projeto integrador 2° sem logistica

projeto integrador 2° sem logistica

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De acordo com Moura (l 989), "no sistema ideal de puxar, o inventário entre cada estágio de uma linha perfeitamente equilibrada deve ser zero e o inventário máximo de qualquer sistema de puxar não deve ultrapassar a uma unidade em cada estágio. Com uma condição estável, quando a demanda é gerada da estação de trabalho seguinte para a anterior, a unidade de inventário da estação anterior é transferida para a estação seguinte, para o processamento subseqüente. A remoção da unidade de inventário da estação anterior aciona a manufatura de outra unidade nessa estação, para repor a que acabou de ser retirada". Por este método, os almoxarifados de peças acabadas são substituídos por pequenos "supermercados" de abastecimento, próximos aos locais de consumo. À medida que os cartões kanban são trocados por peças nos supermercados, inicia-se seqüencialmente sua reposição pelos setores de fabricação. Como resultado, cada estação de trabalho produz "just-in-time", quando houver demanda da estação seguinte. É considerado aceitável um pequeno estoque nos supermercados de peças, para que seja possível alguma flexibilidade quando se troca a seqüência de operações ou. o mix de produtos. Isto permite que a fábrica respeite o programa, sem sacrificar o suprimento e interromper a linha. Desta forma, o kanban controla a produção no chão de fábrica, podendo também regular o fluxo de materiais de fornecedores externos, quando estes são incorporados a este sistema.

Quando o aviso de kanban não é dado, por não haver demanda ou por algum problema, os processos seguintes não devem continuar a serem abastecidos. Um sistema que somente utiliza cartões não é um sistema kanban, pois não é parte de um sistema de puxar. O kanban não é somente a informação para ser dada para cada processo. É um tipo de informação enviada à produção durante o mês em questão, enquanto que a quantidade diária e a informação de cicio de tempo são dadas antecipadamente, para preparar o programa de produção mestre de toda a fábrica.

5.2.1.2 Funções do Kanban

As funções do kanban podem ser resumidas nos seguintes pontos:

  • Acionado pelos próprios operários, o kanban inicia o processo de fabricação entre estações de trabalho apenas quando houver necessidade de produção. Caso surja algum problema de produção e este não seja solucionado, o sistema obriga a paralisar a linha;

  • Sendo uma ferramenta para a administração de informações e estoques, o kanban permite o controle visual do processo produtivo, constituindo-se em um mecanismo mais simples de controle, evitando excesso ou falta de materiais nos diferentes estágios do processo produtivo;

  • Acompanhado de treinamento adequado, o kanban estimula a iniciativa e o senso de propriedade nos operários. Delega-se autoridade à supervisão do chão de fábrica, bem como, promove a participação dos grupos de operários na eliminação de problemas e na melhora do desempenho do processo produtivo;

  • Através da redução planejada do número de kanbans, procura-se diminuir os estoques em processo, visando descobrir e eliminar os problemas que os estoques acobertam;

  • Permite a produção de peças em lotes pequenos, sincronizando as tarefas de execução e controle com os objetivos de produção nivelada;

  • Controla visualmente o inventário na fábrica, já que o estoque total de peças é controlado em termos do número de kanbans em circulação;

  • Identifica as peças,ajudando na organização e simplificação dos processos na fábrica.

6-Armazenagem de materiais

A administração do sistema de armazenagem deve propiciar a integração do fluxo de materiais e informações em todas as suas atividades operacionais, atividades que no geral se agrupam em receber, estocar, separar e expedir. O ponto estocar é que trata das questões de endereçamento e localização dos materiais, e essa decisão possui uma influência vital sobre o espaço efetivamente deve ser utilizado.

Armazenagem, segundo Moura (1997 p. 4) é a denominação genérica e ampla que inclui todas as atividades de um ponto destinado á guarda temporária e a distribuição de materiais (depósitos, almoxarifados, centros de distribuição etc.).

Para ser eficiente nessas funções, as metodologias especificas empregados receber, estocar, retirar, expedir as mercadorias naturalmente dependem do ambiente em que a armazenagem está inserida. Contudo, a habilidade para lidar com os problemas oriundos da armazenagem seria bem mais direcionada para a solução dos problemas se foram levados em consideração os objetos gerais do processo de armazenagem.

O objetivo básico é maximizar o uso efetivo dos recursos, enquanto são satisfeitas as necessidades do usuário. Todos os armazéns têm três recursos escassos: (1) espaço; (2) equipamentos; (3) pessoas. Os usuários de um armazém têm duas exigências no lugar certo e no tempo certo e (2) que o produto seja recebido em condições. Com base nestes recursos e nas necessidades do usuário, os objetivos primários de um armazém são definidos mais claramente por:

1.       Maximizar a utilização da mão-de-obra;

2.       Maximizar a utilização do equipamento;

3.       Maximizar a utilização de espaço;

4.       Maximizar a utilização da energia;

5.       Maximizar o giro de estoque;

6.       Maximizar o acesso a todas as mercadorias;

7.       Maximizar proteção a todos os itens;

8.       Maximizar o controle de perdas;

9.       Maximizar o serviço aos consumidores;

10.   Maximizar a produtividade;

11.   Minimizar os custos;

Nenhum projeto atinge totalmente estes objetivos. Por exemplo, as decisões para aumentar a utilização do espaço podem causar um efeito contrário sobre a movimentação efetiva e vice-versa.

6.1-Técnicas controle de Estoque

Com o crescente competitividade no mercado em todos os segmentos da economia, algumas questões torna-se fator primordial para as empresas, a distribuição e disposição dos produtos em local acessível ao cliente, sem contar a boa qualidade de serviços a ser oferecido, sempre obedecendo aos desejos e necessidades do cliente. A logística hoje representa um fator chave para a sobrevivência das empresas no mercado. Os canais de distribuição estratégicos direcionadas. Através de um bom planejamento nesta direção é possível haver maior agilidade, redução de custos e maior satisfação do cliente.

6.1.1-Giro de estoque

O giro indica o número de vezes que os itens em estoque giram, em um determinado intervalo de tempo. Conforme Martins e Campos Alt. (2003, p. 159), “o giro de estoques mede quantas vezes, por unidade de tempo, o estoque se renovou ou girou”. A fórmula é a seguinte:

Giro de Estoque = Custo da mercadoria vendida / Estoque médio

Quanto maior o giro dos estoques, menor será o prazo que as mercadorias permanecem estocadas, em conseqüência, maiores serão suas vendas. Um prazo maior de estocagem forçará uma necessidade de maiores investimentos no ativo.

6.2-Técnicas de Cálculo de Custos de Estoque

O conceito de custo de aquisição engloba o preço do produto comprado, mais os custos incorridos adicionalmente, até estar o bem no estabelecimento da empresa, compreendendo; custos de embalagem, transportes e seguro.

No caso de importações de mercadorias, o custo deve ser adicionado pelos impostos de importação pelo IOF incidente sobre a operação de cambio, pelos custos alfandegários e por outras taxas, além do custo dos serviços de despachantes correspondente.

As despesas incorridas eventualmente com armazenagem do produto devem integrar seu custo somente quando necessário para sua chegada á empresa. Já as despesas financeiras como juros incorridos, não devem integrar o custo do estoque.

Com relação aos impostos incidentes nas aquisições, deve ser observado o que se segue:

ICMS e o IPI , quando pagos pela empresa por estarem inclusos no preço da mercadoria e não sendo recuperável, este imposto deve fazer parte dos estoques.

O ICMS e IPI são impostos não cumulativos, ou seja, o imposto pago nas aquisições é compensado com o imposto de saídas, incidindo efetivamente sobre a parcela do lucro bruto.

A exclusão dos impostos recuperáveis dos estoques foi adotada pela legislação fiscal Estadual e Federal. A instrução normativada SRF n: 051 de 03-11-78; tornou-se obrigatório que deve ser excluído do custo de aquisição das mercadorias para revenda e das matérias-primas, o montante do ICMS recuperável destacado em nota fiscal.

O imposto sobre importação faz parte do custo do produto, pois não tem recuperação.

Na empresa pesquisada não foram levantados valores de estoque, nem de importação e exportação.

6.3-Avaliação dos estoques

Segundo a lei das Sociedades por ações, os estoques são avaliados pelo custo de aquisição deduzidos de provisões para ajustá-los ao valor de mercado, quando este for interior. Para as matérias-primas, o valor de mercado significa o preço pelo qual possam ser respostas, mediante compra no mercado. Com relação aos produtos em processo acabados; o valor de mercado representa o preço liquido de realização mediante venda no mercado, deduzidos os impostos incidentes e respectivas despesas para a realização das vendas e a margem de lucro.

A legislação do imposto de renda determina que quando a empresa não possuir contabilidade de custos, os estoques deverão ser avaliados da seguinte forma:

Produto acabados: 80% do preço da venda

Produto em processo: 70% do valor atribuído ao produto acabado.

6.3.1-Custos da compra e manutenção do estoque

Todas as compras e mercadorias paradas em estoque acarretam custos fixos e custos variáveis para a empresa. Em uma empresa existem três categorias diferentes de custos na administração de inventário: custos da compra, custos da manutenção e custos da falta de estoques.

Dias (2005) identifica o custo do pedido pela fórmula: CP = CTP / N => CP=60.300/90 => CP = R$ 670,00/m.

Para o cálculo do custo de aquisição é preciso identificar o preço unitário das mercadorias, que é calculado pelo valor de aquisição.

6.4- Análise dos estoques de segurança.

Quanto menor a probabilidade de falta de mercadorias em estoque, maior deverá ser o volume dos estoques de segurança. Principalmente em se tratando de produtos importados, onde os prazos de entrega são maiores que os nacionais.

7-embalagens

A padronização dos elementos da cadeia de distribuição, sobretudo o palete e as carrocerias dos caminhões, é uma tendência importante e a atualização dessas informações se faz imprescindível. Um sistema automático que foi desenvolvido graças à padronização das embalagens. Com a tecnologia hoje disponível, a simulação dos meios de transporte em laboratório é um fato, trazendo a seus usuários uma economia de tempo e recursos humanos e financeiros, padronizando a forma de teste e a análise da carga.

7.1-Materiais e tipos de embalagens

Embora se fale indistintamente sobre embalagens, a matéria-prima utilizada na sua fabricação é um elemento individualizado. Matérias primas definem tecnologias, custos, estruturas de mercado, finalidade de uso, etc. Todos estes elementos são dinâmicos e, periodicamente, embalagens produzidas a partir de novas matérias-primas tomam o lugar de outras longamente estabelecidas. Segue abaixo a descrição de algumas características físicas e econômicas das matérias-primas utilizadas na fabricação de embalagem.

O material utilizado para a embalagem é um filme esticável(Strech), ele é produzido por um processo avançado e utilizam matérias-primas nobres, portanto possui qualidade superior e propicia muito mais benefícios como:

Maior alongamento e resistência;

Maior transparência;

Maior adesão inicial (tack) e acabamento final mais limpo.

A embalagem é projetada para dar maior proteção ao filme e isso protegeria com maior segurança o produto.

7.2- Custos da embalagem

O custo da própria embalagem e os custos associados á mesma, somados, podem atingir valores muito significativos. A relação entre tais valores e o valor do produto embalado é muito variável, dependendo de muitos fatores.

Entre os custos associados á embalagem, destacam-se

Custo de perdas e danos devidos as falhas e inadequações da embalagem;

Custo de ineficiência nos aproveitamentos de espaço em transporte e armazenamento;

Custo de ineficiência nas operações de manuseio ou movimentação mecânica .

De forma geral, quanto maior o custo da embalagem, aumentando o nível de proteção ao produto, menores certos custos de perdas, danos e ineficiência.

7.3-Para uma embalagem segura precisa-se:

Conhecimento do produto a ser embalado, as características do produto mais importantes são :

Dimensões

Peso;

Posição do centro de gravidade;

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