trabalho de volei

trabalho de volei

FACULDADES DE EDUCAÇÃO FÍSICA MONTENEGRO

Trabalho sobre fundamentos do vôlei a ser entregue ao professor welliton da disciplina Vôlei I, pela graduanda Nájala Matos, do curso de Educação Física.

IBICARAÍ-BA

2009

CONSIDERAÇÕES SOBRE O VOLEIBOL

O voleibol é um esporte constituído de fundamentos e dinâmicas bem diferentes das atividades físicas naturais.

É jogado em uma quadra de 18x9m, dividido ao meio por uma rede, o que impede o contato direto do jogador com o seu adversário. Ficam 6 jogadores de cada lado da quadra, o objetivo do jogo é passar a bola para o campo adversário, cuidando para que ela não caia no solo de sua própria quadra.

Seus fundamentos são habilidades motoras especificas, pois são atividades musculares, tendo cada um, mecânica de movimentos e objetivos bem definidos.

Na prática escolar, o objetivo da aprendizagem deste esporte é fazer com que os alunos aprendam as habilidades motoras que o compõe, de maneira que consigam aplicá-las na dinâmica de jogo.

Para a prática do jogo do voleibol, é importante que o indivíduo conheça cada um dos fundamentos em suas formas mais simples de utilização. O vôlei como todo esporte é baseado em gestos específicos, também chamados fundamentos, entre os principais estão: toque de bola por cima, manchete, saque por cima e por baixo, cortada, bloqueio, defesa e rolamentos.

TÉCNICAS DO VOLEIBOL

Sistema ofensivo (Toque e Manchete)

  • Toque de bola por cima

O Toque é utilizado para dar um passe, assim como na passagem de bola para o levantador. É realizado na altura da cabeça ou acima dela, no qual as mãos se flexionam para trás, deixando que a bola se encaixe nos dedos e seja enviada de imediato para o local desejado.

É o fundamento mais característico do jogo de vôlei e é responsável, na maioria das vezes, pela preparação do ataque, ou seja, pelo levantamento. E com a liberação dos dois toques no recebimento da bola quem vem do campo adversário, os jogadores ficam mais a vontade para receber em toque os saques mais altos ou menos violentos.

O toque envolve as seguintes capacidades físicas: agilidade, coordenação dinâmica geral, velocidade de reação, coordenação visomotora, flexibilidades de punhos e dedos, e potencia de salto (toque em suspensão), entre outras.

O toque de bola por cima apresenta movimentos e variações:

Posição básica:pernas afastadas e semiflexionadas, um dos pés à frente do outro, tronco ligeiramente inclinado à frente, braços separados e flexionados, mãos à altura do rosto, com os dedos separados, os polegares quase se tocando, cabeça erguida. A bola é tocada com os dedos e parte calosa das mãos, onde estas devem estar com os dedos quase que totalmente estendidos, mas de uma forma arredondada (como uma concha) para melhor acomodar a curvatura da bola, que por sua vez deve ser tocada nitidamente, sem ser retido, isto é, empurrada, conduzida ou seguida pelas mãos.

Deslocamento para a bola: conforme as considerações feitas, depende das movimentações especificas ideais para cada situação.

Posicionamento do corpo sob a bola: o posicionamento do corpo deve ser antecipado para que, quando a bola chegar, o executante esteja totalmente sob a bola; com os membros inferiores afastados o suficiente para dar equilíbrio ao corpo, sem impedir ajustes finais antes do toque; em posição básica baixa ou media, dependendo da altura da bola; com os braços semiflexionados de modo que o cotovelo fique um pouco acima da linha dos ombros e ligeiramente à frente do corpo; com as mãos estendidas para trás e próximas a cabeça, acima dos olhos, aguardando a chegada da bola; com os dedos quase na posição natural quando relaxado, um tanto mais estendido, mas não completamente, pois o contato da bola com eles é que fará com que se estendam para amortecer sua chegada.

Execução do toque:quando for dado o toque na bola, todo o corpo participa. O contato será sutil, com a parte interna dos dedos e uma pequena flexão dos punhos. Os braços e as pernas deverão se estender, para provocar uma transferência do peso do corpo sobre a perna de trás para frente. Os dedos da mão assumem uma função importante para o encaixe perfeito da bola: os dois polegares são a base principal, auxiliados pelos indicadores (formando quase um triangulo com eles) e médios; os anulares e os mínimos também participam do toque, mas com uma função mais de direcionamento do que de impulsão à bola. A saída da bola das mãos do executante deve ser seguida por uma cadeia ritmada de movimentos do corpo todo para a direção tomada por ela com a extensão de braços, pernas e pés.

As seguintes variações do toque por cima são:

Toque para frente: é o mais comum, em que a bola toma a direção a frente do executante. Pode ser realizado também em suspensão, com uma das mãos ou seguido de rolamento. Na execução, os seguimentos devem preferivelmente acompanhar a bola para a frente e para o alto, ou seja, a trajetória tomada por ela.

Toque para trás (ou de costas): é utilizado, em geral, para fintar os bloqueadores ou levantar para as posições 1 e 2. Sua execução diferencia-se da do toque para a frente no movimento de impulsionar a bola, pois, por ser muito usado em fintas, se houver na alteração da postura corporal antes da execução do toque, a intenção do levantador ficará clara, fazendo a estratégia ir por água abaixo. Portanto, a partir do encaixe da bola nas mãos do executante, há uma rápida projeção do quadril à frente, provocando extensão gradativa do tronco para frente que a bola fique em condições de ser levantada para trás. Depois, os braços se estendem na direção da trajetória da bola, com a cabeça acompanhando também esse movimento, enquanto o quadril completa sua projeção.

Toque em suspensão: é empregado como recurso para atingir bolas altas, por meio de um salto. A ação do jogador acontece na fase aérea. É largamente utilizado pelos levantadores, que, antecipando-se à caída da bola, a aproximam da mão do atacante, abreviando a altura do levantamento e acelerando o jogo. Pode ser realizado para frente, para trás, em toque lateral ou com uma das mãos. Diferencia-se por não haver contato com o chão no momento do toque, o que tira muito da força que pode ser aplicada à bola. O levantador tem apenas a mão e os braços para impulsioná-la.

Toque lateral:a bola é direcionada para o lado do corpo do executante, que estará de frente ou de costas para a rede. Utiliza-se esse recurso para evitar que a bola passe ou toque a rede e o próprio jogador não invada ou esbarre na rede. Pode ser executado em suspensão ou do chão. É necessário haver adaptação de mãos e ombros para a realização correta. Os ombros devem estar alinhados e posicionados um mais baixo que o outro, dependendo do lado para o qual se quer enviar a bola --- se a direção desejada é a direita do corpo, o ombro esquerdo tem de estar mais acima do direito; e vice-versa---, enquanto as mãos acompanhada esse desnível, para que a bola se encaixe mais na mão correspondente ao lado para o que será enviada. Quando se realiza o toque lateral de frente para a rede, os polegares assumem uma posição de proteção, para que a bola seja retida e trazida novamente para a própria quadra, o mesmo acontecendo com os outros dedos quando o executante está de costa para a rede.

Toque com uma das mãos: usa-se esse recurso quando a bola está longe do corpo ou muito alto e o encaixe perfeito das duas mãos não é possível. É realizado com a ponta dos dedos e com o braço. Os levantadores de alto nível conseguem direcionar perfeitamente em levantamento com uma das mãos. Geralmente aparam a trajetória da bola para o atacante de bolas rápidas, que antecipa, já antevendo a dificuldade que o levantamento encontrará.

Toque seguido de rolamento: é o toque realizado próximo ao chão. O executante entra em desequilíbrio e, para evitar contusões e poder se posicionar melhor para a bola, realiza um rolamento após ou durante o toque.

  • Manchete

A manchete é o fundamento mais utilizado para a recepção de saques e para a defesa de bolas cortadas, pois o contato da bola se faz no antebraço, que é uma região que suporta melhor os fortes impactos provocados por ela nessas situações, quando comparado com os dedos que são utilizados pelo toque.

Este fundamento é realizado com os braços estendidos a frente do corpo. A bola é tocada com os antebraços, geralmente a altura do quadril do executante. Existem variações, pois a bola pode ser tocada na altura dos ombros, ao lado do corpo, próxima ao chão ou acima da cabeça.

A manchete envolve as seguintes capacidades físicas: forças isotônica e isométrica de membros inferiores, dorsal e cintura escapular; flexibilidade de punhos; equilíbrios estático, dinâmico e recuperado.

As habilidades fundamentais são rebater, volear e as combinações com as habilidades locomotoras.

A manchete apresenta movimentos e variações:

Posição básica:as pernas devem estar como no toque, semiflexionadas, afastadas lateralmente em um distanciamento semelhante à largura dos ombros e um pé ligeiramente a frente do outro. Os braços estarão estendidos e unidos a frente do corpo. Os dedos unidos de uma mão devem estar sobrepostos aos da outra, de forma que os polegares estendidos possam se tocar paralelamente. E essa posição pode variar de acordo com a velocidade que a bola chega ao executante. Pode ser baixa, se anteceder uma defesa, ou media, no caso da recepção do saque.

Deslocamento para a bola: depende das particularidade de cada situação.

Colocação para a realização da manchete: o jogador deve fazer ajustes de posicionamento do corpo e de tempo, para aguardar a chegada da bola equilibrado e devidamente posicionado. As pernas devem estar em afastamento lateral maior que o assumido na posição básica, a fim de dar equilíbrio ao corpo sem prejudicar os ajustes que precisarão ser feitos com os pés, objetivando o melhor posicionamento para a execução. Alguns jogadores realizam esse fundamento com as mãos soltas, mas elas devem estar juntas e seguras, com os punhos unidos e os cotovelos aproximados ao máximo. A projeção dos ombros a frente auxilia o movimento de leve rotação dos braços e de aproximação entre eles. Essa rotação visa colocar a parte mais musculosa dos antebraços em contato com a bola, pois a musculatura pode oferecer mais condições de amortecimento e direção do que as irregulares faces ósseas que poderiam estar expostas.

Execução da manchete: de acordo com esse movimento, o contato com a bola tem que ser feito com os antebraços, entre os punhos e os cotovelos. A projeção dos polegares para baixo dará maior simetria aos antebraços, favorecendo a rotação dos braços. A chegada da bola coincide com a decisão do executante quanto a amortecê-la ou imprimi-lhe força, de acordo com a velocidade da bola e a distancia a que ela se encontra do local para o qual quer enviá-la. Para amortecer, os braços e os ombros devem se projetar mais a frente, para que haja espaço para o amortecimento, com os ombros cedendo aos poucos e ajudando a diminuir a velocidade da bola.

Os outros tipos de manchete, que como dito variam da forma básica, são:

Manchete alta:ocorre em recepções de bolas que vem a altura dos ombros do jogador. O executante coloca-se quase em pé, apoiando às vezes somente uma das pernas, abaixando o ombro contrário e deixando os braços quase paralelos ao chão. É usada quando há impossibilidade de deslocamento ou quando a manchete tradicional é contraproducente para ação ofensiva seguinte.

Manchete com um dos braços:trata-se de um recurso extremo para uma bola que foge ao alcance do corpo. O executante estende o braço na intenção de recuperá-la, tocando a bola com o antebraço.

Manchete de costas: diferencia-se da normal por ser realizada de costas para onde se quer dirigir a bola. Em razão disso, requer um trabalho mais exagerado de braços, incluindo frequentemente uma extensão de tronco e de membros inferiores para impulsionar a bola. o executante deve chegar com os membros inferiores flexionados, de costas para onde quer enviar a bola, procurando-se colocar-se com o quadril sob a bola para poder puncioná-la. A seguir, tem se estender os membros inferiores ao mesmo tempo que executa vigoroso movimento de braços para o alto e para a trás, projetando o quadril para a frente, após o contato com a bola.

Manchete seguida de rolamento: obedece aos procedimentos da manchete normal. Com a dificuldade de que o executante não conta com pernas e quadril para ajudar no amortecimento ou impulsão a bola. Dessa maneira, o trabalho é de responsabilidade dos ombros e dos cotovelos. A mecânica de execução da manchete varia de acordo com a trajetória a ser assumida pela bola alta, média baixa ou rasante. Ou ainda, conforme a distancia que a bola tem a percorrer longa, média ou curta. Portanto, é preciso levar também em consideração a maneira como a bola é enviada ao executante:

  • Alta: permite um tempo maior de preparação e adaptação as oscilações da bola;

  • Baixa: os deslocamentos tem de ser mais rápidos para que o jogador se coloque corretamente antes de a bola chegar;

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