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Boa Vista – R 2010

Projeto de proteção e combate a incêndio apresentado à Professora Draª Ofélia de Lira Carneiro Silva, da disciplina de Instalações Prediais.

Boa Vista – R 2010

LISTA DE FIGURASi
1. INTRODUÇÃO1
2. JUSTIFICATIVA2
3. REFERENCIAL TEÓRICO3
4. MEMORIAL DESCRITIVO E DE CÁLCULO12
5. CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS2
6. CONCLUSÃO25
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS26
Figura 1 - Organograma da brigada de incêndio14
Figura 2 - Sinalização da saída de emergência15
Figura 3 - Sinalização da escada de emergência15
Figura 4 - Sinalização do comando manual do alarme de incêndio15
Figura 5 - Sinalização dos extintores de incêndio16
Figura 6 - Sinalização do abrigo de mangueira de incêndio16
Figura 7 - Sinalização do hidrante de incêndio16

LISTA DE FIGURAS Figura 8 - Sinalização da válvula de controle do sistema de chuveiros automáticos ......... 16

1. INTRODUÇÃO

Inicialmente, antes de projetarmos um sistema de proteção e combate a incêndios, fazse necessário entendermos o que é um incêndio.

“Um Incêndio é uma ocorrência de fogo não controlado, que pode ser extremamente perigosa para os seres vivos e as estruturas. A exposição a um incêndio pode produzir a morte, geralmente pela inalação dos gases, ou pelo desmaio causado por eles, ou posteriormente pelas queimaduras graves” (Wikipédia).

Já a proteção contra incêndios deve ser entendida como o conjunto de medidas para a detecção e controle do crescimento do incêndio e sua conseqüente contenção ou extinção.

Os objetivos da prevenção são: a. A garantia da segurança à vida das pessoas que se encontrarem no interior de um

b. A prevenção da conflagração e propagação do incêndio, envolvendo todo o edifício;

edifício, quando da ocorrência de um incêndio; c. A proteção do conteúdo e a estrutura do edifício; e d. Minimizar os danos materiais de um incêndio.

2. JUSTIFICATIVA

O projeto de proteção e combate a incêndio em uma edificação é de suma importância, haja vista que é através deste, que em um possível incêndio será evitado e, além, em ocorrendo o incêndio, o mesmo poderá ser combatido de forma ideal, obviamente, se o dimensionamento foi realizado seguindo todas as normas do Corpo de Bombeiros Militar do estado de Roraima.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1. Terminologia 1. Abafamento: Método de extinção de incêndio destinado a impedir o contato do ar atmosférico com o combustível e a liberação de gases ou vapores inflamáveis. 2. Abandono de edificação: Retirada organizada e segura da população usuária de uma edificação conduzida à via pública ou espaço aberto, ficando em local seguro. 3. Abertura desprotegida: Porta, janela ou qualquer outra abertura não dotada de vedação com o exigido índice de proteção ao fogo, ou qualquer parte da parede externa da edificação com índice de resistência ao fogo menor que o exigido para a face exposta da edificação. 4. Abrigo: Compartimento, embutido ou aparente, dotado de porta, destinado a armazenar mangueiras, esguichos, carretéis e outros equipamentos de combate a incêndio, capaz de proteger contra intempéries e danos diversos. 5. Acesso: Caminho a ser percorrido pelos usuários do pavimento ou do setor, constituindo a rota de saída horizontal, para alcançar a escada ou rampa, área de refúgio ou descarga para saída do recinto do evento. Os acessos podem ser constituídos por corredores, passagens, vestíbulos, balcões, varandas e terraços. 6. Acesso de bombeiros: Área da edificação que proporcione facilidade de acesso, em caso de emergência para o bombeiro. 7. Acesso para viaturas e emergência: Vias trafegáveis com prioridade para a aproximação e operação dos veículos e equipamentos de emergência juntos às edificações e instalações industriais.

8. Agente extintor: Produto utilizado para extinguir o fogo. 9. Alívio de emergência: Aquele capaz de aliviar a pressão interna quando submetido ao calor irradiado que resulta de incêndio ao seu redor. 10. Alarme de incêndio: Aviso de um incêndio, sonoro e/ou luminoso, originado por uma pessoa ou por um mecanismo automático, destinado a alertar as pessoas sobre a existência de um incêndio em determinada área da edificação. 1. Altura ascendente: Medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível da descarga, sob a projeção do parâmetro externo da parede da edificação, ao ponto mais baixo do nível do piso do pavimento mais baixo da edificação (subsolo). 12. Altura da edificação: Medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível de descarga, sob a projeção do paramento externo da parede da edificação, ao piso do último pavimento, excluindo-se áticos, casas de máquinas, barrilete, reservatórios de água e assemelhados. Nos casos onde os subsolos tenham ocupação distinta de estacionamento de veículos, vestiários e instalações sanitárias ou respectivas dependências sem aproveitamento para quaisquer atividades ou permanência humana, a mensuração da altura será a partir do piso mais baixo do subsolo ocupado (ver art. 20 da Lei Complementar nº 82 de 17 de dezembro de 2004). 13. Análise preliminar de risco: Estudo prévio sobre a existência de riscos, elaborado durante a concepção e o desenvolvimento de um projeto ou sistema. 14. Área protegida: Área dotada de equipamento de proteção e combate a incêndio.

15. Barreiras de proteção: Dispositivos que evitam a passagem de gases, chamas ou calor de um local ou instalação para outro contíguo. 16. Botoeira de alarme: Dispositivo destinado a dar um alarme em um sistema de segurança contra incêndio, pela interferência do elemento humano. 17. Brigada de incêndio: Grupo organizado de pessoas, voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção, abandono da edificação, combate a um princípio de incêndio e prestar os primeiros socorros, dentro de uma área preestabelecida. 18. Carga de incêndio: Soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis contidos em um espaço, inclusive o revestimento das paredes, divisórias, pisos e tetos. 19. Carga de incêndio específica: Valor da carga de incêndio dividido pela área de piso do espaço considerado, expresso em Megajoule (MJ) por metro quadrado (m2 ).

20. Chama: Zona de combustão na fase gasosa, com emissão de luz. 21. Chuveiro automático: Dispositivo hidráulico para extinção ou controle de incêndios que funciona automaticamente quando seu elemento termo-sensível é aquecido à sua temperatura de operação ou acima dela, permitindo que a água seja descarregada sobre uma área específica. 2. Classes de incêndio: Classificação didática na qual se definem fogos de diferentes naturezas. Adotada no Brasil em quatro classes: fogo classe A, fogo classe B, fogo classe C e fogo classe D.

23. Combate a incêndio: Conjunto de ações táticas destinadas a extinguir ou isolar o incêndio com uso de equipamentos manuais ou automáticos. 24. EFE: Extrato formador de espuma. 25. Esguicho: Dispositivo adaptado na extremidade das mangueiras, destinado a dar forma, direção e controle ao jato, podendo ser do tipo regulável (neblina ou compacto) ou de jato compacto. 26. Fogo: é uma reação química de oxidação (processo de combustão), caracterizada pela emissão de calor, luz e gases tóxicos. Para que o fogo exista, é necessário a presença de quatro elementos: combustível, comburente (normalmente o Oxigênio), calor e reação em cadeia. 27. Fogo classe A: Fogo em materiais combustíveis sólidos, que queimam em superfície e profundidade, deixando resíduos. 28. Fogo classe B: Fogo em líquidos e gases inflamáveis ou combustíveis sólidos, que se liquefazem por ação do calor e queima somente em superfície. 29. Fogo classe C: Fogo em equipamentos de instalações elétricas energizadas. 30. Fogo classe D: Fogo em metais pirofóricos. 31. Fumaça (“smoke”): Partículas de ar transportadas na forma sólida, líquida e gasosa, decorrente de um material submetido a pirólise ou combustão, que juntamente com a quantidade de ar que é conduzida, ou de qualquer outra forma, misturada formando uma massa.

32. Hidrante: Ponto de tomada de água onde há uma (simples) ou duas (duplo) saídas contendo válvulas angulares com seus respectivos adaptadores, tampões, mangueiras de incêndio e demais acessórios. 3. Hidrante de coluna: Aparelho ligado à rede pública de distribuição de água, que permite a adaptação de bombas e/ou mangueiras para o serviço de extinção de incêndios. 34. Hidrante de parede: Ponto de tomada de água instalado na rede particular, embutido em parede, podendo estar no interior de um abrigo de mangueira. 35. Ignição: Iniciação da combustão. 36. Iluminação de emergência: Sistema que permite clarear áreas escuras de passagens, horizontais e verticais, incluindo áreas de trabalho e áreas técnicas de controle de restabelecimento de serviços essenciais e normais, na falta de iluminação normal. 37. Incêndio: é o fogo sem controle, intenso, o qual causa danos e prejuízos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio. 38. Isolante térmico: Material com característica de resistir à transmissão do calor, impedindo que as temperaturas na face não exposta ao fogo superem determinados limites. 39. Ocupação: Atividade ou uso da edificação. 40. Parede corta-fogo de isolamento de risco: Elemento construtivo que, sob a ação do fogo, conserva suas características de resistência mecânica. É estanque à propagação da chama e proporciona um isolamento térmico tal que a temperatura medida sobre a superfície não exposta não ultrapasse 140ºC durante um determinado período de

tempo. Não possui abertura(s) e deve ultrapassar um metro acima dos telhados ou das coberturas quando possuírem materiais combustíveis em seus elementos construtivos. 41. Porta corta-fogo (PCF): Dispositivo construtivo (conjunto de folha(s) de porta, marco e acessórios) com tempo mínimo de resistência ao fogo, instalado nas aberturas da parede de compartimentação e destinado à circulação de pessoas e de equipamentos. É um dispositivo móvel que, vedando aberturas em paredes, retarda a propagação do incêndio de um ambiente para outro. Quando instaladas nas escadas de segurança, possibilitam que os ocupantes das edificações atinjam os pisos de descarga com as suas integridades físicas garantidas. Deve atender às exigências de resistência mecânica, estanqueidade e isolamento térmico. 42. Prevenção de incêndio: Conjunto de medidas que visam: a evitar o incêndio; a permitir o abandono seguro dos ocupantes da edificação e áreas de risco; a dificultar a propagação do incêndio; a proporcionar meios de controle e extinção do incêndio e a permitir o acesso para as operações do Corpo de Bombeiros. 43. Processo de segurança contra incêndio: Documentação que contém os elementos formais exigidos pelo CBMRR na apresentação das medidas de segurança contra incêndio de uma edificação e áreas de risco que devem ser projetadas para avaliação em análise técnica. 4. Reserva de incêndio: Volume de água destinado exclusivamente ao combate a incêndio.

45. Segurança contra incêndio: Conjunto de ações e recursos, internos e externos à edificação e áreas de risco, que permitem controlar a situação de incêndio. 46. Sinalização de emergência: Conjunto de sinais visuais que indicam, de forma rápida e eficaz, a existência, a localização e os procedimentos referentes a saídas de emergência, equipamentos de segurança contra incêndios e riscos potenciais de uma edificação ou áreas relacionadas a produtos perigosos. 47. Sistema de chuveiros automáticos: Para fins de proteção contra incêndio, consiste de um sistema integrado de tubulações, alimentado por uma ou mais fontes de abastecimento automático de água. A parte do sistema de chuveiros automáticos acima do piso consiste de uma rede de tubulações, dimensionada por tabelas ou por cálculo hidráulico, instalada em edifícios, estruturas ou áreas, normalmente junto ao teto, à qual são conectados chuveiros segundo um padrão regular. A válvula que controla cada coluna de alimentação do sistema deve ser instalada na própria coluna ou na tubulação que a abastece. Cada coluna de alimentação de um sistema de chuveiros automáticos deve contar com um dispositivo de acionamento de alarme. O sistema é normalmente ativado pelo calor do fogo e descarrega água sobre a área de incêndio em uma densidade adequada para extinguí-lo ou controlá-lo em seu estágio inicial. 48. Sistema de hidrantes ou de mangotinhos: Conjunto de dispositivos de combate a incêndio composto por reserva de incêndio, bombas de incêndio (quando necessário), rede de tubulação, hidrantes ou mangotinhos e outros acessórios descritos nesta norma.

3.2. Meios de combate ao incêndio

3.2.1. Extintores portáteis e Extintores sobre rodas (carretas)

O extintor portátil é um aparelho manual, constituído de recipiente e acessório, contendo o agente extintor, destinado a combater princípios de incêndio.

O extintor sobre rodas (carreta) também é constituído em um único recipiente com agente extintor para extinção do fogo, porém com capacidade de agente extintor em maior quantidade.

As previsões destes equipamentos nas edificações decorrem da necessidade de se efetuar o combate ao incêndio imediato, após a sua detecção, em sua origem, enquanto são pequenos focos.

Além disso, os preparativos necessários para o seu manuseio não consomem um tempo significativo, e conseqüentemente, não inviabilizam sua eficácia em função do crescimento do incêndio.

Os extintores portáteis e sobre rodas podem ser divididos em cinco tipos, de acordo com o agente extintor que utilizam: a. Água; b. Espuma mecânica; c. Pó químico seco; d. Bióxido de carbono; e e. Halon.

Esses agentes extintores se destinam a extinção de incêndios de diferentes naturezas. A quantidade e o tipo de extintores portáteis e sobre rodas devem ser dimensionados para cada ocupação em função: a. Da área a ser protegida; b. Das distâncias a serem percorridas para alcançar o extintor; e

c. Dos riscos a proteger (decorrente de variável “natureza da atividade desenvolvida ou equipamento a proteger”).

3.2.2. Sistema de hidrantes

É um sistema de proteção ativa, destinado a conduzir e distribuir tomadas de água, com determinada pressão e vazão em uma edificação, assegurando seu funcionamento por determinado tempo.

Sua finalidade é proporcionar aos ocupantes de uma edificação, um meio de combate para os princípios de incêndio no qual os extintores manuais se tornam insuficientes.

3.2.3. Sistema de Mangotinhos

Os mangotinhos apresentam a grande vantagem de poder ser operado de maneira rápida por uma única pessoa. Devido a vazões baixas de consumo, seu operador pode contar com grande autonomia do sistema.

Por estes motivos os mangotinhos são recomendados pelos bombeiros, principalmente nos locais onde o manuseio do sistema é executado por pessoas não habilitadas (Ex.: uma dona de casa em um edifício residencial).

3.2.4. Sistema de chuveiros automáticos ("sprinklers").

O sistema de chuveiros automáticos é composto por um suprimento d’água em uma rede hidráulica sob pressão, onde são instalados em diversos pontos estratégicos, dispositivos de aspersão d’água (chuveiros automáticos), que podem ser abertos ou conter um elemento termo- sensível, que se rompe por ação do calor proveniente do foco de incêndio, permitindo a descarga d’água sobre os materiais em chamas.

O sistema de chuveiros automáticos para extinção a incêndios possui grande confiabilidade, e se destina a proteger diversos tipos de edifícios.

3.2.5. Brigada de Incêndio

O dimensionamento da Brigada de Incêndio deve atender às especificações contidas nas normas técnicas adotadas pelo Corpo de Bombeiros, por meio de Norma Técnica.

A população do edifício deve estar preparada para enfrentar uma situação de incêndio, quer seja adotando as primeiras providências no sentido de controlar o incêndio e abandonar o edifício de maneira rápida e ordenada.

Para isto ser possível é necessário como primeiro passo, a elaboração de planos para enfrentar a situação de emergência que estabeleçam em função dos fatores determinantes de risco de incêndio, as ações a serem adotadas e os recursos materiais e humanos necessários. A formação de uma equipe com este fim específico é um aspecto importante deste plano, pois permitirá a execução adequada do plano de emergência.

Essas equipes podem ser divididas em duas categorias, decorrente da função a exercer: a. Equipes destinadas a propiciar o abandono seguro do edifício em caso de incêndio; e b. Equipe destinada a propiciar o combate aos princípios de incêndio na edificação.

4. MEMORIAL DESCRITIVO E DE CÁLCULO

Antes de escolhermos o sistema de proteção e combate a incêndio para o nosso prédio, faz-se necessário primeiro classificar o mesmo e verificarmos a carga de incêndio da estrutura.

De posse da tabela 1 do anexo A da Norma NT 14, temos: 1. Ocupação/ uso: serviços profissionais, pessoais e técnicos;

2. Descrição: escritórios; 3. Divisão: D-1; 4. Carga de incêndio: 700 MJ/m².

Em termos do risco da ocupação do nosso edifício, o mesmo é classificado como de Risco leve, por se tratar de um prédio de escritórios.

4.1. Saídas de emergência

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