Medidas e avaliação em educação física

Medidas e avaliação em educação física

(Parte 1 de 10)

Prof. MSc. LUCIANO CASTRO 1

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Prof. MSc Luciano Castro Porto Alegre, 2006

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A avaliação é um processo de fundamental importância dentro da Educação Física, seja escolar, esportiva, de rendimento, entre outras.

É uma determinação de grandeza e se constitui no primeiro instrumento para se obter informação sobre algum dado pesquisado.

é uma técnica que fornece, através de processos precisos e objetivos,

dados quantitativos que exprimem, em base numéricas, as quantidades que se deseja medir.

Ela proporciona dados crus. Ex. O percurso realizado pelo aluno no Teste de Cooper. A medida, em centímetros, da estatura do testado.

Obs.: Deve ser ressaltado que para a perfeita aplicação da medida deve-se conhecer a resposta para 3 questões básicas:

1- O que medir? 2- Por que medir? 3- Como medir?

Determina a importância ou o valor da informação coletada. Classifica os testados.

é um processo pelo qual, utilizando as medidas, se pode subjetiva e

objetivamente, exprimir e comparar critérios.

Ex.: O percurso realizado pelo aluno é classificado como bom. O testado é classificado como sendo de estatura alta, média ou baixa.

São técnicas que permitem visualizar a realidade do trabalho que se desenvolve, criando condições para que se entenda o grupo e situe-se um indivíduo dentro deste grupo.

Indica se os objetivos estão ou não sendo atingidos, indica se a metodologia de trabalho está sendo satisfatória.

Ex. O aluno obteve melhora no condicionamento aeróbico. A estatura do testado está na média do grupo.

É um instrumento, procedimento ou técnica usado para se obter uma informação.

Forma: escrito, observação e “performance”. Ex.: O teste de Cooper O estadiômetro

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Medida: Abrange um aspecto quantitativo. Avaliação: Abrange um aspecto qualitativo.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA: Nada mais é do que uma análise dos pontos fortes e fracos do indivíduo ou da turma, em relação a uma determinada característica. Esse tipo de avaliação, comumente efetuado no início do programa, ajuda o profissional a calcular as necessidades dos indivíduos e, elaborar o seu planejamento de atividades, tendo como base essas características ou, então, a dividir a turma em grupos (homogêneos ou heterogêneos) visando facilitar o processo de assimilação da tarefa proposta.

AVALIAÇÃO FORMATIVA: Esse tipo de avaliação informa sobre o progresso dos indivíduos, no decorrer do processo ensino-aprendizagem, dando informações tanto para os indivíduos quanto para os profissionais, indica ao profissional se ele está ensinando o conteúdo certo, da maneira certa, para as pessoas certas e no tempo certo. A avaliação é realizada quase que diariamente. Quando a performance do indivíduo é obtida e avaliada, em seguida é feita uma retroalimentação, apontando e corrigindo os pontos fracos até ser atingido o objetivo proposto.

AVALIAÇÃO SOMATIVA: É a soma de todas as avaliações realizadas no fim de cada unidade do planejamento, com o objetivo de obter um quadro geral da evolução do indivíduo.

- Avaliar o estado do indivíduo ao iniciar a programação; - Detectar deficiências, permitindo uma orientação no sentido de superá-la;

- Auxiliar o indivíduo na escolha de uma atividade física que, além de motiva-lo possa desenvolver suas aptidões; - Impedir que a atividade seja um fator de agressão;

- Acompanhar o progresso do indivíduo;

- Selecionar elementos de alto nível para integrar equipes de competição;

- Desenvolver pesquisa em Educação Física;

- Acompanhar o processo de crescimento e desenvolvimento dos nossos alunos.

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- Para se avaliar, efetivamente, todas as medidas devem ser conduzidas com os objetivos do programa em mente.

Antes de se administrar testes, é preciso determinar os objetivos do programa para se poder avaliar os resultados advindos de acordo com os objetivos propostos.

- Deve-se lembrar sempre a relação existente entre teste, medida e avaliação.

A avaliação inclui testes e medidas. Entretanto, avaliar é muito mais amplo do que simplesmente testar e medir. A avaliação é uma tomada de decisão.

- Devem ser conduzidos e supervisionados por pessoas treinadas. Não é qualquer pessoa que pode administrar efetivamente um programa de medida e avaliação, que é um assunto sério para ser desenvolvido por alguém não treinado na área. Além do mais, as decisões poderão afetar importantes aspectos da vida de um indivíduo.

- Os resultados devem ser interpretados em termos do indivíduo como um todo: social, mental, física e psicologicamente.

prover assistência à pessoa

Se um indivíduo vai mal num teste, o profissional consciente irá verificar quais as razões que levaram a tal resultado e, na medida do possível e se necessário,

- Tudo que existe pode ser medido. Em outras palavras, qualquer assunto incluído em um programa de Educação Física deve ser medido. Existem, naturalmente, áreas da Educação Física que ainda não são bem definidas e por esta razão ainda não foram desenvolvidas testes para medi-las (ex.: sociologia do esporte). Mesmo algumas capacidades físicas ainda necessitam o desenvolvimento de testes mais eficazes ou reformulação de alguns testes já existentes.

- Nenhum teste ou medida é perfeito. Os profissionais, ás vezes, depositam tanta confiança nos testes e medidas que acabam, acreditando que eles são infalíveis. Deve-se usar sempre o melhor, mais atual e adequado a população, teste possível, mas ter sempre em mente que podem existir erros.

- Não há teste que substitua o julgamento profissional. Se não houvesse lugar para o julgamento em medidas e avaliação, então o profissional poderia ser substituído por uma máquina ou um técnico. Por outro lado, julgamentos feitos sem dados substanciais são sempre inaceitáveis. As medidas fornecem os dados que levam o profissional a fazer um melhor julgamento ou tomar uma melhor decisão.

- Deve sempre existir o re-teste para se observar o desempenho. Se a habilidade inicial do indivíduo não for medida, então não se terá conhecimento sobre o seu desempenho no programa de Educação Física. Não é possível reconhecer as necessidades do indivíduo sem saber por onde começar,

Prof. MSc. LUCIANO CASTRO 5 como também, não se pode determinar o que os indivíduos aprenderam ou melhoraram se não soubermos sua evolução, por isso é necessário o re-teste.

- Usar os testes que mais se aproximam da situação da atividade. Os testes devem refletir as situações da atividade.

BATERIA DE TESTES: Conjunto de testes destinados a quantificar variáveis de performance.

- VALIDADE: O teste mede o que é destinado a medir. Se estabelecermos uma correlação entre o resultado de um teste válido realizado por uma pessoa e, o resultado colhido em um teste que queremos validar com a mesma pessoa, o coeficiente de correlação deve ser elevado.

- CONFIABILIDADE OU FIDEDIGNIDADE: Está ligada a consistência da medição. A medida repetida duas ou mais vezes dentro de um curto intervalo de tempo, sem que tenha havido, entre os testes, atividades que possam alterar a resposta, deve apresentar os mesmos resultados ou serem altamente correlacionados.

- OBJETIVIDADE: O teste deve produzir resultados consistentes quando usado por diversos testadores; não pode depender de uma única pessoa.

A precisão das medidas depende, em primeiro lugar, da exatidão dos instrumentos. Quanto mais refinado ele for melhor será o resultado da medida.

Existem dois erros mais comuns: Erro de Medida e Erro Sistemático. Erro de Medida: nos erros de medida encontram-se inserido:

a) Erro de Equipamento: quando o equipamento não é aferido previamente. b) Erro de Medidor: quando o medidor erra ao fazer uma leitura do cronômetro, na leitura da trena, na contagem do número de repetições de execução, etc. c) Erro Administrativo: quando existe algo errado na administração do teste; por exemplo, aquecimento prévio para a execução do teste, quando não estava contido nas normas do teste, etc.

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