Retifica Plana e Cilíndrica

Retifica Plana e Cilíndrica

(Parte 1 de 3)

Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP)

Faculdade de Engenharia Arquitetura e Urbanismo (FEAU)

Curso de Engenharia de Controle e Automação

Grupo 2

PROCESSO DE FABRICAÇÃO E METROLOGIA: Retífica Plana e Cilíndrica

Santa Bárbara D’ Oeste – SP Junho / 2009

Ivan De Latorre MonfrinatoRA: 0609248
Lucas JacetteRA: 0605667
Rubens da Silveira Lara JrRA: 0604413

Retífica Plana e Cilíndrica

PROFESSOR: Antonio Fernando Godoy

Relatório de Experimento apresentado para avaliação da Disciplina de Processos de Fabricação e Metrologia do 7º semestre, do Curso de Engenharia de Controle e Automação, da Universidade Metodista de Piracicaba sob orientação do Prof. Antônio Fernando Godoy.

Data da entrega:10/06/2009

Santa Bárbara D’ Oeste – SP Junho / 2009

1 OBJETIVO4
2 INTRODUÇÃO5
2.1 Funções do Fluido de Corte5
2.2 Tipos do Fluido de Corte7
2.3 Problemas Comuns no Uso do Fluido de Corte9
3 DESCRIÇÃO DA PRÁTICA1
3.1Materiais Utilizados .............................................................................................1
3.2 Método1
4 RESULTADOS16
5 ANÁLISE DE RESULTADOS17
6 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DO ROTEIRO DA AULA PRÁTICA18
7 CONCLUSÃO2
Figura 2.1 Fluido de Corte7
Figura 3.1 Retífica Plana12
Figura 3.2 Rebolo12
Figura 3.3 Verificação de trincas internas no rebolo13
Figura 3.4 Fluído de corte junto ao rebolo13
Figura 3.5 Fixação da amostra e aproximação do rebolo14
Figura 3.6 Processo de retificação plana14
Figura 3.7 Retífica Cilíndrica14
Figura 3.8 Processo de retificação cilíndrica15
Figura 4.1 Amostra retificada na retífica plana16
Figura 4.2 Amostra retificada na retífica cilíndrica16
Figura 5.1 Superfície da amostra queimada no processo de retificação17

1 OBJETIVO

Essa prática foi realizada para visualizar o funcionamento de uma retifica plana e uma cilíndrica através do processo de retificação de peças, observando a preparação das máquinas assim como as ferramentas utilizadas.

Observou-se também as questões relacionadas a segurança, uma vez que foi-se utilizado de uma ferramenta abrasiva em alta rotação, podendo ocasionar acidentes se não forem tomados as devidas precauções.

2 INTRODUÇÃO

Fluidos de corte são aqueles líquidos e/ou gases aplicados na ferramenta e no material que está sendo usinado, a fim de facilitar a operação de corte. Frequentemente são chamados de lubrificantes ou refrigerantes em virtude das suas principais funções na usinagem, que são: reduzir o atrito entre a ferramenta e a superfície em corte e diminuir a temperatura na região de corte. Além disso, o fluido ainda pode auxiliar no arrastamento do cavaco.

O uso correto dos fluidos de corte nos processos de usinagem pode trazer muitos benefícios, observados na qualidade e na produtividade. Por outro lado, se não forem manipulados e tratados corretamente, eles podem ser nocivos a saúde e ao meio ambiente.

Assim, a escolha do fluido de corte influi diretamente na qualidade do acabamento superficial das peças, na produtividade, nos custos operacionais e também na saúde dos operadores e no meio-ambiente.

2.1 Funções do Fluido de Corte

Refrigeração

A refrigeração desempenha um papel fundamental na usinagem. Uma das principais funções dos fluidos de corte é refrigerar, ou seja, remover o calor gerado durante a operação. Isso ajuda a prolongar a vida útil das ferramentas e a garantir a precisão dimensional das peças pela redução dos gradientes térmicos.

Na usinagem com ferramenta de geometria definida, a maior parte do calor gerado vai para o cavaco, o que torna necessário a diminuição dessas altas temperaturas. Nesses casos, se o calor não for removido, ocorrerão distorções térmicas nas peças e alterações prejudiciais na estrutura da ferramenta. Como resultado, tem-se o desgaste prematuro e trocas mais frequentes da ferramenta.

Lubrificação

Nos processos de usinagem, a lubrificação nas interfaces peça-ferramentacavaco é difícil e complexa, em virtude das elevadas pressões de contato nessas interfaces. Outro agravante é a dificuldade de levar esse lubrificante até a posição desejada.

A eficiência do lubrificante vai depender das características e da sua capacidade em penetrar na região entre o cavaco e a ferramenta. Tanto a superfície do cavaco quanto a da ferramenta não são perfeitamente lisas. Elas são rugosas, ou seja, apresentam minúsculas saliências, asperezas em forma de picos e vales da ordem de micrômetros. Os picos mais salientes atritam-se, desgastando a ferramenta, gerando calor e uma força de atrito. Com a progressão do desgaste e com o alto calor gerado, pequenas partículas “soldam-se” no gume da ferramenta, formando o gume postiço.

Para reduzir esse atrito, o fluido de corte penetra na interface rugosa.

Como consequência, reduz-se uma parcela da geração de calor, além de reduzir o consumo de energia, a força de corte e praticamente elimina a formação do gume postiço.

Arrastamento do Cavaco

Na furação, por exemplo, o cavaco formado no fundo do furo tende a se acumular excessivamente, dificultando o corte e a formação de mais cavaco. Até mesmo no torneamento externo, cavacos em forma de fitas longas podem se enroscar na peça e na ferramenta e atrapalhar o trabalho.

Por isso os fluidos de corte são empregados também como removedores de cavaco da área de trabalho. Isso pode ocorrer de diversas formas:

- O escoamento de alta vazão do fluido ajuda a carregar ou empurrar o cavaco para longe;

- O resfriamento brusco do cavaco fragiliza-o e facilita sua quebra ou fragmentação;

- Ao se utilizar fluidos de corte os parâmetros de usinagem podem ser ajustados de modo a facilitar a obtenção de cavacos menores.

Uma boa remoção dos cavacos também evita a formação de pontos onde poderiam instalar-se focos de microorganismos cuja proliferação poderia infectar o fluido de corte.

Figura 2.1 Fluido de Corte. (Fonte: http://www.adbase.com.br/paginaprincipal.htm)

2.2 Tipos do Fluido de Corte

Os fluidos refrigerantes são classificados em 4 grupos, de acordo com as substâncias (ou misturas) que os compõem: fluídos miscíveis com a água; fluidos não miscíveis com a água; Gases e névoas; Sólidos.

Fluidos Miscíveis com Água

Dentre os fluidos que de misturam com a água, podemos dividi-los em soluções e emulsões.

As soluções são misturas de água e produtos orgânicos e inorgânicos especiais que lhe conferem propriedades úteis para o seu uso como fluido de corte. As soluções não contêm óleo na sua composição.

A denominação "óleo solúvel" é imprópria porque o óleo não está solubilizado na água, mas sim disperso por causa do emulsificador. As emulsões também contêm aditivos que melhoram ou conferem novas propriedades ao fluido.

Fluidos Não Miscíveis com Água

Os óleos integrais são constituídos basicamente de óleos graxos e óleos minerais, que podem ser usados puros ou misturados, ou com aditivos. Os óleos graxos, de origem animal ou vegetal, foram os primeiros óleos integrais, mas sua rápida deterioração e alto custo fizeram com que eles fossem substituídos por outros produtos. Atualmente são usados como aditivos de óleos minerais.

Óleos minerais são derivados do petróleo. O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos, de forma que antes de usá-lo é necessário selecioná-los e purificá-los. Isso é feito em refinarias, de onde se obtém os óleos que formarão a base dos fluidos integrais.

Gases e Névoas

O ar é o mais comum fluido gasoso utilizado, estando presente até mesmo na usinagem a seco. O ar comprimido é utilizado para melhorar a retirada de calor e expulsão do cavaco da zona de corte. Os fluidos gasosos, com sua menor viscosidade, são mais eficientes na capacidade de penetrar até a zona ativa da ferramenta. Outros gases como o argônio, hélio, nitrogênio e dióxido de carbono também são utilizados para a refrigeração e proteção contra oxidação, porém apenas em casos específicos.

Névoas e gases são usados em operações de mecânica de precisão, usinagem de alta velocidade.

Com esses tipos de fluido, há um menor consumo de óleo, o que reduz custos e impactos ambientais, melhor visibilidade do processo e uma melhora na vida da ferramenta. Por outro lado, a capacidade de refrigeração e lubrificação é limitada.

Sólidos

Atualmente, o fluido sólido mais utilizado é a pasta de Bissulfeto de

Molibdênio, devido suas características lubrificantes, vêem-se obtendo bons resultados. Essa pasta é aplicada na superfície de saída da ferramenta com auxilio de um pincel.

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