Laboratório de química geral e química básica

Laboratório de química geral e química básica

(Parte 1 de 4)

Aluno: _ Professor: _ Período: _

Mossoró/RN

Autores: Francisco Klebson Gomes dos Santos Kalyanne Keyly Pereira Gomes Marta Ligia Pereira da Silva

Apostila de Laboratório de Química Geral

Aula 01 Explanação sobre a disciplina, confecção do relatório e segurança no laboratório

1) Confecção do Relatório

1- Só serão aceitos os relatórios dos alunos que fizeram a prática. O Aluno que perder a prática terá nota zero no relatório referente à prática perdida. 2- O relatório deve ser escrito a mão, em folhas de papel A4. Cada equipe produzirá um relatório. 3- O prazo máximo de entrega do relatório será sempre a aula seguinte ao experimento. 4- Os relatórios devem ser entregues com o comprovante de recebimento previamente preenchido e anexado à capa. (Ver modelo nas páginas seguintes). 5- Na capa, colocar o local, nome da disciplina, turma, nome do professor, título da experiência, nome da equipe e data. (Ver modelo nas páginas seguintes). 6- Nas próximas páginas colocar os seguintes itens:

I – Introdução: Uma breve descrição sobre o contexto teórico abordado pela prática. I- Objetivos: Objetivos da experiência. I – Metodologia experimental: Detalhar a metodologia experimental empregada, apresentando também materiais e reagentes utilizados. IV- Resultados e Discussão: Apresentar os resultados, e observações feitas durante a experiência e discutir estes resultados procurando chegar a conclusões pertinentes ou dar a explicação científica adequada para os resultados obtidos. Os resultados podem ser apresentados em Tabelas. V – Conclusões: Principais conclusões obtidas, levando em consideração os objetivos traçados. VI – Pós-laboratório: Resolução do questionário do pós-laboratório que se encontra ao fim do procedimento experimental. Responder as perguntas na ordem. Escrever o enunciado da questão. VII – Referências: Colocar os livros, ou site, e outros que ajudaram você na elaboração o relatório.

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Comprovante de recebimento

Turma:Professor: __________

Aluno/Matrícula: 1)_/_ 2)_/_ 3)_/_ 4)_/_ 5)_/_ Nome do Experimento: _ Visto do Professor _ Data _/_/__

Turma:Professor: __________

Aluno/Matrícula: 1)_/_ 2)_/_ 3)_/_ 4)_/_ 5)_/_ Nome do Experimento: _ Visto do Professor _ Data _/_/__ Veja a seguir um modelo da capa:

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE AGROTECNOLOGIA E CIÊNCIAS SOCIAIS DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE QUÍMICA GERAL - 1200538 TURMA: 01 PROFESSOR: Nome do Professor

Experiência No 1: Medidas e Tratamentos de Dados

Equipe 1: João da Silva – jaos@hotmail.com Ilmar Souza – souza@gmail.com

Mossoró, 08 de Março de 2010.

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2) Normas e Segurança no laboratório

Um laboratório de Química é um local onde são manipuladas substâncias tóxicas, inflamáveis, corrosivas, etc. A minimização dos riscos de acidentes no laboratório passa pela obediência a certas normas. A seguir encontram-se algumas normas que deverão ser observadas e seguidas pelos alunos antes, durante e após as aulas práticas de Laboratório de Química Geral e Química Básica:

- As informações referentes ao experimento a ser realizado deverão ser previamente lidas na apostila como também na bibliografia sugerida para a disciplina.

- O prazo de tolerância para o atraso nas aulas práticas é de 10 minutos, após esse prazo o aluno não poderá assistir à aula. No início de cada aula prática o professor fará uma explanação teórica do assunto e discutirá os pontos relevantes, inclusive em relação à segurança dos experimentos. Um aluno que não tenha assistido a uma parte dessa discussão irá atrasar seus colegas e até colocar em risco a sua segurança.

- É proibido o uso de “short” e “mini-saias” durante as experimentações. Usar calça comprida e calçado fechado. Essa é uma norma de segurança, uma vez que uma calça e sapatos fechados protegem a pele de eventuais contatos com reagentes danosos.

- O uso de bata é obrigatório durante a aula prática. A bata é um equipamento de proteção individual indispensável ao experimentador.

- Não jogue nenhum material sólido dentro da pia ou nos ralos.

- Não serão toleradas brincadeiras durante as aulas práticas, o grupo deve se concentrar na realização das atividades propostas, pois o tempo é exíguo e a experimentação exige atenção. Aliás, vários acidentes em laboratórios de ensino advêm da falta de atenção do aluno experimentador.

- Cada grupo será responsável pelo material utilizado durante a aula prática, ao final da experiência o material deverá ser lavado, enxaguado com água destilada e ordenado na bancada, exatamente da forma como foi inicialmente encontrado.

- Cada grupo deverá apresentar o relatório da aula anterior para efeito da pontuação referente às aulas práticas.

- Caso o aluno falte a uma aula prática não haverá reposição da mesma. Isso acarretará a perda da pontuação referente a essa aula.

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- Em cada avaliação será atribuída uma pontuação de 6,0 (seis pontos) para a prova escrita e uma pontuação de 4,0 (quatro pontos) referente à participação do aluno nas aulas práticas e entrega do relatório.

- Sempre usar bata e outros equipamentos de proteção individual necessários (óculos de proteção, máscara, luvas, etc.), quando estiver realizando uma experiência.

- Nunca realizar experiências que não estejam no roteiro, pois pode ocorrer a liberação de gases perigosos, explosões, ejeção violenta de líquidos, etc.

- Mantenha a bancada limpa e desocupada, colocando sobre ela apenas o indispensável, evitando colocar cadernos, bolsas, cadernos etc.

- Quando da diluição de um ácido concentrado, adicionar sempre o ácido à água, lentamente, se possível com resfriamento do recipiente onde se realiza a diluição. Nunca adicionar água a um ácido concentrado!

- Quando do aquecimento de uma substância em um tubo de ensaio, observar que a boca do tubo não esteja direcionada para alguém, pois pode ocorrer uma ejeção de líquido quente.

- Os frascos contendo reagentes devem ser identificados sempre. Indicar o nome da substância, sua concentração, o nome do responsável e a data da fabricação.

- Nunca aquecer uma substância inflamável em chama direta, usar sempre um aquecedor elétrico ou uma manta de aquecimento.

- Não sentir o odor de uma substância colocando diretamente o nariz sobre o frasco que o contém. Deve-se, com a mão, fazer com que o odor seja deslocado até o olfato do experimentador.

3) Seleção e manuseio de reagentes e produtos químicos

3.1 - Classificação dos Produtos Químicos 3.1.1 - Grau do Reagente

Os produtos químicos de grau reagente estão de acordo com os padrões mínimos estabelecidos pelo Comitê de Reagentes Químicos da American Chemical Society

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(ACS) e são utilizados onde for possível no trabalho analítico. Alguns fornecedores rotulam seus produtos com os limites máximos de impureza permitidos pelas especificações da ACS; outros mostram nos rótulos as concentrações verdadeiras para as várias impurezas.

3.1.2 - Grau-Padrão Primário

Os reagentes com grau padrão primário foram cuidadosamente analisados pelo fornecedor e a dosagem está impressa no rótulo do frasco. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (National Institute of Standards and Technology - NIST) é uma fonte excelente de padrões primários.

3.1.3 - Reagentes Químicos para Uso Especial

Os produtos químicos que tenham sido preparados para uma aplicação específica também estão disponíveis. Entre eles estão incluídos os solventes para espectrofotometria e para cromatografia líquida de alta eficiência. As informações pertinentes ao uso pretendido são fornecidas juntamente com esses reagentes.

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Aula 02 Equipamentos e vidrarias utilizados em laboratório de química

Vários equipamentos e vidrarias são utilizados em um laboratório de Química e o manuseio adequado destes é fundamental para o analista. Porém, o completo domínio de sua manipulação advém da experiência adquirida com sua utilização. O quadro abaixo relaciona alguns equipamentos de uso comum no laboratório e suas aplicações.

Tubo de ensaio: Usado principalmente testes de reação.

Becker:Usado para aquecimento de líquidos, reações de precipitação, etc.

Erlemnmeyer: Usado para titulações e aquecimento de líquidos.

Balão de fundo chato:

Usado para aquecimento e armazenamento de líquidos.

Balão de fundo redondo: Usado para aquecimento de líquidos e reações com desprendimento de gases.

Balão de destilação: Usado em destilações. Possui saída lateral para a condensação de vapores.

Pipeta volumétrica: Usada para medir volumes fixos de

Pipeta graduada: Usada para medir volumes variáveis de líquidos.

Proveta: Usado para medidas aproximadas de volume de líquidos.

Funil de vidro: Usado em transferências de líquidos e em filtrações.

Frasco de reagentes:

Usado para o armazenamento de soluções.

Bico de Bunsen:

Usado em aquecimentos de laboratório.

Tela de amianto: Usado para distribuir uniformemente o calor em aquecimentos de laboratório.

Cadinho de porcelana:Usado para aquecimentos à seco no bico de Bunsen e Mufla.

Pinça de madeira: Usada para segurar tubos de ensaio em aquecimento no bico de Bunsen.

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Estante para tubos de ensaio: suporte de tubos de ensaio. Bureta: Usada para medidas precisas de líquidos.

Triângulo de porcelana: Usado para sustentar cadinhos de porcelana em aquecimento no bico de Bunsen.

Funil de decantação: Usado para separação de líquidos imicíveis.

Funil de decantação: Usado para separação de líquidos imicíveis.

Almofariz e pistilo: Usado para triturar e pulverizar sólidos.

Placa de Petri: usada para fins diversos. Tripé de ferro: Usado para sustentar a tela de amianto.

.Pisseta: Usada para lavagens, remoção de precipitados e outros fins.

Picnômetro: Usado para determinar a densidade de líquidos.

Cuba de vidro: Usada para banhos de gelo e fins diversos.

Cápsula de porcelana: Usada para evaporar líquidos em soluções.

Vidro de relógio: Usado para cobrir beckers em evaporações, pesagens etc Dessecador: Usado para resfriar substâncias em ausência de umidade.

Pinça metálica Casteloy: Usada para transporte de cadinhos e outros fins.

Balão volumétrico: Usado para preparar e diluir soluções.

Termômetro: Usado para medidas de temperatura.

Funil de Buchner: Usado para filtração a vácuo. Kitassato: Usado para filtração a vácuo.

Garra metálica: Usada em filtrações, sustentação de peças, tais como condensador, funil de decantação e outros fins.

Suporte universal.

Anel para funil Mufa: Suporte para a garra de condensador.

Escova de limpeza: Usada para limpeza de tubos de ensaio e outros materiais.

Escova de limpeza: Usada para limpeza de tubos de ensaio e outros materiais.

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Espátulas: Usada para transferência de substâncias sólidas.

Bastão de vidro: Usado para agitar soluções, transporte de líquidos na filtração e outros

Pêra: Usada para pipetar soluções.

Mufla: Usada para calcinações (até 1500°C)

Estufa: Usada para secagem de materiais (até 200 °C).

Pinça de Hoffman:

Usada para impedir ou diminuir fluxos gasosos. Condensador:

Usado para condensar os gases ou vapores na destilação

Condensador: Usado para condensar os gases ou vapores na destilação.

Condensador: Usado para condensar os gases ou vapores na destilação.

Sistema de destilação: Usado na separação de duas ou mais substâncias com base em suas diferentes volatilidades.

Quadro 2.1 – Equipamentos e vidrarias e suas aplicações

1) Operações no laboratório e aparelhagem

Em experiências químicas, como as realizadas em aulas práticas, são usados equipamentos específicos de química. A seguir são apresentadas algumas das aparelhagens utilizadas em laboratório, assim como as principais operações realizadas.

1.1) Bico de Bunsen e estudo da chama

Para obter calor nas experiências em laboratório usa-se comumente um aparelho denominado bico de Bunsen. Neste aparelho, cujo esquema aparece na Figura 2.1 abaixo, a mistura gás-ar é queimada no tubo, gerando uma chama que pode ser de combustão completa (azulada) ou incompleta (amarelada). A forma correta de usar o bico de Bunsen é fechar a entrada de ar no anel, abrir a válvula de gás e acender. A chama será larga e amarela. Então, abre-se a entrada de ar até que a chama fique azul, que é a ideal para o uso. Na mistura gás-ar, pode-se distinguir dois cones de cores distintas: um mais interno de cor azul e outro mais externo de cor laranja. A chama laranja é oxidante, a amarela é redutora e a azul é neutra, sendo o ponto mais quente o ápice do cone azul.

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Figura 2.1: Representação do bico de Bunsen. 1.2) Balança e pesagem

No laboratório, a massa de substâncias químicas é determinada com o uso de balanças. Na maioria das análises, uma balança analítica precisa ser utilizada para se obter massas altamente exatas. As balanças de laboratório menos exatas também são empregadas para as medidas de massa quando a demanda por confiabilidade não for crítica. A precisão a ser utilizada depende do trabalho a ser desenvolvido. É importante salientar que não se deve realizar pesagens de produtos químicos diretamente sobre o prato da balança. Costuma-se usar um vidro de relógio ou outra vidraria.

Figura 2.2: Balança analitica com a vidraria adequada para realização de pesagens.

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Tipos de Balanças Analíticas

Por definição, uma balança analítica é um instrumento usado na determinação de massas com uma capacidade máxima que varia de 1 g até alguns quilogramas, com uma precisão de pelo menos 1 parte em 105 em sua capacidade máxima. A precisão e a exatidão de muitas balanças analíticas modernas excedem a 1 parte em 106 em sua capacidade total.

As balanças analíticas mais comumente encontradas (macrobalanças) têm uma capacidade máxima que varia entre 160 e 200 g. Com essas balanças, as medidas podem ser feitas com um desvio-padrão de ±0,1 mg. As balanças semi-microanalíticas têm uma carga máxima de 10 a 30 g com uma precisão de ±0,01 mg. Uma balança microanalítica típica tem capacidade de 1 a 3 g e uma precisão de ±0,001 mg.

A primeira balança analítica de prato único surgiu no mercado em 1946. A velocidade e conveniência de pesar com essa balança eram amplamente superiores ao que se podia realizar com a balança de dois pratos tradicional. Conseqüentemente, essa balança substituiu rapidamente a anterior na maioria dos laboratórios. A balança de prato único está sendo substituída atualmente pela balança analítica eletrônica, que não tem braço nem cutelo. A conveniência, a exatidão e a capacidade de controle e manipulação de dados por computador das balanças analíticas asseguram que as balanças mecânicas de prato único vão eventualmente desaparecer de cena.

A Balança Analítica Eletrônica

A Figura 2.3 apresenta o diagrama e a foto de uma balança analítica eletrônica. O prato situa-se acima de um cilindro metálico oco que é circundado por uma bobina que se encaixa no pólo interno de um ímã permanente. Uma corrente elétrica percorre a bobina e produz um campo magnético que segura, ou levita, o cilindro, o prato, o braço indicador e qualquer massa que esteja no prato. A corrente é ajustada para que o braço indicador fique na posição de nulo quando o prato estiver vazio. A colocação de um objeto no prato provoca um movimento do próprio prato e do braço de controle para baixo, o que aumenta a quantidade de luz que incide na fotocélula do detector de nulo. A corrente que atinge a fotocélula é amplificada alimentando a bobina, o que cria um campo magnético maior, fazendo que o prato retome para a posição original no detector do zero. Um dispositivo como este, no qual uma pequena corrente elétrica faz que um sistema mecânico mantenha sua posição zero, é chamado sistema servo. A corrente requerida para manter o prato e o objeto na posição de nulo é diretamente proporcional à massa do objeto e é prontamente medida,

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