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[da Silva, Edilean Kleber; Moreira, Ivan; Determinantes das exportações brasileiras de soja no período de 1961 a 1995]. Recife. V Encontro de Economistas da Língua Portuguesa, 5 - 7 de novembro de 2003.

Área temática: Economia Agrícola, Economia do meio ambiente e dos recursos naturais.

Título do artigo: Determinantes das exportações brasileiras de soja no período de 1961 a 1995

Resumo: Este trabalho investiga os efeitos de curto e longo prazo da renda externa, taxa de câmbio real e preço de exportação nas exportações brasileiras de soja no período de 1961 a 1995.

Baseado na estimação de um modelo de correção de erros, os principais resultados são os seguintes: (1) no longo prazo, a renda externa e a taxa de câmbio real tem significativos efeitos sobre as exportações de soja; (2) no curto prazo, o preço de exportação e termo de correção de erros influenciam as exportações de soja. Palavras-chave: Soja, exportação de soja, Brasil.

Abstract: This paper investigates the effect of short- and long-term of the external income, real exchange rate and exports price in the Brazilian soy exports in the period from 1961 to 1995. Based on a error-correction model estimation, the main results are the following: (1) in the long term, external income and real exchange rate have significant effects in the soy exports (2) in short term, the exports price and the error-correction term influence the soy exports.

Keywords: soy; soy exports; Brazil.

1. Introdução

O presente estudo tem como objetivo geral determinar os fatores propulsores do crescimento das exportações brasileiras de soja (grãos, farelo e óleo de soja) no período de 1961 a

1995. Os objetivos específicos são: a) determinar os efeitos de curto e longo prazos das variações do preço de exportação do grão de soja, da taxa de câmbio real efetiva e da renda externa sobre o valor das exportações de soja no período de 1961 a 1995; e b) testar a eficiência da política cambial como um fator determinante do crescimento das exportações de soja no período de 1961 a 1995.

Para a consecução dos objetivos delineados, este trabalho foi dividido em três seções, afora esta introdução. Na segunda seção, tratou-se de analisar o desempenho das exportações brasileiras de soja no período de 1950 a 1995, destacando a participação deste produto nas exportações totais do país. Na terceira seção, constam os procedimentos econométricos e a estimação dos modelos de curto e longo prazo para o valor das exportações de soja no período de

1961 a 1995. A ultima seção apresenta as conclusões da pesquisa.

2. As exportações de soja durante a segunda metade do século X

É questão indiscutível, ao se examinar o comportamento das exportações agrícolas brasileiras durante a segunda metade do século X, a importância que o grão de soja e seus derivados (óleo e farelo) adquiriram na economia brasileira, o que levou o Brasil a posição atual de segundo maior produtor e exportador destes produtos no mundo. Procurar-se-á, nesta seção, fazer uma reconstituição da história das exportações de soja no

Brasil, mostrando a sua evolução no contexto das exportações totais e identificando os principais fatores que contribuíram para que isto acontecesse, tais como mudanças no mercado internacional da soja e variações na taxa de câmbio.

Gráfico 1 EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DE SOJA E DA PARTICIPAÇÃO

Exp.soja/Exp.totais Exp.soja Fonte: A partir dos dados da TAB. A.2 em anexo.

Tomando-se por base a participação das exportações de soja nas exportações totais do país e a evolução do valor das exportações de soja, em dólares de 1990 (ver GRAF.1), é possível detectar dois períodos distintos da trajetória das exportações de soja ao longo da segunda metade do século X. No primeiro período (1950-1971), o valor real das exportações de soja e a participação deste produto nas exportações totais permaneceram em níveis muito baixos. Todavia, verifica-se que, a partir de 1965, a participação das exportações de soja nas exportações totais torna-se mais significativa. Sendo assim, delimitou-se duas fases nesse primeiro período, a saber: i) 1950-1964; e i) 1965-1971.

No segundo período (1972-1996), as exportações de soja ganharam importância para o setor exportador do país. Como se verifica no GRAF. 1, tanto o valor das exportações de soja como a participação destas exportações no total das exportações brasileiras cresceu e manteve-se em patamares elevados, embora com oscilações. Tomando como base a evolução da participação das exportações de soja nas exportações totais e o valor das exportações de soja, no período de

1972 a 1995, foram delimitadas quatro fases, a saber: i) 1972-1979; i)1980-1986; ii)1987-1991; e iv) 1991-1995. A seguir, proceder-se-á a descrição e análise de cada uma das fases em que se dividiram as exportações de soja na segunda metade do século X.

A produção brasileira de soja inicia-se na década de 1930, basicamente, com a finalidade de atender uma demanda nacional relacionada às necessidades alimentícias da suinocultura (BATISTA FILHO, 1994). Na década de 40, a soja e seus derivados (farelo e óleo) tornaram-se uma fonte alimentícia dos brasileiros (VARÃO, 1982). Até então, a produção de soja era totalmente destinada ao mercado consumidor nacional e o seu crescimento correlacionava-se fortemente com a atividade pecuarista sulina.

A partir do término da Segunda Guerra Mundial, as pesquisas científicas internacionais deram um grande impulso a sojicultura, quando descobriram a síntese das proteínas no conjunto de aminoácidos, possibilitando a criação de animais confinados através de rações balanceadas à base de soja. Concomitantemente, a indústria de óleos comestíveis definiu a utilização da soja como matéria-prima, ampliando assim a utilidade do grão de soja no mercado consumidor mundial.

O crescimento da demanda internacional de soja no final da década de 1940 e início da de 1950 coincidiu com o começo das exportações brasileiras de soja. Sendo assim, pode-se afirmar que um dos principais fatores impulsionadores da penetração da soja nacional no mercado internacional foi a tendência altista do preço internacional do grão desse produto. As TAB. A.1 e A.2, em anexo, fornecem as estatísticas do período considerado como a primeira fase das exportações brasileiras de soja (1950 a 1964). Em 1950, as exportações de grãos de soja alcançaram a marca dos US$ 8,5 milhões, relativos ao valor de 21,2 mil toneladas de grãos de soja exportados. Em 1962, o valor e a quantidade exportada desse grão já havia crescido para US$ 30,8 milhões e 96,8 mil toneladas. Entre esses dois períodos, as taxas médias de crescimento do valor e da quantidade exportada de grãos de soja foram, respectivamente,

1,3% e 13,5% ao ano. A participação das exportações de soja nas exportações totais do país aumentou de 0,2% em 1950, para 0,5% em 1963, indicando que as exportações deste produto tendiam a crescer no longo prazo. Entre 1962 e 1963, o valor das exportações de grãos de soja sofreu uma queda de 64,5% em conseqüência da diminuição da produção doméstica desse produto. Todavia, as exportações totais de soja só tiveram uma pequena queda graças ao surgimento da exportação do farelo de soja que naquele ano foi de US$14,6 milhões. Em 1964, não se verificaram exportações de grãos de soja. Foi o comércio do farelo que manteve a conta de exportação de soja positiva. Em razão deste fato, no biênio de 1963/64 verificou-se uma diminuição na participação da soja nas exportações totais de 0,5% para 0,2%.

A política cambial adotada no período de 1950 a 1964 não se direcionou diretamente ao crescimento e diversificação das exportações nacionais. O regime de taxas de câmbio múltiplas e sobrevalorizadas impedia a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, enquanto favorecia diretamente o aumento das importações. Sendo assim, o crescimento das exportações de soja nesse período não pode ser explicado por estímulos advindos da política cambial adotada.

A partir de meados dos anos 60, o mercado mundial de proteoginosas sofre uma crise relacionada à escassez de matérias-primas, dentre as quais constava o farelo de soja (BATISTA

FILHO, 1994). Coincidentemente, o Brasil ampliava sua produção, direcionando-a ao mercado externo, que apresentava preços cada vez mais elevados para esse produto.

A TAB. A.1, em anexo, apresenta a evolução das exportações de grãos de soja e de seus subprodutos entre 1965 e 1971. O valor das exportações de grãos mais que triplicou no período de 1965/71, elevando-se de US$23,6 milhões para US$74,2 milhões. O volume exportado de grãos cresceu em média 16% ao ano, elevando-se de 75 mil para 213 mil toneladas. Tal crescimento era justificado mediante deslocamentos expansionistas da curva de demanda mundial de soja e da curva de produção de soja do país. No caso do farelo, o crescimento de suas exportações foi surpreendente. De 1965 para

1971, as exportações aumentaram de 9,1 para 872,2 mil toneladas, um crescimento médio de 43,7% ao ano. O aumento do preço internacional desse produto, decorrente de uma restrição na sua oferta mundial, repercutiu sobre o preço da tonelada exportada, que se elevou de

US$262/tonelada para US$273/tonelada nesse mesmo período. Na segunda fase, dois episódios merecem destaque. Primeiro, o Brasil tornou-se exportador de torta de soja, um subproduto do farelo de soja. Entre 1965 e 1971, o valor e a quantidade exportada de torta de soja cresceram, em média, 35,2% e 40,4% respectivamente.

Segundo, a soja adentrou no mercado doméstico de óleos comestíveis em virtude de uma crise no mercado das principais matérias-primas deste setor, o amendoim e o algodão (BATISTA FILHO,

1994). A partir de 1971, o país passou a remeter parte de sua produção de óleo de soja ao mercado externo, exportando 6,6 mil toneladas a um preço elevadíssimo de US$1.028/tonelada. O desempenho das exportações de grãos, farelo, óleo e torta de soja elevaram as exportações globais da soja de US$54 milhões, em 1965, para US$330 milhões, em 1971. Nesse período, a soja aumentou a sua participação nas exportações totais de 0,9% para 3,7%.

A partir de 1964, com a mudança no regime político, liderado pelo governo militar, as políticas de comércio exterior passaram a ser formuladas com o intuito de elevar e diversificar a pauta dos produtos exportáveis. Dentre os principais instrumentos desta política, destacaram-se as minidesvalorizações cambiais, os incentivos fiscais e o crédito subsidiado aos exportadores. As minidesvalorizações da taxa de câmbio nominal não se revelaram um fator explicativo de importância primária para o crescimento das exportações de soja, visto que não se conseguiu eliminar a sobrevalorização da taxa real de câmbio e, por conseguinte, melhorar a competitividade deste produto no mercado internacional.

A terceira fase das exportações de soja é caracterizada pela "invasão" da produção nacional de soja e derivados no mercado consumidor europeu. As exportações de soja

(principalmente farelo e óleo) para os países que formam o atual Mercado Comum Europeu decorreram da introdução do farelo de soja na ração de animais para a produção de carnes e do processo de substituição do consumo mundial de gorduras animais pelo consumo de óleos comestíveis. A evolução das exportações de grãos, farelo e óleo de soja no período de 1972 a

Na década de 70, as exportações de grãos de soja passaram por um período de expansão até 1976. O principal fator interno que favoreceu o crescimento dessas exportações foi o aumento da produção nacional. O reflexo do expressivo desempenho da sojicultura brasileira é observado através dos aumentos no valor e volume exportado desse grão. Entre 1972 e 1976, o valor das exportações de grãos de soja elevou-se de US$373,6 milhões para US$1.497,9 milhões, enquanto que o volume exportado expandiu-se de 1 milhão de toneladas para 3,6 milhões de toneladas.

Em 1978, choques climáticos afetaram fortemente a produção agrícola da região centrosul do país. A produção teve uma queda de 24% em relação a 1977. As conseqüências da crise agrícola traduziram-se na forte contração do volume e do valor destas exportações. O preço de exportação do grão de soja manteve uma tendência crescente durante toda década de 70. Entre 1972 e 1979, o preço da tonelada exportada de grão se elevou de US$360 para US$415, representando uma taxa média de crescimento de 2,05% ao ano. As diminuições do preço de exportação do grão de soja entre 1973/75 e 1977/78 acompanharam o comportamento do preço internacional do grão de soja que se apresentava em queda em razão do aumento dos estoques mundiais deste produto.

As exportações de óleo (incluindo o óleo bruto e purificado) tiveram um crescimento médio de 41,7% ao ano, entre 1972 e 1979, tendo sido o subproduto que mais contribuiu para o bom desempenho da conta de exportação de soja nessa fase. Com efeito, as exportações físicas do óleo saltaram de 60 mil toneladas, em 1972, para 534 mil toneladas em 1979.

1 As estatísticas a respeito das exportações da torta de soja não estão presentes em virtude da não disponibilidade dos dados estatísticos junto às fontes pesquisadas.

De uma maneira geral, no período de 1972/79, as receitas cambiais advindas das exportações de soja cresceram a uma taxa média anual de 16%. Nesse período, com exceção do café e dos produtos manufaturados, a soja foi o produto que mais gerou receita cambial para o país. A sua participação nas exportações totais cresceu de 7,4% em 1972, para 10,8% em 1979. No período de 1972 a 1979, a política cambial revelou-se um instrumento importante para o crescimento e a diversificação das exportações. Nos períodos de 1972/75 e 1978/79, pode-se verificar desvalorizações na taxa de câmbio real efetiva, aumentando a competitividade dos produtos nacionais no mercado externo.

Ao longo da década de 70, a conta de exportação de soja manteve uma estreita relação com o desempenho da sojicultura sulina, acompanhando pari passu os movimentos oscilatórios de expansão e contração desta atividade primária. No período de 1973/79, a produção de soja dos estados sulinos foi responsável, em média, por 8% da produção nacional. Sendo assim, variações na produção de soja no Sul afetaram as receitas cambiais advindas da conta de exportação da soja.

Na década de 80, as fronteiras agrícolas da produção nacional de grãos de soja são expandidas, alcançando os estados de Minas Gerais, Bahia e os da região Centro-Oeste. O conjunto desses estados forma a “região do cerrado”. Dados da FIBGE mostram que, no período de 1980-1986, enquanto a produção de grãos de soja da região Sul diminui de 1,9 milhões de toneladas para 6,4 milhões de toneladas, a produção da “região do cerrado” aumentou de 2,2 milhões de toneladas para 6,6 milhões de toneladas.

Com a dinamização e a expansão da produção nacional de soja, esperava-se que as exportações de soja se tornariam menos sensíveis às variações na produção sulina. No entanto, isso não se verificou por duas razões básicas: i) a região Sul, apesar de ter diminuído a sua participação na produção nacional de soja, ainda era responsável por cerca de 50% do total produzido; e i) a presença dos tradicionais exportadores de soja na região Sul fizera com que a conta de exportação deste produto sustentasse uma estreita relação funcional de dependência com o desempenho da produção de grãos desta região. A quarta fase caracterizou-se por apresentar níveis mais baixos do valor das exportações de soja e da participação deste produto nas exportações totais do que na fase precedente. O valor e o volume das exportações de soja caíram de US$ 2.929,1 milhões e 8.874,7 mil toneladas para

US$ 1.899,5 milhões e 8.546,6 mil toneladas.O aumento da safra argentina e norte-americana elevaram significativamente os estoques mundiais de grãos de soja, implicando numa forte tendência baixista para os preços internacionais deste produto e dos seus subprodutos.

Em 1980, a produção doméstica de grãos de soja já havia se recuperado da quebra de safra ocorrida em 1978, atingindo 15.155,8 mil toneladas produzidas. Com isso, de 1979 para

1980, as exportações de grãos de soja tiveram um aumento no valor e no volume exportado de aproximadamente 92,2% e 142,6%, respectivamente. De 1981 a 1983, a produção brasileira de soja voltou a decrescer devido ao ambiente desfavorável para a sojicultura do Sul do país. Em 1982, no período que antecedeu a época do plantio, a sojicultura sulina vivenciou condições adversas à sua produção e comercialização. A situação agravou-se ainda mais quando um surto de largata atacou a produção de soja do Rio Grande do Sul, responsável por 3% da produção nacional. Em decorrência desses fatores, as exportações de grãos de soja apresentaram quedas no valor, no volume e no preço de exportação.

Em 1982, o valor e o volume exportado de grãos de soja atingiram os níveis mais baixos de todo período de 1980/86. Em 1984 e 1985, as exportações de grãos voltaram a reagir, mas em 1986 uma nova queda na produção brasileira de soja reduziu consideravelmente o volume exportado de grãos. O maior impacto da crise na produção brasileira de grãos de soja para o setor exportador é observado através da redução no valor exportado de grãos de US$ 859,8 milhões, em 1985, para US$ 280,6 milhões em 1986. Para o óleo e o farelo, a situação não foi diferente. A tendência baixista para os preços internacionais desses dois produtos repercutiu na atividade exportadora de soja através dos baixos preços de exportação. Entre 1980 e 1986, os valores das exportações do farelo e do óleo decresceram, em média, 4,1% e 18,1% ao ano, respectivamente. No caso do farelo, ainda houve leve crescimento do volume exportado de 6.581,9 mil toneladas para 6.952,2 mil toneladas, enquanto que o volume exportado do óleo de soja sofreu uma queda de aproximadamente 9,9% ao ano e o preço de exportação, que atingira US$924/tonelada em 1979, chegou a US$415/tonelada em 1986.

No contexto do mercado internacional de soja, o período de 1980 a 1986 é caracterizado por um excesso de oferta, resultando assim em um aumento dos estoques mundiais e diminuição do preço internacional destes produtos. As conseqüências básicas para o setor externo da economia nacional foram a estagnação das receitas cambiais advindas das exportações da soja. A participação deste produto nas exportações totais do país reduziu-se de 1,2% em 1980, para

7,3% em 1986. Os desequilíbrios externos e internos, que marcaram a primeira metade da década de 80, levaram o país a adotar uma política de desvalorizações da taxa nominal de câmbio a fim de se contornar o problema de escassez de divisas. No período de 1980/1986, não só a taxa nominal de câmbio, como também a taxa de câmbio real efetiva mostraram-se desvalorizadas em relação ao período de 1972/79. Os impactos dessas mudanças sobre as exportações de soja foram amortecidos, se não compensados, pelos fatores acima analisados. Além disso, deve-se lembrar a falta de uma política de financiamento adequada a estas exportações.

Contrapondo o período de 1980/86, a quinta fase das exportações de soja é caracterizada por dois momentos bem definidos e opostos para a sojicultura do país. No primeiro momento, verificado entre os anos de 1987 e 1989, constata-se um crescimento da produção nacional, cujo principal fator propulsor foi o bom desempenho que teve a produção na região do “cerrado”. No segundo momento (1990/91), o desempenho favorável da produção de grãos de soja foi interrompido pela política econômica do governo Collor que restringiu fortemente o crédito a todos os setores da economia. Sem a assistência financeira à colheita e comercialização, a produção de grãos de soja declinou de 24.071 mil toneladas em 1989, para 19.898 mil toneladas em 1990, e 14.938 mil toneladas em 1991. O desempenho das exportações de grãos de soja e de seus derivados novamente apresenta uma forte correlação positiva com os rumos da sojicultura nacional. Todavia, os fatores externos relacionados ao crescimento da demanda mundial por soja e ao comportamento da produção de grãos de soja nos países concorrentes do Brasil no mercado internacional também foram significativos à evolução das exportações brasileiras de soja.

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