Poluição do ar na cidade de S. Paulo

Poluição do ar na cidade de S. Paulo

Meio Ambiente no estado de São Paulo

Reportagem retirada da Folha de São Paulo –

MEIO AMBIENTEAr fica inadequado em 16 estaçõesGrande SP registra poluição recorde A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) registrou ontem qualidade inadequada do ar em 16 das 22 estações medidoras da região metropolitana de São Paulo.As outras seis estações (Santana, Nossa Senhora do Ó, Lapa, Cerqueira César, Guarulhos e Santo André/Capuava) apresentaram qualidade apenas regular do ar.Desde o início do rodízio, em 23 de junho, ontem foi o dia que teve o maior número de estações com qualidade inadequada do ar, segundo a Cetesb.O recorde anterior eram 11 estações inadequadas, em 16 de julho."A situação é muito preocupante. Os níveis elevados de poluentes, sobretudo de partículas inaláveis e monóxido de carbono, foram detectados em vários pontos da região metropolitana e não apenas num local", disse Cláudio Alonso, da Cetesb. "Isso quer dizer que mais pessoas estão sendo atingidas por elevados índices de poluição."Em Mauá (região metropolitana), o estado de atenção por excesso do poluente ozônio -que fora declarado segunda-feira- foi suspenso ontem pela Cetesb.De anteontem para ontem, a melhoria da qualidade do ar na cidade foi pouca -passou de má na segunda para inadequada ontem-, mas suficiente para que a Cetesb suspendesse o estado de atenção.Para as próximas 72 horas, a Cetesb prevê condições desfavoráveis para a dispersão de poluentes.Não deverá chover e o vento será insuficiente para dissipar com eficiência os poluentes."É possível que a poluição piore ainda mais no resto da semana", afirmou Alonso.Entre as 16h de segunda e as 15h de ontem, ventou em apenas 44,8% do tempo, um índice muito baixo.A inversão térmica, fenômeno climático que aprisiona o ar poluído e dificulta a dispersão de poluentes, se deu ontem a apenas 67 metros do solo na cidade de São Paulo.

Reportagem retirada da Folha de São Paulo - São Paulo, 24 de outubro de 1997

Estações medidoras de poluição da Cetesb registraram 62 dias com qualidade do ar má em cinco meses1997 teve 40% dos dias poluídos em SP Os paulistanos estão respirando um ar com qualidade muito ruim este ano. Em 62 dias dos cinco primeiros meses do ano, as estações medidoras de poluição da Cetesb (agência ambiental paulista) registraram qualidade do ar inadequada ou má.Os poluentes que ultrapassaram os padrões aceitáveis foram o ozônio, em 42 estações, e as partículas inaláveis, em 22 estações.Em dois dias, ambos os poluentes ultrapassaram os níveis aceitáveis. A qualidade má só foi registrada para o ozônio -por 13 vezes.Na escala da Cetesb, quando uma estação atinge qualidade má o governo poderia decretar estado de atenção na região. Apesar das 13 ocorrências, apenas no dia 14 de abril foi adotada a medida.Nenhuma das 25 estações foi considerada pior que as outras.O ozônio é um poluente formado pela reação de outros gases na atmosfera e se manifesta principalmente no verão, nos dias ensolarados. O ozônio provoca irritação nos olhos, nariz e garganta, náuseas e dor de cabeça.As partículas inaláveis resultam da queima incompleta de combustíveis e aditivos, além de processos industriais.Essas partículas, emitidas principalmente por veículos a diesel, como caminhões e ônibus, podem atingir os alvéolos pulmonares, a região mais profunda do sistema respiratório, agravando doenças respiratórias."São dados espantosos. É quase um dia sim, um dia não com o ar ruim na cidade", diz o gerente de qualidade ambiental da Cetesb, Cláudio Alonso.E, se as previsões dos meteorologistas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) -de um inverno típico, seco e frio- se concretizarem, a situação pode se agravar."As três frentes frias dos últimos dias têm dispersado a poluição. Mas, se parar de chover e ventar, a situação deve piorar", diz Alonso.Ele diz que não é possível comparar os números deste ano com os de 1996 porque a rede de medição foi totalmente reformada no ano passado.Até então, muitas estações estavam quebradas e outras não tinham equipamentos para aferir a presença dos diversos poluentes.O monóxido de carbono (CO), principal poluente combatido pelo rodízio de veículos, ainda não ultrapassou os níveis aceitáveis neste ano.Segundo Alonso, com a inclusão dos caminhões no programa de restrição à circulação de veículos deste ano, é possível que caia a emissão de partículas inaláveis.O governo ainda não confirmou a data para o início do rodízio, mas é provável que a operação comece na segunda quinzena de junho."A principal ação para que não haja excesso de partículas inaláveis em São Paulo é a manutenção correta em caminhões e ônibus", diz Alonso.Ar teve qualidade má 13 vezes no cinco primeiros meses deste ano na cidade de São Paulo. Nesses dias, o ozônio ultrapassou os níveis aceitáveis

Conceitos Básicos

Poluição - Emissão de resíduos sólidos, líquidos e gasosos em quantidade superior à capacidade de absorção do meio ambiente. Esse desequilíbrio interfere na vida dos animais e vegetais e nos mecanismos de proteção do planeta.

Poluição do ar - A emissão de gases tóxicos por veículos automotores é a maior fonte de poluição atmosférica. Nas cidades, esses veículos são responsáveis por 40% da poluição do ar, porque emitem gases como o monóxido e o dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre, derivados de hidrocarbonetos e chumbo. As refinarias de petróleo, indústrias químicas e siderúrgicas, fábricas de papel e cimento emitem enxofre, chumbo e outros metais pesados, e diversos resíduos sólidos.Essas alterações provocam no homem distúrbios respiratórios, alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso, e em órgãos vitais, e câncer. Em cidades muito poluídas, esses distúrbios agravam-se no inverno com a inversão térmica, quando uma camada de ar frio forma uma redoma na alta atmosfera, aprisionando o ar quente e impedindo a dispersão dos poluentes.

Poluição sonora - Algumas pesquisas mostram que o ruído constitui um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando a hipertensão arterial, gastrites, úlceras e impotência sexual.O limite de tolerância do homem a ruídos contínuos e intermitentes, estabelecido pelo Ministério do Trabalho, é de 85 decibéis por 8 horas diárias. Pessoas que trabalham ou vivem em locais com muito ruído podem ficar surdas ou com um zumbido constante nos ouvidos. Nas principais ruas da cidade de São Paulo, os níveis de ruído atingem de 88 a 104 decibéis. Isso explica por que os motoristas profissionais são o principal alvo de surdez adquirida. Nas áreas residenciais, os níveis de ruído variam de 60 a 63 decibéis – acima dos 55 decibéis estabelecidos como limite pela Lei Municipal de Silêncio.

Contaminação das águas - A maior parte dos poluentes atmosféricos reage com o vapor de água na atmosfera e volta à superfície sob a forma de chuvas, contaminando, pela absorção do solo, os lençóis subterrâneos.Nas cidades e regiões agrícolas são lançados diariamente cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que poluem rios, lagos, lençóis subterrâneos e áreas de mananciais. Os oceanos recebem boa parte dos poluentes dissolvidos nos rios, além do lixo dos centros industriais e urbanos localizados no litoral. O excesso de material orgânico no mar leva à proliferação descontrolada de microrganismos, que acabam por formar as chamadas "marés vermelhas" – que matam peixes e deixam os frutos do mar impróprios para o consumo do homem. Anualmente 1 milhão de toneladas de óleo se espalham pela superfície dos oceanos, formando uma camada compacta que demora para ser absorvida.

Comentário

A poluição na cidade de São Paulo hoje em dia é muito grande. As chuvas, e o clima frio que via ocorrendo, também favoreceram no aumento da poluição. A poluição é responsável por um grande número de doenças, tais como problemas nas fossas nasais, no ouvido e na garganta. Problemas respiratórios também são causados pela poluição. Alguns estudos, ligam a poluição com doenças cardíacas.O rodízio de veículos na cidade de São Paulo, foi umas das medidas para tentar diminuir a poluição. Não adiantou muita coisa. Não basta apenas fazer o rodízio, tem que haver um controle para a emissão de poluentes dos automóveis. Caminhões, ônibus, e outros automóveis que são movidos a disel emitem mais poluentes do que os carros comuns, movidos à álcool e gasolina.Mas também não basta apenas isto para fazer o poluição diminuir. Controles nas indústria e em outras fontes emissoras de poluentes também devem ser feitos.Este problema não vem ocorrendo apenas em São Paulo. O mundo todo vive com ele.As indústrias, são as que mais poluem o estado de São Paulo. Esses gases tóxicos lançados ao ar livre, são um dos responsáveis pela aquela camada cinzenta existente no céu que cobre a cidade de São Paulo. Nada, ou quase nada, é feito contra isso. Após a revolução industrial, o índice de gás carbônico subiu de 0,2 para 0,3 %. Isso parece não ser nada. Mas se isso continuar assim, em alguns séculos a vida em nosso planeta será inviável.O ar que respiramos esta cada vez mais sujo. Problemas alérgicos tais como renite alérgica, antigamente eram raros e hoje são muito comuns. A camada de ozônio esta sendo destruída, chuvas ácidas e o efeito estufa, são causados pela poluição e pela queima de gases ácidos.O próprio homem está destruindo a natureza e só ele pode evitar isso. É preciso encontrar alguma maneira eficiente de acabar, ou pelo menos diminuir sensivelmente, a poluição de nosso meio ambiente. Acabando com a natureza, o homem está acabando com sua própria vida. A homem tem que se conscientizar de que a prevenção do meio ambiente é a melhor solução para a sua existência.

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