Tecnicas de enfermagem

Tecnicas de enfermagem

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Manual de enfermagem

Técnicas Gerais de Enfermagem

Conceitos básicos2
Anotação de enfermagem2
Admissão do paciente3
Unidade do paciente5
Sinais vitais6
Arrumação de cama9
Luvas esterilizadas e de procedimento13
Higiene oral14
Banhos15
Medindo a altura e o peso no adulto16
Sondagem Nasogástrica17
Curativos19
Sonda nasoenteral23
Cateter nasofaríngeo24
Cateterismo vesical27
Retirada de pontos30
Posições para exames31
Cuidado com o corpo após a morte32
Precauções padrão e isolamento41

Índice Lavagem das mãos _1 Lavagem intestinal _2 Farmacologia _3 Bibliografia __________________________________________________________42

Conceitos Básicos

- lavar as mãos; - reunir o material;

- deixar o paciente confortável;

- fazer as anotações de enfermagem.

Anotação de Enfermagem

fácil:

São registros minuciosos e de leitura

- é importantíssimo que a caligrafia seja legível;

- serviços diurnos normalmente utilizam a cor azul e serviços noturnos normalmente utilizam a cor vermelha;

- deve-se evitar o termo paciente repetidas vezes, pois o prontuário é pessoal e intransferível;

- utilize frases curtas e objetivas;

- a cada intercorrências, a anotação deve ser imediatamente relatada por escrita no prontuário;

- não deixe linhas em branco;

- assine seu nome;

- nunca rasure ou rabisque um erro.

Admissão do paciente

1- Receber o paciente cordialmente, verificando se as fichas estão completas;

2- Acompanhar o paciente ao leito, auxiliando-o a deitar e dando-lhe todo o conforto possível;

3- Apresentá-lo aos demais pacientes do seu quarto; 4- Orientar o paciente em relação à: a- localização das instalações sanitárias; b- horários das refeições; c- modo de usar a campainha; d- nome do médico e da enfermeira chefe. 5- Explicar o regulamento do hospital quanto à: a- fumo; b- horário de repouso; c- horário de visita.

6- Preparar o paciente em relação aos exames a que será submetido, afim de obter sua cooperação;

7- Fornecer roupa do hospital se a rotina da enfermeira não permitir o uso da própria roupa;

8- Fazer o prontuário do paciente; 9- Verificar temperatura, pressão arterial, pulso e respiração;

10- Anotar no relatório de enfermagem a admissão, que deve constar variando de acordo com a rotina do hospital o seguinte:

a- data, hora e modo de admissão; b- sintomas subjetivos- queixas do paciente; c- sintomas objetivos- erupções, anomalias, paralisias, etc.; d- funções fisiológicas e- condições de higiene; f- observações sobre o estado físico e aparência geral do paciente. 1- Anotar no Relatório Geral a admissão e o censo diário. Exemplo de Admissão:

tratamento cirúrgico( o resto é como no prontuário)

10:0 hs- Admitida nesta unidade vinda de casa acompanhada pela prima para

Exemplo de prontuário:

9:00hs- apresenta-se consciente, comunicativo, ictérico, aceitou o desjejum oferecido, tomou banho de aspersão, deambulando, afebril, dispneico, normotenso, taquicardico, mantendo venóclise por scalp em MSE, com bom refluxo, sem sinais flogisticos, abdômen ascistico doloroso à palpação, SVD com débito de 200ml de coloração alaranjada, eliminação intestinal ausente há 1 dia. Refere algia generalizada. (seu nome)

Unidade do paciente

Esta unidade é o espaço físico hospitalar onde o paciente permanece a maior parte do tempo durante seu período de internação. É basicamente composta por cama, mesa de cabeceira, cadeira, mesa de refeições e escadinha. O paciente acamado deve ter sempre à disposição uma campainha para chamar o profissional de enfermagem, caso necessite. A unidade do paciente, seja ambiente individualizado (quarto) ou espaço coletivo (enfermaria), deve proporcionar-lhe completa segurança e bem-estar. Nesse sentido, lembramos que o estado de conserva ção do teto, piso e paredes, instalação elétrica e hidráulica, disposição do mobiliário e os espaços para a movimentação do paciente, da equipe e dos equipamentos são aspectos importantes a ser considerados. Outra questão é a influência do ambiente e dos fatores estéticos sobre o estado emocional e o humor das pessoas. Decoração atraente, cores de paredes e tetos agradáveis, iluminação adequada, ambiente arejado, calmo e silencioso, proporcionam maior aconchego às pessoas, especialmente quando doentes.

Limpeza e preparo da unidade do paciente

A limpeza da unidade objetiva remover mecanicamente o acúmulo de sujeira e ou matéria orgânica e, assim, reduzir o número de microrganismos presentes. Pode ser de dois tipos: . limpeza concorrente: feita diariamente após a arrumação da cama, para remover poeira e sujidades acumuladas ao longo do dia em superfícies horizontais do mobiliário; normalmente, é suficiente a limpeza com pano úmido, realizada pelo pessoal de enfermagem; . limpeza terminal: feita em todo o mobiliário da unidade do paciente; é realizada quando o leito é desocupado em razão de alta, óbito ou transferência do paciente, ou no caso de internações prolongadas. Na maioria dos estabelecimentos, ainda é feita pelo pessoal de enfermagem, embora haja crescente tendência para ser realizada pela equipe de higiene hospitalar, desde que devidamente treinada, de modo que a enfermagem possa ter mais tempo disponível nos cuidados aos pacientes. A realização da limpeza da unidade requer conhecimentos básicos de assepsia e uso de técnica adequada, visando evitar a disseminação de microrganismos e a contaminação ambiental. Assim, o profissional responsável por essa tarefa deve ater-se a algumas medidas de extrema importância: . executar a limpeza com luvas de procedimento; . realizar a limpeza das superfícies com movimentos amplos e num único sentido; . seguir do local mais limpo para o mais contaminado; . colocar sempre a superfície já limpa sobre outra superfície limpa; . limpar com solução detergente e, em seguida, remover o resí- duo; . substituir a água, sempre que necessário. A limpeza da unidade deve abranger a parte interna e externa da mesa de cabeceira, travesseiro (se impermeável), colchão, cabeceira da cama, grades laterais, estrado, pés da cama, paredes adjacentes à cama, cadeira e escadinha.

Sinais Vitais

Os sinais vitais do paciente são: temperatura, pulso, respiração e a pressão arterial. Existem equipamentos próprios para a verificação de cada sinal vital, que devem ser verificados com cautela e sempre que possível não comentá-lo com o paciente.

Temperatura

A temperatura é a medida do calor do corpo: é o equilíbrio entre o calor produzido e o calor perdido. Tempo para deixar o termômetro no paciente é de 5 a 10 minutos.

- Valores da temperatura: É considerado normal 36ºC a 37ºC Temperatura axilar- 36ºC a 36,8ºC Temperatura inguinal- 36ºC a 36,8ºC Temperatura bucal- 36,2ºC a 37ºC Temperatura retal- 36,4ºC a 37,2ºC

Pulso e Respiração

O pulso e a respiração devem ser verificados no mesmo procedimento, pois o paciente pode interferir, parando ou alterando o ritmo respiratório.

Pulso O pulso radial é habitualmente o mais verificado.

Média normal do pulso: Lactentes: - 110 a 130 bpm (batimentos por minuto) Abaixo de 7 anos: - 80 a 120 bpm Acima de 7 anos: - 70 a 90 bpm Puberdade: - 80 a 85 bpm Homem: - 60 a 70 bpm Mulher: - 65 a 80 bpm Acima dos 60 anos: - 60 a 70 bpm

Respiração

A principal função da respiração é suprir as células do organismo de oxigênio e retirar o excesso de dióxido de carbono.

Valores normais: Homem: - 16 a 18 mpm (movimentos por minuto) Mulher: - 18 a 20 mpm Criança: - 20 a 25 mpm Lactentes: - 30 a 40 mpm

Pressão Arterial

É a medida da força do sangue contra as paredes das artérias. A medida da pressão arterial compreende a verificação da pressão máxima chamada sistólica e pressão mínima diastólica.

- Valores normais para um adulto: Pressão sistólica: 140x90mmHg Pressão diastólica: 90x60mmHg

Arrumação de Cama

1- Cama Simples - aberta- com doente

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