Tipos de Papeis

Tipos de Papeis

(Parte 3 de 6)

¾ Couché Matte: Papel com revestimento couché fosco nos dois lados. Suas aplicações são em impressão de livros em geral, catálogos e livros de arte.

Os papéis couché de polpa mecânica engloba um grupo grande e crescente de papéis de imprimir, onde a matéria-prima básica consiste principalmente de polpa mecânica de alta qualidade e polpa química de fibra longa usada para dar maior resistência ao papel. Papéis couché com alta e média gramatura são classificados como HWC e MWC respectivamente e também são disponível em folhas. A Figura 2 mostra a classificação relativas dos papéis couché, em função da gramatura e alvura.

Figura 2: Classificação dos papéis Couché de acordo com a gramatura e alvura segundo a TAPPI [Fonte: Fapet, 2000].

3.5.1. Papel LWC Standard (Couché de Baixa Gramatura Padrão)

Papel de LWC pode ser definido como papel couché de baixa gramatura ou papel couché light onde a gramatura da camada de coating varia de 5 a 12 g/m²/face. Os usos típicos para os papéis LWC são revistas, catálogos, suplementos, e impressão comercial (Figura 23). A Figura 24 mostra os usos típicos de papel couché na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, respectivamente (2).

Figura 23 – Papel LWC– Fonte: w.storaenso.com – 2010

A gramatura do papel LWC para offset (LWCO) varia de 39 a 80 g/m² e para rotogravura (LWCR) de 35 até 80 g/m². Em papéis LWCO de 60 g/m², a alvura ISO é maior que 72% até 76%. Outras propriedades importantes são a lisura com tendência a mínima aspereza quando ocorre a secagem da tinta de impressão. Rigidez adequada também é importante para papéis LWCO. Excelente lisura e compressibilidade são importantes para papéis LWCR. A bobina para rotogravura maior hoje é de aproximadamente 3,6 m de largura, e 1,35 m de diâmetro, e pode pesar até 7 toneladas. A composição destes papéis inclui 50%-70% de polpa mecânica, polpa de pedra (GW ou PGW), ou polpa termomecânica ou quimotermomecânica (TMP ou CTMP), e 30%-50% de polpa química. Contêm de 4%-10% pigmentos na composição. O conteúdo de pigmento total varia de 24% a 36%. Pigmentos de carga mineral típicos são caulim, talco, e também o carbonato de cálcio (CaCO3) no caso de um processo neutro. Os pigmentos de camada mais comuns são caulim ou caulim e CaCO3 para papéis para offset e caulim ou caulim e talco para papéis para rotogravura. Pigmentos especiais também são usados como minerais adicionais para dar opacidade e alvura extra, como também pigmentos plásticos para melhorar a lisura. A tecnologia de coating freqüentemente mais usada para papéis LWC é coating de lâmina. Um das duas técnicas principais no uso de coating de lâmina é aplicadores curto de tempo estendido (SDTA) - estes foram introduzidos no inicio dos anos oitenta, com as mais recentes modificações em meados dos anos noventa. Uma nova geração de coaters de jato livre foi introduzida em meados dos anos noventa para máquinas de alta velocidade. A Figura 24 mostra alguns conceitos de revestimento coating para couché papéis de imprimir e escrever. Coating na máquina (on-machine) é o modo mais comum de produção de LWC hoje. O papel LWC é normalmente pré-calandrado antes do coating para estabilizar a densidade e reduzir a aspereza e porosidade.

Figura 24: Conceitos de coating para diferentes tipos de papel couché [Fonte: Fapet, 2000].

3.5.2. Papeis ULWC (Ultraligth Weight Coated Papers)

Os papéis couché ultraleve (ULWC), também são conhecidos como papéis de gramatura leve, são usados na Europa para rotogravura e impressão de catálogos e nos Estados Unidos para impressão offset de revistas. A gramatura normalmente varia de 35 a 48 g/m² e a alvura ISO neste papel é em torno de 69%.

3.5.3. Papéis MWC (Medium Weight Coated Papers)

Os papéis couché de gramatura média (MWC) possuem gramatura da camada de coating entre 12 a 25 g/m²/face (2). Uma estrutura superficial mais homogênea conduz a uma lisura maior. Eles são usados para revistas de interesse especiais de alta qualidade como anúncios, mas também para catálogos, mala direta, e para outras propagandas.

3.5.4. Papéis HWC (High Weight Coated Papers) Os papéis couché de alta gramatura (HWC) diferem de outros papéis couché, devido a maior gramatura de camada de coating presente. São produzidos com gramaturas de 100 a 135 g/m², e eles competem com os papéis couché finos para aplicação em revistas de alta qualidade, catálogos, como também na área de propaganda direta. Os papéis HWC podem ter camada dupla ou tripla de coating.

3.6. Papel Imprensa e Jornal (Newsprint)

O papel Imprensa é fabricado com celulose sulfito não branqueada ou sulfato semi-branqueada e 70% ou mais de polpa mecânica, acabamento liso na máquina, com peso de 45 a 5 g/m² (Figura 25). Marcado com ou sem linhas d’água no padrão fiscal, com ou sem colagem superficial, geralmente em bobinas, usado para jornais, revistas e similares. O papel Jornal é um papel para impressão, similar ao imprensa, porém sem limitação de gramatura alisado ou monolúcido. Fabricado com celulose sulfito não branqueada ou sulfato semi-branqueada, com elevada percentagem de polpa mecânica e/ou aparas limpas. usado principalmente em serviços de qualidade inferior para impressão tipográfica comercial de uso geral.

Figura 25 – Papel Jornal – Fonte: w.norskeskog.com – 2010

3.7. Papel Monolúcido (MG Paper)

Caracterizado pelo brilho em uma de suas faces, obtido em máquinas dotadas de cilindro monolúcido (Figura 26). Papel fabricado com polpa química branqueada, mecânica ou aparas, com brilho em uma das faces, com adição de carga mineral na ordem de 10 a 12%, bem colado, acabamento supercalandrado em uma das faces usado em flexografia, na confecção de rótulos, cartazes, capas, impressos, sacolas, papéis fantasia, sacos e embalagens, neste último caso isolado ou laminado, colado e impregnado com ou em outros materiais, tais como plástico, celofane, alumínio, etc. Comercializado através da revenda nos formatos 6 x 96 e 76 x 112 cm, nos pesos padrões de 50 g/m² para cima, e em bobinas e formatos diversos diretamente às gráficas e consumidores industriais.

Figura 26 – Papel Monolúcido – Fonte:w.kalunga.com.br– 2010

3.8. Offset (Offset Paper)

Papel para a impressão, fabricado essencialmente com polpa química branqueada com elevada resistência superficial e bem colado, carga mineral entre 10 a 15% de cinzas, normalmente com colagem superficial a base de amido, usado principalmente para serviços de impressão pelo processo offset, para revistas, livros, folhetos, cartazes, selos, etc. É comercializado em maior escala em formatos, diretamente às gráficas de maior porte e editores, neste último caso com linhas d’água, e em menor escala através da revenda, nos formatos 87 x 114, 6 x 96 e 76 x 112 cm, geralmente de 60 a 150 g/m² (Figura 27). Alguns fabricantes fazem um produto mais qualificado, geralmente mais branco, dando um nome comercial específico. Os papéis tipo Offset consistem em uma grande variedade de papéis de final de máquina com vários usos finais. Por exemplo, papéis offset com 70 a 90 g/m² são usados para impressão comercial, livros, revistas e catálogos. Embora 85% destes papéis são vendidos em folhas, eles também estão disponíveis em bobinas.

Figura 27 – Papel Offset – Fonte: w.kalunga.com.br – 2010

3.9. Apergaminhado (Bond Paper)

Conhecido também como papel sulfite é fabricado com celulose branqueada, com a adição de carga mineral, na ordem de 10 a 15% de cinzas, bem colado, acabamento alisado, para uso comercial e industrial em finalidades as mais variadas, principalmente de escrita, tais como, cadernos, envelopes, almaços, mas também para impressos em geral, formulários contínuos, etc (Figura 28). O volume deste papel fabricado no país é quase igual a todos os outros papéis de escrever e imprimir juntos. Sua maior comercialização é através da revenda, nos formatos 6 x 96 cm e 76 x 112 cm, nos pesos padrões, partindo de 16 quilos, principalmente 16, 18, 20, 24, 30 e 40 quilos (8). Para cadernos é vendido diretamente das fábricas aos caderneiros, nos formatos 64 x 92 cm, 63 x 90 cm e outros formatos próximos, também em bolinhas para as máquinas de grande produção. Os consumidores industriais e as gráficas de maior porte compram diretamente das fábricas em formatos e bobinas variados.

Figura 28 – Papel Apergaminhado – Fonte: w.kalunga.com.br – 2010

4. PAPEIS PARA FINS SANITÁRIOS (TISSUE PAPER)

O termo "tissue" descreve os produtos fabricados com baixa gramatura, crepe seco e alguns papéis não crepados, como papel higiênico, toalhas de cozinha, lenços de papel, papel facial, guardanapos, toalhas, etc. A origem das fibras pode ser fibras virgem ou fibras recicladas. Propriedades dos papéis tissue importantes são a absorção de energia elástica, juntamente com uma boa flexibilidade, maciez superficial, bulk e alta capacidade para absorção de líquidos. O maior e mais importante uso para papéis tíssue é para produtos de higiene, tais como: ¾ Papéis Higiênicos;

¾ Toalhas de Cozinhas;

¾ Toalhas de Papel de Folhas Duplas;

¾ Tecido Facial;

¾ Fraldas Descartáveis;

¾ Papel Hospitalar;

¾ Guardanapos Sanitários;

¾ Toalhas Refrescantes.

Os papéis tissue são usados para a produção de uma enorme quantidade de produtos, e as exigências de qualidade variam de acordo com o propósito do produto e as expectativas do consumidor. Em alguns produtos, a maciez pode ser a propriedade fundamental, enquanto em outros pode ser a resistência. Em algumas situações, o produto precisa ser absorvente a água, em outras talvez óleo. As propriedades físicas que determinam a qualidade de um papel tissue são o volume (bulk), a maciez e a capacidade de absorção. De acordo com essas características, o papel pode ser classificado em três categorias de qualidade de acordo com os diferentes requisitos dos mercados tissue no mundo: convencional, intermediaria e premium. As principais exigências de qualidade que podem ser medidas no papel tissue são:

¾ Gramatura; ¾ Absorção;

¾ Maciez;

¾ Espessura (Bulk);

¾ Resistência à tração

¾ Alvura;

¾ Crepe, elongação;

¾ Aparência.

Essas características podem variar de acordo com o produto, porem pode-se considerar como características básicas as seguintes propriedades: Formação: Uma boa formação é extremamente importante para garantir uniformidade do perfil transversal da folha de papel; Gramatura: normalmente, no Brasil utiliza-se gramatura de 18 a 20 g/m² para papéis higiênicos, de 30 a 40 g/m² para papéis toalha e de 16 a 20 g/m² para toalhas de folha dupla e guardanapos, variações podem ser encontradas de acordo com o fabricante. Umidade: deve ser controlado mantendo um teor de umidade entre 7,0 e 8,5%, para um melhor runnability (maquinabilidade) do processo. Um teor de 5,0 a 6,5%, garante a folha características de aspereza, baixa maciez superficial além de prejudicar intrinsecamente a crepagem. E uma umidade muito elevada, entre 9,0 a 10,5%, reduz diretamente as resistências à tração e alongamento da folha, prejudicando também a conversão do papel; Resistência à tração: importante para evitar a capacidade do papel em suportar esforços no rebobinamento e durante sua aplicação; Alongamento: características muito utilizado para se avaliar a qualidade dos papéis tissue, estando diretamente relacionado com a crepagem; Maciez (superficial e volumétrica): propriedade que confere aos papéis características agradáveis de tato e sensação de maciez, como para a aparência do produto; Resistência à umidade: importante para aplicação do papel, garantindo que o mesmo não se desmanche, em contato com a umidade; Bulk (volume específico): é o grau de compressibilidade do papel. Esta relacionado com todas as propriedades do papel (mecânicas e ópticas);

Crepagem: é calculado em função da porcentagem de crepe, que é a relação entre a velocidade do cilindro secador Yankee e a velocidade da enroladeira.

4.1. Papel Higiênico (Toilet Paper)

O papel higiênico na Europa Ocidental, é responsável por 50% do consumo de papéis tissue. Na América do Norte, o consuma é acima de 80%. A gramatura dos papéis tissue de banheiro (papel higiênico) pode variar de 14 a 2 g/m². Os papéis higiênicos podem ser fabricados com uma, duas, três, ou até quatro camadas. A largura de um rolo (largura de folha) pode ser de 100 a 115 m, e o comprimento da folha de 90 a 150 m. A composição do papel higiênico varia de 100% fibra primária (polpa química) a 100% fibra reciclada (aparas). O papel pode ser liso ou gofrado com relevos, colorido ou branco. Há muitas variações na composição de matéria-prima, cor, e tipo de gofrado (desenho em relevo), dependendo do país e mercado em questão.

Figura 29 – Papel Higiênico – Fonte: w.ouroverdepapeis.com.br – 2010

Papel para fim especifico. Nome dado aos papéis de finalidade específica para uso sanitário. Os tipos melhores são fabricados com celulose branqueada, e nos inferiores usam-se aparas jornal e/ou polpa mecânica. Acabamento é sempre crepado, a gramatura do produto pronto oscila em até 35 g/m². Os tipos melhores são apresentados com folhas duplex. Quanto à qualidade, diferenciam-se vários subgrupos, conforme a seguir: Popular : papel fabricado com polpa química não-branqueada e/ou polpa mecânica, e/ou aparas de papéis recicláveis, em folha única, natural ou em cores, na gramatura em torno de 20 a 35 g/m². Especial: papel fabricado com polpa química branqueada e aparas de boa qualidade tratadas quimicamente, macio em folha única, branco ou em cores, na gramatura de

16 a 2 g/m². Folha Dupla: papel fabricado com polpa química branqueada, incluindo ou não aparas de boa qualidade e tratadas quimicamente, macio, nas gramaturas de 16 a 18 g/m², para uso em folha dupla branco ou em cores.

4.2. Papel Toalha (Towel Paper)

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