Abordagem Cognitivista


ABORDAGEM COGNITIVISTA

Disciplina: Did tica Professora: Leila

CARACTER STICAS GERAIS

Abordagem Cognitivista Estudar cientificamente a aprendizagem. Esta uma abordagem predominantemente interacionista. Seus principais representantes s o o su o Jean Piaget e o norteamericano Jerome Bruner. Em particular, daremos especial aten o aos estudos de PIAGET, devido a grande difus o de seus trabalhos em disciplinas de forma o pedag gica dos cursos de Licenciatura.

CARACTER STICAS GERAIS

PIAGET (18961980) estudou inicialmente BIOLOGIA, na Su a, e posteriormente se dedicou rea de PSICOLOGIA, EPISTEMOLOGIA e EDUCA O. Em fun o desse "pluralismo" cient fico e de sua experi ncia de vida, PIAGET foi considerado por muitos autores como o "EINSTEIN DA PSICOLOGIA". A TEORIA COGNITIVA foi criada por PIAGET para explicar o Desenvolvimento cognitivo humano. De acordo com essa teoria, o desenvolvimento cognitivo humano dividido em 4 fases: (1) SENS RIO MOTOR; (2) PR OPERACIONAL; (3)

HOMEM E MUNDO

Pelo fato da TEORIA COGNITIVISTA ser tratada numa perspectiva interacionista HOMEM e MUNDO s o analisados conjuntamente. No o de DESENVOLVIMENTO do ser humano por fases, onde estas est o INTER RELACIONADAS. Dada a import ncia dessas fases, vamos conhecer algumas de suas caracter sticas: Cada est gio envolve um PER ODO DE FORMA O e um de REALIZA O.

HOMEM E MUNDO

Cada estrutura constitui a REALIZA O DE UM EST GIO e o COME O DO EST GIO SEGUINTE, simultaneamente, conduzindo a forma o de um novo processo evolucion rio. A ordem de sucess o dos est gios constante. As estruturas precedentes tornamse parte das estruturas posteriores. O processo de DESENVOLVIMENTO se d considerando ASSIMILA O versus ACOMODA O

HOMEM E MUNDO

Genericamente falando, o DESELVOLVIMENTO do ser humano consiste em se alcan ar o M XIMO DE OPERACIONALIDADE em suas atividades, sejam elas de natureza motoras, verbais ou mentais. O ser humano progride de est gios mais primitivos em dire o ao pensamento HIPOT TICO DEDUTIVO.

A crian a, por exemplo, relaciona um sistema simb lico, (idealizado por ela) atividade real. Estas atividades ir o conferir crian a, e eventualmente ao homem de um modo geral, o DESENVOLVIMENTO de 2 vari veis, INTERDEPENDENTES entre si: a INTELIG NCIA e a AFETIVIDADE.

SOCIEDADECULTURA

O desenvolvimento social deve caminhar no sentido da democracia Os fatores sociol gicos variam de grupo para grupo No desenvolvimento ontog nico, verificase fases caracterizadas por anomia, passando pela heteronomia at atingir, poss vel mas n o necessariamente, a autonomia Ao n vel individual, a personalidade consistir numa forma de consci ncia intelectual caracterizada pela autonomia

SOCIEDADECULTURA

A moral uma constru o gradual A delibera o coletiva, evita que interesses egoc ntricos predominem nas decis es O egocentrismo caracterizado por imaturidade intelectual e afetiva A democracia uma conquista gradual e deve ser praticada desde a inf ncia, at a supera o do egocentrismo b sico do homem

SOCIEDADECULTURA

Os mecanismos b sicos imprescind veis para que haja uma democracia, s o: delibera o coletiva e discuss o Para Piaget, a democracia consistir em supera o da teocracia e da gerontocracia N o se tem um modelo de sociedade ideal como produto final da evolu o humana

EDUCA O

O objetivo da educa o n o consisti na transmiss o de informa es, demonstra es, modelos etc., mas sim em que o aluno aprenda, por si pr prio, a conquistar esses conhecimentos A educa o deve visar que cada aluno chegue a uma autonomia intelectual A educa o pode ser considerada igualmente como um processo de socializa o

EDUCA O

O sistema escolar deveria implementar e incentivar a atividade em grupo A primeira tarefa da educa o deveria consistir em formar o racioc nio Segundo Piaget: "todo ser humano tem o direito de ser colocado, durante a sua forma o, em um meio escolar de tal ordem que lhe seja poss vel chegar ao ponto de elabora o, at conclus o, dos instrumentos indispens veis de adapta o que s o as opera es da l gica"

EDUCA O

O respeito m tuo entre professoraluno ir substituir a heteronomia, por uma autonomia A melhor ensino aquele que estimula o aluno, constantemente, a buscar novas solu es, criar situa es que exijam o m ximo de explora o por parte deles e que estimule novas estrat gias de compreens o da realidade.

CONHECIMENTO

Conhecimento considerado como uma constru o cont nua. A passagem de um estado de desenvolvimento para o seguinte sempre caracterizada por forma o de novas estruturas que n o existiam anteriormente no individuo. Conhecimento n o procede nem de um sujeito consciente de se si mesmo, nem de objetos j constitu dos.

CONHECIMENTO

A epistemologia gen tica objetiva conhecer n o o sujeito em si, mas unicamente as etapas de sua forma o e nem de objetos em si, por m os objetos sucessivos que s o reconhecidos pelo sujeito no curso de diferentes etapas. O conhecimento humano essencialmente ativo.

Fases de aquisi o do conhecimento segundo Piaget: Fase ex gena: Fase da constata o, da c pia, da repeti o.

CONHECIMENTO

Fase end gena: fase da compreens o das rela es, das combina es A aprendizagem pode parar na primeira etapa, por m o verdadeiro conhecimento implica no aspecto end geno, pois pressup e abstra o. As estruturas mentais ou as estruturas org nicas que constituem a intelig ncia n o s o, para Piaget, nem inatas nem determinadas pelo meio, mas s o o produto de uma constru o, devida s perturba es do meio e capacidade do organismo de ser perturbado e de responder a essa perturba o.

CONHECIMENTO

Para Piaget n o h um come o absoluto: O que assimilado o para um esquema anterior, de forma que, na realidade, n o se aprende nada de realmente novo. Construir na teoria piagetiana implica tornar as estruturas do comportamento , mais complexas, mais m veis e mais est veis.

CONHECIMENTO

O desenvolvimento humano determinado:

3.

4.

Pelas matura es internas do organismo, complexifica o biol gica ligada a matura o dos sistema nervoso. Pelas aquisi es vinculadas experi ncias: a) devidas ao exerc cio, resultando na consolida o e coordena o de reflexos heredit rios. b) Devidas experi ncias f sicas, que comporta a es diferenciadas em fun o dos objetos.

CONHECIMENTO

1.

4.

Pela estimula o ou imposi o do meio externo social relativos a: a) imposi o dos n veis operat rios das regras, valores, signos da sociedade em que o individuo se desenvolve; b) intera es realizadas entre o individuo que comp e o grupo social; Pelas equilibra es processadas nas reestrutura es internas, ao longo da constru o seq encial dos est gios.

ESCOLA

real e material, ao inv s de come ar com a linguagem. Devese dar ao aluno a possibilidade de aprender por si pr prio, possibilidade de investiga o individual, tentativas, tateios, ensaios. Possibilidades de a o motora, verbal e mental para intervir no processo s ciocultural e inovar a sociedade.

A crian a deve come ar aprendendo a observar, a o

Escola

preciso livre coopera o dos alunos entre si, n o s entre alunos e professores, para o desenvolvimento intelectual. Incentivo ao trabalho em grupo. Liberdade de a o em um trabalho com conceitos. As diretrizes que definem a escola piagetiana s o: trabalho em grupo, opera o de conceitos que envolve a reequilibra o, ou seja, aquisi o de um conceito antes n o dominado. Furth Wachs (1979) Escola para o pensamento inspirada na Psicologia gen tica visa estruturar o ambiente para desafiar a intelig ncia da crian a, com jogos, leituras, visitas, discuss o, arte, exerc cio f sico.

ENSINO APRENDIZAGEM

Priorizar as atividades do sujeito, considerando a situa o social. Aprender implica assimilar o objeto a esquemas mentais. Categorias de aprendizagem segundo Piaget: a) a es enquanto conte dos b) a es enquanto formas c) sucess es f sicas d) formas aplicadas s sucess es f sicas (indu o enquanto dedu o aplicada experimenta o).

ENSINOAPRENDIZAGEM

O ensino compat vel com a teoria piagetiana tem de ser baseado no ensaio e no erro, na pesquisa, investiga o, solu o de problemas pelo aluno, e n o em f rmulas, nomenclaturas, defini es. O ponto fundamental do ensino, portanto, consiste em processos e n o em produtos de aprendizagem. A aprendizagem depende do est gio de desenvolvimento. Ocorre verdadeiramente quando o aluno elabora seu conhecimento.

ENSINOAPRENDIZAGEM

A intelig ncia, mecanismo de fazer rela es e combina es, o instrumento de aprendizagem mais necess rio

O ensino consiste na organiza o de dados da experi ncia. O ensino de fatos deve ser substitu do pelo de rela es. E deve basearse em proposi o de problemas. Aprender a aprender. "as crian as n o aprendem a pensar, as crian as pensam. Quando pensam desenvolvem mecanismos de pensamento mais avan ado." Furth e Wachs, 1979, p.p. 3212.

PROFESSORALUNO

Professor atua como um transmissor. Cabe ao Professor:

Criar situa es onde se possa estabelecer troca intelectual e coopera o ao mesmo tempo moral e racional; Evitar rotinas e fixa es de respostas;

Promover problemas sem ensinarlhes as solu es;

PROFESSORALUNO

Orientar o aluno ao autocontrole e autonomia; Levar o aluno a trabalhar o mais independentemente poss vel; e como? Conviver com alunos para que possa auxiliar sua aprendizagem e desenvolvimento; Promover desequil brios, fazer desafios;

PROFESSORALUNO

Desequil brio fundamental, pois, o sujeito novamente buscar o reequil brio daquilo que ocasionou o desequil brio. Desequil brio produz constru o de conhecimento.

PROFESSORALUNO

Tratar o aluno de acordo com as caracter sticas estruturais pr prias de sua face evolutiva e o ensino precisa, conseq entemente, ser adaptado ao desenvolvimento mental e social; E por fim cabe ao professor conhecer e dominar o conte do de sua disciplina.

PROFESSORALUNO

O aluno um receptor e cabe a ele: Um papel essencialmente ativo e suas atividades b sicas como: Observar Experimentar Comparar Relacionar Analisar Levantar hip teses Argumentar

PROFESSORALUNO

"Ora, obvio que o educador continua indispens vel, a titulo de animador, para criar as situa es e construir os dispositivos de partida suscet veis de apresentar problemas teis a crian a e, em seguida, organizar contra exemplos que for am a reflex o e obrigam o controle de solu es mais precoces: o que se deseja que o mestre deixe de ser apenas um conferencista e estimule a pesquisa e esfor o, em lugar de contentarse em transmitir os problemas j solucionados." ( Piaget, 1974,h,p.18)

METODOLOGIA

Para Piaget o trabalho com os outros indiv duos decisivo no desenvolvimento intelectual do ser humano. O ambiente no qual o aluno est inserido precisa ser desafiador, promovendo sempre desequil brios. A motiva o precisa ser desafiadora, promovendo sempre desequil brios. A motiva o caracterizada por desequil brios, necessidades, contradi o, etc.

" uma quest o de apresentar situa es que apresentem novos problemas, problemas que desencadeiem outros. preciso uma mistura de direcionamento e liberdade"

METODOLOGIA

Ele atribui papel primordial pesquisa por parte do aluno, pois assim que ser o formadas as novas no es e opera es. As experi ncias n o devem ser feitas na frente do aluno, devem ser feitas pelo aluno. O ensino deve procurar estabelecer as rela es entre os diferentes ramos do saber e n o reduzir formalmente o conhecimento as mat rias de ensino.

AVALIA O

Piaget: O conhecimento come a a partir do momento em que ele comunic vel e control vel Bring ier: mensur vel ? Piaget: N o mesmo! N o mesmo! H conhecimentos qualitativos. E Psicologia, em L gica, nada mensur vel. Mas o conhecimento come a quando se chega a conciliar os controles m tuos e as verifica es em aproxima es sucessivas. ( Bring ier, 1978, p. 25)

AVALIA O

Pouca rela o com avalia o tradicional (provas, exames, notas) Avalia o feita a partir de par metros extra dos da pr pria teoria e implicar verificar se o aluno j adquiriu no es, conserva es, realizou opera es. Verificar se houve aprendizagem atrav s de reprodu es livres

AVALIA O

Express es pr prias; Explica es pr ticas; Explica es casuais;

Controle desse aproveitamento deve ser feito atrav s da assimila o e aplica o em situa es variadas. Professor deve avaliar os conceitos errados dos alunos considerando a interpreta o do mundo, dos fatos, e realizada de forma qualitativamente diferente nos diferentes est gios de desenvolvimento, quer do ser, quer da esp cie.

CONSIDERA ES FINAIS

COGNITIVISMO versus COMPORTAMENTALISMO Enfim, n s como futuros professores, devemos refletir no fato de que necess ria uma TEORIA DE INSTRU O COM FUNDAMENTA O PSICOGEN TICA mais ampla e sistem tica, uma vez que sendo assim, teremos ferramentas para atuar em diferentes n veis de ensino e em diferentes reas do conhecimento com consider vel flexibilidade.

Comentários


  1. (!)wanessa - em 27/04/2010 -

    Gostei muito deste arquivo porque tem tudo q eu preciso.
    parabens leandro vc é o maximo!!!

Abordagem Cognitivista
Leandro
05/10/2009
Seminário apresentado à disciplina de Didática pelos acadêmicos cursando o 2º ano de graduação em Química com habilitação em Licenciatura na Universidade Estadual de Maringá.

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