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Sistema endócrino



Hormônios
Conceitos gerais de endocrinologia
Hormônio (grego = hormao = excitar).
Sistema endócrino e o sistema nervoso – meios de transmissão de informações entre diferentes células e tecidos do organismo.
Endócrino X exócrino
Hormônio – ações mediadas pelas ligações a receptores – são efetores alostéricos.
Para o controle da função corporal existem dois sistemas:
Sistema nervoso: secreta neurotransmissores nas junções sinápticas o que desencadeia o impulso nervoso para a regulação das funções.
Sistema endócrino: secretos hormônios através de glândulas na corrente sanguínea e estes chagam as células alvo onde desempenham sua função de controle.
Ambos os sistemas citados acima atuam em conjunto para o controle das funções corporais.
SISTEMA ENDÓCRINO
A hipófise, o hipotálamo, a tireóide, as supra-renais, o pâncreas e as gônadas (ovários e testículos) são os órgãos principais que formam o sistema endócrino.
SISTEMA ENDÓCRINO
ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO
A tireóide produz hormônios T3 (ou tri-iodotironina) e T 4 (ou tiroxina); é uma pequena glândula, situada na região anterior do pescoço, em frente a passagem do ar (traquéia) e abaixo do pomo-de-Adão. Esses hormônios são responsáveis pelo controle do metabolismo. A função do pâncreas, glândula localizada atrás do estômago, é auxiliar na manutenção dos níveis normais de glicose no sangue através da insulina e do glucagon.
ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO
ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO
ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO
PANCREAS
ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO
A hipófise possui uma função complexa e essencial para o bem-estar geral da pessoa. Divide-se em duas partes:
Anterior (ou adeno hipófise) e a posterior (ou neuro-hipófise) é responsável pela produção dos hormônios prolactina, hormônio do crescimento, hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), hormônio estimulador da tireóide (TSH), hormônio luteinizante (LH), hormônio folículo estimulante (FSH).
A hipófise posterior armazena e secreta os hormônios ocitocina e o hormônio Anti-Diurético.
ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO
ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO
As supra-renais localizam-se acima dos rins e produz os hormônios cortisol, Aldosterona, Andrógenos adrenais, adrenalina e noradrenalina. O hipotálamo é localizado acima da hipófise e produz hormônios que atuam diretamente na mesma, para estimular ou inibir a liberação dos hormônios hipofisários.
SUPRA-RENAIS
HIPOTÁLOMO
ONDE É PRODUZIDO CADA HORMÔNIO
Os ovários são responsáveis pela produção do estrógeno e a progesterona, os dois hormônios sexuais, femininos mais importantes.
Os testículos produzem o hormônio sexual masculino, testosterona.
TESTÍCULO
OVÁRIO
Classificação química dos hormônios
Derivados de várias classes de componentes usados pelo organismo com propósitos funcionais gerais.
Derivados de aminoácidos, colesterol, fosfolipídios.
Tipos de hormônios
Tipos de hormônios
Em termos gerais:
- Peptídeos ou proteínas: derivados de aminoácidos.
- Esteróides: derivados do colesterol.
- Eicosanóides: (fosfolipídios).
Classe de ação hormonal
Classificados de acordo com a ação que mediam.
- Glicocorticóides: regulação dos carboidratos.
- Mineralocorticóides: regulação dos sais.
- Hormônios tróficos:gonadotrofinas.
Pelo nome da glândula:
Paratormônio.
Ação dos hormônios
Efeito no desenvolvimento fetal.
Crescimento celular.
Efeitos no SNC.
Efeitos no metabolismo.
Efeito na função cardiovascular e renal.
Efeitono metabolismo mineral e na água.
Efeito na função esquelética.
Efeito na função reprodutiva.
Síntese, armazenamento e secreção
Componentes subcelulares da síntese, armazenamento e secreção.
- RER
- Golgi
- Vesículas secretoras
- Mitocôndrias
Síntese, armazenamento e secreção
A maioria das proteínas e hormônios peptídicos requerem a transição de um único gene, entretanto, as subunidades α e β dos hormônios glicoprotêicos (TSH, LH e FSH) são derivados de genes diferentes.
- As subunidades β são melhores marcadores.
Síntese, armazenamento e secreção
Uma vez que as proteínas e hormônios peptídicos são armazenados em grânulos secretores, é necessário para sua síntese ocorrer o empacotamento em estruturas especializadas.
Síntese, armazenamento e secreção
Dentro do retículo endoplasmático, a proteína passa para o complexo de golgi por fusão de vesículas nas quais os hormônios começam a ser clivados por ação de peptidases até tornar-se biologicamente ativo.
Síntese, armazenamento e secreção
Frequentemente são co-secretados fragmentos do hormônio ativo.
A síntese de hormônios esteróides ocorre nas mitocôndrias e retículo endoplasmático rugoso e não requer expressão de gene imediata.
Requer a presença de enzimas espécíficas que convertem colesterol no esteróide apropriado.
São expressadas enzimas diferentes para esteróides diferentes, e a expressão é controlada através de hormônios tróficos.
Síntese, armazenamento e secreção
Os hormônios derivados das aminas, como as catecolaminas, melatonina, e serotonina são formadas por modificações da cadeia lateral de uma tirosina ou do triptofano, enquanto a família dos eicosanóides é formada por fosfolipídios.
Transporte Hormonal no Sangue
Hormônios peptídicos e protéicos – são muito hidrofílicos – não precisam de transportadores.
Hormônios esteróides e tireodianos – solubilidade reduzida – circulam ligados a proteínas plasmáticas.
Transporte Hormonal no sangue
Os hormônios esteróides e tireoidianos são menos solúveis em solução aquosa que os hormônios protêicos e mais de 90% circulam no sangue complexados a sais ou proteínas plasmáticas específicas ou a albumina. Hormônios complexados e livre estão em equilíbrio.
Transporte hormonal no sangue
Geralmente é aceito que os hormônios livres são biologicamente ativos e o hormônio complexado provê um reservatório circulante.
Mais recentemente foi sugerido que as globulinas específicas não sejam apenas transportadores passivos, mas podem interagir com receptores de membrana e iniciar uma rota de transdução notável.
Transporte hormonal no sangue
A maioria das proteínas carregadoras são sintetizadas no fígado, e alterações nas concentrações no soro destas proteínas altera as concentrações séricas totais de um hormônio complexado, mas pode ter muito menos efeito nas concentrações de hormônio livre.
Metabolismo dos hormônios
Conversão metabólica – perda de atividade hormonal.
Podem ocorrer no tecido-alvo, fígado e rins – eliminação pela urina.
Reações catalisadas por enzimas – reações de redução e/ou conjugação.
Taxa de eliminação alterada por vários fatores.
Regulação da secreção hormonal
Tireóide
Tireóide
Localizada imediatamente abaixo da laringe, consiste de dois lobos de tecido endócrino fixados entre sí por um istmo.
Função de secretar hormônios tireoidianos que atuam no metabolismo global na maioria dos tecidos.
As células que secretam os hormônios da tireóide são chamadas de folículos
Tireóide
Cada folículo é composto de uma camada de células em sua periferia, circundado de uma luz cheia de um colóide, que serve de reservatório para os hormônios da tireóide.
Biossíntese
O primeiro hormônio a ser descoberto foi a tetraiodotironina (tiroxina = T4).
Subsequentemente reconheceu-se outros hormônios, a triiodotironina (T3), mais potente que a T4, e o T3r (T3 reversa), que não exerce efeito biológico e praticamente não é secretado pela glândula.
Biossíntese
A maior parte do reservatório de iodo está localizada na tireóide.
Função normal da tireóide depende da dieta (50µg/dia).
A maior parte é ingerida como iodo orgânico.
A quantidade perdida nas fezes é absorvida nos intestinos e é convertida em iodeto.
Outra parte é eliminada pela urina.
Ingredientes básicos: iodeto e o AA tirosina.
Primeiramente o resíduo de tirosina é iodado para formar o MIT e o DIT, a partir destes é formado o T3 e o T4.
A reação necessita uma tireoperoxidase (enzima) e um oxidante (peróxido de hidrogênio).
A reação necessita uma tireoperoxidase (enzima) e um oxidante (peróxido de hidrogênio).
O produto da reação fixa-se ao tirosil armazenado na tireoglobulina (TG) formando o MIT que, em seguida é iodada novamente e fornece o DIT.
- DIT + DIT = T4
- DIT+ MIT = T3
Até o momento de serem liberados são armazenados na TG.
Proteínas envolvidas na ligação dos hormônios da tireóide
T4
- Globulina fixadora da tireoxina (TBG) – 55%
- Albumina – 35%
- Pré-albumina fixadora da tireoxina (TBPA) – 9,97%
- TOTAL = 99,97%
- 0,03% = T4 livre.
T3
- Globulina fixadora da tireoxina (TBG) – 65%
- Albumina – 34,7%
- TOTAL = 99,7%
- T3 livre = 0,3%
Ações dos hormônios tireoidianos
Efeito calorigênico = elevação do consumo de oxigênio.
Metabolismo energético = aumento da absorção intestinal de glicose, aumento da lipólise, baixa do colesterol e aumento da síntese protêica necessária para o crescimento somático.
Efeito simpaticomimético = interação entre o sistema colinérgico.
Sistema cardiovascular = aumento da frequência e força da contração cardíaca por aumento da resposta do coração às catecolaminas.
Sistema nervoso.
Sistema digestivo.
Regulação
Fatores que afetam diretamente:
- TSH
- Imunoglobulinas estimulantes da tireóide.
- Iodo.
Distúrbio da tireóide
Hipertireoidismo
Hipotireoidismo
Diagnóstico de Hipotireoidismo primário
Provas laboratoriais
Dosagens de níveis hormonais:
- T4 total, T4 livre, T3 total, TSH, TRAb, TG, Anti-TPO, anti-TIG.
- Prova de estímulo do TSH.
- Estímulo com TRH.
Prova de estímulo de TSH
Dose e tempos de coleta
- Colher amostra basal (tempo zero). Administrar 10µg/kg de peso em aplicação EV (ou 200µg por 1,7m2 de superfície corporal. Colher amostras nos tempos 30,60, 90 e 120.
Prova de estímulo de TSH
Resposta normal
- Basal – de 0,10 a 9,00µUl/ml.
- Pico de TSH entre 20 a 40µUl/ml.
- A resposta será normal quando o TSH tiver um aumento de 10µUl/ml.
Hormônios da tireóide em outros fluidos biológicos e tecidos
Urina
Líquido amniótico.
Líquor
Leite
Tecidos
- Fígado, rins e músculos.
HIPERTIREOIDISMO
HIPERTIREOIDISMO É UMA SÍNDROME CLÍNICA QUE RESULATA DA HIPERFUNÇÃO DA TIREÓIDE
TIREOTOXICOSE QUALQUER EXCESSO DE HORMÔNIO TIREOIDEANO
HIPERTIREOIDISMO SUB CLÍNICO
CAUSAS COMUNS
BÓCIO DIFUSO TÓXICO (BASEDOW-GRAVES)
BÓCIO UNI NODULAR TÓXICO
BÓCIO MULTI NODULAR TÓXICO
CAUSAS RARAS
INGESTÃO DE HORMÔNIO TIREOIDEANO
ASSOCIADO À TIREOIDITES
CARCINOMA FOLICULAR
TUMORES DE HIPÓFISE QUE PRODUZEM TSH
ASSOCIADO A TUMORES MALIGNOS: MOLA, CORIOCARCINOMA
QUADRO CLÍNICO DO HIPERTIREOIDISMO
PELE: QUENTE, ÚMIDA, ERITEMA
PALMAR, VITILIGO (BG), CABELOS
FINOS E FRIÁVEIS
UNHAS: ONICÓLISE (BG)
OLHOS: RETRAÇÃO PÁLPEBRA
SUPERIOR,OLHAR BRILHANTE
TREMOR PALPEBRAL
OFTALMOPATIA ( BG)
CÁRDIO VASCULAR
- TAQUICARDIA – PALPITAÇÕES
- FIBRILAÇÃO ATRIAL
- ICC COM POUCA RESPOSTA AO
TRATAMENTO
GASTRO INTESTINAL
- POLIFAGIA - EMAGRECIMENTO
- ANOREXIA EM IDOSOS
- DIARRÉIA
- ACLORIDRIA GÁSTRICA
- HEPATITE CRÔNICA ATIVA (BG)
SISTEMA NERVOSO
- NERVOSISMO, LABILIDADE
EMOCIONAL,CHORO FÁCIL
- HIPERCINESIA, INQUIETAÇÃO
- HIPER-REFLEXIA
- DIMINUIÇÃO DA ATENÇÃO
- INSÔNIA
- REAÇÕES MANÍACAS DEPRESSIVAS
- TIREOTOXICOSE APÁTICA (IDOSOS)
SISTEMA MUSCULAR
- FRAQUEZA, FATIGABILIDADE
- FRAQUEZA DA MUSCULATURA
PROXIMAL
- 3-5% DOS MIASTÊNICOS: TEM BG
- 1% DOS BG DESENVOLVEM
MIASTENIA
SISTEMA ESQUELÉTICO
- AUMENTA A EXCREÇÃO DE CÁLCIO
- DESMINERALIZAÇÃO → FRATURAS
- HIPERCALCEMIA
- DIMINUIÇÃO DO PTH
SISTEMA HEMATOPOIÉTICO
- AUMENTA ERITROPOIETINA
- LINFOCITOSE
- ANEMIA PERNICIOSA (BG)
- ESPLENOMEGALIA
- AUMENTO DO TIMO
- AUMENTO DE LINFONODOS
SISTEMA REPRODUTOR
- INICIALMENTE AUMENTO DA LIBIDO
E POSTERIORMENTE DIMINUIÇÃO
- ALTERAÇÃO MENSTRUAL
- DIMINUIÇÃO DA FERTILIDADE
- MAIOR INCIDÊNCIA DE ABORTOS
- EM HOMENS: GINECOMASTIA
ALTERAÇÕES METABÓLICAS:
- AUMENTA CATABOLISMO PROTEICO
- ALTERA O TESTE DE TOLERÂNCIA À
GLICOSE
- AUMENTA A EXCREÇÃO BILIAR DE
COLESTEROL
DOENÇA DE BASEDOW-GRAVES
É A CAUSA MAIS COMUM DE HIPERTIREOIDISMO (MAIS DE 70%)
ACOMETE CERCA DE OITO VEZES MAIS AS MULHERES
PRINCIPALMENTE ENTRE 20–50 ANOS
DOENÇA DE BASEDOW GRAVES
É UMA DOENÇA AUTO IMUNE
PODE SE ASSOCIAR COM OUTRAS ENFERMIDADES AUTO IMUNES
HÁ INFLUÊNCIA GENÉTICA
FATORES AMBIENTAIS:
- PERÍODO PÓS PARTO
- INGESTÃO EXCESSIVA DE IODO
- USO DE LÍTIO
- SUSPENSÃO DE TERAPIA COM
CORTICÓIDES
DOENÇA DE BASEDOW-GRAVES
ALGUM FATOR AMBIENTAL PODE DESENCADEAR EM INDIVÍDUOS GENÈTICAMENTE PREDISPOSTOS ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS T
LINFÓCITOS B PRODUZEM ANTICORPOS CONTRA O RECEPTOR DO TSH - TRab
NA DOENÇA DE BASEDOW-GRAVES OS TRab SÃO DE TIPO ESTIMULANTE
OFTALMOPATIA DE GRAVES
OCORRE EM 25 – 50 % DOS CASOS
BILATERAL (10% UNILATERAL)
PODE SURGIR ANTES,DURANTE OU APÓS O QUADRO DE HIPERTIREOIDISMO
TEM DUAS FASES
INFLAMATÓRIA INICIALMENTE
FIBROSE
OFTALMOPATIA DE GRAVES
EDEMA, INFILTRAÇÃO DE LINFÓCITOS E MACRÓFAGOS, ACÚMULO DE GLICOSAMINOGLICANOS NOS MUSCULOS EXTRÍNSECOS OCULARES E EM OUTROS COMPONENTES DA ÓRBITA AUMENTANDO SEU VOLUME E PROJETANDO O GLOBO OCULAR
OFTALMOPATIA DE GRAVES MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
LACRIMEJAMENTO, SENSAÇÃO DE CORPO ESTRANHO,FOTOFOBIA
QUEMOSE, EDEMA PERI ORBITÁRIO
ÚLCERAS DE CÓRNEA
DIPLOPIA
COMPRESSÃO DO NERVO ÓPTICO PODE LEVAR À CEGUEIRA
TRATAMENTO DO HIPERTIREOIDISMO
CLÍNICO
IODO RADIOATIVO
CIRURGIA
TRATAMENTO DA DOENÇA DE BASEDOW-GRAVES
ANTI-TIREOIDEANOS POR 1,5 a 2 anos
- PROPILTIOURACIL:
DOSE INICIAL 300 – 600 mg/dia
- METIMAZOL
DOSE INICIAL 30- 60 mg/dia
PODE SER USADO EM DOSE ÚNICA
TRATAMENTO DA DOENÇA DE BASEDOW-GRAVES
BETA BLOQUEADORES
USO DE HORMÔNIO TIREOIDEANO
USO DO IODO RADIOATIVO
LEVA À HIPOTIREOIDISMO
CONTRA INDICADO NA GESTAÇÃO
TRATAMENTO DA OFTALMOPATIA DE GRAVES
EVITAR HIPOTIREOIDISMO
ÓCULOS PROTETOR SOLAR
CURATIVOS OCLUSIVOS À NOITE
COLÍRIOS LUBRIFICANTES
DIURÉTICOS TIAZÍDICOS
CORTICOSTERÓIDES (120 mg PREDNISONA)
RADIOTERAPIA DA ÓRBITA
CIRURGIA
HIPERTIREOIDISMO NO IDOSO
SINTOMATOLOGIA INSIDIOSA
FREQUENTEMENTE EM PORTADORES DE BÓCIOS MULTI NODULARES
MUITAS VEZES ASPECTO APÁTICO
ANOREXIA COM EMAGRECIMENTO
MANIFESTAÇÕES CARDÍACAS
MIOPATIA
HIPERTIREOIDISMO E GESTAÇÃO
GESTANTE PODE TER SINTOMAS QUE SIMULEM HIPERTIREOIDISMO
T3 TOTAL E T4 TOTAL ESTÃO AUMENTADOS
VALORIZAR SEMPRE O T4 LIVRE
NÃO USAR PROVAS COM IODO 131
HIPERTIREOIDISMO E GESTAÇÃO
HIPERTIREOIDISMO TRANSITÓRIO
↑ HCG → ESTIMULA A TIREÓDE LEVANDO
↑ T4 → ↓ TSH
TRATAMENTO:
- PREFERIR PROPILTIOURACIL EM
DOSES MENORES
- NÃO LEVAR A HIPOTIREOIDISMO
- CIRURGIA NO SEGUNDO SEMESTRE
Hipotiroidismo
Síndrome clínica resultante produção ou ação deficiente dos hormônios tiroidianos lentificação generalizada dos processos metabólicos
Pode ser primário,
secundário
terciário
Etiologias
Tiroidite de Hashimoto
Tiroideites subagudas
Tiroidite pós –parto
Tiroidite de Riedel
Tratamento de hipertiroidismo
RT do pescoço
Deficiência grave de Iodo
Disormonogênese congênita
Uso de drogas (PTU; MMI ; iodo; lítio; amiodarona; )
Hipotiroidismo
Raramente o hipotiroidismo pode ser decorrente de uma resistência generalizada aos hormônios tiroidianos, causada por mutações nos seus receptores (cerca de 1000 casos descritos na literatura)
Hipotiroidismo
prevalência em mulheres 10%
com aumento nas pacientes com mais de 75 anos
Hipotiroidismo central: prevalência de 0,005%
Hipotiroidismo congênito ocorre em
1: 4000 - 5000 RN
Quadro Clínico
astenia,
sonolência,
intolerância ao frio,
pele seca e descamativa,
voz arrastada,
hiporreflexia,
edema facial,
anemia
bradicardia
Hipotiroidismo
Muitos pacientes são assintomáticos ou oligossintomáticos
parestesias em braços e pernas
redução do apetite, porém 2/3 dos pacientes apresentam ganho ponderal (retenção hídrica)
Ao contrário do que comumente se acredita, obesidade não faz parte do quadro clínico do hipotiroidismo
Manifestações Oftalmológicas, Neurológicas e Psiquiátricas
cefaléia, tontura, zumbido, astenia, fala lenta, hiporreflexia profunda, alterações vestibulares, déficits cognitivos, distúrbios visuais, deficiência auditiva, parestesias
Sintomas de depressão comuns:
Raramente: agitação intensa
Risco aumentado de glaucoma
Sistema Cardiovascular
Bradicardia ( a despeito da anemia)
↓ Débito cardíaco
Resistência vascular periférica aumentada
Hipofonese de bulhas
↓ Voltagem QRS
Cardiomegalia (derrame pericárdico)
Sistema Digestivo
Anorexia, constipação, distensão gasosa (retardo no esvaziamento gástrico e lentificação do trânsito intestinal)
Completa acloridria ocorre em mais de 50% dos pacientes
Macroglossia é manifestação tardia
Ascite é rara
Sistema Respiratório
Respirações lentas e rasas
Respostas alteradas à hipercapnia ou hipóxia
Dispnéia presente em 50% dos pacientes
Derrame pleural
Apnéia do sono obstrutiva
Sistema Musculoesquelético
Fadiga muscular generalizada, mialgias, cãibras
Artralgias
Derrames articulares
Síndrome do túnel do carpo
Pseudogota
Manifestações Renais e Distúrbios Eletrolíticos
↑creatinina, ácido úrico e magnésio
Proteinúria discreta (↑ transdução capilar de proteínas)
Sistema Reprodutivo
Irregularidades menstruais: oligomenorréia, amenorréia primária ou secundária e, sobretudo, metrorragia)
Anovulação → Infertilidade
Reduçaõ da libido
Disfunção erétil, oligospemia
Hiperprolactinemia leve a moderada (↓100ng/mL) está presente em 40-50% dos pacientes com hipotiroidismo primário.
Sistema Hematopoético
Anemia leve a moderada (32-84%): normocítica ou macrocítica por absorção deficiente de vitamina B12 ou pela presença de anemia perniciosa vista em até 14% dos pacientes (Ac anti-célula parietal). Anemia microcítica se deficiência de Fe por metrorragia
Alterações Metabólicas
↑ LDL (250-600mg/dL): diminuição da sua depuração pela menor expressão do receptor hapático do LDL. Maior suscetibilidade à oxidação (+aterogênico)
Hipertrigliceridemia: baixa atividade da lipase lipoproteica
↑ risco de DAC
Diagnóstico Laboratorial
Hipotiroidismo Primário:
↑TSH e T4L NORMAL(hipotiroidismo subclínico).
A seguir, reduzem-se o T4L
Diagnóstico Laboratorial
Hipotiroidismo Central:
T4L↓, TSH pode estar normal, baixo, ou até mesmo, discretamente elevados
Geralmente há deficiência de outros hormônios hipofisários
Teste do TRH
Pouco utilizado
Consiste na dosagem do TSH basal e 30 e 60 minutos após a injeção de TRH
distinção entre hipotiroidismo de origem hipofisária e hipotalâmica
O hipotiroidismo central se caracteriza por ausência de resposta do TSH ao TRH nas patologias hipofisárias e pico tardio (após 45 min) ou ausente no hipotiroidismo terciário
No hipotiroidismo primário observa-se resposta exagerada do TSH 30 a 45 min após a injeção de TRH
Resposta anormal é vista em 10% dos indivíduos normais
Tratamento
levotiroxina em dose única diária, em jejum
Crianças e adolescentes requerem doses maiores
A resposta ao tratamento deve ser avaliada (TSH e T4L) após 6 semanas
Meta: manter TSH entre 0,5 e 2,0 µUI/L
hipotiroidismo secundário –ajustar dose de acordo com T4L
Acompanhamento após atingida dose de manutenção: a cada 6 ou 12 meses
Duração do Tratamento
Hipotiroidismo transitório na maioria dos casos de tiroidite granulomatosa ou tiroidite pós-parto (tratamento por tempo limitado)
Os quadros secundários à ablação actínica ou cirúrgica se persistirem por mais de 6 meses geralmente tendem a requerer tratamento por toda a vida
No caso da tiroidite de Hashimoto até 25% dos pacientes reassumem a função tiroidiana normal após meses ou anos de tratamento. Outros pacientes raramente evoluem para hipertiroidismo
Avaliação Laboratorial
A investigação inicial de um paciente com disfunção tiroidiana deve ser feita com a dosagem do T4L e do TSH
TSH é o mais sensível indicador da função tiroidiana
A elevação do TSH é a primeira anormalidade vista no hipotiroidismo primário e quando suprimido ou indetectável é indicador de hipertiroidismo primário
Avaliação Laboratorial
A dosagem de T3 e T4 totais sofre alterações em função da presença de certas condições clínicas e uso de algumas drogas: jejum prolongado, dietas restritivas, estresse físico ou emocional, ACO, gestação, hepatites, corticóides, cirrose, síndrome nefrótica
Avaliação Laboratorial
A dosagem do T3/T3L tem valor na toxicose por T3 e na confirmação das formas menos comuns de hipertiroidismo
A determinação do T3R ajuda a distinguir entre a síndrome do doente eutiroideo (↑) e hipotiroidismo (↓)
Avaliação Laboratorial
Alterações quantitativas e/ou qualitativas das proteínas carreadoras dos HT resultam em ↑ou ↓ da fração total dos HT, sem alterar a fração livre (metabolicamente ativa)
↑ TGB: gravidez, uso de estrógenos, hepatite aguda, hipotiroidismo
↓TGB: androgênios, corticóides, cirrose, desnutrição, síndrome nefrótica, hipertiroidismo
Alterações nas concentrações de albumina e transtirretina têm pouca influência sobre os níveis de HT
Presença de Anticorpos
A presença de anticorpos anti-T3 ou anti-T4 pode resultar em resultados falsamente elevados ou diminuídos de T4 e T3 livre e/ou total
Prevalência de 1,8 a 10% na população geral (↑ em indivíduos com doenças tiroidianas auto-imunes)
Avaliação Laboratorial
Propranolol: bloqueia a conversão periférica de T4 em T3
Corticóides: inibe a conversão periférica de T4 em T3, o tratamento prolongado inibe a secreção de TSH
Esteróides sexuais: androgênios↓TGB, estrogênios estimulam a síntese hepática de TGB e ↑ T4 e T3 totais
Interferon-alfa: tiroidite destrutiva (hipo ou hiper)
Avaliação Laboratorial
Amiodarona: fármaco rico em iodo que inibe a ação das desiodinases 1 e 2, reduzindo os valores de T3 e T4. O TSH pode estar aumentado mas hipotiroidismo franco é incomum, antagoniza a ação hormonal em nível celular, tirotoxicose ocorre em até 10% dos pacientes (↑áreas deficientes em iodo)
Teste do TRH
Sua maior indicação seria na avaliação do hipotiroidismo central
Administra-se TRH bovino na dose de 200 a 400µg IV obtendo-se amostras de TSH antes e após a infusão do TRH (pico em 20 a 30 min)
No hipotiroidismo secundário (hipofisário) não há elevação do TSH
No terciário (hipotalâmico) pode haver elevação entre os 120 a 180 min do TRH (tardia)
Avaliação Laboratorial
TSH ↓↓
- hipertiroidismo
- 1º trimestre de gestação/ hiperêmese gravídica/ Mola hidatiforme
Glicocorticóides
Def. congênita de TSH
hipotiroidismo central
Classificação
Linfocítica Crônica Tireoidite de Hashimoto
Linfocítica Subaguda Tireoidite Silenciosa Tireoidite Pós-parto
Granulomatosa Tireoidite Subaguda (de Quervain)
Inflamatória Microbiana Tireoidite aguda(supurativa)
Fibrosante Invasiva Tireoidite de Riedel
Outras Tireoidite induzida por drogas
(Amiodarona, IL, -IFN)
Tireoidite induzida por Iodo
Tireoidite por trauma
TIREOIDITE LINFOCÍTICA CRÔNICA (HASHIMOTO)
EPIDEMIOLOGIA
- Doença tireoideana mais comum(2% população)
- Feminino : Masculino (8 : 1)
- Idade: 30 a 50 anos
- Taxa de evolução para hipotireoidismo: 5%/ano
- Prevalência aumentada em anormalidades cromossômicas: Turner, Down, Klinefelter.
EXAMES LABORATORIAIS/COMPLEMENTARES
- T3, T4, T4L: Normal ou Diminuído
- TSH: variável
- USG: Glândula aumentada com padrão difuso hipoecogênico
- Cintilografia: variável, padrão “sal e pimenta”
- PAAF
- Anátomo-Patológico
TRATAMENTO
Indicação de levotiroxina:
- Sintomas de hipotireoidismo
- TSH elevado (> 10 mUI/ml)
- Alto risco de hipotireoidismo (TSH elevado + Altos títulos de AATs)
- Hipotireoidismo subclínico (?)
TIREOIDITE LINFOCÍTICA SUBAGUDA
CLASSIFICAÇÃO
- Tireoidite silenciosa
- Tireoidite Pós-parto (TPP)
EPIDEMIOLOGIA
- 30 a 50% das tireoidites/5% tireotoxicose
- Feminino : Masculino (3 : 1)
- Idade: 30 a 50 anos
- Fatores de risco:
História familiar de doença tireoideana auto-imune
ATPO(+): 50% Tireoidite silenciosa e 80% TPP
Massagem vigorosa em região cervical
Tireodite Linfocítica subaguda
Tireoidite Pós-Parto
Síndrome da disfunção tireoidiana transitória ou permanente no primeiro ano pós-parto e devida a uma inflamação auto-imune da tireóide
TIREOIDITE PÓS-PARTO
DIAGNÓSTICO
- Ausência de disfunção hormonal antes e durante gestação
- TSH anormal no 1ºano pós-parto
- TRAb(-) e ausência de nódulo autônomo
EPIDEMIOLOGIA
- 5 a 15% das mulheres no puerpério
- Inicio: 6 semanas - 6 meses (até 1 ano)
- Fatores de risco: ATPO(+) em 80% a 90%
História familiar de doença tireoideana
Tabagismo
Doença auto-imune (DM)
História prévia de TPP
Raça branca e Asiáticos
TRATAMENTO
TRATAMENTO
- Beta-bloqueador (Fase de hipertireoidismo)
- Levotiroxina (Fase de hipotireoidismo)
EVOLUÇÃO
Hipotireoidismo permanente(25%)
- Altos títulos de ATPO( 16ª semana)
- Fase de hipotireoidismo severa
- Multiparidade
- História de aborto espontâneo
Risco de Hipotireoidismo(10 anos)
Maior incidência de Depressão Pós-parto( 38-53%)
Maior risco de aborto espontâneo(2-3X)
Prole de pacientes ATPO(+) tem menor crescimento até os 5 anos
SCREENING/PREVENÇÃO:
SCREENING/PREVENÇÃO:
- Recorrência em futuras gestações (69%)
- Testes de Screening:
- TSH no puerpério (2-3 meses): Eficaz/Alto custo
- ATPO no puerpério + TSH nas ATPO(+) (3º e 6º mês)
- Indicação do Screening: TSH no 3º e 6º mês
- História prévia de TPP
- Dm tipo 1
- Doença auto-imune (?)
- História familiar de doença auto-imune (?)
- Prevenção: Levotiroxina (Eficácia não comprovada)
TIREOIDITE GRANULOMATOSA (DE QUERVAIN)
EPIDEMIOLOGIA
- Incidência: 1 : 10.000
- Causa mais comum de Dor na tireóide
- 5% da doenças tireoideanas
- Feminino : Masculino ( 3-6 : 1)
- Idade: 30 a 50 anos
- Sazonalidade: Verão e Outono
ETIOLOGIA
- Não é auto-imune.
- Viral(?): Geralmente precedida por IVAS
Sarampo, Echovirus, Coxsackievirus, EBV, Influenza
COMPLICAÇÕES
-Disfunção hepática, Esplenomegalia, Inflamação pancreática,
Intolerância à glicose, Anemia, Febre, Miopatia, Paralisia de
cordas vocais, Recorrência tardia(até > 10 anos)
-Aumento de TG (2anos), Maior susceptibilidade a
hipotireoidismo induzido por iodo, Menor conteúdo intra-
tireoideano de iodo, USG persistentemente anormal
EXAMES LABORATORIAIS/COMPLEMENTARES
T3, T4, T4L: Aumentados( Desproporcional aumento de T4 )
TSH: Diminuido
TG: Aumentada
VHS: Aumentado
Leucograma: Normal ou Leucocitose discreta(C/ linf. atípicos)
AATs: Negativos ou Elevados transitoriamente
USG: Glândula aumentada c/ imagem hipoecoica
Cintilografia: Captação 24h diminuida(< 2%)
TRATAMENTO
TRATAMENTO
- AINES e Salicilatos: Casos leves.
- Glucocorticóides: casos severos.
-Duração: 2-4 semanas.
-Prednisona: 20-40mg/dia.
-Melhora dos sintomas em 24h.
-Normalização da TG em 4 semanas.
-Recorrência em 20% após suspensão.
-Cintilografia pode determinar risco de recorrência.
- Levotiroxina : Hipotireoidismo sintomático (Fase de hipotireoidismo)
Duração: 3 meses
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
(Massa cervical dolorosa)
- Tireoidite subaguda + Hemorragia de cisto/nódulo ( 90%).
- Hemorragia em ca tireóide, Tireoidite aguda, Ca de crescimento rápido,T.Hashimoto dolorosa,Cisto tireoglosso/braquial infectado
TIREOIDITE AGUDA
EPIDEMIOLOGIA
- Feminino : Masculino ( 2: 1 )
- Idade: 20-40 anos
- Doença tireoideana prévia(2/3 dos casos - BMN)
- Em Crianças: Fístula piriforme
- Infecção prévia: Disseminação local ou hematogênica
QUADRO CLÍNICO
Dor / Calor / Eritema cervical anterior
Disfagia
Febre
Abscesso / Flutuaçâo
EXAMES LABORATORIAIS/COMPLEMENTARES
T3, T4, T4L: Normais
TSH: Normal
VHS: Aumentado
Leucocitose
Cintilografia:Normal ou Diminuiçâo da Captaçâo em área de abscesso
Cultura de amostra obtida por PAAF
TIREOIDITE FIBROSANTE INVASIVA (DE RIEDEL)
EPIDEMIOLOGIA
- Rara(tireoidite mais rara)
- Feminino: Masculino ( 4 : 1 )
- Idade: 30-50 anos
QUADRO CLÍNICO
- Massa tireoideana: Tireóide aumentada, consistência dura Sintomas compressivos(Disfagia,Dispnéia)
- Fibrose extra-cervical(1/3 dos casos): Colangite esclerosante,fibroseretroperitoneal,mediastino, pseudotumor orbital
TIREOIDITE INDUZIDA POR DROGAS-AMIODARONA
MECANISMO
Tireotoxicose induzida por iodo
- Àreas com deficit de iodo
- Cintilografia: Captação normal ou aumentada
Tireoidite destrutiva
- Cintilografia: Captação diminuída
- Aumento de IL-6 ( Marcador )
TRATAMENTO
- Tipo 1: DAT
- Tipo 2: Glicocorticóide
- Indefinição: DAT + Corticóide + Beta-Bloqueador
TIREOIDITE INDUZIDA POR DROGA CITOCINAS / - IFN
IL: utilizada no tratamento de viroses e neoplasias
Alfa-IFN:
- Indução de hipotireoidismo auto-imune (=Hashimoto)
- Tireoidite destrutiva com toxicose transitória
T4
Tiroxina
Diagnóstico de hipertireodismo e hipotireodismo.
Material Biológico
Soro.
Lipemia e anticoagulante podem interferir.
Métodos
Imunoensaio enzimático.
Quimioiluminescência.
Radioimunoensaio.
Eletroquimioiluminescência.
Podem estar elevados...
Hipertireodismo
Gestação (pelo aumento da TBG).
Uso de drogas.
Síndrome do Eutireodiano Doente.
Elevação da TBG sérica
- Congênita
- Anticoncepcionais orais
- Estrógenos
- Porfiria intermitente aguda.
- Gestação.
- Hepatite infecciosa ativa.
- Cirrose Biliar.
- Presença de carcinoma hepatocelular.
- Infecção pelo HIV.
Resistência periférica ao T4.
Psicose Aguda
Grandes Altitudes
Podem estar reduzidos...
Hipotireodismo.
Hipoproteinemia.
Uso de drogas.
Síndrome do Eutireóideo Doente.
Diminuição da TBG sérica.
- Congênita
- Síndrome nefrótica
- Acromegalia
- Glicocorticóides
- Asparaginase
Redução da Albumina
Deficiência de Iodo
Doença de Addison.
Síndrome de Cusching (T4 livre é normal).
T4 livre
Tiroxina Livre
Diagnóstico de hipertireodismo e hipotireodismo, em pacientes nos quais o valor de T4 total está alterado por modificações nas proteínas de ligação.
- Gestação
- Níveis alterados de proteínas séricas.
- Uso de drogas
- Andrógenos
- Estrógenos
- Anticoncepcionais orais
- Fenitoína
Material biológico - Soro
Imunoensaio enzimático.
Quimioiluminescência.
Radioimunoensaio.
Eletroquimioiluminescência.
Pode estar elevado...
Hipertireodismo
Hipotireodismo tratado com tiroxina
Síndrome do Eutireóideo Doente.
Pode estar reduzido...
Hipotireoidismo
Hipotireoidismo tratado com triodotironina
Síndrome do Eutireoideo Doente
T3
triiodotironina
Diagnóstico de tireotoxicose por T3.
Útil, junto à T4 para monitoramento de hipertireodismo.
Material Biológico
Soro.
Lipemia e anticoagulante podem interferir.
Métodos
Imunoensaio enzimático.
Quimioiluminescência.
Radioimunoensaio.
Eletroquimioiluminescência.
Pode estar elevado...
TBG sérica elevada.
Tireotoxicose
Resistência ao hormônio tireodiano.
Tireotoxicose por T3.
Pode estar reduzido...
Síndrome do Eutireodiano Doente.
Jejum prolongado.
Hipotireoidismo.
TBG sérica reduzida.
Propanolol.
T3 pode estar reduzido em idosos saudáveis, enquanto T4 permanece estável.
Síndrome do Eutiroidiano DOente
Diversas condições clínicas podem alterar os níveis dos hormônios tireoidianos em pacientes sem doença intrínseca na tireóide.
Diminuição da conversãoperiférica de T4 para T3.
Doenças sistêmicas graves.
Trauma físico
Desnutrição
Problemas psiquiátricos.











