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As mercadorias que chegam ao depósito da empresa, são descarregadas, conferidas e encaminhadas às zonas, região e box adequados. Após o recebimento, a carga é transferida para o local físico onde ficará armazenada. A carga que está armazenada também pode ser movimentada para outro local onde vai ser embarcada, dando a este procedimento o nome de movimentação interna. Na armazenagem os produtos ficam estocados por período de tempo, sendo um dos componentes do sistema que provavelmente dure pouco tempo em alguns casos e um período de tempo maior em outros. Em seguida os pedidos dos clientes são preparados, ou seja, a carga é transferida do ponto de armazenamento até a plataforma de embarque, onde é condicionada em caixas, paletes ou filmadas, em seguida é fixado o destinatário estando pronta para o embarque. No embarque a carga a ser distribuída ou transportada é embarcada no modal mais adequado para cada situação.

O layout do depósito atende bem aos requisitos de espaço físico para descarga, movimentação, armazenamento e distribuição das mercadorias. O mesmo conta com uma estrutura montada sob-medida para recebimento e expedição. O arranjo físico do depósito ainda permite: assegurar a utilização máxima do espaço; propiciar a mais eficiente movimentação de materiais; proporcionar a estocagem mais econômica, em relação às despesas com equipamentos, espaço, danos de material e mão-de-obra do armazém; localizar as áreas primárias, secundárias de separação de pedidos e de estocagem; e definir o sistema de localização de estoque.

As mercadorias de maior saída do depósito são armazenadas nas imediações da expedição, a fim de facilitar o manuseio. O mesmo ocorre com os itens de grande peso e volume. Os corredores dentro do depósito facilitam o acesso às mercadorias em estoque, pois quanto maior a quantidade de corredores maior é a facilidade de acesso, no entanto, há um monitoramento da quantidade de corredores para que não haja uma diminuição no espaço disponível para o armazenamento das mercadorias.

A transportadora possui um amplo pátio que permite o fluxo de veículos no seu interior proporcionando agilidade e comodidade ao processo logístico da empresa.

Quando as mercadorias chegarem, são descarregadas no depósito da transportadora, onde o chefe de depósito confere as mercadorias com o manifesto de carga separando as mercadorias de acordo os clientes e o cronograma do roteiro de entrega (romaneio), cronograma este baseado no mapa do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (DERBA).

Os volumes para expedição são armazenados em paletes, pois estes são movidos com uma Palleteira (carrinhos com braços metálicos em forma de garfo e um pistão hidráulico para a elevação da carga), facilitando o manuseio e movimentação das cargas. Em seguidas são disposta nos veículos que vão fazer a distribuição de mercadorias, seguindo o roteiro de entrega e proporcionando agilidade no ato da entrega ao cliente.

Os veículos utilizados na entrega das cargas aos clientes são: uma Combi, um caminhão Ford Cargo 3/4 com capacidade para 4 toneladas e um caminhão Mercedes 1218 com capacidade de carga para 8 toneladas. A opção pela utilização de veículos menores nessa atividade se deve ao fato desses veículos serem ágeis na entrega das mercadorias em lugares onde o trânsito é intenso. Dessa forma a empresa consegue atender a um número maior de clientes em um período de tempo conseqüentemente também menor, o que mostra a sua eficiência em transportes.

As carretas que fazem o frete de São Paulo até a Bahia são terceirizadas de pessoas autônomas, porque para a empresa é inviável comprar carretas para fazer esse transporte, pois acarretaria em mais investimentos imobilização de capital , não sendo este o foco da organização. Também aumentaria seus custos com mais contratação de motoristas, manutenção desses veículos, seguros entre vários outros custos que a empresa não quer atribuir em seus demonstrativos financeiros.

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Utilizando-se uma pesquisa de campo com o auxílio de um questionário, foram levantados os pontos de maior relevância ao processo logístico da Transportadora central. Após a coleta das informações obtidas com a aplicação do questionário, adquiriram-se dados pertinentes para uma avaliação e análise sustentável que contribuiu de forma significativa para responder ao problema da pesquisa, onde, a seguir serão apresentadas as respostas e resultados obtidos com a pesquisa.

Dos pesquisados 100% são do sexo masculino. Na sua totalidade são moradores de Vitória da Conquista (100%), dos quais 20%, possuem idade entre 18 e 25 anos, 13,3% de 25 a 35 anos, 3,3% idade entre 36 a 45 anos, 13,3 de 46 a 5 anos e 20% possuem idade entre 56ª 65 anos.

Identificou-se que do total pesquisado 3,3% são solteiro e o restante 6,67% são casados. Outro dado significativo se refere à renda dos pesquisados, mostrando que apenas 6,67% ganham até R$ 510,0, 3,3% tem renda entre R$ 511,0 a R$ 1.530,0 e a maioria 60% ganham acima de R$ 1.530,0, sendo que todos entrevistados100%, são da iniciativa privada.

Tabela 1 – Avaliação de atributos da qualidade dos serviços Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo

Fonte: Pesquisa do autor, 2010.

Para discorrer a cerca da qualidade em serviços, é necessário entender o significado de serviços. Segundo Las Casas, (1999), serviços são atos, ações, desempenho. Esta conceituação engloba todas as categorias de serviços, agregados ou não a um bem. A qualidade de serviços varia de acordo com as expectativas das pessoas, assim, um serviço com qualidade é aquele capaz de proporcionar satisfação.

De acordo com Carvalho (2002), “a qualidade dos serviços logísticos é o conjunto de medidas padrão e limites de tolerância entre a empresa e os seus clientes e consumidores”. Para que, haja qualidade é necessário mater um padrão dentreo do limite de tolerância de forma que satisfaça a empresa e seus consumidores.

Quanto à avaliação de atributos da qualidade dos serviços da Transportadora

Já o atendimento por parte dos motoristas foi pouco favorável com 6,67%

Central , na variável prazo de entrega estipulado pela transportadora o resultado foi muitíssimo favorável, pois teve 86,67% bom ou ótimo e apenas 13,3% regular. para bom ou ótimo e 3,3% que responderam péssimo, ruim ou regular. O estado de conservação em que as mercadorias chegam aos seus clientes finais obteve resultado favorável com 80,0% contra 20,0% ruim ou regular.

Portanto, mostra o comprometimento da empresa com seus clientes e a preocupação em levar ao consumidor bom serviços de qualidade.

Tabela 2 – Avaliação dos atributos acessibilidade Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo

Percebe-se que as regiões atendidas pela empresa é uma situação muito desfavorável, pois 80,0% dos pesquisados responderam péssimo, ruim ou regular e apenas 20,0% bom. Na facilidade de acesso aos serviços o resultado foi inverso e muito favorável, sendo que 46,67% bom e 3,3% ótimo, uma vez que somente 20,,0% foi regular.

Esse é um aspecto em que a organização precisa verificar a viabilidade de atender mais regiões para assim tornar o atendimento mais amplo, pois cada vez mais as empresa locais possuem ligação com mercado de diversas cidades do Nordeste e norte de Minas Gerais.

Tabela 3 – Avaliação de atributos de segurança Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo

É notável que nos quesitos segurança operacional e cargas com avarias, os resultados foram favoráveis, pois tiveram resultados de 73,3% para cada variável. Com relação ao extravio de cargas, a conseqüência foi muitíssimo favorável com 86,67% das respostas para bom ou ótimo. Mostra assim que a organização procura realizar as atividades de manuseio, armazenagem, movimentação e transporte da melhor maneira possível, assegurando as mercadorias a não sofrerem nenhum tipo de dano ou perca no sentido de manter sua credibilidade e respeito pelo cliente.

Tabela 4 – Avaliação de atributos da confiabilidade Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo

Segundo Brimer (1995), os estudos de confiabilidade, referente à Logística,

De acordo com Martha & Krampel (1996), os estudos de confiabilidade relacionados com as atividades de Logística começaram quando se percebeu a importância e a ligação entre este item e a prestação de um bom serviço ao cliente. considea a utilização dessa medida como elemento de análise na prestação de serviços aos clientes. Ele destaca dizendo que criou-se a necessidade de atingir os maiores patamares de serviços confiáveis, pois agrega valor para os clientes também para a empresa.

Na variável cumprimento de contrato, apresentou-se um resultado pouco desejável afirmando que 3,3% é bom e 26,67% ótimo, totalizando 60,0%. Já 40,0% disseram ser péssimo, ruim ou regular. A regularidade do serviço pode ser vista como desejável para a empresa, já que dos pesquisados 53,3% afirmaram ser bom e 20,0% ótimo.

Portando, é possível constatar que a Transportadora Central é uma empresa confiável na consecução das suas atividades, pois cumpre aquilo que é prometido ao consumidor de forma regular com eficiência e eficácia nas operações.

Tabela 5 – Avaliação de atributos de preços Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo

Quanto à avaliação dos atributos de preços praticados pela Transportadora

Central, a variável valor dos fretes e taxas adicionais, o resultado foi 40,0% bom e 40,0% ótimo, demonstrando assim satisfação de 80% nesse aspecto. Apenas 6,67% ruim e 13,3% regular. Para a política de desconto 6.67% ruim, 26.67% regular. Essa variável foi pouco favorável já que 40,0% responderam bom e apenas 26.67 ótimo, com um total de 6.67%.

Tabela 6 – Avaliação dos atributos de adequação Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo

Dos atributos avaliados para a adequação dos modais, apenas 13,3% responderam regular e 86.67% disseram bom e ótimo, mostrando um resultado muitíssimo favorável e desejável para esta variável. Também resultado desejável para o estado de conservação dos equipamentos, pois 46.67% disseram bom e 3,3% ótimo. Em virtude dos fatos, é possível afirmar o comprometimento da organização em usar ferramentas, máquinas, equipamentos e veículos adequados e bem conservados para agregar valor aos serviços prestados num mercado onde os clientes tornam cada vez mais exigentes e busca nas empresas a excelência de produtos e serviços.

Tabela 7 – Atributos de relação com os clientes Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo

De acordo com Christopher (1999), o bem mais valioso que qualquer organização empresarial possui é a força do seu relacionamento com os clientes, pois cativar e manter clientes requer uma compreensão do que eles valorizam e uma atenção especial aos processos pelos quais esse valor pode ser constantemente fornecido. Ainda para o autor, o serviço ao cliente abrange todos os pontos de contato entre um fornecedor e um comprador, incluindo elementos tangíveis e intangíveis e as estratégias de marketing podem ser traçadas e os sistemas desenvolvidos para atender ou, de preferência, superar as expectativas do cliente.

Nos atributos de relação com os clientes da Transportadora Central, obtevese um resultado muitíssimo favorável para as variáveis eficiência na solução de problemas e nos serviços de atendimento aos clientes com as mesmas porcentagens, 3.3% bom e 46.67% ótimo para ambas variáveis. Dos pesquisados apenas 13,3% para ruim e 6.67% regular. Já a facilidade de comunicação, foi pouco desejável com 3.3% bom e 46.67% ótimo, mesmo assim essa é uma situação favorável.

Portanto, de forma geral a Transportadora Central obteve resultados positivos que satisfazem suas necessidades, bem como, as aspirações dos seus clientes consumidores. Faze-se necessário diante o exposto, uma avaliação e dentro das condições da empresa ampliar seu market-share, ou seja, ocasião propícia para aumentar a fatia de mercado, pois mesmo que esta ação requer investimentos, o retorno econômico/financeiro será de imediato, uma vez que a organização possui uma boa conduta de atuação no ramo de logística apontada pela pesquisa.

5 CONCLUSÃO

Após o processo investigativo pode-se constatar que empresas a empresa

Nesta seção serão apresentadas as principais conclusões, onde os trabalhos de pesquisa possibilitaram estudar a importância do gerenciamento logístico da Transportadora Central para confrontar com a questão de pesquisa. distribui as mercadorias de maneira que satisfaz seus clientes. A transportadora realiza suas atividades de forma eficiente, pois os consumidores percebem a qualidade nos serviços prestados e os preços praticados estão gerando satisfação aos clientes, tornado assim, todas as hipóteses levantadas aceitas.

A transportadora Central possui pontos fortes que são visíveis, tais como: boa qualidade na prestação do serviço; pontualidade com o compromisso assumido com o cliente; preço competitivo; gerenciamento eficiente e eficaz do processo de logística; prazo de entrega; conservação das mercadorias; modais de transporte adequados; ótimo estado de conservação dos veículos e equipamentos; bom relacionamento, atendimento e resolução de eventuais problemas surgidos.

Foi avaliado que na organização existem alguns pontos que requerem uma maior atenção, pois a empresa investe pouco em marketing e há uma centralização de poder na Diretoria. Outro ponto que vale ressaltar é a insatisfação dos clientes em relação às regiões atendidas pela transportadora, alegando que são poucas as praças onde a empresa atua.

Com base no tema Logística, diversos outros artigos poderão ser construídos para investigar a gestão da coleta de mercadorias, o transporte, recebimento, armazenagem, movimentação e distribuição que as transportadoras de Vitória da

Conquista realizam. Esses foram algumas das muitas atividades que envolvem o assunto em estudo, pois são finitas as tarefas que compõe um sistema de gestão que é responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa.

Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos. 2. ed. – São Paulo:

REFERÊNCIAS Thomson Learning, 2007.

BRASIL Marinha do Brasil. Manual de logística da marinha (EMA-400 2ª Revisão). Brasília, 2003.

Brimer, R. C. Rede logística. Revista de gestão de informação de logística. v. 8, n. 4, p. 1/08. 1995.

CAETANO, José Roberto. Jogo de sedução. Revista Exame, ed. 711, n.. 7, de 5 abr. 2000.

CARVALHO, José Meixa Crespo de. Logística. 3. ed. Lisboa: Edições Silabo, 2002.

CHING, Hong Yuh. Gestão de estoques na cadeia logística integrada. São Paulo: Atlas, 2001.

CHRISTOPHER, Martin. O marketing da logística. São Paulo: Futura, 1999.

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