Metodologia científica:manual para elaboraçãode textos acadêmicos, monografias, dissertaçõese teses

Metodologia científica:manual para elaboraçãode textos acadêmicos, monografias,...

(Parte 1 de 5)

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA – UVA Rio de Janeiro – 2005

Trabalho realizado para fins de orientação e consulta dos estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação, elaborada pelo professor José Luiz Bello, do curso de Pedagogia, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, da Universidade Veiga de Almeida.

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA – UVA Rio de Janeiro – 2005

Às minhas filhas

Ana Cristina (a Crica) e Luciana ( a Luli), por existirem;

Ao meu irmão

Fernando Bello (in memoriam), pelo exemplo;

Aos estudantes que freqüentaram minhas salas de aula, pelo voto de confiança.

Na realização desta obra, devo meu voto de gratidão:

À Professora Nilda Teves, por permitir a fé de que educar, mais do que ensinar, é permitir fazer.

À Professora Lucia Barbosa, pela possibilidade do trabalho.

À amiga e colega professora Delma Rancaño, pelas correções no conteúdo e pelas sugestões que, por isso, poderia ser considerada co-autora deste trabalho.

Ao amigo e colega professor José Brasil, por ter corrigido os deslizes do autor quanto à correta gramática e ortografia da língua portuguesa.

Ao meu irmão Márcio Pitanguy de Paiva Bello pelas dores de cabeça em realizar o registro desta obra.

Aos estudantes do ano de 1998, dos cursos de Pedagogia, Tecnologia em

Processamento de Dados, Administração e Ciências Contábeis, da Federação de Escolas e Faculdades Integradas Simonsen, por terem me permitido aprender também com eles, pesquisando, estimulando e oferecendo dados para que este trabalho pudesse ser feito.

Aos estudantes dos anos de 2000 a 2003, dos cursos de Pedagogia, Turismo,

Biologia, Letras, Fisioterapia, Odontologia, Direito, Fonoaudiologia, Ciências Aeronáuticas e Moda da Universidade Veiga de Almeida - UVA, pelo voto de confiança dado ao meu trabalho, como professor, e por terem contribuído criticamente na análise do conteúdo deste trabalho.

Aos estudantes dos anos de 2001 a 2003, do curso de Pedagogia da Universidade

Católica de Petrópolis - UCP, por terem me ensinado, através do carinho, que mais do que conteúdo programático na educação precisamos de sensibilidade.

Às professoras-estudantes do Município de Petrópolis, vinculadas ao Centro de

Capacitação Frei Memória, da Secretaria Municipal de Educação de Petrópolis, por terem me ensinado que para fazer educação também é preciso energia, vontade, coração e heroísmo.

O gênio inicia belas obras; só o trabalho as termina Joseph Joubert

O único prazer verdadeiro é o da atividade criadora Leon Tolstoi

A sabedoria dos sensatos e a experiência dos tempos devem ser conservadas pelas citações. Disraeli

5 SUMÁRIO

1 Introdução08
2 Tipos de Conhecimentos10
2.1 Conhecimento Empírico10
2.2 Conhecimento Filosófico10
2.3 Conhecimento Teológico1
2.4 Conhecimento Científico1
3.1 Do medo à Ciência12
3.2 A evolução da Ciência13
3.3 A neutralidade científica14
4 Tipos de Pesquisa16

3 A Ciência

5.1 Escolha do Tema18
5.1.1 Fatores internos18
5.1.2 Fatores Externos18
5.2 Levantamento de Fontes ou Revisão de Literatura19
5.2.1 Sugestões para o Levantamento de Literatura19
5.2.1.1 Locais de coletas19
5.2.1.2 Registro de documentos19
5.2.1.3 Organização19
5.3 Problema20
5.4 Hipótese20
5.5 Justificativa20
5.6 Objetivos21
5.7 Metodologia21
5.8 Cronograma21
5.9 Recursos2
5.9.1 Material permanente2
5.9.2 Material de Consumo23
5.9.3 Pessoal23
5.10 Referências23
5.1 Glossário23
5.12 Anexos24
5.13 Esquema do Trabalho24
5.14 Apresentação do Projeto25

5 O Projeto da Pesquisa

6.1 Questionário26
6.1.1 Conteúdo de um questionário:26
6.1.1.1 Carta Explicação26
6.1.1.2 Itens de Identificação do Respondente26

6 Instrumentos de Coletas de Dados 6.1.1.3 Itens sobre as questões a serem pesquisadas . 27

verdadeiro-falso27
6.1.1.3.3 Itens de múltipla escolha27
6.1.1.3.4 Questões mistas27
6.2 Entrevista28
6.2.1 Sugestões de planejamento28
6.2.1.1 Quem deve ser entrevistado28
6.2.1.2 Plano da entrevista28
6.2.1.3 Pré-teste28
6.2.1.4 Diante do entrevistado28
6.2.1.5 Relatório29
6.3 Observação29
6.3.1 Sugestões para uma observação satisfatória29
6.3.1.1 Conhecimento prévio do que observar29
6.3.1.2 Planejamento de um método de registro29
6.3.1.3 Fenômenos não esperados29
6.3.1.4 Registro fotográfico ou vídeo30
6.3.1.5 Relatório30
6.4 Análise de Conteúdo30
6.4.1 A Internet31
6.4.2 Fichamentos31
6.4.2.1 Ficha bibliográfica32
6.4.2.2 Ficha de resumo ou conteúdo32
6.4.2.3 Ficha de citações3
7 Estrutura de Apresentação do Trabalho35
7.1 Capa36
7.2 Folha de Rosto36
7.3 Folha de Aprovação37
7.4 Dedicatória37
7.5 Agradecimento37
7.6 Epígrafe37
7.7 Resumo em Língua Portuguesa38
7.8 Resumo em Língua Estrangeira38
7.9 Lista de Ilustrações38
7.10 Lista de Abreviações e Siglas38
7.1 Sumário38
7.1.1 Divisão de um Sumário39
7.12 Texto39
7.12.1 Introdução39
7.12.2 Desenvolvimento do Texto40
7.12.3 Conclusão40
7.13 Referências40
7.14 Glossário40

6.1.1.3.1 Itens sim-não, certo-errado e 6.1.1.3.2 Respostas livres, abertas ou curtas 7.15 Anexos ou apêndices ...................................................................... 40

8.1 Citações42
8.1.1 Citação Direta42
8.1.2 Citação de Citação43
8.1.3 Citação Indireta43
8.2 Localização das Citações43
8.3 Paginação4
8.4 Formato4
9 Referências45

8 Organização do Corpo do Texto

10.1 Palavras utilizadas em pesquisa46
10.2 Palavras ou expressões latinas utilizadas em pesquisa52
Apêndice
1 Exemplos de elaboração de referências de fontes53
1.1 Referências de livros53
1.2 Artigos de revistas ou jornais5
1.3 Publicações periódicas56
1.4 Obras de Referência57
1.5 Internet57
1.6 Imagem em movimento57

10 Glossário 2 Sugestões de Leituras .................................................................. 58

1 Introdução:

Este trabalho não tem a pretensão de abranger todas as questões envolvidas em

Metodologia Científica. Trata-se, tão somente, de uma ajuda para consulta por parte dos estudantes dos cursos de graduação, podendo também contribuir aos estudantes de pósgraduação. Qualquer aprofundamento teórico ou prático deverá ser buscado na bibliografia sugerida no final deste trabalho.

Nossa intenção foi apenas facilitar a busca dos estudantes no que diz respeito aos trabalhos de pesquisa acadêmica. A estrutura deste trabalho, por si só, serve de modelo para um trabalho realizado em sala de aula. Além disso, procuramos apresentar e explicar as regras para cada parte de um trabalho científico.

Baseados em observações próprias, sem conotação científica, notamos que a disciplina de Metodologia Científica é uma das mais rejeitadas pelos estudantes em praticamente todos os cursos de graduação. É, mais ou menos, como o velho chavão do “odeio matemática”, mesmo que a matemática não seja tão terrível assim.

A disciplina Metodologia Científica é iminentemente prática e deve estimular os estudantes para que busquem motivações para encontrar respostas às suas dúvidas. Se nos referimos a um curso superior estamos naturalmente nos referindo a uma Academia de Ciência e, como tal, as respostas aos problemas de aquisição de conhecimento deveriam ser buscadas através do rigor científico e apresentadas através das normas acadêmicas vigentes.

Dito isto, parece que fica claro que metodologia científica não é um simples conteúdo a ser decorado pelos alunos, para ser verificado num dia de prova; trata-se de fornecer aos estudantes um instrumental indispensável para que sejam capazes de atingir os objetivos da Academia, que são o estudo e a pesquisa em qualquer área do conhecimento. Trata-se então de se aprender fazendo, como sugere os conceitos mais modernos da Pedagogia.

Procuramos, na medida do possível, seguir rigorosamente as regras definidas pela

Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, para elaboração de trabalhos científicos. Caso alguma regra não esteja sendo cumprida, a responsabilidade é da desatenção do autor.

A presente obra procura não dificultar as questões que envolvem a elaboração de um projeto e o relatório da pesquisa, portanto pode ser entendida como uma facilitadora da aprendizagem, onde os estudantes poderão consultar, a qualquer hora, para suprimir suas dúvidas quanto aos procedimentos, técnicas e normas de pesquisa.

Quando falamos de um curso superior, estamos nos referindo, indiretamente, a uma

Academia de Ciências, já que qualquer Faculdade nada mais é do que o local próprio da busca incessante do saber científico. Neste sentido, esta disciplina tem uma importância fundamental na formação do profissional. Se os alunos procuram a Academia para buscar saber, precisamos entender que Metodologia Científica nada mais é do que a disciplina que “estuda os caminhos do saber”, se entendermos que “método” quer dizer caminho, “logia” quer dizer estudo e “ciência” quer dizer saber. Mas aprender a pesquisar é muito fácil. Vejam só:

2 Tipos de Conhecimentos

Conhecer é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato ou fenômeno qualquer. O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em nossa vida cotidiana, através de experiências, dos relacionamentos interpessoais, das leituras de livros e artigos diversos.

Entre todos os animais, nós, os seres humanos, somos os únicos capazes de criar e transformar o conhecimento; somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos, por diversos meios, numa situação de mudança do conhecimento; somos os únicos capazes de criar um sistema de símbolos, como a linguagem, e com ele registrar nossas próprias experiências e passar para outros seres humanos. Essa característica é o que nos permite dizer que somos diferentes dos gatos, dos cães, dos macacos e dos leões.

Ao criarmos este sistema de símbolos, através da evolução da espécie humana, permitimo-nos também ao pensar e, por conseqüência, a ordenação e a previsão dos fenômenos que nos cerca. Existem diferentes tipos de conhecimentos:

2.1 Conhecimento Empírico (ou conhecimento vulgar, ou senso-comum)

É o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, ou seja, o conhecimento adquirido através de ações não planejadas.

Exemplo: A chave está emperrando na fechadura e, de tanto experimentarmos abrir a porta, acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de girar a chave sem emperrar.

2.2 Conhecimento Filosófico

É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência.

Exemplo: “O homem é a ponte entre o animal e o além-homem” (Friedrich Nietzsche)

2.3 Conhecimento Teológico

Conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser confirmado ou negado. Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo.

Exemplo: Acreditar que alguém foi curado por um milagre; ou acreditar em Duende; acreditar em reencarnação; acreditar em espírito etc..

2.4 Conhecimento Científico

É o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Podemos então dizer que o Conhecimento Científico:

- É racional e objetivo. - Atém-se aos fatos.

- Transcende aos fatos.

- É analítico.

- Requer exatidão e clareza.

- É comunicável.

- É verificável.

- Depende de investigação metódica.

- Busca e aplica leis.

- É explicativo.

- Pode fazer predições.

- É aberto.

- É útil (GALLIANO, 1979, p. 24-30).

Exemplo: Descobrir uma vacina que evite uma doença; descobrir como se dá a respiração dos batráquios.

3 A Ciência

3.1 Do medo à Ciência

A evolução humana corresponde ao desenvolvimento de sua inteligência. Sendo assim podemos definir três níveis de desenvolvimento da inteligência dos seres humanos desde o surgimento dos primeiros hominídeos: o medo, o misticismo e a ciência.

a) O medo:

Os seres humanos pré-históricos não conseguiam entender os fenômenos da natureza.

Por este motivo, suas reações eram sempre de medo: tinham medo das tempestades e do desconhecido. Como não conseguiam compreender o que se passava diante deles, não lhes restava alternativa senão o medo e o espanto daquilo que presenciavam.

b) O misticismo:

Num segundo momento, a inteligência humana evoluiu do medo para a tentativa de explicação dos fenômenos através do pensamento mágico, das crenças e das superstições. Era, sem dúvida, uma evolução já que tentavam explicar o que viam. Assim, as tempestades podiam ser fruto de uma ira divina, a boa colheita da benevolência dos mitos, as desgraças ou as fortunas do casamento do humano com o mágico.

c) A ciência:

Como as explicações mágicas não bastavam para compreender os fenômenos os seres humanos finalmente evoluíram para a busca de respostas através de caminhos que pudessem ser comprovados. Desta forma, nasceu a ciência metódica, que procura sempre uma aproximação com a lógica.

O ser humano é o único animal na natureza com capacidade de pensar. Esta característica permite que seja capaz de refletir sobre o significado de sua própria experiência. Assim sendo, é capaz de novas descobertas e de transmiti-las a seus descendentes.

O desenvolvimento do conhecimento humano está intrinsecamente ligado à sua característica de viver em grupo, ou seja, o saber de um indivíduo é transmitido a outro, que, por sua vez, aproveita-se deste saber para somar outro. Assim evolui a ciência.

3.2 A evolução da Ciência

Os egípcios já tinham desenvolvido um saber técnico evoluído, principalmente nas áreas de matemática, geometria e na medicina, mas os gregos foram provavelmente os primeiros a buscar o saber que não tivesse, necessariamente, uma relação com atividade de utilização prática. A preocupação dos precursores da filosofia (filo = amigo + sofia (sóphos) = saber e quer dizer amigo do saber) era buscar conhecer o porque e o para que de tudo o que se pudesse pensar.

O conhecimento histórico dos seres humanos sempre teve uma forte influência de crenças e dogmas religiosos. Na Idade Média, a Igreja Católica serviu de marco referencial para praticamente todas as idéias discutidas na época. A população não participava do saber, já que os documentos para consulta estavam presos nos mosteiros das ordens religiosas.

Foi no período do Renascimento, aproximadamente entre os séculos XV e XVI (anos 1400 e 1500) que, segundo alguns historiadores, os seres humanos retomaram o prazer de pensar e produzir o conhecimento através das idéias. Neste período as artes, de uma forma geral, tomaram um impulso significativo. Michelangelo Buonarrote esculpiu a estátua de David e pintou o teto da Capela Sistina, na Itália; Thomas Morus escreveu A Utopia (utopia é um termo que deriva do grego onde u = não + topos = lugar e quer dizer em nenhum lugar); Tomaso Campanella escreveu A Cidade do Sol; Francis Bacon, A Nova Atlântica; Voltaire, Micrômegas, caracterizando um pensamento não descritivo da realidade, mas criador de uma realidade ideal, do dever ser.

No século XVII e XVIII (anos 1600 e 1700) a burguesia assumiu uma característica própria de pensamento, tendendo para um processo que tivesse imediata utilização prática. Com isso surgiu o Iluminismo, corrente filosófica que propôs "a luz da razão sobre as trevas dos dogmas religiosos". O pensador René Descartes mostrou ser a razão a essência dos seres humanos, surgindo a frase "penso, logo existo". No aspecto político o movimento Iluminista expressou-se pela necessidade do povo escolher seus governantes através de livre escolha da vontade popular. Lembremo-nos de que foi neste período que ocorreu a Revolução Francesa em 1789.

O Método Científico surgiu como uma tentativa de organizar o pensamento para se chegar ao meio mais adequado de conhecer e controlar a natureza. Já no fim do período do Renascimento, Francis Bacon pregava o método indutivo como meio de se produzir o conhecimento. Este método entendia o conhecimento como resultado de experimentações contínuas e do aprofundamento do conhecimento empírico. Por outro lado, através de seu

Discurso sobre o método, René Descartes defendeu o método dedutivo como aquele que possibilitaria a aquisição do conhecimento através da elaboração lógica de hipóteses e a busca de sua confirmação ou negação.

A Igreja e o pensamento mágico cederam lugar a um processo denominado, por alguns historiadores, de "laicização da sociedade". Se a Igreja trazia até o fim da Idade Média a hegemonia dos estudos e da explicação dos fenômenos relacionados à vida, a ciência tomou a frente deste processo, fazendo da Igreja e do pensamento religioso razão de ser dos estudos científicos.

No século XIX (anos 1800) a ciência passou a ter uma importância fundamental.

Parecia que tudo só tinha explicação através da ciência. Como se o que não fosse científico não correspondesse a verdade. Se Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Giordano Bruno, entre outros, foram perseguidos pela Igreja, em função de suas idéias sobre os fenômenos do mundo, o século XIX serviu como referência de desenvolvimento do conhecimento científico em todas as áreas. Na sociologia Augusto Comte desenvolveu sua explicação de sociedade, criando o Positivismo, vindo logo após outros pensadores; na Economia, Karl Marx procurou explicar a relações sociais através das questões econômicas, resultando no Materialismo- Dialético; Charles Darwin revolucionou a Antropologia, ferindo os dogmas sacralizados pela religião, com a Teoria da Hereditariedade das Espécies ou Teoria da Evolução. A ciência passou a assumir uma posição quase que religiosa diante das explicações dos fenômenos sociais, biológicos, antropológicos, físicos e naturais.

3.3 A neutralidade científica

É sabido que, para se fazer uma análise desapaixonada de qualquer tema, é necessário que o pesquisador mantenha uma certa distância emocional do assunto abordado. Mas será isso possível? Seria possível um padre, ao analisar a evolução histórica da Igreja, manter-se afastado de sua própria história de vida? Ou ao contrário, um pesquisador ateu abordar um tema religioso sem um conseqüente envolvimento ideológico nos caminhos de sua pesquisa?

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