Teoria a Burocracia

Teoria a Burocracia

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  1. Despersonalização do Relacionamento

Trata-se da impossibilidade e relacionamento e aos colegas de trabalho provocar o caráter interpessoal da burocracia, e o conhecimento pelo número de registro, ou em identificação das pessoas.

  1. Categorização como Base do Processo Decisório

Uma rígida hierarquização da autoridade, até a decisão tomada independente do seu conhecimento.

  1. Superconformidade as Rotinas e aos Procedimentos

Baseado em rotinas e procedimentos, e a estrutura que as pessoas garantem fazer o que delas a empresa se espera.

A superconformidade a rotinas e regras conduz no comportamento democrático.

  1. Exibição de Sinais de Autoridade

Enfatiza a autoridade de indicar as pessoas que tem o poder, ou seja a capacidade, ter o sinal da autoridade.

  1. Dificuldade no Atendimento a Clientes e Conflitos com Público

Burocracia padronizada, e fazem funcionários perceber pressões externas.

Características da Burocracia

Disfunções da Burocracia

  1. Internalização das normas.

  2. Excesso de formalismo e papelório.

  3. Resistências a mudanças.

  4. Despersonalização do relacionamento.

  5. Categorização do relacionamento.

  6. Superconformidade.

  7. Exibição de sinais de autoridade.

  8. Dificuldades com clientes.

  1. Carater legal das normas.

  2. Caráter formal das comunicações.

  3. Divisão do trabalho.

  4. Impessoalidade no relacionamento.

  5. Hierarquização da autoridade.

  6. Rotinas e procedimentos.

  7. Competência técnica e mérito.

  8. Especialização da administração.

  9. Profissionalização.

Características da Burocracia

Disfunções da Burocracia

Figura 2. As características e as disfunções da burocracia.

Fonte: (CHIAVENATO, 2006, p. 139)

As causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato dela não levar em conta a chamada organização informal que existe fatalmente em qualquer tipo de organização, nem se preocupar com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que, necessariamente, introduz variações no desempenho das atividades organizacionais.

  1. AS DIMENSÕES DA BUROCRACIA

O tipo “ideal” de burocracia, segundo Weber, deve ter as seguintes dimensões principais:

  1. Formalização: todas as atividades da organização são definidas por escrito (rotinas e procedimentos) e a organização opera de acordo com um conjunto de leis ou regras (regras e regulamentos, regimento interno, estatutos) que são aplicáveis a todos os casos individuais, sem exceção.

  2. Divisão do trabalho: Cada participante tem um cargo ou posição definidos com esfera específica de competência, com deveres oficiais, atribuições estritamente especificadas e delimitadas.

  3. Principio da Hierarquia: a burocracia se assenta em uma hierarquia bem definida de autoridade. Cada funcionário é submetido a ordens impessoais que guiam suas ações de modo a assegurar sua obediência. Cada função mais baixa está sob controle e supervisão da mais alta, assegurando unidade de controle: cada funcionário tem apenas um único chefe. Daí o formato de estrutura piramidal da burocracia.

  4. Impessoalidade: o funcionário ideal desempenha com impessoalidade no relacionamento com outros ocupantes de cargos. A burocracia enfatiza cargos e não as pessoas que os ocupam, pois as pessoas entram e saem da organização, mas os cargos permanecem para garantir sua continuidade e perpetuação.

  5. Competência técnica: a seleção e escolha dos participantes são baseadas na competência técnica e qualificações profissionais dos candidatos e não em preferências de ordem pessoal. Daí a utilização de testes e concursos para preenchimento de cargos ou para promoções. A burocracia é eminentemente meritocrática. O sistema também prevê carreiras e as promoções são feitas de acordo com a antiguidade ou mérito funcional, dependendo sempre do julgamento do superior.

  6. Separação entre propriedade e administração: os recursos pela organização burocrática para a execução de suas tarefas não são propriedade dos burocratas. A Administração está separada da propriedade dos meios de produção, pois o dirigente ou o burocrata não é necessariamente o dono da organização ou dos seus meios de produção, mas um profissional especializado na sua administração. Daí o gradativo afastamento do capitalista da gestão de seu próprio negócio e a pulverização do capital através das sociedades anônimas.

  7. Profissionalização do funcionário: os funcionários da burocracia são profissionais, pois são especialistas face à divisão do trabalho são assalariados de acordo com suas funções ou posição hierárquica, seus cargos constituem a sua principal atividade dentro da organização, são nomeados pelo superior imediato, seus mandatos são por tempo indeterminado, seguem carreiras dentro da organização e não possuem a propriedade dos meios de produção da organização.

Figura 3. Os graus de burocratização.

Fonte: (CHIAVENATO, 2006, p. 142)

Dentro de um ponto de vista estritamente técnico, a burocracia atinge o mais alto grau de eficiência no alcance dos objetivos organizacionais. Em outros termos, a burocracia significa o tipo de organização humana onde a racionalidade atinge o seu mais elevado grau.

O tipo “ideal” de burocracia segundo Weber, visa atingir certas conseqüências desejadas e antecipadamente previstas.

  1. APRECIAÇÃO CRÍTICA DA TEORIA DA BUROCRACIA

O modelo Burocrático de Max Weber oferecia várias vantagens, já que o sucesso da burocracia em nossa sociedade se deve a inúmeras causas. Contudo, a racionalidade burocrática, a omissão das pessoas que participam da organização e os próprios dilemas da burocracia, apontados por Weber, constituem problemas que a burocracia não consegue resolver adequadamente.

Segundo Perrow (1976), a burocracia representa oposição superior às alternativas de organização, que as chances de muda-lá foram inexistentes no século XX. Defende a burocracia como um fator importante para a eficiência da estrutura organização. Segundo ele, as disfunções da burocracia são apenas conseqüências do fracasso de uma burocracia mal adequada.

Katz e Kahn consideraram a organização burocrática super-racionalizada, onde suas vantangens tem sido exageradas, burocracia não considera o ambiente e a natureza organizacional. Ambos defendem que as pessoas tornam as vantagens maiores do que realmente são. Para eles, o sistema burocrático só sobrevive por que as exigências do ambiente são óbvias e as exigências das tarefas individuais são mínimas, não necessitando de grandes processos. Salientavam também as fraquezas da teoria da máquina que dava pouca importância do intercâmbio do sistema com seu ambiente.

Para Robert Merton a burocracia é um processo conservador e contrário à inovação: o burocrata comporta-se como um ritualista apegado a regras e voltado para o deslocamento de objetivos. A burocracia foia resposta às condições do século XX, mas está sendo levada ao desaparecimento por novas e diferentes condições do mundo moderno.

Warren Bennis aponta quatro situações que para ele ameaça a o fim da organização burocrática.

  1. Transformações rápidas e inesperadas no ambiente.

  2. Aumento de tamanho organizacional: o acréscimo de atividades tradicionais não é suficientes para sustenatr seu crescimento. Daí a reengenharia.

  3. Crescente complexidade da tecnologia moderna, exigindo integração entre atividades e pessoas especializadas e de diferentes competências.

  4. Mudanças radicais no comportamento administrativo e na filosofia dos negócios, impondo a necessidade de maior flexibilidade da organização.

Kast e Rosenzweig salientam que o melhor caminho consiste em utilizar o modelo burocrático de Weber como ponto de partida, reconhecendo suas limitações e disfunções. Mas:

  1. A forma burocrática é mais apropriada para atividades rotineiras e repetitivas da organização.

  2. A forma burocrática não é adequada às organizações flexíveis que se vêem à frente de atividades não-rotineiras.

6.1 POSIÇÃO DA TEORIA DA BUROCRACIA DENTRO DA TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES

As teorias administrativas estudadas – Administração Científica, Teoria Clássica e Teoria das Relações Humanas – forma prescritivas e normativas: presas às prescrições e receituários que o administrador deve usar para trabalhar.. A Teoria da Burocracia não tem essa preocupação. Em vez de prescrever como o adminstrador deve lidar com as organizações, o modelo burocrático preocupa-se em descrever, analisar e explicar as organizações para que o adminstardor escolha a maneira apropriada para lidar com elas.

O modelo burocrático constitui um dos pilares da Teoria Tradicional da Organização ao lado das Teorias de Taylor e Fayol. Weber é tido como precursor da Abordagem Estruturalista na Administração.

Devemos ressaltar as diferenças existentes entre as seguintes teorias:

  • A Teoria Clássica se apegou a detalhes enquanto o modelo de Weber preocupou-se com grandes esquemas de organização e sua explicação.

  • A Teoria Clássica é normativa e prescritiva enquanto a Teoria da Burocracia é descritiva e explicativa.

O modelo burocrático é muito mais amplo já que abrange diversas formas de organização e não só fábricas, como o modelo clássico fazia.

Por fim, Chiavenato (2006) descreve uma cuidadosa crítica na qual diz que a burocracia é talvez seja uma das melhores alternativas, porque levando em consideração as teorias anteriores, que são prescritivas e normativas, ela preocupa-se em descrever e explicar as organizações, dando ao administrador a escolha de que considera mais apropriada.

CONCLUSÃO

Na concepção de Max Weber, a organização burocrática, maximizando a racionalização, tornar-se-ia mais eficiente resistindo melhor ao personalismo e subjetivismo dos administradores.

Para os humanistas, essa racionalidade taylorista da burocracia constitui um empecilho para o exercício da iniciativa e criatividade no ambiente de trabalho. A teoria da burocracia, nos dias de hoje, padece de um esquecimento e desprestígio tal que, nem parece ter sido, no passado, uma estratégia bem intencionada de gestão, concebida por Weber.

O conceito atual costuma lembrar uma montanha de papel, uma teia viciosa de passos desnecessários para resolver um problema e, sobretudo, o grande instrumento de incompetência dos governos, aplicado nos procedimentos para atender suas obrigações diante do público.

O modelo burocrático de Max Weber oferece várias vantagens, já que o sucesso da burocracia em nossa sociedade se deve a inúmeras causas. Contudo, a racionalidade burocrática, a omissão das pessoas que participam da organização e os próprios dilemas da burocracia, apontados por Weber, constituem problemas que a burocracia não consegue resolver adequadamente.

Referências Bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Príncipios da Administração. Rio De Janeiro: Elsevier, 2006.

RIBEIRO, Antônio De Lima. Teoria Da Administração. 1º edição; São Paulo: Saraiva, 2004.

CERTO, Samuel C. Administração Moderna. 9º edição; São Paulo: Prentice Hall, 2003

MAGGINSON, Mosley C. Et.al.Adminsitração- Conceitos e aplicações. 4º edição; São Paulo: Harba Ltda, 1998

http://www.inatel.br/docentes/dayan/Publications/Fai_01.pdf

Data Da Pesquisa: 08 de maio de 2010.

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