Projeto de instalações de gás combustível

Projeto de instalações de gás combustível

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Boa Vista – R 2010

Projeto de instalações de gás apresentado à Professora Draª Ofélia de Lira Carneiro Silva, da disciplina de Instalações Prediais.

Boa Vista – R 2010

ÍNDICE1
1. INTRODUÇÃO2
2. JUSTIFICATIVA3
3. REFERENCIAL TEÓRICO4
4. MEMORIAL DESCRITIVO E DE CÁLCULO8
5. CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS14
6. CONCLUSÃO24
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS25

ÍNDICE ANEXOS .............................................................................................................................. 26

1. INTRODUÇÃO

Inicialmente, é importante elucidarmos que instalações prediais de gás são instalações destinadas a distribuir o gás no interior dos prédios, para fins de aquecimento e para consumo em fogões, aquecedores de água e equipamentos industriais.

Existem vários tipos de gases (NAFTA, natural e GLP), no entanto, a rede pública de gás, quando existente, trabalha com gás natural.

Em face do exposto acima, utilizaremos no presente projeto o gás natural. Vantagens do gás natural: a. O Gás Natural possui densidade menor que a do ar, o que facilita a sua dispersão na atmosfera em caso de vazamento; b. A ingestão ou inalação acidental de Gás Natural não provoca danos à saúde das pessoas, pois ele não é tóxico; c. O Gás Natural é considerado como fonte energética limpa; d. Não produz resíduos e sua queima libera uma quantidade reduzida de poluentes; e. O custo de aproveitamento do Gás Natural é baixo quando comparado com outras fontes; f. Um chuveiro gasta bem menos se for aquecido com gás natural.

2. JUSTIFICATIVA

O projeto de instalações prediais de gás combustível em uma edificação é de suma importância, haja vista que é através deste, que a mesma será abastecida de forma plena do gás natural vindo da concessionária, obviamente, se o dimensionamento for realizado de maneira satisfatória e seguindo todas as normas competentes da ABNT.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1. Terminologia 1. Abrigo de medidores: Construção destinada à proteção de um ou mais medidores com seus complementos. 2. Alinhamento: Linha de divisa entre o imóvel e o logradouro público, geralmente definida por muro ou gradil. 3. Baixa pressão: Toda pressão abaixo de 5 kPa (0,05 kgf/cm2). 4. Concessionária: Entidade pública ou particular responsável pelo fornecimento, abastecimento, distribuição e venda de gás canalizado. 5. Consumidor: Pessoa física ou jurídica que utiliza gás canalizado. 6. Densidade relativa do gás: Relação entre a densidade absoluta do gás e a densidade absoluta do ar seco, na mesma pressão e temperatura. 7. Derivação: Tubulação no recinto ou abrigo interno, destinada à alimentação de um grupo de medidores. 8. Economia: Propriedade servindo para qualquer finalidade ocupacional, que caracteriza um ou mais consumidores de gás. 9. Fator de simultaneidade (FS): Coeficiente de minoração, expresso em porcentagem, aplicado à potência computada para obtenção da potência adotada. 10. Gás Natural (GN): Hidrocarbonetos combustíveis gasosos, essencialmente metano, cuja produção pode ser associada ou não na produção de petróleo. 1. Local de medição de gás: Local destinado à instalação de medidores, com abrigo e outros dispositivos destinados à regulagem de pressão.

12. Média pressão: Toda pressão compreendida entre 5 kPa (0,05 kgf/cm2) a 35 kPa (0,35 kgf/cm2). 13. Medidor: Aparelho destinado à medição do consumo de gás. 14. Perda de carga: Perda da pressão do gás devida ao atrito ou obstrução em tubos, válvulas, conexões, reguladores e queimadores. 15. Ponto de utilização: Extremidade da tubulação interna destinada a receber um aparelho de utilização de gás. 16. Ponto de instalação: Extremidade da tubulação interna destinada a receber o medidor. 17. Potência adotada (A): Potência utilizada para o dimensionamento do trecho em questão. 18. Potência computada (C): Somatória das potências máximas dos aparelhos de utilização de gás, que potencialmente podem ser instalados a jusante de trecho. 19. Potência nominal do aparelho de utilização de gás: Quantidade de calor contida no combustível consumido, na unidade de tempo, pelo aparelho de utilização de gás, com todos os queimadores acesos e devidamente regulados, indicada pelo fabricante. 20. Prumada: Tubulação vertical, parte constituinte da rede interna ou externa, que conduz o gás para um ou mais pavimentos. 21. Purga: Limpeza total de tubulação ou parte de um equipamento, de forma que todo material nele contido seja removido. É também a expulsão do ar contido no mesmo, tendo em vista a admissão de gás combustível, de forma a evitar uma combinação indesejada.

2. Ramal externo: Trecho da tubulação que interliga a rede geral ao registro geral de corte ou abrigo do regulador de primeiro estágio, quando este existir. 23. Ramal interno: Trecho da tubulação que interliga o ramal externo ao(s) medidor(es) ou derivações ou ao(s) regulador(es) de segundo estágio. 24. Rede geral: Tubulação existente nos logradouros públicos e da qual saem os ramais externos. 25. Rede interna: Tubulação que interliga o ponto da instalação a jusante do regulador/medidor até os pontos de utilização de gás. 26. Registro de corte de fornecimento: Dispositivo destinado a interromper o fornecimento de gás para uma economia. 27. Registro geral de corte: Dispositivo destinado a in terromper o fornecimento de gás para toda a edificação. 28. Regulador de pressão de primeiro estágio: Dispositivo destinado a reduzir a pressão do gás, antes da sua entrada no ramal interno, para um valor de no máximo 392 kPa (4 kgf/cm2). 29. Regulador de pressão de segundo estágio ou estágio único: Dispositivo destinado a reduzir a pressão de distribuição do gás, para um valor adequado ao funcionamento do aparelho de utilização de gás, abaixo de 5 kPa (0,05 kgf/cm2 ). 30. Tubo-luva: Tubo no interior do qual a tubulação de gás é montada e cuja finalidade é não permitir o confinamento de gás em locais não ventilados. 31. Tubo flexível: Tubo de material metálico ou não, facilmente articulado com características comprovadas para o uso do GN, aceitas em conformidade com a NBR 7541, ou compatível.

32. Válvula de alívio: Válvula projetada para reduzir rapidamente a pressão à jusante dela, quando tal pressão exceder o máximo preestabelecido. 3. Válvula de bloqueio automático: Válvula instalada com finalidade de interromper o fluxo de gás sempre que a sua pressão exceder o valor pré-ajustado. 34. Válvula de bloqueio manual: Válvula instalada com a finalidade de interromper o fluxo de gás mediante acionamento manual. 35. Vazão nominal: Vazão volumétrica máxima do gás que pode ser consumida em um aparelho de utilização, determinada nas condições normais de temperatura e pressão.

3.2. Rede de distribuição interna

A rede de distribuição interna pode ser embutida ou aparente, devendo receber, quando necessário, o adequado tratamento para proteção superficial externa. As pressões máximas de operação admitidas para condução do gás nas redes são de para redes primarias e para redes secundárias.

medidores. Esse registro permitirá a interrupção do suprimento à edificação

A rede de distribuição deve ter um registro geral de corte que deve ser instalado e identificado em local de fácil acesso, na parte externa da edificação e fora do abrigo de

A ligação dos aparelhos à rede secundária deve ser feita com tubulações rígidas ou flexíveis e que atendam as prescrições das normas, havendo um registro para cada aparelho com o intuito de isolar ou retira-lo sem a interrupção do abastecimento de gás aos demais aparelhos de utilização à gás.

As tubulações poderão ser instaladas em canaletas, shafts ou aparentes para facilidade de manutenção das mesmas. As tubulações aparentes deverão ser pintadas na cor amarela conforme padrão 5Y8/12 do sistema Mussel e a deve-se assegurar que o consumidor final fique com uma cópia da planta da tubulação (como construída).

4. MEMORIAL DESCRITIVO E DE CÁLCULO

4.1 Parâmetros Iniciais para o Dimensionamento

Os consumos dos equipamentos foram obtidos da tabela 1 que se encontra nos anexos. Os consumos dos pontos de espera (PEA) foram admitidos com o valor de 50 kcal/min ou de 3000 kcal/h.

A coluna 1 tem um fogão de 6 bocas com forno e encontra-se na lanchonete 1 do térreo.

A coluna 2 tem um fogão de 6 bocas com forno e encontra-se na lanchonete 2 do térreo.

A coluna 3 tem um fogão de 6 bocas com forno e encontra-se na lanchonete 3 do térreo.

A coluna 4 tem um fogão de 6 bocas com forno e encontra-se na lanchonete 4 do térreo.

A coluna 5 tem um fogão de 4 bocas com forno na copa e um ponto de espera na área de serviço de cada pavimento, ou seja, no térreo, no 1º, 2º e 3º pavimentos.

As colunas 1, 2, 3 e 4 são de uso individuais das lanchonetes; e a coluna 5 é de uso coletivo do edifício.

Existe um registro de corte para cada aparelho do edifício. As tubulações são todas de aço.

4.2 Dimensionamento dos Diâmetros das Tubulações

Para o dimensionamento dos diâmetros das tubulações, a fonte utilizada será o livro de

Instalações Hidráulicas e Sanitárias de Hélio Creder, 6ª Ed.

Para o dimensionamento das tubulações será adotado o número de Wobbe do gás de

W = 5700 kcal/m³.

As tabelas usadas para o dimensionamento das tubulações são 2.2, 2.3, 2.4, e 2.6 da 6ª

Ed. do livro de Instalações Hidráulicas e Sanitárias de Hélio Creder. As ramificações secundárias e primárias serão dimensionadas separadamente.

Instruções para o uso das tabelas: a) Determine o consumo de gás em kcal/min para cada aparelho de utilização previsto na instalação. b) Determine a distância em metros desde o medidor até o ponto mais afastado do medidor, não sendo considerados, nessa determinação, aparelhos de utilização com potência igual ou inferior a 100 kcal/min. c) Localize na tabela apropriada a linha horizontal correspondente ao comprimento igual ou imediatamente superior ao determinado no item anterior. d) Determine a potência computada para cada aparelho e trecho da tubulação. e) Utilizando as tabelas 2.2 e 2.3, determine as potências adotadas no projeto para cada potência computada determinada no item anterior. f) Começando pelo trecho mais afastado do medidor, localize na linha escolhida no item c) as colunas correspondentes aos consumos iguais ou imediatamente superiores aos dos trechos que se deseja dimensionar utilizando as potências adotadas determinadas no item e). No topo de cada coluna encontram-se as bitolas que o trecho deverá ter.

Dimensionamento da coluna 1 Tabela 1 – Dimensionamento da bitola da coluna 1

COLUNA 1

Limites dos trechos

PotênciasBitola Pol.

Dimensionamento da coluna 2 Tabela 2 – Dimensionamento da bitola da coluna 2

Dimensionamento da coluna 3 Tabela 3 – Dimensionamento da bitola da coluna 3

Dimensionamento da coluna 4 Tabela 4 – Dimensionamento da bitola da coluna 4

Computadas Adotadas F6-CF – M2 1841841''

COLUNA 2

Limites dos trechos

PotênciasBitola Pol.

Computadas Adotadas F6-CF – M3 1841841''

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