Trocador de Calor

Trocador de Calor

(Parte 1 de 6)

PROGRAMA DE TREINAMENTO PARA OPERADORES

FISCALIZAÇÃO DE PARADA

PROGRAMA DE TREINAMENTO PARA OPERADORES

FISCALIZAÇÃO DE PARADA

PERMUTADORES

SUMÁRIO:

  1. Raqueteamento/Desraqueteamento de Permutadores

    1. Previsão de Montagem e Desmontagem de Andaime

    2. Remoção/Colocação de Isolamento

    3. Especificação de Raquetes

    4. Instalação de Raquetes

    5. Juntas Provisórias e Definitivas de Linhas

    6. Especificação de Parafusos

    7. Aperto de Flanges

      1. Causas de Vazamentos

      2. Flanges muito separados, Inclinados ou Desalinhados

  2. Manutenção de Permutadores

    1. Nomenclatura dos Componentes

    2. Procedimento de Execução

      1. Manutenção de Trocadores de Calor do Tipo Espelho Fixo

      2. Manutenção de Trocadores de Calor do Tipo Feixe Removível com Flutuante

      3. Manutenção de Trocadores de Calor do Tipo Feixe em “U”

  3. Serviços de Limpeza de Permutadores

    1. Padrões de Aceitação de Limpeza

    2. Inspeções Preliminares

    3. Retubagens de Trocadores

      1. Mandrilamento de Tubos no Espelho

    4. Atendimento de RA’s

  4. Fechamento e Testes de Permutadores

    1. Tipos de Trocadores

    2. Juntas de Trocadores

      1. Juntas Fabricadas em uma só peça

      2. Juntas com Travessas Soldadas

      3. Juntas de Grandes Diâmetros

    3. Controles de torque

    4. Testes hidrostáticos e pneumáticos

  5. Limpeza da Área

    1. Tratamento de resíduos sólidos

    2. Tratamento de efluentes líquidos

    3. Conclusão dos serviços

  1. Planejamento e Programação

    1. Recursos

    2. Distribuição da Programação

    3. Retorno de Informações de Campo

    4. Procedimento para novos serviços

  1. Atuação do Fiscal, Inspetor Copesul ou Inspetor Contratado

    1. De Manutenção

    2. De operação

    3. Inspetor de Equipamentos

    4. Inspetor Contratado

Anexos
Anexo 1 – Contrato Nº 028/01 - Permutadores
Anexo 2 – PIE-4.9-988-014 Rev.4

Procedimento de Inspeção – Inspeção de Equipamentos

Teste Hidrostático em Vasos de Pressão

Anexo 3 – PIE-4.9-988-020 Rev.0

Procedimento de Inspeção – Inspeção de Equipamentos

Teste Pneumático em Vasos de Pressão

Anexo 4 – PMA-4.4.6-000-003 Rev.10

Procedimento de Meio Ambiente

Segregação, Drenagem e Tratamento De Efluentes Líquidos

Anexo 5 – PMA-4.4.6-000-004 Rev.19

Procedimento de Meio Ambiente

Controle Operacional e Gerenciamento de Resíduos Sólidos

  1. Raqueteamento/Desraqueteamento de Permutadores

    1. Previsão de Montagem e Desmontagem de Andaime

Durante o período de pré-parada o fiscal do contrato de trocadores de calor juntamente com o representante da empresa contratada para execução do serviço, devem prever “in loco”, a montagem de andaime para remoção de isolamento dos flanges a serem raqueteados, pontos de raqueteamento em geral, abertura de componentes e prolongamentos de andaime para hidrojateamento.

Poderão ocorrer situações em que o andaime tenha que ser parcialmente removido ou modificado durante a desmontagem dos componentes do trocador.

Os andaimes de onde forem removidas as raquetes devem permanecer montados, pois poderão ocorrer vazamentos durante o alinhamento dos sistemas operacionais.

Nos andaimes que irão permanecer montados após alinhamento do sistema operacional devem ser consideradas possíveis dilatações das tubulações, estas poderão ser impedidas de dilatarem por travamentos ou poderão empurrar os andaimes ocasionando perda de segurança dos mesmos.

Problemas de segurança que forem detectados em montagens de andaimes deverão ser comunicados ao fiscal do contrato de andaimes, que acionará a empresa executante para correção dos mesmos, obedecendo os padrões estabelecidas pela norma.

    1. Remoção/Colocação de Isolamento

Durante o período de pré-parada o fiscal do contrato de trocadores de calor juntamente com o representante da empresa contratada para execução do serviço, devem prever “in loco” a remoção de isolamento dos pontos a serem raqueteados e dos componentes a serem removidos do trocador.

Ocorrem casos em que somente a remoção da caixa de isolamento do boleado ou carretel não é suficiente para a remoção dos parafusos estojos, sendo necessário também a remoção de parte do isolamento do casco do trocador.

As caixas de isolamento que foram removidas serão etiquetadas e transportadas para um local previamente estabelecido e ficarão estocadas durante o período de parada para serem montadas após a conclusão dos serviços. Com isso evita-se obstrução dos locais de trabalho e conservação dos materiais isolantes para posterior utilização.

    1. Especificação de Raquetes

    1. Instalação de Raquetes

São instaladas nas linhas para isolamento e testes de um equipamento ou sistema operacional.

As raquetes utilizadas na Copesul possuem uma marcação puncionada no cabo com o diâmetro e a libragem para facilitar a sua identificação.

As raquetes também são identificadas pela cor do cabo:

150 Libras – verde

300 libras – vermelha

600 libras – amarelo

Nos equipamentos a serem testados que não possuam pontos para enchimento ou ventamento, deverão ser instaladas raquetes de teste, tanto para encher como para ventar. Deve-se ter cuidado na instalação para que o lado furado da raquete de teste fique voltado para o lado do equipamento.

Para se conseguir uma vedação satisfatória é necessário que certos procedimentos básicos sejam seguidos na instalação da raquete. Para qualquer tipo de junta ou de material usado na sua fabricação, estes procedimentos são de fundamental importância para que a montagem, teste e operação sejam realizados com sucesso.

  • Inspecione as superfícies de assentamento da junta. Verifique a existência de marcas de ferramentas, trincas, riscos ou pontos de corrosão. Marcas radiais de ferramentas na superfície de vedação são praticamente impossíveis de vedar com qualquer tipo de junta.

  • Inspecione a junta. Verifique se existem defeitos de fabricação ou danos de transporte e armazenamento.

  • Inspecione e limpe os parafusos, portas, arruelas e a superfície dos flanges.

  • Lubrifique as roscas e faces de contato das porcas. A montagem não deverá ser iniciada sem esta lubrificação.

    1. Juntas Provisórias e Definitivas de Linhas

Quando que se realiza um raqueteamento de um permutador para manutenção, utiliza-se juntas provisórias nos flanges do equipamento. Esta junta deverá ser de papelão hidráulico TEADIT - NA 1002, por ser de menor custo e atender a todas as faixas de pressões dos trocadores da Copesul, em temperatura ambiente.

Para a seleção das juntas definitivas deverá ser seguida a recomendação da projetista do equipamento.

Veja a seguir duas tabelas com dimensões de juntas para flanges com ressalto, dimensões dos parafusos estojos e chaves apropriadas.

Diâmetro

Nominal

FLANGES F.R 150 LIBRAS

Juntas

parafuso estojo

Quant.

Chave

Diâmetro Interno

Diâmetro

Externo

½”

21,3

47,8

1/2” X 2 .1/4”

4

7/8"

¾"

26,9

57,2

1/2" X 2.1/4"

4

7/8"

1"

33,3

66,5

1/2" X 2.1/4"

4

7/8"

1.1/4"

42,2

76,2

1/2" X 2.1/4"

4

7/8"

1.1/2"

48,5

85,9

1/2" X "2.3/4"

4

7/8"

2"

60,5

104,1

5/8" X 1.1/4"

4

1. 1/16"

2.1/2"

73,2

124

5/8" X 3.1/2"

4

1. 1/16"

3"

88,9

136,7

5/8" X 3.1/2"

4

1. 1/16"

4"

114,3

174,8

5/8" X 3.1/2"

8

1. 1/16"

6"

168,1

222,3

3/4" X 4"

8

1. 1/4"

8"

218,9

279,4

3/4" X 4.1/4"

8

1. 1/4"

10"

273,1

339,9

7/8" X 4.3/4"

12

1. 716"

12"

323,9

409,7

7/8" X 4.3/4"

12

1. 7/16"

14"

355,3

450,9

1" X 5. 1/4"

12

1. 5/8"

18"

457,2

549,1

1.1/8" X 6"

16

1. 13/16"

20"

508,4

606,6

1.1/8"X6.1/4"

20

1.13/16"

24"

609,6

717,6

1.1/4"X7"

20

2"

Diâmetro

Nominal

FLANGES F.R 300 LIBRAS

Juntas

Parafuso Estojo

Quant.

Chave

Diâmetro Interno

DiâmetroExterno

½”

21,3

53,8

1/2"X2.1/2"

4

7/8"

¾"

26,9

66,5

5/8"X3"

4

1.1/16"

1"

33,3

73,2

5/8"X3"

4

1.1/16"

1.1/4"

42,2

82,6

5/8"X3.1/4"

4

1.1/16"

1.1/2"

48,5

95,2

3/4"X3.1/2"

4

1.1/4"

2"

60,5

111,3

5/8" X 3.1/2"

8

1.1/16"

2.1/2"

73,2

130,0

3/4" X 4"

8

1.1/4"

3"

88,9

149,4

3/4" X 4.1/4"

8

1.1/4"

4"

114,3

180,8

3/4" X 4.1/2"

8

1.1/4"

6"

168,1

251,0

3/4" X 4.3/4"

12

1.1/4"

8"

218,9

307,8

7/8" X 5.1/2"

12

1.7/16"

10"

273,1

362,0

1" X 6.1/4"

16

1.5/8"

12"

323,9

422,1

1.1/8" X 6.3/4"

16

1.13/16"

14"

355,6

485,6

1.1/8" X 7"

20

1.13/16"

16”

406,4

539,8

1.1/4" X 7.1/2

20

2"

18"

457,2

596,9

1.1/4" X 7.3/4"

24

2"

20"

508,0

654,1

1.1/4" X 8.1/4"

24

2"

24"

609,6

774,7

1.1/2" X 2.3/8"

24

2.3/8"

Tabela de juntas para flanges com face plana e ressalto

    1. Especificação de Parafusos

Na Copesul utiliza-se parafuso do tipo estojo em todas ligações flangeadas e nos equipamentos. Trata-se de um pedaço de barra rosqueada com duas porcas em seus extremos. Os requisitos básicos de uma descrição correta de um parafuso são: nome padronizado, material, rosca, porcas e dimensões.

Veja abaixo um exemplo de uma descrição padronizada:

Parafuso Estojo de acordo com ASTM A-193 Gr. B7 com 2 porcas semi-acabadas, rosca UNC, de aço carbono ASTM A 194 Gr. 2H.

Sempre que houver a necessidade de fabricação de parafusos novos, deve ser previsto um acréscimo no comprimento para compensar a espessura da raquete que porventura tenha que ser instalada neste local. O fiscal de serviços deve estar atento para a correta distribuição dos parafusos para cada lado do flange e se não existem parafusos frouxos.

Para seleção de parafusos e porcas de flanges deverá ser consultada a norma “Technip”, Especificação de Materiais de Tubulação, e para parafusos e porcas de equipamentos utilizar os materiais descritos no desenho da projetista do equipamento.

    1. Aperto de Flanges

O aperto dos flanges deve sempre ser feito por igual até a tensão recomendada, devendo-se começar o aperto pelos parafusos diametralmente opostos e depois igualmente distribuídos na circunferência do flange; a figura abaixo mostra a seqüência recomendada de aperto para alguns flanges. Não se deve procurar corrigir desalinhamentos entre flanges pelo aperto excessivo dos parafusos, porque há parafusos que não resistam a um aperto exagerado. O aperto deve ser feito com as chaves adequadas ao tamanho dos parafusos. Não se deve nunca usar chaves com barras ou outros artifícios destinados a aumentar o esforço de aperto, porque tais recursos, além de causarem acidentes, só servirão para danificar os parafusos, os flanges, ou a própria chave. A compressão que se dá entre os dois flanges deverá ser tanto maior quanto menor for a espessura da junta e maior ser a dureza do material da mesma.

Seqüência de Aperto do Parafusos em um flange

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