Shewhart, Deming, Juran

Shewhart, Deming, Juran

Centro Paula Souza

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE CARAPICUÍBA

Deming, Juran e Ishikawa

Trabalho apresentado à disciplina GESTÃO DA QUALIDADE

(2º Ciclo - Noite)

Profº: Roberto Moura

Alunos:

Edson Luiz Fogo RA 2090053

Rosimeire Ribeiro de Souza RA 2090074

Samuel de Vargas Gobbo RA 2090075

Edvan Mota dos Santos RA 2090054

Helder A. N. de Oliveira RA 2090059

José Gomes Filho RA 20802706

Manoel Godoy RA 20700164

Isabel Cristina Matias RA 1080019

Thiago Ceo RA 2080211

Carapicuíba

2010

Deming, Juran e Ishikawa

No início do século XX, qualidade era sinônimo de uniformidade ou padronização, mas várias definições são adequadas à idéia de qualidade:

  • excelência: o melhor que pode ser feito;

  • valor: qualidade como artigo de luxo ou relacionada ao poder aquisitivo do cliente;

  • especificações: definição de como o produto ou serviço deve ser;

  • conformidade:grau de identidade entre o produto ou serviço e suas especificações;

  • regularidade: uniformidade; produtos ou serviços idênticos;

  • adequação ao uso: qualidade de projeto e ausências de deficiências.

Dentro do enfoque moderno, a qualidade é definida com base nas necessidades e no interesse do cliente, que deseja dispor de produtos ou serviços livres de deficiências. A qualidade evoluiu da era da inspeção (separar o produto bom do produto defeituoso por meio da observação direta) para as eras do controle estatístico e da qualidade total.

A produção de grandes quantidades de peças virtualmente idênticas inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. O controle estatístico da qualidade, que se baseia na inspeção de apenas uma amostragem ou lote da produção, nasceu para solucionar o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada que tornava impraticável inspecionar a totalidade dos produtos fabricados.

Os pioneiros na aplicação da estatística ao controle de qualidade foram Walter ª Shewhart (que preparou a primeira Carta de Controle), Dodge e Romig, dupla que desenvolveu técnicas de amostragem. Durante a Segunda Guerra Mundial, a necessidade de grande quantidade de itens com elevados padrões de qualidade impulsionaram a adoção de técnicas de controle estatístico e de programas de treinamento pelas forças armadas americanas. William E. Deming, especialista em amostragem e discípulo de Shewhart, participou desse esforço de guerra.

Deming foi ao Japão em 1950 para ministrar o curso-padrão de estatística que ele havia ajudado a criar e dirigiu seu esforço para a sensibilização dos altos dirigentes de um grupo das principais empresas do país. Disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade, por meio do aumento da produtividade, da redução de custos, da conquista de mercados e da expansão do emprego. Também introduziu a idéia da corrente de clientes, que começa nos fornecedores de insumos e termina no cliente final. Poucos anos depois da passagem de Deming pelo Japão, a qualidade dos produtos japoneses já ameaçava os fabricantes tradicionais.

Ainda na década de 1950, outro discípulo de Shewhart, Joseph M. Juran, inspirou a criação dos cursos controle da qualidade para o gerente médio (1955) e controle da qualidade para a alta administração (1957), porque defendia que o controle de qualidade não se aplicava apenas à manufatura e inspeção, mas também a todas as áreas funcionais a todas as operações da organização.

Em 1982, Deming publicou o livro Quality, productivity and competitive position, onde discorre sobre um método para a administração da qualidade que compreende 14 pontos. Também divulgou o “Ciclo de Shewhart”, um plano de ação para colocar em prática os 14 princípios, e que ficou conhecido como “Ciclo de Deming”, que utiliza a sigla PDCA (Plan, Do, Check, Action) e tem como etapas:

  • estudar um processo e planejar seu aprimoramento;

  • implementar a mudança;

  • observar os efeitos;

  • estudar os resultados.

Os princípios da administração da qualidade evoluíram para a filosofia da qualidade total e espalharam-se pelo mundo. Nesta fase, em vez de inspecionar os componentes e matérias-primas, os grandes compradores decidiram exigir que os fornecedores os entregassem com sua qualidade assegurada ou qualidade garantida. Para colocar essa idéia em prática, as empresas compradoras passaram a fazer a auditoria do sistema da qualidade de seus fornecedores, em vez de fazer a inspeção de seus produtos no momento da entrega. Assim, a qualidade total abrange também a qualidade assegurada.

Os japoneses foram além dessas técnicas e criaram outra filosofia de administração da qualidade, também chamada controle da qualidade total, definida por Kaoru Ishikawa: a qualidade é uma responsabilidade de todos, coordenada e orientada por uma gerência de qualidade.

Criado por Ishikawa, o diagrama que tem a forma de uma espinha de peixe é um gráfico cuja finalidade é organizar o raciocínio e a discussão sobre as causas de um problema prioritário de qualidade. O “Diagrama de Ishikawa” foi desenvolvido para ser usado pelos círculos de controle de qualidade, para estudar os problemas identificados como prioritários pela análise de Pareto (o princípio de Pareto é utilizado para definir prioridades na correção de defeitos. As informações sobre causas e efeitos são pesquisadas, e dispostas em tabelas que mostram a participação de cada causa no total de efeitos). Os problemas estudados por meio do diagrama são enunciados como uma pergunta que tem a seguinte estrutura: “porque ocorre esse problema?” ou “quais as causas deste problema?”.

Na transição para o século XXI, o modelo japonês, uma versão sensivelmente melhorada das técnicas e proposições ocidentais sobre administração, tornou-se um modelo universal, e um dos principais pilares que sustentam a competitividade na economia global. O Sistema Toyota de Produção, que vem evoluindo desde os anos 50 do século XX, e é a base do modelo japonês de administração, baseia-se não apenas nos especialistas da qualidade (Shewhart, Deming, Juran), mas principalmente nas técnicas de Henry Ford e Frederick Taylor.

Em 1987, a International Organization for Standartization (ISO) publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamados Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais que regulamentavam as relações entre fornecedores e compradores.

Referencia bibliográfica.

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. São Paulo: Atlas, 2002. capítulos 8-9.

Log2 Noite FATEC Carapicuíba.

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