Higiene e controle sanitário

Higiene e controle sanitário

HIGIENE E C. SANITÁRIO - Portaria CVS-6/99, de 10.03.99

1 - Objetivo

O presente Regulamento estabelece os critérios de higiene e de boas práticas operacionais para alimentos

produzidos/fabricados/industrializados/manipulados e prontos para o consumo, para subsidiar as ações da Vigilância Sanitária e a elaboração dos

Manuais de Boas Práticas de Manipulação e Processamento.

2 - Âmbito de aplicação

O presente regulamento se aplica a todos os estabelecimentos nos quais sejam realizadas algumas das seguintes atividades: produção,

industrialização, fracionamento, armazenamento e transporte de alimentos.

3 - Responsabilidade Técnica

Os estabelecimentos devem ter um responsável técnico de acordo com a Portaria CVS-1-

DITEP de 13/01/98. Este profissional deve estar regularmente inscrito no órgão fiscalizador de sua profissão. Para que o Responsável Técnico (RT)

possa exercer a sua função:

- Capacitação de Pessoal

- Elaborar o Manual de Boas Práticas de Manipulação

- Responsabilizar-se pela aprovação ou rejeição de matérias-primas, insumos, produtos semi-elaborados, produtos terminados, procedimentos,

métodos ou técnicas, equipamentos e utensílios, de acordo com o manual elaborado.

- Supervisionar os princípios ou metodologias que embasem o manual de boas práticas de manipulação e processamento.

- Recomendar o destino final de produtos

HIGIENE E C. SANITÁRIO - Portaria CVS-6/99, de 10.03.99

A responsabilidade Técnica está sobre :

a) fabricam, manipulam, embalam, importam: aditivos, complementos nutricionais, alimentos para fins especiais, embalagens;

b) as cozinhas industriais e Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) Unidade de Nutrição e Dietética (UND), só podem funcionar sob a responsabilidade de um técnico legalmente habilitado.

É fundamental a regulamentação profissional de cada

categoria.

Os demais estabelecimentos :

A responsabilidade pela elaboração, implantação e manutenção de boas práticas de produção pode estar a cargo do proprietário do estabelecimento ou de um funcionário capacitado que trabalhe efetivamente no local e conheça e aplique as condutas e critérios do presente regulamento e acompanhe inteiramente o processo de produção.

Todos os funcionários devem receber treinamento constante em relação à higiene e técnicas corretas de manipulação.

Controle de Saúde dos Funcionários

1) O Ministério do Trabalho através da NR-7 determina a realização do PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, objetivo :

Avaliar e prevenir as doenças adquiridas no exercício de cada profissão, ou seja, problemas de saúde conseqüentes da atividade profissional.

Exame médico admissional

Periódico

Demissional

De retorno ao trabalho e na mudança de função

2) O controle de saúde clínico exigido pela Vigilância Sanitária, que objetiva a saúde do trabalhador e a sua condição para estar apto para o trabalho, não podendo ser portador aparente ou inaparente de doenças infecciosas ou parasitárias.

Exames médicos admissionais, periódicos, dando ênfase aos parâmetros preconizados neste regulamento, acompanhados das análises laboratoriais como:

hemograma, coprocultura , coproparasitológico e VDRL, devendo ser realizadas outras análises de acordo com avaliação médica

O que garante a segurança dos produtos ?

  • MANIPULADORES - não devem manipular alimentos :

os funcionários que apresentarem feridas, lesões, chagas ou cortes nas mãos e braços, ou gastrenterites agudas ou crônicas (diarréia ou disenteria), assim como, os que estiverem acometidos de infecções pulmonares ou faringites.

  • Higiene pessoal - Estética e asseio

- banho diário

- cabelos protegidos

- barba feita diariamente e bigode aparado

- unhas curtas, limpas, sem esmalte ou base

- uso de desodorante inodoro ou suave sem utilização de perfumes

maquiagem leve

- não utilização de adornos (colares, amuletos, pulseiras ou fitas, brincos, relógio e anéis, inclusive alianças).

O que garante a segurança dos produtos ?

  • Uniformização

- Uniformes completos, de cor clara, bem conservados e limpos e com troca diária de utilização somente nas dependências internas do estabelecimento;

- Os sapatos devem ser fechados, em boas condições de higiene e conservação. Devem ser utilizadas meias;

- O uso de avental plástico deve ser restrito às atividades onde há grande quantidade de água, não devendo ser utilizado próximo ao calor;

Não utilizar panos ou sacos plásticos para proteção do uniforme;

Não carregar no uniforme: canetas, lápis, batons, escovinhas, cigarros,isqueiros, relógios e outros adornos;

Nenhuma peça do uniforme deve ser lavada dentro da cozinha.

O que garante a segurança dos produtos ?

  • Higiene das mãos – os funcionários devem lavar as mãos sempre que :

  • Chegar ao trabalho

  • Utilizar os sanitários

  • Tossir, espirrar ou assoar o nariz;

  • Usar esfregões, panos ou materiais de limpeza;

  • Fumar;

  • Recolher lixo e outros resíduos;

  • Tocar em sacarias, caixas, garrafas e sapatos;

  • Tocar em alimentos não higienizados ou crus;

  • Pegar em dinheiro;

  • Houver interrupção do serviço;

  • Iniciar um novo serviço;

  • Tocar em utensílios higienizados;

  • Colocar luvas.

O que garante a segurança dos produtos ?

  • Técnica de higiene das mãos

- Umedecer as mãos e antebraços com água;

- Lavar com sabonete líquido, neutro, inodoro. Pode ser utilizado sabonete líquido anti-séptico, neste caso, massagear as mãos e antebraços por pelo menos 1 minuto;

- Enxaguar bem as mãos e antebraços.

- Secar as mãos com papel toalha descartável não reciclado, ar quente ou qualquer outro procedimento apropriado;

- Aplicar anti-séptico, deixando secar naturalmente o ar, quando não utilizado sabonete anti-séptico;

  • Aplicação do anti-séptico com as mãos úmidas.

- Os anti-sépticos permitidos são: álcool 70%, soluções iodadas, iodóforos, clorohexidina ou outros produtos aprovados pelo Ministério da Saúde para esta finalidade.

O que garante a segurança dos produtos ?

  • Higiene operacional - não são permitidos durante a manipulação dos alimentos

(hábitos)

  • Falar, cantar, assobiar, tossir, espirrar, cuspir, fumar;

  • Mascar goma, palito, fósforo ou similares, chupar balas, comer;

  • Experimentar alimentos com as mãos;

  • Tocar o corpo;

  • Assoar o nariz, colocar o dedo no nariz ou ouvido, mexer no cabelo ou pentear-se;

  • Enxugar o suor com as mãos, panos ou qualquer peça da vestimenta;

  • Manipular dinheiro;

  • Fumar;

  • Tocar maçanetas com as mãos sujas;

  • Fazer uso de utensílios e equipamentos sujos;

  • Trabalhar diretamente com alimento quando apresentar problemas de saúde, por exemplo, ferimentos e/ou infecção na pele, ou se estiver resfriado ou com gastrenterites;

  • Circular sem uniforme nas áreas de serviço.

O que garante a segurança dos produtos ?

  • Uso de termômetros

  • Os termômetros devem ser periodicamente aferidos, através de equipamentos próprios ou de empresas especializadas. Quando usados, não devem propiciar risco de contaminação. Suas hastes devem ser lavadas e desinfetadas antes e depois de cada uso.

  • Registro das medições realizadas

  • Deve ser mantido registro das medições efetuadas em planilhas próprias.

Produção / Manipulação

  • Etapas básicas dos fluxos de operações em estabelecimentos produtores / fornecedores de alimentos

- Recebimento : etapa onde se recebe o material entregue por um fornecedor, avaliando-o qualitativa e quantitativamente, segundo critérios pré-definidos para cada produto.

  • observar data de validade e fabricação;

  • fazer avaliação sensorial (características organolépticas, cor, gosto, odor, aroma, aparência, textura, sabor e sinestesia).

  • observar as condições das embalagens: devem estar limpas, íntegras e seguir as particularidades de cada alimento. Alimentos não devem estar em contato com papel não adequado (reciclado, jornais, revistas e similares), papelão ou plástico reciclado;

  • observar as condições do entregador: deve estar com uniforme adequado e limpo, avental, sapato fechado, proteção para o cabelo ou mãos (rede, gorro ou luvas quando necessário.

  • conferir a rotulagem: deve constar nome e composição do produto, lote, data de fabricação e validade, número de registro no órgão oficial, CGC, endereço de fabricante e distribuidor, condições de armazenamento e quantidade (peso);

  • observar o certificado de vistoria do veículo de transporte;

  • realizar controle microbiológico e físico-químico quando necessário, através do laboratório próprio ou terceirizado.

  • medir as temperaturas, as quais devem estar adequado e serem registradas no ato do recebimento.

Perecíveis - critérios de temperatura

  • Congelados: - 18ºC com tolerância até -12ºC ;

  • Resfriados: 6 a 10ºC, conforme especificação do fabricante;

  • Refrigerados: até 6ºC com tolerância a 7ºC;

Armazenamento - etapa envolvendo três procedimentos básicos:

  • Armazenamento sob congelamento: etapa onde os alimentos são armazenados à temperatura de 0ºC ou menos, de acordo com as recomendações dos fabricantes constantes na rotulagem ou dos critérios de uso.

  • Armazenamento sob refrigeração: etapa onde os alimentos são armazenados em temperatura de 0ºC a 10ºC, de acordo com as recomendações dos fabricantes constantes na rotulagem ou dos critérios de uso.

  • Estoque seco: etapa onde os alimentos são armazenados à temperatura ambiente, segundo especificações no próprio produto e recomendações dos fabricantes constantes na rotulagem.

Disposição e Controle no armazenamento

Os produtos de fabricação mais antiga são posicionados a serem consumidos em primeiro lugar (PEPS – primeiro que entra primeiro que sai ou pode utilizar o conceito PVPS - primeiro que vence primeiro que sai)

  • Todos os produtos devem estar adequadamente identificados e protegidos contra contaminação.

  • Alimentos não devem ficar armazenados junto a produtos de limpeza, químicos, de higiene e perfumaria.

  • Produtos descartáveis também devem ser mantidos separados dos itens citados anteriormente.

  • É proibido a entrada de caixas de madeira dentro da área de armazenamentos e manipulação.

  • Caixas de papelão não devem permanecer nos locais de armazenamentos sob refrigeração ou congelamento, a menos que haja um local exclusivo para produtos contidos nestas embalagens (exemplo: freezer exclusivo ou câmara exclusiva ).

  • Alimentos ou recipientes com alimentos não devem estar em contato com o piso, e sim apoiados sobre estrados ou prateleiras das estantes. Respeitar o espaçamento mínimo necessário que garanta a circulação de ar (10 cm).

Disposição e Controle no armazenamento

  • Alimentos que necessitem serem transferidos de suas embalagens originais devem ser acondicionados de forma que se mantenham protegidos, devendo serem acondicionados em contentores descartáveis ou outro adequado para guarda de alimentos, devidamente higienizados. Na impossibilidade de manter o rótulo original do produto, as informações devem ser transcritas em etiqueta apropriada (vide sistema de etiquetagem).

  • Produtos destinados à devolução devem ser identificados por fornecedor e colocados em locais apropriados separados da área de armazenamento e manipulação.

Nunca utilizar produtos vencidos

  • Quando houver necessidade de armazenar diferentes gêneros alimentícios em um mesmo equipamento refrigerador, respeitar: alimentos para consumo dispostos nas prateleiras superiores; os semi-prontos e/ou pré preparados nas prateleiras do meio e os produtos crus nas prateleiras inferiores, separados entre si e dos demais produtos.

  • As embalagens individuais de leite, ovo pasteurizado e similares podem ser armazenadas em geladeiras ou câmaras, devido seu acabamento ser liso, impermeável e lavável.

  • Podem ser armazenados no mesmo equipamento para congelamento (“freezer”) tipos diferentes de alimentos, desde que devidamente embalados e separados.

TEMPERATURAS - LEGISLAÇÃO

  • Congelamento : Etapa onde os alimentos passam da temperatura original

para faixas de temperaturas abaixo de 0º em 6 horas ou menos.

  • Descongelamento de carnes, aves e pescados : Etapa onde os alimentos

passam da temperatura de congelamento para até 4ºC, sob refrigeração ou

em condições controladas.

Requisitos para descongelamento seguro

= Em câmara ou geladeira a 4ºC

= Em forno de confecção ou microondas

= Em água com temperatura inferior a 21ºC por 4 horas

= Em temperatura ambiente, em local sem contaminação ambiental (vento, pó, excesso de pessoas, utensílios, etc.) monitorando a temperatura superficial, sendo que ao atingir 3 a 4ºC deve-se continuar o degelo na geladeira a 4ºC utilização de peças cárneas ou filetadas de até 2 Kg, embaladas por peças ou em suas embalagens originais.

= Após o descongelamento o produto deve ficar na geladeira a 4ºC, conforme critérios de uso.

TEMPERATURAS - LEGISLAÇÃO

  • Espera pós-cocção : Etapa onde os alimentos que sofreram cocção devem atingir 55ºC em sua superfície, para serem levados à refrigeração.

  • Refrigeração : Etapa onde os alimentos passam da temperatura original ou pós-cocção (55ºC), para a temperatura específica de cada produtos de acordo com os requisitos estabelecidos abaixo:

  • Requisitos para refrigeração segura de alimentos que sofreram cocção

55ºC 21ºC 4ºC

2 horas 6 horas

No resfriamento forçado até 21ºC e conseqüente refrigeração até 4ºC, pode

ser utilizado: imersão em gelo, freezer (-18ºC), geladeira (2 a 3ºC) ou equipamento para refrigeração rápida.

  • Requisitos para refrigeração de alimentos que não sofreram cocção

Os alimentos que não sofreram cocção, ou que foram manipulados em temperatura ambiente, devem atingir a temperatura recomendada em 6 horas.

TEMPERATURAS – LEGISLAÇÃO : Pré-/Preparação

  • Etapa onde os alimentos sofrem tratamento ou modificações através de higienização, tempero, corte, porcionamento, seleção, escolha, moagem e/ou adição de outros ingredientes.

  • Lavar em água potável as embalagens impermeáveis, antes de abri-las.

  • O tempo de manipulação de produtos perecíveis em temperatura ambiente não deve exceder a 30 minutas por lote e a 2 horas em área climatizada entre 12ºC e 18ºC.

Armazenamento pós-manipulação

  • Todos os alimentos que foram descongelados para serem manipulados, não devem ser recongelados crus.

  • Todos os alimentos pré-preparados ou prontos mantidos em armazenamento, devem ser devidamente identificados por etiquetas.

  • Alimentos prontos congelados que foram descongelados não devem ser recongelados.

  • Alimentos crus semi-prontos preparados com carnes descongeladas podem ser congelados desde que sejam utilizados diretamente na cocção, atingindo no mínimo 74ºC no centro geométrico.

  • Alimentos que foram retirados da embalagem original, manipulados e armazenados crus sob refrigeração, devem ser devidamente identificados por etiquetas, respeitando os critérios de uso.

  • Alimentos industrializados que não tenham sidos utilizados totalmente, e que necessitem serem retirados da embalagem original, devem ser retirados da embalagem original, colocados em embalagens adequadas e identificados por etiquetas, respeitando os critérios de uso.

TEMPERATURAS – LEGISLAÇÃO : Dessalgue

Etapa onde as carnes salgadas são submetidas à retirada do sal sob condições seguras

  • trocas de água no máximo a 21ºC ou a cada 4 horas

  • em água sob refrigeração até 10ºC

  • através de fervura

Cocção

  • Etapa onde os alimentos devem atingir no mínimo 74ºC no seu centro geométrico ou combinações de tempo e temperatura como 65ºC por 15 minutos ou 70ºC por 2 minutos. Entre os diversos métodos de cocção, ressalta-se a cocção por fritura, que deve atender aos seguintes requisitos:

  • Os óleos e gorduras utilizados nas frituras não devem ser aquecidos a mais de 180ºC.

  • O óleo deve ser desprezado sempre que houver alteração de qualquer umas das seguintes características: sensoriais (cor, odor, sabor, etc.) ou físico-químico ( ponto de fumaça, pH, peroxidase, etc). Podem ser utilizados testes físico-químicos comerciais rápidos, desde que comprovada a sua qualidade e eficácia.

  • A reutilização do óleo só pode ser realizada quando este não apresentar quaisquer alterações das características físico-químicas ou sensoriais. O óleo deve ser filtrado em filtros próprios ou pano branco fervido por 15 minutos. Quando utilizar fritadeiras com filtro, seguir as recomendações do fabricante e observar as características físico-químicas ou sensoriais.

TEMPERATURAS – LEGISLAÇÃO

  • Reaquecimento

  • Etapa onde os alimentos que já sofreram cocção inicial devem atingir novamente a temperatura de segurança no centro geométrico.

  • Espera para fornecimento/distribuição

  • Etapa onde os alimentos quentes devem ser mantidos a 65ºC ou mais, até o momento da distribuição; e os alimentos frios devem ser mantidos abaixo de 10ºC até o momento da distribuição, temperaturas estas, medidas no centro geométrico dos alimentos.

  • Porcionamento

  • Etapa onde os alimentos prontos para consumo sofrem manipulação com a finalidade de se obter porções menores.

  • Nesta etapa a manipulação deve ser realizada observando-se procedimentos que evitem a recontaminação ou a contaminação cruzada.

TEMPERATURAS : DISTRIBUIÇÃO – LEGISLAÇÃO

  • Etapa onde os alimentos estão expostos para o consumo imediato, porém sob controle de tempo e temperatura para não ocorrer multiplicação microbiana.

  • Alimentos quentes: Podem ficar na distribuição ou espera a 65ºC ou mais por no máximo 12 h ou a 60ºC por no máximo 6 h ou abaixo de 60ºC / 3 h.

  • Os alimentos que ultrapassarem os prazos estipulados devem

ser desprezados.

  • Alimentos frios: Alimentos frios potencialmente perigosos que favorecem

uma rápida multiplicação microbiana:

  • Devem ser distribuídos no máximo a 10ºC por até 4 horas.

  • Quando a temperatura estiver entre 10ºC e 21ºC, só podem permanecer

  • na distribuição por 2 horas.

  • Alimentos frios que ultrapassarem os critérios de tempo e

temperatura estabelecidos devem ser desprezados.

TEMPERATURAS : SOBRAS – LEGISLAÇÃO

  • São alimentos prontos que não foram distribuídos ou que ficaram no balcão térmico ou refrigerado. Somente podem ser utilizados sobras que tenham sido monitoradas.

Alimentos prontos que foram servidos não devem ser reaproveitados

Sobras quentes :

- Reaquecidas a 74ºC e mantidas a 65ºC ou mais para serem servidas, por no máximo 12 horas.

- Reaquecidas a 74ºC e quando atingirem 55ºC na superfície devem ser resfriadas a 21ºC em 2 horas, devendo atingir 4ºC em mais 6 horas, para serem reaproveitadas no máximo em 24 horas.

- Na conduta acima, após atingirem 55ºC, podem ser congeladas, devendo serem seguidos os critérios de uso para congelamento.

- Alimentos que sofreram tratamento térmico e que serão destinados à refrigeração devem ser armazenados em volumes ou utensílios com altura máxima de 10 cm, devendo serem cobertos quando atingirem a temperatura de 21ºC ou menos.

TEMPERATURAS : SOBRAS – LEGISLAÇÃO

  • Sobras frias:

- Sobras de alimentos que ficaram sob requisitos de segurança, devem ser refrigerados de modo que a temperatura interna do alimento atinja 4ºC em 4 horas, podendo ser utilizados por no máximo 24 horas;

- Também podem ser reaproveitados para pratos quentes, devendo ser levados à cocção a 74ºC e mantidos a 65ºC para distribuição por no máximo 12 horas;

- Após atingirem 55ºC devem ser resfriados a 21ºC em 2 horas e atingirem 4ºC em mais 6 horas, devendo ser mantidos nesta temperatura para reaproveitamento, como pratos quentes, por no máximo 24 horas.

- No reaproveitamento citado anteriormente, as sobras também podem ser congeladas, segundo os critérios de uso para congelamento.

TEMPERATURA - CRITÉRIOS

  • Produtos industrializados em suas embalagens originais observar as informações do fornecedor

  • Para produtos manipulados e/ou embalagens de produtos industrializados abertos

Congelamento

Temperatura Tempo máximo de armazenamento

0 a -5ºC 10 dias

-5 a -10ºC 20 dias

-10 a -18ºC 30 dias

< -18ºC 90 dias

REFRIGERAÇÃO

  • Pescados e seus produtos manipulados crus: até 4ºC por 24 horas;

  • Carne bovina, suína, aves e outras e seus produtos manipulados crus: até 4ºC por 72 horas;

  • Hortifruti: até 10ºC por 72 horas;

  • Alimentos pós-cocção: até 4ºC por 72 horas;

  • Pescados pós-cocção: até 4ºC por 24 horas;

  • Sobremesas, frios e laticínios manipulados: até 8ºC por 24 horas, até 6ºC por 48 horas ou até 4ºC por 72 horas;

  • Maionese e misturas de maionese com outros alimentos: até 4ºC por 48 horas ou até 6ºC por 24 horas;

OBS: Outras preparações podem seguir outros critérios, desde que sejam observados: o tipo de alimento e suas características intrínsecas (Aa, pH, etc.), procedendo-se ao estudo da "vida de prateleira" através de análise sensorial, microbiológica e se necessário físico-química.

Guarda de Amostras

  • É realizada com o objetivo de esclarecimento de ocorrência de enfermidade transmitida por alimentos prontos para o consumo.

  • As amostras que devem ser colhidas são componentes do cardápio da refeição servida, na distribuição, 1/3 do tempo antes do término da mesma.

  • Técnica de colheita:

- Identificar as embalagens ou sacos esterilizados ou desinfetados com nome do local, data, horário, produto e nome do responsável pela colheita;

- Proceder a higienização das mãos;

- Abrir a embalagem ou o saco sem tocá-lo internamente nem soprá-lo;

- Colocar a amostra do alimento;

- Retirar o ar e vedar.

  • Utensílios utilizados para colheita:

- Utilizar os mesmos utensílios da distribuição (um para cada tipo de alimento). Podem ser utilizados também utensílios desinfetados com álcool 70%, fervidos por 10-15 minutos ou flambados, ou qualquer outro método de desinfecção próprio para esta finalidade.

  • Quantidade de amostra :

- Mínimo de 100g

  • Armazenamento :

- Por 72 horas sob refrigeração até 4ºC ou sob congelamento a -18ºC. Líquidos só podem ser armazenados por 72 horas sob refrigeração até 4ºC.

Higiene dos alimentos

  • Higiene de hortifrutigranjeiros:

  • A pré-lavagem de hortifruti, quando existente, deve ser feita em água potável e em local apropriado. Para o preparo destes gêneros, deve ser realizada a higienização completa que compreende:

  • Lavagem criteriosa com água potável

  • Desinfecção: imersão em solução clorada por 15 a 30 minutos.

  • Enxágüe com água potável.

  • Não necessitam de desinfecção:

  • Frutas não manipuladas

  • Frutas, cujas cascas não são consumidas, tais como: laranja, mexerica, banana e outras, exceto as que serão utilizadas para suco.

  • Frutas, legumes e verduras que irão sofrer ação do calor, desde que a temperatura no interior atinja no mínimo 74ºC.

  • Ovos inteiros, tendo em vista que devem ser consumidos após cocção atingindo 74º C no interior.

Produtos permitidos para desinfecção dos alimentos

Princípio Ativo Concentração

  • Hipoclorito de Sódio a 2,0 – 2,5% 100 a 250 ppm

  • Hipoclorito de Sódio a 1% 100 a 250 ppm

  • Cloro orgânico 100 a 250 ppm

  • Solução clorada a 200 – 250 ppm

- 10 ml (1 colher de sopa rasa) de água sanitária para uso geral a 2,0 - 2,5% em 1 litro de água ou 20 ml (2 colheres de sopa rasas) de hipoclorito de sódio a 1% em 1 litro de água.

  • Álcool à 70%

- 250 ml de água (de preferência destilada) em 750 ml de álcool 92,8 INPM ou 330 ml de água em 1 litro álcool.

- A solução deve ser trocada a cada 24 horas.

Higiene ambiental

  • Remover o lixo diariamente, quantas vezes necessário, em recipientes apropriados, devidamente tampados e ensacados, tomando-se medidas eficientes para evitar a penetração de insetos, roedores e outros animais;

  • Impedir a presença de animais domésticos no local de trabalho;

  • Seguir um programa de controle integrado de pragas.

  • Periodicidade de limpeza

Diário:

    • Pisos, rodapés e ralos; todas as áreas de lavagem e de produção; maçanetas; lavatórios (pias); sanitários; cadeiras e mesas (refeitório); monoblocos e recipientes de lixo;

Diário ou de acordo com o uso:

    • Equipamentos, utensílios, bancadas, superfícies de manipulação e saboneteiras, borrifadores.

Semanal:

- Paredes; portas e janelas; prateleiras (armários); coifa; geladeiras; câmaras e "freezers".

Higiene ambiental

Quinzenal

    • Estoque; estrados.

Mensal

- Luminárias; interruptores; tomadas; telas.

Semestral

- Reservatório de água.

Etapas obrigatórias no processo de higienização ambiental

1- Lavagem com água e sabão ou detergente

2- Enxágüe

3- Desinfecção química: deixar o desinfetante em contato mínimo

de 15 minutos

4- Enxágüe

OBS: Teto ou forro; caixa de gordura; filtro de ar condicionado, de acordo com a necessidade ou regulamentação específica.

Desinfecção pelo calor

  • Imergir por 15 minutos em água fervente ou no mínimo a 80ºC

  • Não há necessidade de enxágüe

  • No caso de utilização de máquina de lavar louça, devem ser respeitados os critérios:

    • Lavagem: 55 a 65ºC
    • Enxágüe: 80 a 90ºC
  • OBS: quando utilizar álcool 70%, não enxaguar e deixar secar o ar.

Não é permitido nos procedimentos de higiene

= Varrer a seco nas áreas de manipulação;

= Fazer uso de panos para secagem de utensílios e equipamentos;

= Uso de escovas, esponjas ou similares de metal, lã, palha de aço, madeira, amianto e materiais rugosos e porosos.

= Reaproveitamento de embalagens de produtos de limpeza.

= Usar nas áreas de manipulação, os mesmos utensílios e panos de limpeza utilizados em banheiros e sanitários.

Desinfecção ambiental

Princípio Ativo Concentração

  • Hipoclorito de Sódio 100 – 250 ppm

  • Cloro Orgânico 100 – 250 ppm

  • Quaternário de Amônio 200 ppm

  • Iodóforos 25 ppm

  • Álcool 70%

O tempo de contato deve ser no mínimo de 15 minutos,

com exceção do álcool 70%, ou de acordo com recomendações do rótulo.

Comentários