logistica industrial

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LOGISTICA INDUSTRIAL

Daniel Serrão

Marileide da Hora

Natasha Figueiredo

Raissa Araújo

Ramon Gazineu

José Roberto

RESUMO

A logística tem ganhado grande destaque no mundo atual devido a globalização.Um profissional dessa área é um dos mais bem remunerados atualmente.Para as empresas, esse é um fator competitivo pois é necessário garantir a integridade da mercadoria e prazos de entrega de modo que se ganhe a confiança do cliente. Neste artigo, será abordada a logística no ambiente industrial onde pode-se verificar a presença de todos os componentes integrantes da logística: desde a matéria- prima até o consumidor final.

Palavras- chave: logística, materiais, distribuição

1 INTRODUÇÃO

Uma das origens da palavra logística pode ser encontrada na sua etimologia francesa, do verbo loger, que significa alojar e se constitui num termo de origem militar. A logística, foi desenvolvida com a finalidade de colocar os recursos certos no local certo, na hora certa, com um só objetivo, o de vencer batalhas. No decorrer da história, as guerras têm sido ganhas e perdidas através do poder e da capacidade da logística, ou pela falta dela.A logística não era só armazenar suprimentos e armas era definida como a “arte de movimentar exercitos”onde há estratégia, transporte e preparativos administrativos com o objetivo de movimentar e sustentar as forças militares.

Em 481 a.C. o exército Persa foi o primeiro a utilizar uma grande frota de navios de transporte em uma expedição contra os gregos, com planejamento logístico. Esse fato inspirou conquistadores como Júlio César, Napoleão, Alexandre O Grande e outros.

Alexandre O Grande já usava nas suas guerras o planejamento logístico: nele incluía o uso de engenheiros, contramestres, equipe de estudos estratégicos, cavalaria e infantaria. Essas equipes tinham a função de analisar como destruir a resistência das cidades a serem atacadas; comprar mantimentos armazená-los e conservá-los em pontos estratégicos do trajeto das tropas; planejar tempo de deslocamento e distâncias a serem alcançadas diariamente e desenvolver novas armas de combate. Tudo isso permitiu que seu exército fosse o mais móvel e rápido da época.(SAMPAIO,2008)

Há alguns anos atrás, o termo logística era associado ao transporte de mercadorias ou distribuição física. Mas o conceito desse termo evoluiu, e uma nova concepção muito mais abrangente entra em vigor, onde passa a existir a integração das diversas áreas envolvidas na produção, dimensionamento e layout de armazéns, alocação de produtos em depósito, transportes, distribuição, seleção de fornecedores e clientes externos, nascendo um novo conceito que é conhecido como supply chain ou logística integrada .( COLLA,2003).

De acordo com o Council of Logistics Management “logística é o processo de planejamento, implementação e controle eficiente e eficaz do fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações relacionadas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender às necessidades do cliente”.

1.2 SUBSISTEMAS DE ABORDAGEM LOGISTICA

1.2.1 Logistica Empresarial

Assim como era feito nas guerras, a logistica era utilizada como estratégia militar , atualmente era tem sido utilizada nas empresas para que se tenha vantagem competitiva sobre os concorrente e conquiste o seu mercado consumidor.A função da logística empresarial é gerenciar o funcionamento da logística integrada que engloba a realização de forma eficiente e ágil , o fluxo de materiais que vai dos fornecedores e atinge os consumidores garantindo a sincronização com o fluxo de informações que acontece no sentido contrário.

O modo como a logística vem sendo aplicada e desenvolvida, no meio empresarial e acadêmico, denota a evolução do seu conceito, a ampliação das atividades sob sua responsabilidade e, mais recentemente, o entendimento de sua importância estratégica.

A logística empresarial, como função integrada de uma empresa, é um conceito relativamente novo, apesar de que todas as empresas sempre desenvolveram atividades de suprimento,transporte, estocagem e distribuição de produtos. A novidade se encontra no fato de que as empresas passaram a desenvolver essas atividades de forma integrada e coordenada, segundo uma filosofia de otimização global, em busca da melhor contribuição possível para o resultado empresarial.(ANDRADE,2004).

Na figura 1 é mostrado um exemplo de um sistema logístico global incluindo seus canais de suprimento e distribuição.

Fig. 1 Esquema logístico global

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1.2.2 Logistica de Marketing

Marketing como ferramenta logística é um dos processos da cadeia de suprimentos.

Sua atividade hoje é de interligar o cliente ao restante da cadeia. Muito sabemos da sua

importância, mas, como função logística vai além do simples fato do atendimento ao

cliente e as vendas. Tem a ver com o posicionamento da empresa em relação ao mercado.Posicionamento com objetivo de alcançar competitividade e conseqüentemente a lucratividade. Na Logística é uma das atividades de conexão com o cliente: demanda,

produto, estruturação dos canais de distribuição.Por isso, a Logística do Marketing leva a empresa a posicionar-se em relação ao seu produto: participação de mercado, da marca, dos serviços. A empresa passa a questionar se o cliente adquire seu produto ou o serviço oferecido em relação ao produto ofertado, e ainda sobre o percentual de participação dos produtos. Em relação à distribuição deve-se ter o cuidado de verificar algumas características em relação ao produto. Estas características são fundamentais para o posicionamento da empresa no mercado, pois uma má escolha no tipo de distribuição pode acarretar na interrupção das atividades da empresa. (SANTANA,2006)

1.2.3 Logistica de transportes

É o deslocamento de bens de um ponto a outro da rede logística, respeitando as restrições de integridade da carga e de confiabilidade de prazos.Dentro dos novos conceitos logísticos os fatores integridade e confiabilidade estão sendo cada vez mais exigidos do setor transporte. Não agrega valor aos produtos, mas é fundamental para que os mesmos cheguem ao seu ponto de aplicação, de forma a garantir o melhor desempenho dos investimentos dos diversos agentes econômicos envolvidos no processo.

1.2.4 Logistica Reversa

Define-se como Logística Reversa, a área que planeja, opera e controla o fluxo, e as informações logísticas correspondentes ao retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, através dos Canais de Distribuição Reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, competitivo, de imagem corporativa, dentre outros.Enquanto a logistica tradicional trata do fluxo dos produtos fabrica x cliente, a logística reversa trata do retorno de produtos, materiais e peças do consumidor final ao processo produtivo da empresa. Devido à severa legislação ambiental e também por grande influência da sociedade e organizações não governamentais, as empresas estão adotando a utilização de um percentual maior de material reciclado ao seu processo produtivo, assim como também passaram a adotar procedimentos para o correto descarte dos produtos que não possam ser reutilizados ou reciclados.(MUELLER,2005)

Empresas que não possuem um fluxo logístico reverso perdem clientes por não possuírem uma solução eficiente para lidar com pedidos de devolução e substituição de

produtos. A ação de preparar a empresa para atender estas exigências minimiza futuros

desgastes com clientes ou parceiros. A logística reversa de pós-venda segue o propósito

da criação deste determinado setor, agregando valor ao produto e garantindo um

diferencial competitivo.

1.2.4 Logistica Industrial

Trata-se da parte da Logística Empresarial responsável pela gestão e operação de todos os fluxos de informações e materiais, ligando fornecedores e seus clientes. As técnicas, tecnologia e metodologia são aplicadas para soluções que envolvem, entre outras, as áreas de: sistemas de abastecimentos; gestão de transportes, localização de fábricas, sistemas de movimentação, métodos de armazenagem, plano diretor, sistemas viários, layout de fábrica, layout de depósito e centrais de distribuição, estudos de tempos e métodos, produtividade logística.

Tomando-se o setor de manufatura (a fabrica) como ponto de referência básica, pode-se identificar algumas especializações típicas no que se refere à logística:

A logística de materiais é aquela que lida com os fluxos de materiais de fora para dentro da manufatura, incluindo matéria-prima e outros insumos (peças, componentes, outros produtos acabados que vão integrar o processo produtivo). A logística de materiais é também chamada de suprimento, abastecimento e em empresas menores de “setor de compras”. Envolve atividades ligadas à extração e transporte de suprimentos, armazenagem de insumos matéria-prima, etc. (GURGEL, 2000).

A logística de distribuição opera de dentro para fora da manufatura. Envolve as transferências de produtos entre a fabrica e os armazéns próprios ou de terceiros, seus estoques, os subsistemas de entrega urbana e interurbana de mercadorias, os armazéns e depósitos do sistema (movimentação interna, embalagem, despacho) além de processamento de pedidos e atendimento ao cliente. Os canais de distribuição devem ser flexíveis para enfrentar as restrições e dificuldades que podem ocorrer sejam elas físicas ou legais.A distribuição pode ser direta ou indireta.A distribuição direta ocorre sem a participação de outra pessoa jurídica (para comprar e revender)e pode ser realizada por meio da venda pessoal ou por meio do marketing direto.A distribuição indireta utiliza no fluxo dos produtos a figura do atacado /ou varejo.(SOUZA, 2007)

Uma visão mais moderna da logística aplicada para a manutenção reconhece que a prioridade do cliente interno é influenciada pelos vários níveis de serviço oferecidos, que impactam no atendimento dos requisitos dos clientes. Pode ser um atendimento numa máquina que trabalhe em ciclo produtivo contínuo; atendimento mais rápido de pedidos a ordens de serviços abertas; manutenção de equipamentos de transporte especial; reposição contínua de componentes sobressalentes; processamento; pontualidade na entrega dos serviços de manutenção para a operação ou produção – geralmente o que afeta positivamente os clientes e, logo, as vendas. Do contrário, as vendas quase sempre desmoronam quando o serviço se deteriora. A utilização da logística de manutenção é importante para a racionalização de serviços, a melhoria na segurança de relações com clientes e fornecedores e a redução dos desperdícios de tempo, possibilitando uma vantagem competitiva, principalmente em custo. (GADIOLI,2006)

A logistica interna, cuida dos aspectos logísticos dentro da manufatura em si, e por isso está inserida dentro do PCP ( programação e controle da produção). Japoneses e americanos, por meio de, Kanban e Just-in-Time, desenvolveram técnicas e procedimentos bastante eficazes para gerenciamento do processo logístico.

JUST-IN-TIME (JIT):

O princípio básico da filosofia JIT, no que diz respeito a produção é atender de forma rápida e flexível à variada demanda do mercado, produzindo normalmente em lotes de pequena dimensão. O planejamento e programação da produção dentro do contexto da filosofia JIT procura adequar a demanda esperada às possibilidades do sistema produtivo. Este objetivo é alcançado através da utilização da técnica de produção nivelada.A filosofia JIT coloca a ênfase da gerência no fluxo de produção, procurando fazer com que os produtos fluam de forma suave e contínua através das diversas fases do processo produtivo. A ênfase prioritária do sistema JIT para as linhas de produção é a flexibilidade, ou seja, espera-se que as linhas de produção sejam balanceadas muitas vezes, para que a produção esteja ajustada às variações da demanda.

A busca pela flexibilidade da produção e da redução dos tempos de preparação de equipamentos, reflete-se na ênfase dada à produção de modelos mesclados de produtos, permitindo uma produção adaptável à mudanças de curto prazo e obtendo ganhos de produtividade.(GURGEL,2000)

KANBAN:

A técnica japonesa denominada de KAN BAN, integrada no conceito JUST IN TIME, hoje largamente difundida quando se fala sobre produção ou administração de estoque, nasceu na maior fábrica automobilística do Japão, a TOYOTA, Está idéia brotou da iniciativa realizada por Yasuhiro Monden, que fundiu todas estas idéias e conceitos sistematizando-os e difundiu para o resto do mundo, traduzindo para língua inglesa.

O fundamento básico desta técnica, está baseado em manter um fluxo contínuo dos produtos que estão sendo manufaturados. O KAN BAN (etiqueta ou cartão), traz como grande inovação o conceito de eliminar estoques (estoque zero), os materiais e componentes agregados ao produto chegam no momento exato de sua produção/execução (just in time). O sucesso deste comportamento está na ênfase dada no processo de manufatura nivelado e de automação - "jidoka" - AUTOCONTROLE.

A integração deste fluxo é denominado de produção no momento exato (just in time), isto significa produzir somente os itens necessários na quantidade necessária e na hora certa. Como resultante a força de trabalho e os inventários são reduzidos naturalmente, obtendo-se aumento da produtividade e a redução de custos.(GURGEL,2000)

2 DISCUSSÃO

2.1 A LOGISTICA E O SISTEMA INDUSTRIAL

No Brasil, é comum se chamar de Indústria apenas o subsistema voltado à fabricação ou manufatura de produtos. Segundo Gurgel, o Sistema Industrial é muito mais do que isso, englobando, além dos diversos estágios da manufatura, a obtenção da matéria-prima, a armazenagem dos produtos semi-acabados e acabados, as lojas de comercialização e, por ultimo, na seqüência, o consumidor.

As vantagens de estabelecer esse contorno amplo para o Sistema Industrial são múltiplas. Evita-se, antes de qualquer coisa, resultados insatisfatórios ou mesmo inadequados. Além disso, é possível afirmar que os problemas que surgirem ao longo do processo poderão ser imediatamente enquadrados num dos subsistemas que o compõe. Dessa forma, è eliminada a possibilidade de ter quer rever os contornos do nosso sistema ao depararmos com problemas não vislumbrados no inicio do processo.

2.2 A LOGISTICA E O MARKETING

Como foi visto anteriormente, o marketing ao ser aplicado á logística garante diferencial competitivo numa organização, porém segundo Gurgel, há uma competição natural e salutar entre os subsistemas Marketing e Logística numa indústria típica. As idéias geradas na área de marketing tendem a ser mais abstratas, pois esse setor lida com fatores subjetivos.Já a Logística trata de problemas mais concretos(estoques,frota,prazos de entrega,etc.). Quando o setor de Marketing pensa nos clientes, visualiza atributos tais como: satisfação, entrega nos prazos adequados, volume de vendas, etc. Para o profissional de Logística, é necessário ir além desses conceitos. Ele precisa viabilizá-los concretamente, por meio do transporte adequado, armazéns e depósitos estrategicamente localizados, etc. Por isso, há uma relação dialética entre esses dois setores garantindo que essas diferenças ao serem bem administradas tragam melhores resultados para a empresa.(ALVARENGA,2000)

2.3 ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS

Após a revolução industrial, aumentou e muito a necessidade de materiais e consequentemente os custos com estoques. Na industria diante da demanda de materiais solicitados em todo sistema a palavra de ordem é: administração de materiais.

O sistema de administração de materiais pode ser conceituado como : ”conjunto de funções continuas, correlatas e interdependentes, operacionalizáveis através de normas, procedimentos e técnicas especificas e apoiadas em uma estrutura organizacional integrada com o objetivo de atender, nas melhores condições técnicas e comercias às necessidades de materiais em uma empresa.” A principal finalidade deste sistema é assegurar o abastecimento continuo de acordo com as especificações requeridas em prazos determinados com os menores custos.

Administração de materiais tecnicamente bem aparelhada é, sem dúvida, uma das condições fundamentais para o equilíbrio econômico financeiro de uma empresa. Aquelas que não tomam providências nessa área enfrentam sérios problemas financeiros, podendo levar a falência porque um sistema deficiente utiliza os recursos financeiros escassos, muitas vezes sem resultados na área produtiva ou , como é mais grave, no nível de atendimento ao cliente.Além disso,o relacionamento entre a área produtiva e a financeira inclui interesses conflitantes, e a administração de materiais torna-se a atividade conciliadora desses interesses, porém sempre se posicionando a favor da economia e da harmonia.Na tabela abaixo se verifica a evolução do conceito de administração de materiais dentro duma organização:

Percepção Empresarial

Situação inicial

Processo de Evolução

Estágio Avançado

Situação Atual

O Administrador de Materiais

Pessoa de recados

Funcionário a serviço da produção

Executivo conhecedor do mercado de abastecimento

Executivo que administra 60% dos custos e das despesas

Perfil do profissional

Pessoa bem considerada

Burocrata eficiente

Conhecedor da administração comercial e de mercados

Executivo com preparo técnico, econômico e legal

Progresso do profissional

Sem possibilidades

Comprador

Planejamento do negócio

Diretor executivo

Atividade da Administração de Materiais

Faz despesas

Evita faltas e desmobiliza estoques excedentes

Planejamento estratégico

Concentração em uma visão de melhoria dos resultados

Tabela 1: Evolução da administração de materiais

2.4 ESTOQUES ALTOS X ESTOQUES BAIXOS

Por que deixar os estoques baixos? Porque estoque representa custo de armazenamento, manuseio, impostos, seguros, roubos, obsolescência e deterioração. Custos que incidem quando empresas alugam espaços, contratam terceiros para gerenciar movimento de materiais ou entregam estoques a operadores logísticos. Em vista disso será que realmente deve-se sempre buscar o estoque zero?Alguns custos são beneficiados como aumento dos estoques são eles: custo de colocação de pedidos, setup de produção e transporte.

Imagine se o cliente tem a necessidade urgente de uma peça e ela não se encontra disponível no momento? Ele não vai esperar pelo produto desejado, por isso, a principal razão para se manter estoques é esta: garantir o nível de serviço ao cliente na colocação de pedidos.

O setup de produção também é beneficiado, pois quando há a necessidade de produzir um produto diferente há um custo preparação de máquinas ou sistemas produtivos. Isso inclui mão-de-obra, tempo ocioso de produção, limpeza, demanda por novas ferramentas, etc. Além disso, refugo e retrabalhos costumam ser muito maiores quando os processos dão a partida. Produtos em estoque também permitem melhor composição de cargas e evitam gastos em transporte especial para pedidos atrasados.

Com isso, decidir o nível de estoque (se ele realmente é necessário, pois este é um dos itens de maior custo dentro do sistema logístico) que uma empresa deve manter é uma analise feita através da ferramenta de gestão de estoques, o qual está englobado no sistema de administração de materiais(CHIN,2001).Este é o chamado estoque de segurança que é a “quantidade de material destinada a evitar a ruptura de estoque,ocasionada por dilatação do tempo de ressuprimento ( atraso do fornecedor, qualidade) ou aumento de demanda.”(KUEHNE,2004)

2.5 LOGISTICA E OS TRANSPORTES NO BRASIL

Segundo Colla o subsistema transporte é considerado uma atividade primária da logística. Primária porque ela contribui com a maior parcela dos custos total e é essencial para coordenação e o cumprimento da tarefa logística. Para muitas empresas o transporte é a atividade mais importante, simplesmente porque ela é mais visível. Nenhuma firma pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias primas e produtos acabados. “Transportes” refere-se aos vários métodos para se movimentar produtos. A administração da atividade de transporte geralmente envolve decidir-se quanto ao método de transporte, aos roteiros e à utilização da capacidade dos veículos.

Os métodos de transporte utilizado podem ser: rodoviário, ferroviário, marítimo ou aéreo. Mas o fato é que o transporte rodoviário é responsável por 70% do transporte de carga no território brasileiro. Não se deve deduzir então que as demais modalidades não sejam importantes, dependendo da aplicação, alguns desses modos poderão assumir papel bastante destacado. Por exemplo, no nível de atendimento ao cliente. Há casos em que o transporte aéreo, mesmo com fretes mais elevados, pode ser a solução, considerando os custos de estoque e as restrições de comercialização de certos produtos que são caros. (ALVARENGA,2000)

Isso porque a infra-estrutura de transportes no Brasil é deficiente com as péssimas condições das rodovias, e o transporte ferroviário e marítimo , que representariam menores custos para o sistema logístico, não recebem bons investimentos. Isso acarreta uma perda de competitividade da cadeia logística uma vez que há prejuízos ocasionados com a quebra de veículos, congestionamentos, avarias no produto além do risco de roubos.

Para Mamede (2003), da Fiesp, haverá um eminente “paradão logístico” no transporte de carga no Brasil, se não houver uma mudança cultural e investimento em outras modalidades de transporte para que haja maior competitividade para as empresas com a redução de tempo e custos no transporte de seus produtos.

3 CONCLUSÃO

A logística começa pela necessidade do cliente. Sem essa necessidade não há produção, nem movimentação, nem comércio e consumo. O marketing está nessa tarefa agregando valor ao produto, pois ele estará no lugar certo e no tempo certo suprindo a necessidade do cliente além das estratégias de gerenciamento de materiais e estoques,que sendo bem administradas garantem diferencial competitivo para as organizações.

Ao analisarmos a importância da logística atualmente e suas dificuldades principalmente no transporte percebemos que mudanças nesse sistema são realmente necessárias e trariam mais eficácia e eficiência para a cadeia logística. Conclui-se então que a logística deve ser vista pelas organizações como um processo integrado que permite fornecer qualidade nos serviços ou produtos para clientes e consumidores onde quer que eles estejam. Isso traz sucesso à organização e aquecimento da economia no país.

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVARENGA,Antônio Carlos.Logística Aplicada:suprimento e distribuição física.Antônio Carlos Alvarenga, Antônio Galvão N. Novaes.3ª ed. São Paulo:Edgard Blucher, 2000.

GURGEL,Floriano doAmaral. Logística Industrial. Floriano do Amaral Gurgel. São Paulo: Atlas,2000.

BERTAGLIA,Paulo Roberto. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento.Paulo Roberto Bertaglia. São Paulo:Saraiva,2003.

CHIN,Hong Yuh. Gestão de estoques na cadeia de logística integrada- Supply chain.Hong Yuh Ching. São Paulo:Atlas, 2001.

GADIOLI,Jose Alexandre de S.Logística da manutenção: uma vantagem competitiva.Cefet-ES,2006.

ANDRADE,Eduardo Leopoldino de. Logística Empresarial. Junho de 2004

KUEHNE Junior, Mauricio. Planejamento e acompanhamento logístico-industrial como diferencial competitivo na cadeia de logística integrada. Mauricio Kuehne Junior.Florianópolis, 2004.

MAMEDE, José Vitor. Pontos fundamentais para a indústria na área da logística de transporte de carga. José Vitor Mamede, Leonardo Santos Caio. Federação das Indústrias do Estado de São Paulo,2003.

MUELLER, Carla Fernanda. Logística Reversa, meio Ambiente e produtividade. Carla Fernanda Mueller. Universidade Federal de Santa Catarina, 2005.

www.wikipedia.com.br

www.dalvasantana.com

www.tigerlog.com.br

www.intelog.com.br

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