Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Centro de Formação Profissional “Taft Alves Ferreira”

Palitos de Fósforo

Sete Lagoas 16 de abril de 2010

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Centro de Formação Profissional “Taft Alves Ferreira”

Palitos de Fósforo

Trabalho apresentado ao

Curso de Técnico em Eletrotécnica no CFP “Taft Alves Ferreira” como requisito para a conclusão da disciplina de Português Aplicado, e orientado pela professora Selma Araújo.

Sete Lagoas 16 de abril de 2010.

1.Introdução4
2.Etimologia5
3.Onde é encontrado?5
4.Aplicações6
5.História Geral6
6.História no Brasil7
Conclusão8

Introdução

Palito de fósforo (fósforo de fricção) fabricado atualmente é um artigo, curto, fino, feito de madeira, papelão ou barbante encerado e geralmente

fósforo vermelho (geralmente o trissulfuretofosfórico - P4S3) em uma das extremidades e que quando entra em atrito com outros objetos de principalmente superfícies ásperas se decompõe e arde diante de baixas temperaturas e incendeia os demais produtos produzindo fogo.

Na Mitologia Grega, Fósforo (ou Eósforos) era um Deus Menor retratado como um cavaleiro armado com uma tocha. Sendo o representante do planeta Vênus (que apenas era identificado com a Deusa do Amor pelos romanos), Fósforo foi, mais tarde, com o advento do Cristianismo, identificado com a figura de Lúcifer, o Anjo portador da Luz que, por sua vaidade, caiu ao se julgar superior a Deus-Javé.

1 - Etimologia

É por sua etimologia “fósforo” significa “luz brilhante” e provém do latim “phosphorus”, que por sua vez se originou no grego “phosphoros”, formada de “phos” (luz) e do sufixo “phoros” (portador).

É um sólido na temperatura ambiente, tendo sido descoberto em 1669 por

Henning Brand.

É um não-metal multivalente pertencente à série química do nitrogênio (grupo 15 ou 5 A) que se encontra na natureza combinado, formando fosfatos inorgânicos, inclusive nos seres vivos. Não é encontrado no estado nativo porque é muito reativo, oxidando-se espontaneamente em contato com o oxigênio do ar atmosférico, emitindo luz (fenômeno da fosforescência).

2 - Onde é encontrado?

O fósforo é o único micronutriente que não existe na atmosfera, se não unicamente em forma sólida nas rochas. Ao mineralizar-se, é captado pelas raízes das plantas e se incorpora a cadeia trófica dos consumidores, devolvendo ao solo, nos excrementos ou através da morte. Uma parte do fósforo é transportada por correntes de água. Ali, se incorpora na cadeia trófica marinha ou se acumula e se perde nos solos marinhos, aonde não pode ser aproveitada pelos seres vivos, até que o afloramento de algas profundas possam reincorporá-lo na cadeia trófica. A partir do "guano" ou excremento de aves pelicaniformes, o fósforo pode ser reutilizado como "guano" reiniciando um novo ciclo.

Boa parte do fósforo de que precisamos são ingeridos quando nos alimentamos de peixe. Nossos ossos armazenam cerca de 750 g de fósforo sob a forma de fosfato de cálcio. A falta de fósforo provoca o raquitismo nas crianças e nos adultos tornando seus ossos quebradiços.

O uso doméstico destes detergentes é a maior causa da poluição dos rios pelo fósforo. Mesmo a água tratada de esgotos, que volta aos rios, pode ainda conter fosfatos.

3 – Aplicações

O ácido fosfórico concentrado, que pode conter entre 70 e 75% de pentóxido

(P2O5) é importante para a agricultura, já que forma os fosfatos empregados para a produção de fertilizantes.

Os fosfatos são usados para a fabricação de cristais especiais para lâmpadas de sódio e no revestimento interno de lâmpadas fluorescentes. O fosfato monocálcio é utilizado como pó de confeite para bolos e outros produtos, em confeitarias. É importante para a produção de aço e bronze. O Fosfato trissódico é empregado como agente de limpeza para amolecer a água e prevenir a corrosão da tubulação. O Fósforo branco tem aplicações militares em bombas incendiárias e bombas de efeito moral. Também é usado em fósforos de segurança, pirotecnia, pastas de dente, detergentes, pesticidas e outros produtos.

4 - História Geral

O fósforo - do latim phosphŏrus, e este do grego φωσφόρος, portador de luz - antigo nome do planeta Vênus, foi descoberto pelo alquimista alemão Henning Brand em 1669, na cidade de Hamburgo, ao destilar uma mistura de urina e areia na procura da pedra filosofal. Ao vaporizar a uréia obteve um material branco que brilhava no escuro e ardia com uma chama brilhante. Ao longo do tempo, as substâncias que brilham na obscuridade passaram a ser chamadas de fosforescentes. Brand, a primeira pessoa conhecida a descobrir o elemento químico, manteve esta descoberta por um tempo em segredo.

Em 1680 o cientista britânico Robert Boyle - um dos fundadores da química moderna - reparou que uma chama era formada quando o fósforo era esfregado no enxofre. Boyle acreditava que a chama não era causada pela fricção, mas sim por algo inerente ao fósforo e ao enxofre. Ele tinha razão. Encontrara o principio que conduziria a invenção do fósforo. Coube ao farmacêutico inglês John Walker produzir, em 1827, palitos de fósforo que podem ser considerados, apesar de seu grande tamanho, “o precursor” de nossos fósforos. Palitos menores foram comercializados na Alemanha em 1832, mas ainda eram extremamente perigosos: costumavam incendiar sozinhos dentro da própria embalagem.

Foi nos Estados Unidos que Alonzo D. Phillips de Springfield obteve, em 1836, uma patente para “fabricar fósforos de fricção” e os chamou “locofocos”. Mas o perigo ainda era grande e só foi resolvido após a descoberta do fósforo vermelho, em 1845. Foi o sueco Carl Lundstrom que introduziu em 1855 fósforos seguros, também chamados fósforos de segurança. Além de ser fabricado com fósforo vermelho, para uma maior segurança, seus ingredientes inflamáveis foram colocados em dois locais distintos: na cabeça do palito e do lado de fora da caixa, junto com o material abrasivo.

Os fósforos feitos em papelão apareceram anos mais tarde e o responsável por esta invenção foi Joshua Pusey, um conhecido advogado americano da Pensilvânia que amava fumar charutos. Um dia, Joshua foi convidado para jantar pelo prefeito da Filadélfia e ao se vestir, reparou que a caixa de fósforos que levava no bolso de seu colete era grande demais. Joshua Pusey levou adiante uma idéia e em 1889 patenteou fósforos de papelão, mas oito anos se passaram antes que alguém mostrasse interesse por seu invento. Fato que ocorreu em 1897, quando a Companhia de Ópera Mendelsohn o procurou. Eles queriam algo de diferente para divulgar a abertura da estação nova-iorquina. Pusey então utilizou fósforos de papel com o nome da companhia impresso. A partir daí, os fósforos de papelão começaram a vender com incrível rapidez. Anos mais tarde, Joshua Pusey vendeu sua patente para a Diamond Match Company.

5 - História no Brasil

No Brasil o comerciante curitibano Olivo Carnascialli fundou, em 1913, a Cia.

Fabril Paranaense com a finalidade de explorar a indústria do palito de fósforo, sendo desta forma um dos precursores dessa indústria no país. A Cia Fabril Paranaense foi inaugurada no final da Avenida Visconde de Guarapuava, que na época era o setor industrial da capital paranaense.

A Swedish Match é líder do mercado de fósforos com a marca Fiat Lux e mantém uma posição de destaque no mercado de isqueiros descartáveis com a marca Cricket.

A empresa possui duas fábricas no Brasil - uma em Curitiba onde são produzidos os fósforos Fiat Lux Casa, Cozinha Fortes, Extra-Longos, Pinheiro, Olho, Moça e Beija-Flor para abastecer o mercado nacional; e outra em Manaus, para a produção dos isqueiros descartáveis Cricket distribuídos no Brasil e na América Latina.

Conclusão

A palavra fósforo é proveniente do grego phos, que significa luz e phoros, que significa transportador. Quimicamente falando o fósforo é um elemento de número atômico 15, não metálico, reativo, com diversos compostos importantes. Símbolo: P. É um elemento luminoso no escuro e que arde em contato com o ar.

A cabeça do palito de fósforo é feita de uma massa química, mas não contém fósforo nem pólvora, como muita gente pensa. Esta massa contém um composto químico chamado clorato de potássio, que cede oxigênio facilmente. Na lixa da caixinha de fósforos é que se encontra o elemento químico fósforo. Daí a origem do nome.

A Combustão ocorre de uma reação gerada pelo atrito do clorato de potássio existente na cabeça do palito contra o elemento químico "fósforo" que está na lixa da caixinha.

Atualmente a utiliza-se a madeira de choupo e de Pinus. Existe um plano para substituir a curto prazo esta última integralmente por Choupo

Referências

WIKIPEDIA. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Palito_de_f%C3%B3sforo>, acesso em 10 de abril de 2010 MATCH BOX MUSEUM. <http://matchboxmuseum.blogspot.com/2009/1/airlinelogo-on-matchbox-label.html>, acesso em 10 de abril de 2010 DOMINIO PUBLICO. <http://w.dominiopublico.gov.br/download/video/me000732.mp4>, acesso em 10 de abril de 2010 MATCH. <http://w.match.or.jp/english/column/column01.html>, acesso em 10 de abril de 2010

SWEDISHMATCH. <http://w.swedishmatch.com.br/index.html>, acesso em 10 de abril de 2010 PERNAMBUCO. <http://w.pernambuco.com/>, acesso em 10 de abril de 2010 SITE DE CURIOSIDADES. <http://w.sitedecuriosidades.com/ver/a_origem_dos_palitos_de_fosforos.html>, acesso em 10 de abril de 2010

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