Criação Bovina

Ana Maria Weiss Iarczewski

Benedito Leão Ribeiro Neto

Christiano Michel Fernandes Freitas

Francklin Fernando Oliveira da Silva

Brasil e o Mundo

  • O Brasil tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, superando, inclusive, o número de habitantes no país, estimado em 182 milhões.

  • Brasil exporta carne bovina para mais de 100 países, consolidando sua posição como o maior exportador mundial de carne

Janeiro 2008/Metade de Outubro 2008

Maiores produtores de leite do mundo (bilhões/L)

Mercado Bovino

Guzerá (Garrido)

  • Guzerá (Garrido)

Guzerá

  • Foi a Primeira raça Zebuína a chegar no Brasil;

  • Foi a raça de maior continente até o inicio de 1920;

  • Linhagem leiteira e a maioria para carne;

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Nelore

  • É a raça de maior continente no Brasil;

  • Considerada com maior habilidade materna;

  • É a melhor que se adapta ao centro-oeste, fator importante é o seu baixo nível de metabolismo;

  • A precocidade sexual é outra característica que vem sendo comprovada;

  • O nelore sempre foi referência para o cruzamento industrial com bovinos de origem européia, ou mesmo toros nelores com vacas nelores.

http://www.crvlagoa.com.br/images/upload/IMPERIAL%20POI%2035.pdf

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Brahman

  • A raça Brahman foi desenvolvida nos EUA, a partir do cruzamento de outras raças: Nelore, Gir, Guzerá.

  • Ate o ano 2000, foi a ultima raça zebuína a adentrar o Brasil;

  • Principal característica são seus membro mais curtos que os demais zebuínos;

  • Tem características para a produção de carne;

  • Produz de 22 a 44% a mais de leite que as de mais raças de corte;

http://www.crvlagoa.com.br/images/upload/LÍDER.pdf

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Tabapuã

  • Raça muito utilizada para o cruzamento com o nelore;

  • Suas características são as mais adequadas para regiões muito ensolaradas, como no centro-oeste que tem 29% do rebanho brasileiro.

  • É basicamente constituída de animais da raça Nelore e também Guzerá e traços de sangue Gir.

  • É um zebuíno geneticamente formado com a característica mocha, no município de Tabapuã –SP.

http://www.crvlagoa.com.br/images/upload/Astro_1pg-2008-ok.pdf

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Gir

  • Possui dupla aptidão (corte e leite);

  • Se destaca pela pelagem diferente;

  • Rendimento de carcaça de 58-67%;

  • O sangue exerci influencia em 82,4% das propriedades leiteiras;

  • 55% do rebanho esta no sudeste;

http://www.crvlagoa.com.br/images/upload/Balsamo_09.pdf

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Simental

  • Origem Suíça ,esta presente em mais de 70 países;

  • E um melhorador para cruzamento de corte;

  • O Simental é o primeiro na produção de sêmen congelado;

  • Trata-se de um gado com forte adaptação às condições tropicais e com boa conversão alimentar;

  • Na UNESP/Botucatu, pesquisas com novilhos superprecoce como a superior nas empresas Cambijú e Nomurabrás (Simental+Nelore).

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Chanchin

  • Formado na Fazenda Chanchin em São Carlos-SP

  • Sintético;

  • Rendimento de Carcaça de 57-63%;

  • Carne de boa qualidade.

http://www.crvlagoa.com.br/images/upload/INVENTOR.pdf

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Caracu

  • Primeira raça a ser trazida da Europa;

  • Descendente direta dos animais dos troncos Bos Taurus i béricos e os Bos Taurus Aquitanicus.

  • Apresenta as seguintes características:

  • Pelo curto;

  • Pelagem nos vários tons de amarelo, sem pêlos pretos ou manchas brancas;

  • Umbigo curto;

  • Facilidade de parto;

  • Orelhas pequenas;

  • Chifre alaranjado, com saídas para os lados.

Holandês

  • Variação de V&B do P&B;

  • Não suporta muito calor e nem muita movimentação;

  • Aptidão leiteira;

  • Atualmente é feito varios estudos de cruzamentos;

http://www.crvlagoa.com.br/images/upload/Singelo_1pg-2008-.pdf

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Girolanda

  • Raça sintética;

  • Rusticidade do gir + a produção de leite do holandês.

Sistemas de criações bovinas

Os sistemas de criação ideais para produção de bovinos variam muito de uma região para outra. De modo geral, eles podem ser classificados em: sistema extensivo, intensivo e semi intensivo.

Gado leiteiro

  • Para a criação do gado leiteiro os sistemas de criação mais utilizados são três:   Extensivo, semi-intensivo e intensivo.

Gado de corte

  • Os sistemas de criação para produção para o gado de corte são classificados em: sistema extensivo ou sistema intensivo.

Sistema Extensivo

  • O sistema extensivo de criação é mais usado com gado misto;

  • Sem padrão racial definido;

  • Consiste em criar os animais soltos no pasto;

  • Mata-Burros

  • A pastagem é a base da alimentação ;

  • As instalações são simples;

  • Com cercas para piquetes de pastagens com bebedouros e saleiro;

Sistema Extensivo

  • Estábulo de ordenha;

  • Curral de espera;

  • Esterqueiras;

  • Reservatórios;

  • A ordenha é feita uma vez por dia, manualmente, no próprio curral ou no galpão, com a presença dos bezerros.

Sistema Semi-Intensivo

  • O sistema semi-intensivo de criação é mais usado para gado de melhor padrão racial.;

  • Consiste em manter o gado no pasto e reforçar a sua alimentação em regime de confinamento parcial;

  • A alimentação no pasto é complementada: com silagem ou capim picado na época de estiagem.

  • Estábulo de ordenha;

Sistemas Semi-Intensivo

  • Curral de espera;

  • Curral de alimentação com bebedouros;

  • Cochos para forragens e para minerais (saleiros);

  • Bebedouros;

  • Silos para forragens;

  • Esterqueiras;

  • Cercas para piqueteses de patagens com bebedouros e saleiros;

  • Mata-burros.

Sistema Intensivo

  • O sistema intensivo de criação é o mais recomendado para gado de alto padrão racial;

  • Consiste em criar os animais de elevada produção;

  • Permanentemente confinados no próprio estábulo de ordenha ou em galpões;

  • dependendo da modalidade de estabulação a ser adotada, com   manejo extremamente controlado.

  • Estábulo de ordenha;

Sistema Intensivo

  • Galpões de estabulação livre;

  • Curral de espera;

  • Curral de alimentação com bebedouros;

  • Cochos para forragens e para minerais (saleiro); Bebedouros;

  • Reservatórios; Silos para forragem;

  • Esterqueiras

  • Mata-burros.

Sistema Intensivo

  • A grande vantagem do sistema intensivo de criação consiste na eficiência do manejo e no conseqüente aumento da produtividade.

Sistema Intensivo

No sistema intensivo há dois modos de estabulação:

  • Modo de estabulação livre: os animais são alojados em galpões onde podem circular pelos corredores para se alimentar, beber água ou descansar. 

  • Modo convencional: os animais tem acesso na maior parte do tempo as baias individuais uma do lado do outro.

Comparativos entre os três tipos de sistemas de criação, feitos com um animal da mesma raça, Nelore, que ao nascer pesa 29-30kg.

Vacinações 

  • A função das vacinas é propiciar a proteção dos animais contra as enfermidades naturalmente ocorrentes na região onde o rebanho se encontra.

  • Fatores como idade, sexo, espécie, região geográfica e tipo de manejo determinam as vacinas a serem utilizadas.

Principais vacinas

  • As vacinas para uso em bovinos de corte, sendo algumas contra enfermidades causadas por vírus, bactérias e protozoários. Existem vacinas recomendadas para uso rotineiro e as utilizadas em condições específicas.

Principais vacinas

Principais vacinas

Saúde e Doença

  • Existem vacinas obrigatórias por lei, como é o caso da vacina contra a febre aftosa e, mais recentemente, a da brucelose em alguns Estados.

  • Para obter sucesso na pecuária, faz-se necessário elaborar um calendário profilático, esquematizando as épocas de vacinações.

As doenças e as vacinações mais comuns na pecuária de corte 

Febre aftosa 

  • É uma doença aguda que acomete os animais fissípedes (que têm os cascos partidos), extremamente contagiosa e causada por um vírus.

Brucelose

  • É uma doença bacteriana, que interfere na reprodução, provocando aborto. 

Clostridiose

  • É uma doença típica de animais jovens (até 2 anos).

As doenças e as vacinações mais comuns na pecuária de corte

Tuberculose

  • A vacinação contra a tuberculose é de pouca eficácia, faz-se o controle dessa doença em bovinos por meio do teste de tuberculinização. Em bovinos de corte, o teste é feito com a aplicação de tuberculina PPD bovina em animais de idade igual ou superior a seis semanas de vida. A aplicação é feita na prega caudal, fazendo-se a leitura 72 horas após.

As doenças e as vacinações mais comuns na pecuária de corte

Raiva bovina

  • É uma doença causada por um vírus e transmitida por morcegos hematófagos.

Botulismo

  • É causada por uma toxina de uma espécie de Clostridium e que ataca o sistema nervoso dos animais.

As doenças e as vacinações mais comuns na pecuária de corte 

Salmonelose

  • Essa doença, também chamada de paratifo, é mais comum em animais jovens. 

Leptospirose

  • É uma doença de distribuição mundial, sendo mais freqüente em áreas de clima quente e úmido.

As doenças e as vacinações mais comuns na pecuária de corte 

Pasteurelose

  • É uma doença infecciosa aguda, que causa febre, perda do apetite, diarréia sanguinolenta e prostração. Sua aplicação se faz também no pré-parto e no bezerro entre 15 e 30 dias de vida.   IBR, BVD, PI3 e BRSV: São viroses comumente associadas com doenças respiratórias e perdas reprodutivas em bovinos.

CASTRAÇÃO

  • A castração de machos normalmente ocorre na seca onde a incidência de moscas e outros insetos ou parasitas é menor.

  • A castração tem como atrativo principal, que muitas vezes torna-se o fator decisivo, facilitar o manejo, já que torna os animais mais dóceis, permite a mistura de bois e vacas e elimina distúrbios da conduta sexual.

CASTRAÇÃO

  • Os bovinos inteiros, por apresentarem maior velocidade de ganho de peso e serem mais eficientes na transformação dos alimentos oferecidos em peso vivo, produzem cerca de 10% a mais de peso do que os castrados.

  • Com a falta da cobertura de gordura, a carcaça dos bovinos inteiros, durante o resfriamento, desenvolve um escurecimento da parte externa dos músculos, que prejudica o aspecto e, conseqüentemente, deprecia o valor comercial.

Melhor idade para castrar

Melhor método de castração

  • O método à faca tradicional, onde há a extirpação total dos testículos, desde que realizado sob condições higiênicas e com processo hemostático (o mais usual é a amarração do cordão espermático) para animais maiores, é a forma mais eficiente de castração.

Consangüinidade

  • O “inbreeding” ou consangüinidade é conhecido como o método de cruzamento que usa o acasalamento entre parentes.

  • Serve para fixar características desejáveis de algum macho ou fêmea que se sobrepõe em um rebanho.

  • consangüinidade quando bem manejada e controlada, pode ocasionar grandes melhorias em um plantel.

Consangüinidade

  • O cruzamentos entre animais muito aparentados, pode ocasionar o aparecimento de defeitos genéticos congênitos que estavam encobertos pela variabilidade genética do rebanho.

  • O uso de inseminação minimiza em muito a homozigose do rebanho.

Vantagens da Inseminação Artificial

  • Entende-se por inseminação artificial (IA) o procedimento de depositar o sêmen do macho no útero da fêmea utilizando meios artificiais em lugar da cópula natural;

  • Apresenta vantagens decorrentes do melhoramento genético dos rebanhos .

  • Controle de doenças genéticas e adquiridas;

Vantagens da Inseminação Artificial

  • Além das vantagens acima mencionadas, existem outras situações em que pode ser conveniente (e rentável) o uso da IA.

  • Possibilitar o cruzamento entre raças;

  • Prevenir acidentes, que podem ocorrer com vacas e principalmente com novilhas quando o touro é muito pesado;

Vantagens da Inseminação Artificial

  • Prevenir acidentes com funcionários, familiares ou visitantes da propriedade, devido ao comportamento agressivo de alguns touros;

  • Usar de touros com problemas adquiridos e impossibilitados de efetuarem a monta ou após sua morte;

Vantagens da Inseminação Artificial

  • Reduzir a dificuldade dos partos, pelo uso de touros que comprovadamente produzem filhos de pequeno porte ao nascimento

  • Aumentar o número de descendentes de um reprodutor;

  • Padronizar o rebanho, facilitando a comercialização dos lotes;

Inconvenientes do uso da IA

  • Da mesma forma que a IA promove o melhoramento genético e controle sanitário dos rebanhos, existem o risco (insignificante quando o sêmen é adquirido de centrais registradas) da técnica ser uma poderosa ferramenta para disseminar na população touros de expressão genética negativa ou mesmo doenças reprodutivas.

Inconvenientes do uso da IA

  • Necessidade de identificar os animais em cio (deve existir uma boa vigilância para detecção do cio).

  • Treinamento para realizar a inseminação.

  • Dificuldade para manter o sêmen armazenado (disponibilidade de N2 líquido).

Sincronização do cio

  • A manipulação farmacológica do ciclo estral oferece a possibilidade de inseminar os animais na medida em que apresentam cio após um tratamento de sincronização (esse período pode variar de 2 a 6 dias). Igualmente, pode-se programar a IA em data previamente estabelecida, após um processo de sincronização da ovulação, independentemente da manifestação do cio.

Boi verde e orgânico

Conclusão

Com esse trabalho podemos concluir que a importância da criação de gado no Brasil, foi em geral atribuída em questões de povoamento no território brasileiro, sobre tudo na região nordeste(sertão) e centro-oeste,mas também no sul do pais(campanha gaúcha). E também sua grande importância em termos de tecnologia, por exemplo: inseminação, melhoramento de raça, etc. Técnicas que envolvem tecnologias avançadas, na qual foram desenvolvidas com muita pesquisa.

Obrigado pela atenção!!!

Bibliografia

  • Os cruzamentos na Pecuária Tropical-Ed. Agropecuária Tropical;

  • http://www.lagoa.com.br;

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