Apostila a Cultura do café

Apostila a Cultura do café

(Parte 1 de 5)

1 Cultura do café

Origem e Histórico do Café

Não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem. Uma das mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis. Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.

A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural. Foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como "vinho da Arábia" quando chegou à Europa no século XIV. Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575 no Yêmen, onde, consumido como fruto in natura, passa a ser cultivado. Somente no século XVI, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos. O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes. Era proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações, e os árabes protegiam as mudas com a própria vida. A semente de café fora do pergaminho não brota, portanto, somente nessas condições as sementes podiam deixar o país.

A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas frequentes viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias. Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus. A partir destas plantas, os holandeses iniciaram em 1699, plantios experimentais em Java. Essa experiência de sucesso trouxe lucro, encorajando outros países a tentar o mesmo. A Europa maravilhava-se com o cafeeiro como planta decorativa, enquanto os holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra, e os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgomestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwich e Bourbon.

Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras colônias européias. O crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e

Guianas. Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo.

O café chegou ao norte do Brasil, mais precisamente em Belém, em 1727, trazido da Guiana Francesa para o Brasil pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara às Guianas com essa missão. Já naquela época o café possuía grande valor comercial. Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conseguindo conquistar sua confiança. Assim, uma pequena muda de café Arábica foi oferecida clandestinamente e trazida escondida na bagagem desse brasileiro. Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente, com produção voltada para o mercado doméstico. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição relativamente secundária para a de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou a produção de riquezas. A cultura se estabeleceu inicialmente no Vale do Rio Paraíba, iniciando em 1825 um novo ciclo econômico no país. No final do século XVIII, (guerra da Independência do Haiti), embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade. Os embarques foram realizados pela primeira vez em1779, com a insignificante quantia de 79 arrobas. Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de 80 mil arrobas.

Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. A cultura do café ocupou vales e montanhas, por todo o interior do Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. Ferrovias foram construídas para permitir o escoamento da produção, impulsionando o comércio inter-regional de outras importantes mercadorias. O café trouxe grandes contingentes de imigrantes, consolidou a expansão da classe média, a diversificação de investimentos e até mesmo intensificou movimentos culturais.

Durante muito tempo, o café brasileiro mais conhecido em todo o mundo era o tipo

Santos. A maioria das pessoas acredita ser a cidade de Santos, porto exportador de café, a origem do nome. Na realidade, a marca Santos deriva de Alberto Santos Dumont, que além de ter sido um pioneiro da aviação, foi também "o rei do café".

Implantado com o mínimo de conhecimento da cultura, em regiões que mais tarde se tornaram inadequadas para seu cultivo, a cafeicultura no centro-sul do Brasil começou a ter problemas em 1870, quando uma grande geada atingiu as plantações do oeste paulista provocando prejuízos incalculáveis. A busca pela região ideal para a cultura do café se estendeu por todo o país, se firmando hoje em regiões do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia. O café continua hoje, a ser um dos produtos mais importantes para o Brasil. Hoje o país é o primeiro produtor e o segundo consumidor mundial do produto.

Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional de café, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos. As áreas cafeeiras estão concentradas no centro-sul do país, onde se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A região Nordeste também tem plantações na Bahia, e da região Norte pode-se destacar Rondônia. A produção de café arábica se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e parte do Espírito Santo, enquanto o café robusta é plantado principalmente no Espírito Santo e Rondônia. As principais regiões produtoras no Estado de São Paulo são: Mogiana: Uma das mais tradicionais regiões produtoras de café, ao norte do estado, a uma altitude que varia entre 900 e 1.0 metros. A região produz somente café da espécie arábica, sendo que as variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo. Alta Paulista: No oeste do estado, tem uma altitude média de 600 metros. A região é produtora de café arábica, (mais cultivada é a Mundo Novo). A região de Piraju, a uma altitude média de 700 metros, produz café arábica (75% Catuaí, 15% da Mundo Novo e 10% de novas variedades). Em Minas Gerais, as principais regiões produtoras são: Cerrado Mineiro: A altitude média é de 800 metros e a predominância é das variedades Mundo Novo e Catuaí. O Sul de Minas a altitude média é de 950 metros. As variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo, mas também há lavouras das variedades Icatu, Obatã e Catuaí Rubi. A região das Matas de Minas e Jequitinhonha com altitude média de 650 metros e possui lavouras das variedades Catuaí (80%), Mundo Novo, entre outras.

No Paraná as regiões são:Norte Pioneiro, Norte, Noroeste e Oeste do Estado. As áreas de cultivo são muito extensas, o que justifica a grande variação de altitudes. A altitude média é de aproximadamente 650 metros, sendo que na região do Arenito, próximo ao rio Paraná, a altitude é de 350 metros e na região de Apucarana chega a 900 metros. No Estado é cultivada a espécie arábica e as variedades predominantes são Mundo Novo e Catuaí.

Na Bahia surgiu a partir da década de 1970. Há três regiões produtoras : a do

Planalto, mais tradicional produtora de café arábica; a Região Oeste, também produtora de café arábica, sendo uma região de cerrado com irrigação e a Litorânea, com plantios predominantes do café robusta (variedade Conillon). No parque cafeeiro estadual predomina a produção de café Arábica com 76% da produção (com 95% sendo da variedade Catuaí) contra 24% de Café Robusta.

No Espírito Santo, os principais municípios produtores são Linhares, São Mateus,

Nova Venecia, São Gabriel da Palha, Vila Valério e Águia Branca. São cultivadas no estado as espécies arábica e robusta (Conillon), sendo que a produção desta última se expandiu principalmente nas regiões baixas, de temperaturas elevadas. Atualmente as lavouras de robusta ocupam mais de 73% do parque cafeeiro estadual e respondem por 64,8% da produção brasileira da variedade. O Estado coloca o Brasil como segundo maior produtor mundial de Conillon.

No Estado de Rondônia a produção de café está concentrada nas cidades de

Vilhena, Cafelândia, Cacoal, Rolim de Moura e Ji-Paraná. No cenário nacional, Rondônia representa o sexto maior estado produtor e o segundo maior estado produtor de café Robusta, com uma área de 165 mil hectares e uma produção de 2,1 milhões de sacas, constituídas exclusivamente pelo café robusta (variedade Conillon).

5 Importância econômica

As expectativas para 2007

Para 2007 a ABIC tem a expectativa de que o consumo interno evolua para 17,4 milhões de sacas (52% da safra a ser colhida). Os preços ao consumidor evoluíram, na média, 20% desde janeiro/2007, principalmente em função dos aumentos das cotações do grão ocorridas no final de 2006. As vendas do setor podem alcançar R$ 6,7 bilhões em 2007, contra R$ 5,4 bilhões em 2006.

Entretanto, os bons resultados em volume e expansão do mercado interno ainda não representam recuperação da rentabilidade do setor. De fato, o preço do café aos consumidores evoluiu somente 17% entre Julho/1994 e Dezembro/2006, contra uma variação da Cesta Básica Nacional de 135%. Aliás, o café representava 12% do custo da cesta básica em 1994 e seu valor relativo caiu para somente 5,7% em 2006. As ameaças ao aumento do consumo em 2007

A ABIC enxerga algumas ameaças para o desempenho do setor e para o consumo em 2007. -incertezas quanto à disponibilidade da matéria-prima (grão cru), uma vez que os estoques físicos brasileiros estão em nível baixo; -os estoques oficiais de cafés antigos, de 1,9 milhão de sacas, são insuficientes,

-a safra prevista representa um déficit potencial de 6 a 8 milhões de sacas.

Com a exportação brasileira tendo atingido 27 milhões de sacas em 2006, parece que a disponibilidade do grão não será suficiente para a demanda conjunta com a do consumo interno.

Consumo per capita em 2006

O consumo per capita foi de 5,52 kg de café em grão cru ou 4,41 kg de café torrado, quase 73 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 4,5% em relação ao período anterior (contra 3,9% na última apuração), o que confirma que os consumidores estão consumindo mais xícaras de café por dia. Este resultado coloca o consumo por habitante/ano do Brasil (5,52 kg/hab/ano), em níveis muito semelhantes ao consumo de países como a Alemanha (5,86 kg/hab/ano), a França (5,07 kg/hab/ano) e a Itália (5,63 kg/hab/ano), que estão entre aqueles que apresentam o maior consumo per capita em todo o mundo, segundo dados da OIC - Organização Internacional do Café.

Morfologia da planta de café

Espécies de café

Existem inúmeras espécies de café cultivadas no mundo, mas no Brasil conhecemos apenas duas: o café Arábica (Coffea Arábica) e Café Robusto (Conillon). Cada espécie, por sua vez, tem um grande número de variedades e linhagens. O Arábica produz cafés de melhor qualidade, mais finos e requintados. Tem grãos de cor esverdeada, é cultivado em regiões com altitude acima de 800m e é originário do Oriente, de onde resulta seu nome (Etiópia, Yemem). O robusta é originário da África, tem um trato mais rude e pode ser cultivado ao nível do mar (altitudes mais baixas). Não possui sabores variados e refinados como o arábica, dizendo-se que tem um “sabor típico e único”. Sua acidez é mais baixa e, por ter mais sólidos solúveis, é utilizado intensamente nos cafés solúveis. Seu teor de cafeína é maior do que nos arábicas. O Coffea arábica é uma espécie de grande significado econômico para as Américas e demais regiões que a cultivam. Seu produto é de qualidade superior (aroma e sabor mais apreciados no mundo inteiro), e de maior aceitação em todos os mercados. Aproximadamente 75% da produção mundial exportável de café é desta espécie (TOLEDO & BARBOSA, 1997). É uma espécie tetraplóide com 2n = 4 cromossomos, auto-fértil, apresentando de 7 a 15% de fecundação cruzada, devido a insetos, ventos e outros agentes. No Brasil, as grandes lavouras formaram-se, a princípio, com sementes do café "Nacional" ou "Comum" (C. arábica I. variedade arábica), derivadas em parte da primeira leva de sementes introduzida no país.

O termo arábica é bastante usado para designar, não só os cultivares pertencentes à espécie C. arábica, como também o café produzido por todas as variedades desta espécie

(TOLEDO & BARBOSA, 1997).

O Coffea canephora é vulgarmente conhecida por "Robusta", é diplóide com 2n = 2 cromossomos e auto-fértil. Produz o café robusta, mundialmente conhecido. Devido a sua ampla distribuição geográfica na África, é capaz de adaptar-se a variadas condições climáticas. Apresenta um desenvolvimento inicial mais lento que o C. arábica, mas pode atingir até 5 metros de altura, nas regiões quentes e úmidas. Não se pode precisar com segurança, quando chegaram os primeiros exemplares ao Brasil. O robusta, atualmente faz concorrência aos cafés de maior qualidade, pois embora de qualidade inferior, vem tendo aceitação no mercado norte-americano e europeu em virtude do seu preço mais reduzido e emprego na indústria de café solúvel (TOLEDO & BARBOSA, 1997).

Café

A casca de café é oriunda da limpeza do café em coco, composta de epicarpo (casca), mesocarpo (polpa ou mucilagem) e endocarpo (pergaminho). A polpa é o resíduo da despolpa úmida do café cereja, composta de epicarpo e parte do mesocarpo (Matiello, 1991). As diferenças básicas entre esses materiais são de que a casca é obtida seca e contém o pergaminho, enquanto a polpa é úmida e não possui o pergaminho, pois este fica envolto no grão de café como forma de proteção. O pergaminho representa de 28,7 a 38,8% da casca; dependendo da variedade, é o componente fibroso com valores de FDN e FDA que variam de 75,7 a 89,3% e 62,3 a 80,8%,respectivamente, conforme a variedade (Teixeira, 1999). São poucos os trabalhos que abordam a morfologia e a anatomia do grão de café. O trabalho anatômico pioneiro realizado por DEDECCA (1957) mostra que o fruto cereja é constituído de casca ou exocarpo, mesocarpo, contendo a polpa e mucilagem e o grão, recoberto pelo pergaminho.

Raízes

O sistema radicular com raízes pivotantes, axiais, laterais e radicelas. A pivotante é a raíz central, seu comprimento máximo em uma planta adulta é de 50 a 60 cm. As laterais se originam da pivotante, e das laterais geralmente se desenvolvem as radicelas que (80-90%) se encontram nos primeros 30 cm do solo com um raio de 2 a 2,5 m a partir da base do tronco. As radicelas são muito importantes porque permitem a planta a absorção da água e nutrientes a partir do solo.

Caule

É lenhoso, ereto e de comprimento variável conforme o clima o tipo de solo, e as variedades comerciais (varía entre 2 a 5 m de altura). Numa planta adulta, a parte inferior é cilíndrica, porém na parte superior (ápice) é quadrangular e verde, com cantos arredondados. Apresenta a particulariedade de produzir três tipos de gemas que originam diferentes partes da planta: ramos ortotrópicos, plagotrópicos e as folha. Ramificações Ramificação Primária: Conhecida também como ramificação lateral, são opostas e alternas e dão origem as ramificações secundarias, que por sua vez, podem originar ramificações terciarias. Os ramos laterais têm um ponto apical de crescimento que vai formando novas folhas e entrenós. O número de entrenós pode variar de um ano para o outro e, consequentemente, as axilas que dão origem ao número de flores e de frutos.

Folhas

A lâmina da folha mede de 12 a 24 cm de comprimento por 5 a 12 de largura, variando da forma elíptica à lanceolada. Crescem em disposição oposta. Seu tamanho, cor e quantidade variam de acordo com a espécie e variedade. ]

Flor

Nas axilas das folhas se encontram as gemas florais, que se dividem em 2 a 6 ramificações curtas de 2 a 4 m terminando cada uma em uma flor. A flor é formada por cálice, corola, estames e pistilo. O cálice é pouco desenvolvido e se encontra assentado na base da flor. A corola é um tubo comprido, de forma cilíndrica na base que termina em cinco pétalas e mede de 6 a 12 m. Quando o botão floral não está aberto é de cor verde, conforme vai se abrindo vai ficando branco. Os estames são cinco e se encontram insertos no tubo da corola, alternando com as pétalas. Os estames são filamentos finos e sustentam as anteras compridas, as quais se abrem longitudinalmente quando estão maduras para liberar o pólen. As flores possuem um ovário súpero com dois óvulos formando assim o gineceu. A floração do café dura poucos dias. É induzida primeiro por dias curtos e, posteriormente, quando há umidade suficiente. O número de florações varia segundo o padrão de precipitação de uma região determinada. Quando se abre a flor, as anteras já liberaram grande quantidade de pólen, por esta razão, a autofecundação se da em alta porcentagem. Uma vez que o pólen alcança o óvulo, a fertilização se completa durante quatro a seis dias.

Fruto

O fruto maduro é uma drupa elipsoidal ligeiramente aplainada, cujos três eixos principais medem entre 12 e 18 m de comprimento, 8 a 14 m de largura e 7 e 10 m de espessura. O fruto é de superficie lisa e brilhante e de polpa fina. O fruto é formado por: Polpa (exocarpo e mesocarpo), o pergaminho (endocarpo), a película prateada, a semente (endosperma) e o embrião. Quando madura pode ser de cor vermelha ou amarela, dependendo da cultivar.

Semente

colmo

Seu principal componente é o endosperma, pois o embrião, que se encontra na parte basal é de tamanho muito reduzido. O endosperma é verde ou amarelado e forma uma prega que se inicia no sulco do lado plano. Está protegido por uma camada muito fina conhecida como película prateada e esta por sua vez está protegida pelo pergaminho. No fruto se distingue uma camada mais escura e densa denominada endosperma duro e uma mais clara, o emposderma suave. O embrião da semente mede de 1 a 2 m, formado por um hipocótilo e dois cotilédones. Ao germinar o embrião, o primeiro que brota é a radícula. O hipocótilo, ao crescer, levanta os cotilédones envoltos pelo pergaminho, a película prateada e os restos do endosperma duro que posteriormente se degeneram. Ao desaparecerem os envoltórios cotiledonares, os cotilédones se estendem horizontalmente e entre eles se desenvolve uma pequena gema que dá origem ao

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