Hemocomponentes

Hemocomponentes

1 – SANGUE TOTAL

DESCRIÇÃO: É o sangue doado sem nenhuma modificação, que será processado nos hemocomponentes descritos abaixo. Praticamente em desuso. Existem poucas indicações de transfusão de sangue total. A quantidade de fatores de coagulação não é suficiente e as plaquetas não estão mais viáveis. O concentrado de hemácias supre de forma mais eficaz que o sangue total, a reposição de eritrócitos, com a vantagem de ser infundido menor volume.

2 – CONCENTRADO DE HEMÁCIAS:

DESCRIÇÃO: É proveniente de uma bolsa de sangue total que foi centrifugada. Também pode ser obtido por coleta por aférese.

PREPARAÇÕES ESPECIAIS: Concentrado de Hemácias de Baixo Volume; Concentrado de Hemácias de Aférese; Concentrado de Hemácias Irradiadas; Concentrado de Hemácias desleucocitados e Concentrado de Hemácias Lavado.

PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO: A solução anticoagulante-preservadora da bolsa de coleta poderá ser o CPDA1, neste caso o Concentrado de Hemácias terá a validade de 35 dias. Se a esta solução for adicionado uma solução aditiva como o

SAG- MANITOL, a validade da bolsa ficará estendida até 42 dias. A temperatura de conservação é de 1o C - 60 C.

SELEÇÃO: Os Concentrados de Hemácias deverão ser compatíveis com os anticorpos ABO presentes no soro do receptor. A Prova de Compatibilidade deve ser realizada antes de cada transfusão (exceto para as solicitações de “extrema urgência”). Vide RDC 153 de 14 de junho de 2004

INDICAÇÃO: Para pacientes com sintomatologia de deficiência na capacidade de carreamento do oxigênio ou com hipóxia tissular devida ao número de hemácias circulantes insuficientes. Também estão indicados na Exangüineo Transfusão

(Doença Hemolítica do Recém Nascido) e na Transfusão de Troca para pacientes com Doença Falciforme.

CONTRA-INDICAÇÕES: Os Concentrados de Hemácias não devem utilizados para tratar anemias que podem ser corrigidas com terapia não transfusional, como reposição de ferrro e eritropoietina recombinante. Também não devem ser utilizados como fonte de volume sangüíneo, pressão oncótica, fatores de coagulação e plaquetas.

3 – CONCENTRADO DE PLAQUETAS:

DESCRIÇÃO: Concentrado de Plaquetas de Sangue Total é obtido a partir de uma doação de sangue total, através de sucessivas centrifugações.Também pode ser obtido por aférese (Plaqueta de Doador Único).

PREPARAÇÕES ESPECIAIS: Plaquetas/ Plaquetas de Aférese Irradiadas, Pool de Plaquetas, Plaquetas/Plaquetas de Aférese Desleucocitadas.

PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO: Concentrado Plaquetas de Sangue Total contém 5.5 x 10 de plaquetas por bolsa, em aproximadamente 50 a 70 ml de plasma. A solução anticoagulante-preservadora é a mesma da bolsa de sangue total coletada inicialmente.

Plaquetas obtidas por aférese contêm > 3.0x1011 de plaquetas em aproximadamente 250 ml de plasma. A solução anticoagulante-preservadora é o ACD. A temperatura de conservação é 22o C + ou – 2o C e em agitação constante.

Rh negativo devem receber plaquetas Rh negativo, principalmente mulheres em idade fértil, e crianças do sexo feminino

SELEÇÃO E PREPARAÇÃO: Os concentrados de plaquetas devem ser ABO compatíveis quando possível. Os receptores

Serviço de Hemoterapia e podem ser de 4, 8 ou 10 concentrados de plaquetas, dependendo da indicação

Os Concentrados de Plaquetas de Sangue Total devem ser transfundidos sob a forma de “pool”. Estes são preparados pelo Plaquetas de aférese são utilizadas em dose única.

A resposta à transfusão de plaquetas é menor do que a esperada quando há: febre, sepsis, esplenomegalia, hemorragia severa, coagulopatia de consumo, aloimunização HLA e certas drogas (anfotericina)

a contagem diminuída de plaquetas circulantes ou quando há plaquetas funcionalmente anormais

INDICAÇÕES: O pool de concentrado de plaquetas ou plaqueta de aférese estão indicados quando há sangramento devido CONTRA-INDICAÇÕES: Não utilizar em Trombocitopenia Auto-imune e em Púrpura Trombocitopênica Trombótica.

4 – PLASMA FRESCO CONGELADO:

anticoagulante é o mesmo da bolsa de sangue total de origem. O volume é de aproximadamente 250 ml

DESCRIÇÃO: O Plasma Fresco Congelado - PFC, é obtido por centrifugação a partir de uma bolsa de sangue total coletada. Também pode ser obtido por aférese. Este produto tem que estar totalmente congelado em ate 8 h após a coleta. O PREPARAÇÕES ESPECIAIS:

Plasma de Quarentena – é o plasma cujos testes sorológicos foram não reagentes, armazenado à temperatura de -20 ºC ou inferior, e que não é utilizado por ocasião da doação. Este fica armazenado até o retorno do doador para nova doação. Se os novos testes de triagem mantiverem-se inalterados, o hemocomponente será liberado para uso. Esse procedimento visa maior segurança transfusional. O plasma de quarentena não deve ser confundido com o plasma bloqueado para uso, aguardando os resultados da triagem sorológica obrigatória.

Plasma Isento de Crio - é o plasma do qual foi retirado, em sistema fechado, o crioprecipitado. Deve ser congelado à -20oC ou inferior e tem a validade de 5 anos,

PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO: Por definição cada 1 ml de plasma contém 1 IU de cada fator de coagulação. A temperatura de conservação é de no mínimo -20o C, sendo porem recomendada a temperatura de -30o C.

entre -20o C e 30oC

Validade – 24 meses, se for armazenado à temperatura de -30oC ou inferior e 12 meses, se for armazenado em temperatura

SELEÇÃO E PREPARAÇÃO: O PFC deverá ser ABO compatível com as hemácias do receptor. Deve ser descongelado à temperatura de 37o C e infundido imediatamente.

O volume a ser transfundido é determinado pela superfície corporal do paciente e pela condição clínica. Em geral usa-se de 5 a 20 ml/Kg.

O PFC transfundido para corrigir alterações da coagulação deve normalizar os níveis de fibrinogênio e levar o TAP (tempo de protrombina) e PTT (tempo de tromboplastina parcial ativada) para padrões hemostáticos.

Dose terapêutica de PF a ser administrada nas coagulopatias é de 10 a 20ml/kg levando-se em conta o quadro clínico e a doença de base do paciente. A freqüência da administração depende da vida média de cada fator a ser reposto.

INDICAÇÕES: A transfusão de plasma está indicada nas seguintes situações:

CONTRA-INDICAÇÕES: Não usar PFC como repositor de volume sangüíneo. Não usar para coagulopatias que podem ser corrigidas por Vit. K.

5 - CRIOPRECIPITADO:

DESCRIÇÃO: Uma unidade de crioprecipitado é preparada descongelando-se uma unidade de PFC entre 2oC e 6oC e recuperando-se o precipitado insolúvel em frio que fica depositado no fundo da bolsa. Este crioprecipitado deve estar recongelado em 1 hora. Contém: fibrinogênio; Fator VIII:C; Fator VIII:vWF (fator de von Willebrand); Fator XIII e fibronectinas.

Cada unidade deve conter no mínimo 70 UI Fator VIII:C e 140 mg de fibrinogênio em 15 ml de plasma. O crioprecipitado é transfundido em “pool” de várias unidades.

PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO: O anticoagulante é o mesmo da bolsa de origem e sua validade varia de acordo com a temperatura de conservação.

SELEÇÃO E PREPARAÇÃO: Preferencialmente a transfusão deverá ser ABO compatível como o PFC. Para transfusão em crianças deve ser isogrupo. Deve ser descongelado a 37o C e infundido imediatamente.

INDICAÇÕES: A transfusão de crioprecipitado está indicada sempre que houver hemorragia, e diminuição do Fibrinogênio abaixo de 10 mg/dL. Além disto, o crioprecipitado está indicado para o tratamento dos pacientes com hemorragia por déficit de Fator XIII, quando não houver em hipótese nenhuma, o concentrado de fator VIII industrial, disponível para uso.

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