiza devido às diferenças intrínsecas entre as disciplinas, incluindose aí a questão do método e da própria metodologia. O autor fundamenta a interdisciplinaridade na concepção de objeto integrado, caracterizando a dificuldade que está em cada disciplina operar com um diferente paradigma e a interdisciplinaridade estar contida no interior de um único paradigma. Dado que o método deriva da metodologia que o inspira, a investigação e a intervenção ambientais poderiam possibilitar a conjunção de saberes em um mesmo paradigma. Sugere que se opere a relação interdisciplinar em cada caso concreto. Propõe, como conclusão, uma agenda para o desenvolvimento da interdisciplinaridade.
A importância do ambiente físico
Este artigo aborda a definição de Psicologia Ambiental segundo os critérios usados para os termos: científico, ambiente físico e comportamento humano. Enfatiza a questão do ambiente físico objetivo, propondo o objeto da Psicologia Ambiental como o estudo científico do relacionamento entre o ambiente físico e o comportamento humano. Finaliza apontando que a pergunta a ser feita é como o contexto sócio-cultural afeta o ambiente físico.
PSICOLOGIA AMBIENTAL E SUA CONEXÃO COM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Desde o surgimento da espécie humana na Terra, as formas de modificação e apropriação em relação a natureza se intensificaram e ocasionaram diversos impactos ambientais na construção do espaço geográfico. A situação vigente requer um trabalho interdisciplinar, que faça uso de estratégias dinâmicas e se ampare numa visão holística, para assim proporcionar conhecimentos, habilidades e criticidade aos indivíduos, sensibilizando-os para a importância da natureza como meio à perpetuação da vida. A Psicologia Ambiental, disciplina que teve sua origem na década de 1960, tem como objetivos analisar, explicar e fornecer informações capazes de identificar as condições envolvidas na congruência pessoa-ambiente e no bem estar e, portanto, ajudar a tomada de decisões em questões ambientais, pode ter na Educação Ambiental uma fiel aliada na busca constante de mudanças efetivas diante da atual fase ambiental em que vive nosso planeta.
PSICOLOGIA AMBIENTAL E SUA CONEXÃO COM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Desde o surgimento da espécie humana na Terra, as formas de modificação e apropriação em relação a natureza se intensificaram e ocasionaram diversos impactos ambientais na construção do espaço geográfico. A situação vigente requer um trabalho interdisciplinar, que faça uso de estratégias dinâmicas e se ampare numa visão holística, para assim proporcionar conhecimentos, habilidades e criticidade aos indivíduos, sensibilizando-os para a importância da natureza como meio à perpetuação da vida. A Psicologia Ambiental, disciplina que teve sua origem na década de 1960, tem como objetivos analisar, explicar e fornecer informações capazes de identificar as condições envolvidas na congruência pessoa-ambiente e no bem estar e, portanto, ajudar a tomada de decisões em questões ambientais, pode ter na Educação Ambiental uma fiel aliada na busca constante de mudanças efetivas diante da atual fase ambiental em que vive nosso planeta.
O behaviorismo radical e a psicologia como ciência
O behaviorismo radical e a psicologia como ciência
Avaliação de Impacto Ambiental:
Agentes sociais, procedimentos e ferramentas. Ministério do Meio Ambiente e IBAMA.
História da Psicologia Moderna - Duane P. Schultz, Sydney Ellen Schultz
Livro História da Psicologia Moderna.
Psicologia da Educação e Desenvolvimento Infantil
Educação a Distância da Universidade Aberta do Piauí
Curso de sustentabilidade ambiental nos transportes (1ª parte)
29 slides do curso extra-curricular ministado pela profa. Renata Giovanoni Di Mauro. Conteúdo: Evolução Histórica e Princípios Específicos do Direito Ambiental
Psicologia Hospitalar: breves incursões temáticas parauma (melhor) prática profissional ...
artigo-psicologia hospitalar
Livro: Psicologias - Uma introdução ao estudo de Psicologia - Ana Mercês Bahia Bock, et all!
Um livro bastante claro. Ótimo para a disciplina de Psicologia aplicada ao Direito. Faz parte da ementa oficial do UniCEUMA. Bons estudos!
Psicologias - Uma introdução ao estudo da Psicologia
Introdução ao estudo da Psicologia apresentada em vários aspectos: historia, as abordagens teóricas, os temas básicos, as áreas de conhecimento, características da profissão, os temas do cotidiano (Visto sobre a ótica da Psicologia).