Apostila de Inspeção Visual

Apostila de Inspeção Visual

(Parte 1 de 4)

Inspeção Visual a Inspeção de Equipamentos

Elaboração: Raimundo Sampaio

CURSO DE INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - INSPEÇÃO VISUAL Elaboração: Raimundo Sampaio

1 INTRODUÇÃO4
2 O OLHO HUMANO5
3 CLASSIFICAÇÃO NAS PRINCIPAIS TÉCNICAS DE INSPEÇÃO VISUAL6
3.1 DIRETO6
3.2 REMOTO6
3.2.1 Lupa6
3.2.2 Telelupa ou boroscópio7
3.2.3 Espelho7
3.2.4 Circuito fechado de TV8
3.2.5 Transluzente8
3.2.6 Percursão ou Sensitivo9
4 ACESSÓRIOS UTILIZADOS9
5 APLICAÇÃO10
5.1.1 No controle de qualidade10
5.1.2 No dia a dia da inspeção1
6 DESCONTINUIDADES SUPERFICIAIS1
7 SEQUENCIA DO EXAME12
7.1.1 Planejamento da Inspeção12
7.1.2 Inspeção Externa12
7.1.2.1 Chaparia (em equipamentos sujeitos a chama)12
7.1.2.2 Escadas e Plataformas12
7.1.2.3 Suportes13
7.1.2.4 Fundações13
7.1.2.5 Saia13
7.1.2.6 Drenos e vent's14
7.1.2.7 Tomadas de instrumentos14
7.1.2.8 Sistema de Resfriamento14
7.1.2.9 Costado, Calotas, Conexões15
7.1.2.10 Flanges e Válvulas15
7.1.2.1 “Steam-Trace”16
7.1.2.12 - Aterramento16
7.1.2.13 - Instrumentos16
7.1.2.14 - Tubulações e Acessórios17
7.1.2.15 - Inspeção Sob Isolamento (C.S.I.)17
7.1.3 Inspeção Interna18
7.1.3.1 Inspeção de Abertura18
7.1.3.2 Inspeção das Condições Físicas18
7.1.3.3 Costado, Calotas e Conexões18
7.1.3.4 Cabeçotes e tampos19
7.1.3.5 Feixe tubular19
7.1.3.5.1 Espelhos19
7.1.3.5.2 Tubos20
7.1.3.5.3 Chicanas, tirantes e espaçadores:20
7.1.3.6 Anodos de Sacrifícios21
7.1.3.7 Colunas de Sustentação (esferas)21
7.1.3.8 Bandejas, Vertedores e Panelas21
7.1.3.9 Baffles ou Chicanas2
7.1.3.10 Demister2
7.1.3.1 Distribuidores, Canaletas e Chapas Defletoras23
7.1.3.12 Poços de Termopares23

CURSO DE INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - INSPEÇÃO VISUAL Elaboração: Raimundo Sampaio

7.1.3.14 Elementos Filtrantes23
7.1.3.15 Crepinas23
7.1.3.16 Serpentinas23
7.1.3.17 Revestimento Interno24
7.1.4 Emissão de Recomendações de Inspeção24
7.1.5 Fotografia24
7.1.6 Pontos Críticos24
7.1.6.1 TUBULAÇÕES24
7.1.6.2 VASOS24
7.1.6.3 TANQUES24
7.1.6.4 ESFERAS24
7.1.6.5 TROCADORES25
7.1.6.6 VÁLVULAS DE SEGURANÇA25
7.1.6.7 FORNOS25
7.1.6.8 CALDEIRAS25
7.1.6.9 CABOS DE AÇO25
7.1.6.10 JUNTAS DE EXPANSÃO26
7.1.6.1 CONEXÕES26
7.2 ILUMINAÇÃO ADEQUADA26
8 VANTAGENS E DESVANTAGENS26
8.1 VANTAGENS26
8.2 DESVANTAGENSERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

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1 INTRODUÇÃO

O ensaio visual foi o primeiro método de ensaios não-destrutivos aplicado pelo homem. É certamente o ensaio mais usado de todos, em todos os ramos da Engenharia. A história do exame visual de objetos, pertences, metais, etc, remonta a mais remota antiguidade. Por este motivo, pode-se imaginar que seja o ensaio mais simples de todos; entretanto, na moderna época em que vivemos, ensaio ainda é fundamental.

Todos os modernos métodos de ensaios não-destrutivos, não fizeram do ensaio visual um ensaio obsoleto. Por muitos anos ainda será utilizado, dele dependendo, como vamos ver, informações de alta importância para a segurança e economia industriais. O ensaio visual é simples de ser aplicado, fácil de ser aprendido e, quando sua aplicação é bem projetada, ele é um dos mais econômicos. Entretanto, insistimos: um método de ensaio não-destrutivo não é concorrente de outro; logo, o ensaio visual tem uma enorme área de aplicação, porém, jamais poderemos usar apenas o ensaio visual em inspeções de peças de responsabilidade. O ensaio visual é necessário mas não suficiente, como qualquer outro método. Pela sua simplicidade, ele nunca poderá deixar de ser aplicado à inspeção

A inspeção visual tem grande importância na condução de outros ensaios, como por exemplo, nas radiografias das soldas , de estruturas, de componentes e órgãos de máquinas. Cada tipo de inspeção visual necessita de um profissional com conhecimentos práticos, treinado e qualificado através de provas.

O ensaio visual é executado por uma serie de inspeções visuais sobre as superfícies dos objetos avaliados. Dessas inspeções visuais é gerado um laudo sobre a aparência da superfície, formatos, dimensões e descontinuidades grosseiras sobre as mesmas.

O cuidadoso exame visual, nos fornece informação referente à necessidade de prosseguimento dos ensaios não-destrutivos por outros métodos. De fato, examinando-se um objeto superficialmente e constatando-se a inexistência de defeitos superficiais, o objeto pode ser conduzido para outro tipo de inspeção.

Uma boa aparência, bom grau de acabamento, inexistência de defeitos na superfície não autoriza ninguém a concluir sobre o bom estado do mesmo, no que diz respeito ao seu interior.

Ao se inspecionar uma peça metálica pelo método visual e nela se constatando a presença de uma trinca ou furo, a mesma pode ser recusada (por força de especificações) e nenhum outro ensaio não-destrutivo deve ser mais utilizado. A peça deve ser rejeitada.

E claro que uma peça cujo exame visual já a condenou, pode e deve ser inspecionada por outros métodos, com o intuito de se verificar as causas do defeito. Isto poderá se traduzir em, economia e avanço para a empresa no futuro.

A renovação de um defeito superficial, para a recuperação da peça metálica é também executada com auxílio da inspeção visual. O defeito externo, superficial, é constatado, planejado a sua remoção, que também é acompanhada para meio da inspeção visual.

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2 O OLHO HUMANO

O olho humano é conhecido como um órgão pouco preciso. A visão é qualquer coisa variável em cada um de nós e muito mais variável quando se comparam observações visuais de um grupo de pessoas. Não estudaremos em detalhe a formação das imagens no olho humano, mas faremos algumas observações.

Como sabemos, a visão humana, adulta, normal, envolve a percepção de luz visível, das cores, profundidade e distância. Sabemos também que existem ilusões de ótica.

Quando se observa uma descontinuidade na superfície de um objeto, ela nos parece maior, quando olhada de perto, e menor se olhada de longe. A formação da imagem de um objeto no olho, envolve sempre o ângulo visual, que cresce quando aproximamos o lho do objeto.

Para o exame minucioso da superfície dos metais, aproxima-se quanto se pode o olho da superfície metálica, Com esta providência, estamos aumentando o angulo visual. Entretanto, a aproximação do olho normal à superfície do metal não pode ser em geral menor que 25 centímetros, quando termina a acomodação. Se, entretanto, se colocar na frente do olho uma lente convergente, o ângulo visual aumenta por razões bem conhecidas na ótica geométrica.

O menor tamanho de uma descontinuidade superficial que pode ser visível pelo olho normal, depende de uma série de fatores, tais como:

a) limpeza da superfície b) acabamento da superfície c) nível de iluminação da superfície d) maneira de iluminar a superfície e) contraste entre a descontinuidade e o resto da superfície.

As variáveis enumeradas com (c) e (d), nós podemos sempre controlar, de modo que um bom inspetor sempre exige "boa luz” e "posição da luz".

O tipo de luz usada também tem importante influência sobre o êxito da inspeção visual. A luz branca natural é amplamente usada por razões óbvias, mas nos recintos fechados das fabricas merece toda a atenção à escolha do tipo de iluminação e a forma e disposição dos pontos luminosos.

Na inspeção em recintos fechados, a lâmpada elétrica atrás do inspetor (para não ofuscar), produz melhores resultados do que o foco da lanterna de pilhas. Nas inspeções visuais de peças acabadas e de alta responsabilidade é comum se usar luz monocromática. O olho humano normal tem sensibilidade relativa variável, em função do comprimento de onda, tendo maior sensibilidade na faixa de 5.500 a 5.600 angstrons (1Å = 10-10m = 10-1 nm)

Outro grande fator de fracasso na inspeção visual é devido à fadiga visual dos inspetores em serviços longos, examinando os mesmos tipos de materiais. O treinamento dos inspetores deve ser acompanhado sempre por oftalmologistas, para exame dos inspetores em serviço, duas ou mais vezes por ano. Blocos padronizados, chapas com defeitos (os menores), peças fundidas, forjadas e acabadas, com mínimos defeitos, devem, às vezes, ser lançados na linha de inspeção com o intuito de se verificar o bom

CURSO DE INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - INSPEÇÃO VISUAL Elaboração: Raimundo Sampaio desempenho dos inspetores visuais.

3 CLASSIFICAÇÃO NAS PRINCIPAIS TÉCNICAS DE INSPEÇÃO VISUAL

A inspeção visual é um método subjetivo executado com uso da visão auxiliada ou não por instrumentos óticos. Como as informações obtidas dependem de uma série de fatores complexos e de difícil qualificação, tais como, acuidade atenção, conhecimento e interpretação dos resultados não são mensuráveis.

Uma boa inspeção visual deve ser feita antes da aplicação de qual quer método de ensaio-não-destrutivo.

3.1 Direto

É a inspeção executada apenas com a visão desprovida de extensões auxiliares especiais e permite identificar rapidamente defeitos de forma geométrica ou posicionamento do objeto antes de realizar qualquer outro tipo de ensaio. Além do mais, permite detectar defeitos, quando por exemplo um inspetor examina a qualidade de uma solda: presença ou ausência de trincas, posição e orientação relativa das trincas, ocorrências de porosidade superficial, etc.

Para detecção e avaliação de pequenas descontinuidades com o método de ensaio visual direto o angulo de observação em relação à superfície a ser ensaiada não deve ser inferior a 300 , e sua distância do olho do observador ao local do ensaio não deve ser superior a 600mm. .

3.2 Remoto Na inspeção visual o olho humano é auxiliado por uma série de instrumentos óticos. Esses instrumentos desempenham funções importantes seja para compensar a acuidade do olho humano, seja para permitir a inspeção visual em locais de difícil acesso da peça metálica. Conjunto, parte ou componente complexo.

Deve ser assinalado que a utilização de sistema ótico suplementares deve sempre tomar em consideração os seguintes requisitos para uma boa inspeção:

a) vasto campo de visão b) imagem sem distorção c) preservação das cores naturais d) iluminação adequada

O método de ensaio visual remoto, quando empregado, deve garantir uma capacidade de resolução igual ou maior que o ensaio visual pelo método direto.

3.2.1 Lupa Lupas ou lentes de aumento são utilizados pelos inspetores para uma avaliação mais precisa de detalhes que normalmente não seriam percebidas a olho nu.

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As lentes de uso mais frequente são as de 5 a 10 aumentos (5x e 10x).

Os microscópios são usados quando se desejam aumentos superiores à 10x. Para peças pequenas a inspeção visual recorre, sempre a este tipo de instrumento que permite inspeção acurada de pequenas molas, fios, parafusos etc.

Poucas vezes, entretanto se utilizam os microscópios na inspeção de partes ou zonas de peças grandes.

3.2.2 Telelupa ou boroscópio Telelupas ou boroscópios são dispositivos óticos que permitem a transmissão de imagens de locais inacessíveis à visão por meio de refrações e reflexões sucessivas de imagens através de combinações seriadas de lentes, prismas e espelhos.

Geralmente as telelupas são formadas de tubos modulados permitindo variações no seu comprimento.

As telelupas são fornecidas com vários tipos de objetivas, permitindo visão à frente,

A ocular possui dispositivo de focalização e a objetiva é munida de lâmpada, o que permite iluminar os locais inspecionados.

As telelupas são usadas para inspeção de interior de tubulações, feixes tubulares de permutadores, serpentinas de fornos e caldeiras. Existe um tipo especial de telelupa chamada fibroscópio, onde o tubo transmissor é flexível e tendo no seu interior fibras de luctite, as quais, sendo oticamente dirigidas, permitem que a luz descreva “curvas” (na realidade descreve uma linha poligonal de segmentos extremamente pequenos).

3.2.3 Espelho O espelho auxilia a visão normal, de difícil visão direta.

São normalmente articulados na extremidade de uma haste permitindo a procura de um melhor angulo de reflexão.

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