Manual de Microbiologia Clínica para o controle de infecções em Serviços de Saúde

Manual de Microbiologia Clínica para o controle de infecções em Serviços de Saúde

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Procedimentos

Laboratoriais: da

Requisição do Exame à Análise Microbiológica

Módulo I

1. Requisição de Exames Microbiológicos1
Modelos para Requisição de exames Microbiológicos1
Exames especiais de interesse da CCIH4
2. Coleta, Transporte e Conservação de Amostra5
Introdução5
Aspectos básicos da coleta e do transporte de amostra5
Instruções para Hemoculturas7
Instruções para Ponta de Cateter Intravascular9
Instruções para Ponta de Sonda Vesical9
Instruções para Escarro10
Instruções para Secreção Traqueal10
Instruções para Aspirado Transtraquial (ATT)10
Instruções para Lavado Bronco-Alveolar (BAL)10
Instruções para Secreção de Orofaringe1
Instruções para Fluidos Orgânicos Estéreis1
Instruções para Feridas, Abscessos e Exsudatos12
Instruções para Amostras de Tecido Subcutâneo e Amostras de Pele12
Instruções para Biópsia da Pele13
Instruções para Tecido Ósseo13
Instruções para Lesões Superficiais - coleta para fungos - micológico direto13
Instruções para Secreção de Ouvido13
Instruções para Secreção Ocular13
Instruções para Material Genital14
Instruções para Secreção Anal16
Instruções para Fezes17
Instruções para Urina17
Instruções para Anaeróbios18
3. Microscopia e coloração20
Direto sem Coloração20
Coloração de GRAM21
Outras Colorações25
4. Semeadura em meios de cultura28
Material Clínico e os respectivos meios de cultura e microscopia28
Procedimentos para SEMEADURA EM MEIOS DE CULTURA30
5. Identificação35
Meios de cultura3 5
Coloração de Gram35
Esquema geral de identificação bacteriana36
6. Manutenção e estoque de culturas38
Manuntenção das culturas38
Estoque de culturas Bacterianas por ≥ 1 ano39
Estoque de culturas Bacterianas por < 1 ano40
Estoque de micobactérias por ≥ 1 ano40
Estoque de micobactérias por < 6 meses41
Estoque de cultura de fungos por ≥ 1 ano41
Estoque de cultura de fungos por < 6 meses42
Coleções de cultura42

1. REQUISIÇÃO DE EXAMES MICROBIOLÓGICOS

Deve-se lembrar que o envolvimento do médico com o laboratório de microbiologia pode com freqüência ser muito útil para ambos, propiciando melhor orientação técnica, mais objetividade, facilitando a interpretação de resultados, etc.

A importância do relacionamento médico com o laboratório deve-se ao fato de que a microbiologia envolve etapas interpretativas para muitos exames. Por exemplo, aqueles que envolvem flora (mucosas), ou no caso de agentes específicos em que são fundamentais a escolha de meios seletivos, o uso de meios enriquecedores, o uso de suplementos, a ampliação do tempo de cultivo, a variação na temperatura de incubação, a adição de novos testes, etc.

O médico muitas vezes considera um desperdício de tempo o preenchimento de uma requisição de exame microbiológico.

O microbiologista ou responsável pela rotina deverá conferir as requisições ou pedidos de exame de cada material para verificar a existência de pedido.

Os itens abaixo servem apenas de roteiro para destacar informações que podem ser muito úteis e valorizadas em diferentes etapas do processamento do exame.

Identificação clara do paciente (modelo 1) Informações sobre o paciente que são relevantes para o diagnóstico do processo infecioso (modelo 2) Descrição da amostra (modelo 3)

Natureza do Teste Solicitado (modelo 4)

Fatores que podem comprometer o exame microbiológico:

Hipótese diagnóstica mal elaborada. Informações mal colhidas, incompletas, ou não devidamente interpretadas, etc.

Requisição inadequada da análise laboratorial.

Coleta, conservação e transporte inadequados.

Falhas técnicas no processamento da análise.

Demora na liberação de resultado.

Má interpretação dos resultados.

Nome _Sobrenome _ Iniciais
Data de nascimento _/_/(evitar confusão com homônimos e com a faixa etária)
Sexo: M ( )F ( ) (por exemplo, a interpretação de bacteriúria pode ser diferente para a mulher)
Clínica ( ) Leito ( )Ambulatório ( )

MODELO 1 Registro n.º (do hospital ou serviço)_

Campo para identificação do exame no Laboratório (número da análise microbiológica e seção do laboratório) _

Hipótese diagnóstica

MODELO 2

Dados clínicos (descrever objetivamente os achados clínicos mais significativos, lesões cutâneas ou de mucosas, local e características do sítio de infecção, etc.) _

Dados epidemiológicos relevantes (viagem ou excursão, se vive em área endêmica de alguma doença infecciosa como malária, riquetsioses, cólera, etc.; doença ocupacional, por exemplo, contato com animais; acidentes - mordida, trauma, picada de carrapato, enchentes, etc.; envolvimento em surto de infecção hospitalar, etc.)_

Outros dados laboratoriais importantes (dados laboratoriais que evidenciem o sítio do processo infeccioso: RX, tomografia, urina rotina, hemograma, etc.) _

Provável origem do processo infeccioso: comunitário ( )hospitalar ( )
sonda vesical, cateter, traqueostomia, diálise, alimentação parenteral, cirurgia)
Existe infecção em outra topografia? Qual?
Existe comprometimento imunológico? Sim ( )Não ( )

Relacionado ao procedimento invasivo? Qual? (se hospitalar e se relacionado ao procedimento invasivo - Cirurgia? Qual? _ Fez uso nos últimos dez dias de antibióticos? Quais? (descrever os motivos do uso) _ (prematuridade, transplante de órgãos, uso de imunossupressores, diabetes, câncer, aids, leucemia, anemia falciforme, talassemia, hemofilia, esplenectomia, cirrose, etc.; doença oportunista? Qual?)

Para urocultura informar: sintomático ( )assintomático ( )

É paciente transferido ou de alta de outro hospital nos últimos 30 dias? Sim ( ) Não ( ) É portador, colonizado ou infectado de bactérias multirresistentes? Sim ( ) Não ( ) Data do pedido _/_/_

Nome legível do médico/CRM, carimbo e/ou telefone de contato (facilita a comunicação para situações emergenciais. Por exemplo, isolamento de M. tuberculosis, isolamento de nova cepa multirresistente, etc)

Data _/_/_ hora da coleta

Nome e identificação de quem colheu o material (permite reavaliação de procedimentos e reciclagem, por exemplo, quando se detecta excesso de contaminação em uroculturas, etc) _

Observações (comentários, quando necessários, sobre o procedimento de coleta. Por exemplo, acidentes ou dificuldades para obtenção do material, condições do paciente, quantidade, etc) _

MODELO 3

Urocultura: Jato médio ( )Sonda de alívio ( ) Sonda vesical de demora ( )

Hemocultura: Sangue periférico ( ) Sangue colhido de cateter ( ) Punção suprapúbica ( ) Saco coletor ( )

Trato Respiratório: Orofaringe ( )Escarro ( ) Aspirado Traqueal ( )

Lavado bronco-alveolar ( ) Escovado brônquico ( ) Outros ( )

Descrever topografia:
Via de obtenção do material: Punção ( ) Swab ( )Raspado ( )
Drenagem ( )Fístula( ) Outros ( ) _

Lesões, secreções, abscessos ( ) Nível da coleta: superficial ( ) profunda ( )

Sinovial ( ) Ascítico ( )

Líquidos cavitários: Líquor ( ) Líquido pleural ( ) Pericárdico ( )

Próteses ( ) Pontas de cateter ( ) Outros: _

MODELO 4

Exame microscópico: A fresco ( )

Campo escuro ( ) Direto ( )

Com coloração: Gram ( )

Ziehl ( ) Giemsa ( ) Outro ( )

Pesquisa de: Pneumocistis carinii ( ) Cryptosporidium ( ) Isospora belli ( )

Cultura: Rotina bacteriológica ( ) Rotina para fungos ( ) Rotina para micobactérias ( ) Rotina para vírus ( )

Específicos: Rotina para anaeróbios ( ) Micoplasma ( ) Legionella spp. ( ) Helicobacter spp. ( )

Outros testes: (em geral realizados sob consulta) _

Controle de medicamentos Frascos de soros

Bolsas de sangue

Aglutinação com látex para meningite. Testes imunológicos diretamente no material clínico: Chlamydia trachomatis (genital),

Streptococcus pyogenes (orofaringe).

Pesquisa de toxinas (S. aureus, Limulus teste para endotoxinas de Gram (-) Clostridium difficile etc.) Tipagem para fins epidemiológicos em investigação de surtos ou fontes de infecção hospitalar.

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