Tipologias de bases de dados de histórias em quadrinhos

Tipologias de bases de dados de histórias em quadrinhos

(Parte 3 de 6)

_ bases de dados de diretórios: contêm dados típicos de cadastros, como nomes e endereços. Exemplos são os catálogos telefônicos em formato eletrônico. Exemplo: Guia de Assinantes Online da Telefonica.

2.1.2 – Bases de dados de fontes

Bases de dados de fontes são documentos eletrônicos. Contêm os dados originais ou textos completos.

_ bases de dados numéricos: contêm dados numéricos e estatísticos. Exemplo: SIDRA/Fundação IBGE.

_ bases de dados de texto integral: armazenam fontes primárias como textos de jornal ou outros periódicos, dicionários, teses, dissertações e outros materiais fontes. Exemplo: SciELO - Scientific electronic library online.

_ bases de dados textuais e numéricos: apresenta mistura de dados textuais e numéricos. Exemplos: relatórios anuais de empresas.

_ bases de dados gráficos: apresentam fórmulas químicas (sob forma gráfica), imagens, logotipos e histórias em quadrinhos. Exemplo: The Silver Age Marvel Comics Cover Index; GibiHouse.

_ bases de dados multimídia: evolução das bases de dados gráficos; além de imagens apresentam vídeos, animações e som. Exemplos: Séries e Desenhos Antigos; YouTube.

2.2 – Estruturas de bases de dados

Segundo Rowley (2002, p. 126), são três os modelos principais de estruturas para armazenagem, manipulação e recuperação de dados dentro dos sistemas de gerenciamento de bases de dados:

_ bases de dados hierárquicas: Neste modelo os dados se organizam em uma estrutura hierárquica, tomando uma forma similar a uma árvore com galhos ou ramificações. Utilizando essa estrutura, uma base de dados de histórias em quadrinhos poderia estar organizada inicialmente pelas editoras, para cada editora existiria uma organização para seus títulos, para cada título existiria uma seqüência de exemplares das revistas, e finalmente apareceriam os dados bibliográficos de cada revista;

_ bases de dados de rede: esta estrutura é mais avançada em relação ao modelo hierárquico; sua diferença fundamental é que um dado, além de estar vinculado a uma estrutura hierárquica, cria vários outros vínculos, formando uma rede de vínculos;

_ bases de dados relacionais: neste modelo os dados armazenados possuem um conjunto de relações que é semelhante a uma tabela constituída por colunas e linhas. Os dados das colunas sempre são do mesmo campo e todos os dados da mesma linha estão relacionados entre si. Por sua vez uma coluna pode ser uma relação com uma outra tabela.

3 – Histórias em quadrinhos

3.1 – Definição

A definição de histórias em quadrinhos é alvo de controvérsias. São consideradas um produto cultural da modernidade industrial e política ocidental que surgiu com a evolução da imprensa, primeiro meio de comunicação de massas:

podem ser consideradas como as herdeiras diretas das narrativas folhetinescas dos séculos 18 e 19: inicialmente voltadas para o consumo e entretenimento das classes de menor nível cultural tanto estas como aquelas sofreram o mesmo tipo de resistências por parte das elites letradas de sua época. Nesse sentido, não se diferenciam de meios de comunicação como a televisão e o cinema. Ou ainda, de modalidades de literaturas voltadas para as camadas populares e consumidas por elas, hoje genericamente conhecidas como literatura de massa (VERGUEIRO, 1998, p. 130).

Mas também são consideradas como uma forma de arte (o quadrinhista americano Will Eisner criou o termo arte seqüencial).

Conciliando as duas definições, forma de arte e meio de comunicação, sintetiza-se: “é um sistema narrativo formado por dois códigos de signos gráficos: a imagem, obtida pelo desenho; a linguagem escrita” (CAGNIN, 1975, p. 25).

Além do termo arte seqüencial, as histórias em quadrinhos recebem diferentes nomes em outros idiomas: comics (inglês), bande dessinée (francês), fumetto (italiano), lianhuanhua (chinês), manhwa (Coréia) e mangá (Japão). Também são conhecidas no idioma português (em Portugal) como banda desenhada ou história aos quadradinhos. Em espanhol é utilizado historieta na Argentina, Colômbia, Cuba, Espanha, México, Peru e Venezuela. Ainda em espanhol são utilizadas outras formas: tebeo (Espanha), monitos (México e Chile), muñequitos (Cuba), comiquitas (Venezuela).

3.2 - Histórico

No século XIX as histórias em quadrinhos evoluíram para o formato que conhecemos. O aprimoramento das técnicas de impressão possibilitou o surgimento de vários artistas que utilizavam quadrinhos para contar histórias por meio de imagens: o franco-suiço Rodolphe Töpffer; o alemão Wilhelm Busch autor de Max und Moritz (Juca e Chico); e, no Brasil, Ângelo Agostini com As Aventuras de Nhô Quim.

Em 1895, inicia-se a publicação de Down Hogan’s Alley (onde aparecia o personagem Yellow Kid) de Richard Felton Outcault, nas páginas dominicais do jornal New York World. A introdução de balões em Down Hogan’s Alley (em 1896) é considerada como o marco inicial das modernas histórias em quadrinhos, apesar do uso de texto em balões já ser observado na iluminura Adoração de Cristo de 1230 (MOYA, 1977b, p. 27).

Após Down Hogan’s Alley,conseguem destaque nas páginas dominicais dos jornais americanos: Buster Brown (Chiquinho) também de Outcault; e Katzenjammer Kids (Os Sobrinhos do Capitão) de Rudolph Dirks;

No começo do século XX, a publicação diária de quadrinhos em formato de tiras consolidou-se nos jornais dos Estados Unidos. Destacaram-se na época: Mutt & Jeff de Bud Fisher; Krazy Kat de George Herriman; Little Nemo in Slumberland de Winsor McCay; Gasoline Alley de Frank King.

Sempre humorísticas no início, as tiras dos jornais norte-americanas receberam o nome de comics.

As mudanças de autores e seus respectivos personagens para outros periódicos ocasionaram os primeiros processos por direitos autorais e o aparecimento dos syndicates. Os syndicates, agências que possuiam os direitos de distribuição e venda dos trabalhos dos desenhistas, encarregavam-se de distribuir as tiras norte-americanas por todo o mundo. Em 1912, William Randolph Hearst fundou o primeiro syndicate, o International News Service, que daria origem ao Kings Feature Syndicate em 1914 (FURLAN, 1985, p. 29).

No final da década de 1920, aconteceria um distanciamento do desenho cômico e os anos seguintes, conhecidos como Época de Ouro, seriam marcados pelos quadrinhos de aventuras. Os autores que alcançaram maior aceitação nesse momento foram Harold Foster (Tarzan, Príncipe Valente) e Alex Raymond (Jim das Selvas, Flash Gordon).

Nas década de 1930 e 1940 popularizaram-se as revistas em quadrinhos (comic books) e, dentro do gênero de aventuras, os quadrinhos de super-heróis. São dessa época: Fantasma de Lee Falk; Superman de Jerry Siegel e Joe Shuster e Batman de Bob Kane e Bill Finger.

Durante a 2ª Guerra Mundial, os autores norte-americanos colaborariam com seu governo e os super-heróis dos quadrinhos engajaram-se na guerra ao lado dos aliados, mas ao término do conflito perderiam espaço para outros gêneros: amor, faroeste, guerra, policial e terror.

No pós-guerra, adquirem um grande desenvolvimento as escolas franco-belga e japonesa. Na Bélgica aparece o journal de Tintin, publicação que retoma o personagem criado por Hergé em 1929, e Lucky Luke, western humorístico criado por Morris em 1946. Na França, Goscinny e Uderzo criam o herói gaulês Astérix em 1959 e Jean-Claude Forest cria Barbarella, ficção científicapublicada pela primeira vez em 1962 (ANSELMO, 1975, p. 58-61). No Japão, os mangás iniciam com Osamu Tezuka uma escalada que teria como conseqüência a conquista de uma grande fatia do mercado ocidental a partir da década de 1980.

Também no imediato pós-guerra foi iniciada uma campanha contra as histórias em quadrinhos. A obra A sedução dos inocentes do psiquiatra norte-americano Frederic Wertham, publicada em 1954, acusava as histórias em quadrinhos de serem prejudiciais aos jovens. A campanha desenvolvida pelo doutor Wertham teve como conseqüência a criação de um código de conduta (Comics Code Authority) ainda hoje adotado por algumas editoras americanas, que desaconselhava temas como sexo e violência (VERGUEIRO, 1998, p. 131). Na década de 1960, sexo e violência ressurgiram com os quadrinhos de Robert Crumb, denominados underground (MOYA, 1977a, p. 182).

Ainda na década de 1960, Stan Lee revitaliza as histórias de super-heróis criando vários personagens para a editora Marvel: The Fantastic Four, Spider-Man, Hulk e os X-Men. Na década de 1980, além da invasão dos mangás, destacam-se Alan Moore e Frank Miller no gênero super-heróis, e Bill Watterson com Calvin, tira humorística de grande popularidade.

3.2.1 – Histórico das histórias em quadrinhos no Brasil

Moya (1986, p. 40-42) destaca que, no Brasil, uma das primeiras publicações destinadas às crianças contendo ilustrações e histórias em quadrinhos foi O Tico-Tico, lançada pela editora O Malho em 1905 e que deixaria de circular apenas em 1960. O Tico-Tico tinha o logotipo desenhado por Ângelo Agostini, pioneiro das histórias em quadrinhos no Brasil. Entre outros personagens, foram publicados na revista: Chiquinho (Buster Brown, criação de Richard Felton Outcault desenhada por artistas nacionais até 1954); Kaximbown, criação de 1928 de Max Yantok; Reco-Reco, Bolão e Azeitona, criações de Luís de Sá do início da década de 1930.

Em 1929 o jornal paulista A Gazeta inaugura a tradição de jornais brasileiros publicarem edições infantis ou juvenis lançando A Gazeta Juvenil, conhecida como A Gazetinha, que publicava histórias em quadrinhos nacionais e importadas. Surgiram depois: Suplemento Juvenil, edição juvenil do jornal carioca A Nação,criada por Adolfo Aizen em 1934; e Globo Juvenil, edição juvenil do jornal carioca O Globo,criada em 1937. Com o êxito alcançado com o Suplemento Juvenil, Aizen lança a revista Mirim, sendo imitado por O Globo que, em 1939, também cria uma revista: Gibi (ANSELMO, 1975, p. 68). Gibi virou sinônimo de revistas em quadrinhos no Brasil.

A regra das publicações brasileiras de histórias em quadrinhos era editar material importado na maioria das vezes, mas vários autores nacionais ou estrangeiros aqui radicados conseguiram destaque, principalmente a partir da década de 1950: Edmundo Rodrigues, Jaime Cortez, Nico Rosso, Gedeone Malagola, Eugênio Colonese, Flávio Colin, Rodolfo Zalla, Getúlio Delfim, Julio Shimamoto e Ziraldo Alves Pinto.

A publicação da revista Bidu, personagem de Maurício de Sousa,em 1959, dá início a trajetória mais bem sucedida do quadrinho nacional. A efêmera duração da revista Bidu (oito números) não impediu que durante mais de dez anos as tiras com personagens de Maurício de Sousa fossem publicadas por diversos jornais brasileiros, até que, em 1970, iniciou-se a publicação da revista Mônica. Na seqüência vieram outras revistas: Cebolinha (1973), Cascão (1982), Chico Bento (1982).

Várias outras iniciativas do quadrinho nacional conviveram com as grandes tiragens da Turma da Mônica, destacando-se as revistas de temática underground ou adulta Circo e Chiclete com Banana (década de 1980), quereuniram diversos autores brasileiros: Angeli, Glauco, Laerte, Luis Gê, Marcatti.

4 – Bases de dados de histórias em quadrinhos

4.1 – Diretório Geral das Histórias em Quadrinhos no Brasil

O projeto Diretório Geral das Histórias em Quadrinhos no Brasil, aprovado pela FAPESP no primeiro semestre de 2002, pretende organizar e catalogar toda a bibliografia da produção nacional de quadrinhos desde 1905, quando foi iniciada a publicação da revista Tico-Tico.

As iniciativas de catalogação da produção nacional de quadrinhos que existiram até o momento foram tímidas. Segundo Morelatto (2005, p. 2), Mario Tabarin organizou um catálogo para a Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos da Escola Panamericana de Artes/Museu de Arte de São Paulo de 1970, mas deste catálogo pioneiro constavam somente 427 publicações. Waldomiro Vergueiro, coordenador do NPHQ da ECA/USP, declarou em entrevista sobre uma certa iniciativa para organizar a bibliografia da produção nacional de quadrinhos “nos anos 50, mas, pelo que consta, todo material foi perdido com o tempo” (MARTINS, 2002).

O Diretório Geral das Histórias em Quadrinhos no Brasil tem por objetivos:

preservar a memória do quadrinho brasileiro, (...) criação de um banco de dados automatizado, contendo informações sobre todas as revistas e títulos avulsos de histórias em quadrinhos publicadas no Brasil; a elaboração de um grande dicionário-enciclopédico sobre as publicações com personagens brasileiros de histórias em quadrinhos (...); a produção de catálogos específicos de autores mais representativos, buscando contribuir para o estudo de sua obra e sua inserção no panorama quadrinhístico internacional; a elaboração do perfil das editoras brasileiras de revistas de histórias em quadrinhos, caracterizando sua produção e identificando seus principais colaboradores; a disponibilização dessas informações em formato eletrônico, garantindo acesso a dados sistematizados; e o estabelecimento de intercâmbio de cooperação com instituições nacionais e internacionais, visando a parcerias que possibilitem garantir a obtenção e preservação de dados sobre as histórias em quadrinhos brasileiras publicadas no Brasil e no exterior (FAPESP aprova ..., 2002).

O Diretório é uma base de dados que utiliza a versão windows do software CDS/ISIS (Computadorized Documentation System/Integrated Set for Information Systems) da UNESCO, o Winisis.

Nesta base, os campos utilizados para a catalogação são: tipo de publicação (AL –álbum, MS – minissérie, RP – revista periódica); desenhista; roteiro; título; ano de publicação; início de publicação; término de publicação; corrente ou não corrente; impressão (preto e branco, cores); público alvo (infanto-juvenil, adulto); gênero (super-heróis, aventura; humor, didático, histórico, mangá, erótico, pornográfico).

Figura 1 - Exemplo de registro do Diretório Geral de Histórias em Quadrinhos do Brasil. Fonte: Vergueiro; Goldenbaum (2003, p. 17)

O catálogo é organizado por títulos. Das revistas e álbuns constam apenas um único registro, que corresponde a todas revistas publicadas com o mesmo nome, e uma reprodução digitalizada da capa (ou capa do primeiro número, no caso de revistas periódicas e minisséries).

A base já possui mais de 2.100 títulos cadastrados e futuramente todos os seus registros estarão disponíveis na Internet. A presença na Internet é parte importante no projeto porque:

pretende-se abrir um esquema de trabalho cooperativo, pelo qual pesquisadores, colecionadores e profissionais de informação do Brasil inteiro passariam a atuar como alimentadores, fornecendo informações sobre publicações ainda não inseridas, corrigindo dados coletados de forma equivocada, completando informações, enviando imagens de revistas (VERGUEIRO, 2003, p. 13).

4.2 - Histórias em quadrinhos e Internet

Conforme observa Franco (2004), na década de 1980 apareceram as primeiras histórias feitas totalmente no computador e, logo em seguida na década de 1990, CD-ROMs e Internet foram utilizados como recursos para veiculação de histórias em quadrinhos.

Além da veiculação de histórias em quadrinhos online (webcomics), a Internet oferece várias outras possibilidades. Existem páginas eletrônicas (ou sites) com os mais diversos enfoques podendo ser divididas em cinco grandes categorias (portais de quadrinhos, sites de editoras de quadrinhos e sites de fãs de personagens e autores, sites de quadrinhistas e sites de veiculação de historias em quadrinhos online) e outras que não se encaixam em nenhuma das categorias citadas: sites de Festivais, Convenções e Salões; sites de premiações; sites de Museus, Gibitecas e Fanzinotecas; sites de colecionadores de quadrinhos; sites de fanfiction de histórias em quadrinhos (FRANCO, 2004, p. 112-126).

Entre as categorias citadas acima, as diferentes tipologias de bases de dados de histórias em quadrinhos se encaixam nas categorias: sites de Museus, Gibitecas e Fanzinotecas; sites de veiculação de histórias em quadrinhos online; portais de quadrinhos.

4.2.1 - Sites de Museus, Gibitecas e Fanzinotecas

Sites de Museus, Gibitecas e Fanzinotecas, entre outras características, disponibilizam catálogos de acervos online. São, portanto, bases de dados bibliográficos ou catalográficos que utilizam recursos gráficos, porque além dos tradicionais dados bibliográficos que remetem o usuário às fontes primárias, na maioria das vezes disponibilizam imagens digitalizadas de páginas ou capas.

4.2.2 - Sites de veiculação de histórias em quadrinhos online

Histórias em quadrinhos online são documentos eletrônicos. Os sites de veiculação de histórias em quadrinhos online, numerosos na Internet, são bases de dados de texto integral porque armazenam fontes primárias (as histórias completas), mas que também utilizam recursos gráficos (imagens). Franco (2004, p. 126) disponibilizou uma lista com os eleitos dez melhores sites que veiculam histórias em quadrinhos online, segundo o Portal InetComics: Argon Zark; Bugbots; Megaton Man; Cyber Comix; Cyber City 3000; The Adventures; Edition O Star Wars; The Gifted; G.I.R.L Patrol; Jonni Nitro.

A esta lista pode-se acrescentar os brasileiros: Portal Pop Balões; Virtual Books Online; e Portal da Turma da Mônica (mais de 4.100 tiras e histórias online).

4.2.3 - Portais de quadrinhos

Portais de quadrinhos, também numerosos na Internet, caracterizam-se por:

grande variedade de links já em sua página inicial, abrangendo todos os aspectos e categorias de sites de quadrinhos que existem na web,conectando o navegador a sites de autores de quadrinhos, sites de filmes relacionados com quadrinhos, sites de editoras consagradas ou underground, sites de fãs de HQ, fanzines online etc. Além disso, esses sites também costumam veicular em suas páginas de abertura notícias sobre o mundo dos quadrinhos que são atualizadas diariamente, fóruns de debates, entrevistas com autores consagrados e seções de artigos que são atualizadas semanalmente. Também dispõem de seções para busca de talentos, compra e venda de revistas e alguns possuem tiras atualizadas periodicamente (FRANCO, 2004, p. 112-113).

4.3 – Bases de dados online

Os principais critérios utilizados para selecionar as bases para esta pesquisa foram: bases nacionais e estrangeiras online que, preferencialmente, somente disponibilizem dados bibliográficos.

A razão desta preferência é que o número elevado de portais de quadrinhos e sites de veiculação de historias em quadrinhos online existentes (duas das cinco grandes categorias de sites) torna inviável escolher uma amostra representativa para a pesquisa. Porém, ao selecionar as bases brasileiras, devido à escassez encontrada, foram incluídos dois portais de quadrinhos, um deles com histórias online.

Assim foram selecionadas: The Grand Comic Book Database; The Big Comic Book DataBase; Mike’s Amazing World of DC Comics; Centre National de la Bande Dessinée et de l’Image; Inducks; The Silver Age Marvel Comics Cover Index; BD Oublièes; Gibiteca Henfil; Portal da Turma da Mônica; Portal TEXBR; GibiHouse.

Algumas bases de dados foram descartadas por não oferecerem informações adicionais (ano de criação, quantidade de registros, etc), por possuírem pequeno número de registros, cobertura limitada a um breve período ou por se integrarem a outras bases de dados. Assim foram descartadas:

_ Nordicomics, base finlandesa com cerca de 150 registros de publicações suecas e finlandesas, editadas entre 2004 e 2005;

_ Guia del Comic, base espanhola com cerca de 360 registros e pouca informação bibliográfica;

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