Central de Esterilização

Central de Esterilização

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Secretaria de Assistência à Saúde

Coordenação-Geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro

Divisão de Controle de Infecção Hospitalar Divisão de Enfermagem

':'Orienta~ões Gerais~ para de Esteril·

Série A Normas e Manuais Técnicos, n.108

Brasília, DF Abril de 2001

© 2001. MINISTÉRIO DA SAÚDE

É permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte.

Série A. Normas e Manuais Técnicos, n.108 Tiragem: 500 exemplares

Ministro do Estado da Saúde José Serra

Secretário de Assistência à Saúde Renilson Rehem de Souza

Coordenadora-Geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro Ana Tereza da Silva Pereira Camargo

Coordenação de Avaliação Tecnológica em Procedimentos Especiais Luzia Lamosa Arantes

Chefe da Divisão de Controle de Infecção Hospitalar Yvelise Migueis Pereira Nunes

Chefe da Divisão de Enfermagem Luiza Maria Piazzi Papa

Coordenação e Organização das Orientações Gerais para Central de Esterilização Yvelise Migueis Pereira Nunes Luiza Maria Piazzi Papa

Produção, distribuição e informações: Ministério da Saúde

Secretaria de Assistência a Saúde Coordenação-geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro Rua México, 128,9.° andar Rio de Janeiro -RJ CEP.: 20.031-148 Tel.: (21) 533 0875 Fax.: (21) 533 2494/2492

Ficha Catalográfica

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Coordenação-Geral das

Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro Orientações gerais para Central de Esterilização / Ministério da Saúde, Secretaria de

Assistência à Saúde, Coordenação-Geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro. -Brasília: Ministério da Saúde, 2001.

56 p. : il. -(Série A. Normas e Manuais Técnicos; n. 108) ISBN: 85-334-0345-3

I. Central de Esterilização -Manual. I. Brasil. Ministério da Saúde.

Coordenação-Geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro. Divisão de Controle de Infecção Hospitalar. lI. Título. lII. Série.

CDU 614.48 NLMWX 165 DB8

APRESENTAÇÃO
1 ESTRUTURA8
1.1 Pisos e Paredes8
1.2 Janelas8
1.3 Iluminação8
1.4 Temperatura8
1.5 Ventilação e Exaustão do Calor8
1.6 Ambiente de Apoio8
2 RECURSOS HUMANOS E EQUIPAMENTOS9
2.1 Recursos Humanos9
2.1.1 A Gerência9
2.1.2 Demais membros da equipe da Central de Esterilização9
2.1 .3 Quantitativo9
2.2 Equipamentos10
2.2.1 Importância dos Equipamentos10
2.2.2 Materiais permanentes e insumos10
2.2.3 Equipamentos Específicos10
2.2.4 Cuidados com os equipamentos específicos10

2.2.4.1 2.2.4.2 2.2.4.3

Qualificação operacional no momento da instalação10
Controle rotineiro do equipamento1
grandes mudanças no tipo de carga e/ou embalagens1
2.2.5 Manutenção Preventiva da Autoclave1
3 CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL12
3.1 Classificação12
3.1.1 Artigos Críticos12
3.1.2 Artigos semicríticos13
3.1 .3 Artigos não-críticos13
3.2 Uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI)14
4 PROCESSAMENTO DE ARTIGOS HOSPITALARES15
4.1 Limpeza e secagem15
4.1.1 Limpeza15
4.1.2 Produtos Utilizados para Limpeza15
4.1.3 Secagem16
4.2 Métodos de Desinfecção de Artigos Hospitalares16
4.3 Princípios Ativos Utilizados para Desinfecção ou Esterilização Química17
4.3.1 Aldeídos17
4.3.2 Álcoois18
4.3.3 Compostos Inorgânicos Liberadores de Cloro Ativo18
4.3.4 Compostos Orgânicos Liberadores de Cloro Ativo19

Checagem da função do equipamento após consertos, reformas e 3

4.3.6 lodo e derivados19
4.3.7 Biguanidas19
4.3.8 Quaternário de Amônio19
4.3.9 Ácido Peracético20
4.4 Métodos de Esterilização20
4.4.1 Métodos Físicos20
4.4.1.1 Vapor Saturado sob Pressão (autoclavação)21
4.4.1.2 Qualidade do Vapor21
4.4.1.3 Vapor Saturado Seco21
4.4.1.4 Vapor Saturado Úmido21
4.4.1.5 Vapor Saturado Superaquecido2
4.4.1.6 Calor seco (Estufas ou Fornos de Pasteur)23
4.4.1.7 Radiação23
4.4.2 Métodos Químicos23
4.4.3 Métodos Físico-Químicos24
4.4.3.1 Óxido de etileno (ETO)24
4.4.3.2 Peróxido de Hidrogênio24
4.5 Invólucros25
4.5.1 Tipos de embalagens26
5 CONTROLE DE QUALIDADE26
5.1 Métodos de Monitorização e Esterilização26
5.1.1 Testes Físicos26
5.1.1.1 Avaliador de desempenho do esterilizador26
5.1.1.2 Qualificação térmica (termopares)26
5.1.1.3 Dosimetria de radiação27
5.1.2 Testes Químicos27
5.1.2.1 Indicadores Químicos27
5.1.2.2 Teste de Bowie & Dick (Passo a passo)28
5.1.3 Testes biológicos28
5.1.4 Teste de Esterilidade de controle biológico29
5.1.5 Avaliação de Esterilizantes Químicos29
5.1.6 Controle de Esterilização por Radiações Ionizantes: Gama ou Cobalto 6029
5.1.7 Monitorização dos Processos de Esterilização30
5.1.8 Prazo de Validade de Esterilização30
5.2 Validação dos Processos e Esterilização31
6 REPROCESSAMENTO DE ARTIGOS HOSPiTALARES31
6.1 Legislação Vigente32
6.1.1 Portaria n.o 3, de fevereiro de 198632
6.1.2 Portaria n.o 4, de fevereiro de 19863
6.2 Artigos Descartáveis x Artigos de Uso Único34
6.3 Reprocessamento e Reesterilização34
6.4 Riscos no Processamento34
6.5 Protocolo de Reprocessamento35

4.3.5 Fenólicos ............................................................................................................ 19 4

7.1 Fluxograma da Central de Esterilização37
7.2 Fluxograma de Óxido de Etileno
7.3 Fluxograma de Peróxido de Hidrogênio
7.4 Fluxograma de Esterilização Física41
7.5 Fluxograma de Química42
CONSIDERAÇÕES FINAIS43
GLOSSÁRIO4
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS45
ANEXOS46
Anexo I. Quadro 146
Anexo 1. Quadro 148
Quadro 249
Quadro 350
Anexo 1. Quadro 1: ......................................................................... 51
Anexo IV. Quadro 152
Anexo V. Quadro 153
EQUIPE TÉCNiCA54
Colaboradores5

7 FLUXOGRAMA .................................................................................................................... 37 5 o acelerado avanço tecnológico na área da saúde tem trazido aos profissionais dúvidas que nem sempre são esclarecidas com a mesma velocidade com que surgem. No que diz respeito aos profissionais das Centrais de Esterilização, entendemos que os mesmos não estão alijados desse avanço e, especialmente, com a automação desse serviço é importante que mantenham-se informados acerca das contínuas inovações.

Na atualidade, múltiplas alternativas de processamento e reprocessamento de artigos são apresentadas. O profissional necessitará de informações que permitam optar pelo método que ofereça, além de segurança ao trabalhador, uma maior vida útil ao artigo, à preservação ambiental e à garantia da qualidade de uma importante fase do processo assistencial.

Nesta perspectiva, um grupo multi profissional que atua nas Centrais de

Esterilização e Comissões de Controle de Infecção Hospitalar da rede própria do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, entendeu ser relevante compilar informações referentes a essa temática, com o intuito de que estas sirvam como um consenso preliminar para nortear as ações básicas nessas Unidades, bem como fonte de consulta à comunidade científica.

Nestas orientações foram abordados aspectos relacionados à estrutura das centrais de esterilização, classificação de artigos, uso de equipamentos de proteção individual, processamento e reprocessamento de artigos hospitalares, fluxograma e controle de qualidade do processo de esterilização, incluindo, ainda, recursos humanos e equipamentos.

Destacamos que não se pretende ter este trabalho como esgotado, em virtude dos contínuos avanços e ainda por entendermos ser importante a continuidade a partir de contribuições de outros técnicos especializados nesta área, além deste grupo inicial.

Ana Tereza

1 ESTRUTURA

A Central de Esterilização deve ser uma unidade de produção autônoma e independente do Centro Cirúrgico, considerando ser sua atividade meio, pois possui vários clientes e fornecedores.

Esta deve ser gerenciada por profissional de saúde devidamente habilitado.

A Portaria n. ° 1.884/94/MS normatiza que estabelecimentos de saúde devem possuir Central de Esterilização, e segundo esta portaria, pode localizar-se fora ou dentro da Instituição. No Anexo 1, quadro 1, podemos observar os parâmetros básicos para instalação de uma Central de Esterilização, que resumidamente recomenda:

1.1 Pisos e Paredes 'jr De cor clara

'jr Limpeza fácil

'jr Piso de preferência vinílicos

1.2 Janelas

". Amplas y Altas e fechadas -quando a ventilação for feita por ar-condicionado 'jr Altas e abertas -proporcionando ventilação natural. Estas devem ser protegidas com telas milimétricas de nylon de forma a evitar entrada de vetores

1.3 Iluminação y Artificial 'jr Natural OBS: Ambas devem facilitar o desenvolvimento das atividades dos funcionários.

1.4 Temperatura 'jr Adequada ao ambiente do processo de trabalho da Central de

Esterilização entre 18° e 25°C

1.5 Ventilação e Exaustão do Calor 'jr Manter a temperatura em níveis adequados ao conforto (18° a 25° C), principalmente na área onde se localizam as autoclaves

1.6 Ambiente de Apoio y Vestiários para funcionários 'jr Sanitários y Depósito de limpeza y Acesso para manutenção dos equipamentos para esterilização física 'jr Sala administrativa

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