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Curso de FISIOPATOLOGIA

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UNIDADE IVDesordens hemodinâmicas
UNIDADE VFisiopatologia dos vasos

MÓDULO I sanguíneos

UNIDADE VIPatologias do sangue
UNIDADE VIIFisiopatologia do coração

UNIDADE IV 4.1 - Desordens hemodinâmicas 4.1 – 1 Edema 4.2 Hiperemia e Congestão 1 – Hiperemia arterial ou ativa 2 – Hiperemia venosa ou passiva 4.3 Hemorragia Petéquias

Apoplexia 4.4 Hemostasia e Trombose Propagação

Organização e recanalização

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4.5 Embolia 4.6 Choque Choque cardiogênico

Choque hipovolêmico ou hemorrágico

Choque séptico UNIDADE IV 4.1 - Desordens hemodinâmicas

Desordens hemodinâmicas ou disciclias representam os distúrbios da circulação sanguínea. Do distúrbio da irrigação sanguínea ou do equilíbrio hídrico geram algumas das alterações mais comumente encontradas: Edema, Congestão, Hemorragia.

4.1 – 1 Edema

Acúmulo de quantidades anormais de líquido nos espaços teciduais intersticiais. De acordo com a localização, coleções de liquido em diferentes cavidades corporais recebem as denominações de hidrotórax, hidropericárdio e hidroperitônio (também chamado de ascite). Anasarca é um edema intenso e generalizado, com tumefação profunda do tecido subcutâneo.

O líquido de edema que ocorre nas perturbações hidrodinâmicas pode ser um transudato, quando pobre em proteína e inversamente, no edema inflamatório é um exsudato rico em proteína.

Os fatores mais importantes que intervém na filtração dos fluidos na circulação sanguínea são:

1 – Velocidade do fluxo sanguíneo 2 – Permeabilidade capilar 3 – Pressão hidrostática

4 – Pressão oncótica das proteínas, desenvolvidas principalmente pela albumina.

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5 – Pressão tecidual 6 – Drenagem linfática 4.2 Hiperemia e Congestão

Indicam um aumento local do volume de sangue em um determinado tecido.

A hiperemia é um processo ativo que resulta do aumento do influxo tecidual devido à dilatação arteriolar, como no músculo esquelético durante o exercício, ou em áreas de inflamação. A congestão é um processo passivo que resulta da redução do efluxo de um tecido. Pode ocorrer sistemicamente, como na insuficiência cardíaca, ou ser local, em conseqüência de obstrução venosa isolada.

Pode ser de procedência arterial ou venosa:

1 – Hiperemia arterial ou ativa Æ ocasionada por aumento do afluxo (chegada) sanguíneo.

2 – Hiperemia venosa ou passiva Æ quando causada por uma diminuição do efluxo (saída) sanguíneo.

A hiperemia ativa causa um aumento da vermelhidão na região afetada. A dilatação arteriolar é desencabada por mecanismos neurogênicos simpáticos ou pela liberação de substâncias vasoativas. A hiperemia ativa da pele é encontrada sempre que se faz necessário dissipar um excesso de calor corporal (exercício físico, febre).

A hiperemia passiva causa uma coloração azul-avermelhada intensificada nas regiões afetadas, à medida que o sangue fica aí represado. A coloração azulada acentua-se quando a congestão conduz a um aumento da hemoglobina nãooxigenada no sangue recebe o nome de Cianose.

4.3 Hemorragia

Ruptura de um vaso sanguíneo, quase sempre causada por alguma forma de agressão, como traumatismo, erosão inflamatória ou neoplásica da parede do vaso.

As hemorragias podem ser externas, quando o sangue flui das estruturas superficiais ou ser proveniente de vísceras ocas em continuidade com orifícios

42 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores naturais do organismo, e evidencia-se através destes. Ex: sangramento pelo ouvido externo (otorragia); pela boca (ororragia), pelo nariz (epistaxe ou rinorragia); escarro sanguinolento (hemoptise); fezes sanguinolentas (melena).

E a hemorragia pode ser interna, quando o sangue acumula nos tecidos do corpo, sendo denominado hematoma. Ex: acúmulo de sangue na cavidade pericárdica (denomina-se hemopericárdio); cavidade peritoneal (hemoperitônio); cavidade pleural (hemotórax); na medula espinhal (hematomielia).

As hemorragias também podem apresentar-se nas seguintes classificações:

Petéquias Æ hemorragias minúsculas na pele, nas mucosas ou nas superfícies serosas.

Púrpura Æ hemorragia um pouco maior, resulta da confluência de petéquias.

Equimose Æ hematoma subcutâneo amplo (ocupando a derme e a hipoderme).

Apoplexia Æ hemorragia súbita num determinado órgão, devendo se indicar sua localidade. Ex: apoplexia cerebral.

4.4 Hemostasia e Trombose

Hemostasia significa estancar a saída do sangue do sistema cardiovascular e a manutenção do sangue líquido e livre de coágulos, permitindo simultaneamente a rápida formação de um tampão sólido de sangue para bloquear rupturas ou outras formas de agressão dos vasos sanguíneos. Este processo é denominado de hemostasia normal.

A Trombose é um processo patológico que denota a formação de uma massa coagulada de sangue no interior de um sistema vascular íntegro.

Após ferimentos tegumentares superficiais da pele, mucosas e serosas, com ruptura ou secção de pequeno calibre, ocorre logo vasocontrição reflexa. Esta é

43 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores mantida por algum tempo pela ação dos nervos vasomotores, auxiliada pela retração das extremidades vasculares, favorecendo a redução do seu lúmen (luz do vaso).

Esta vasocontrição é transitória e intervêm substâncias vasoativas liberadas principalmente pelas plaquetas. Estas, por sua vez, aderem ao endotélio e às estruturas subendoteliais lisadas expostas nos vasos, e tentam fixá-las com um tampão – tampão plaquetário (trombo branco) – que se forma em poucos segundos.

Nos vasos lacerados maiores, após a vasoconstrição reflexa é detonado o mecanismo da coagulação. Assim, a protrombina converte-se em trombina, atua sobre o fibrinogênio solúvel, transformando-o em fibrina e polimerizando os seus filamentos numa malha insolúvel – rede de fibrina – aprisionando leucócitos e um grande número de hemácias, surgindo um trombo de cor vermelha (coágulo).

Os trombos podem ocorrer em qualquer local do sistema cardiovascular: no interior das câmaras cardíacas, nas artérias, nas veias ou nos capilares.

Caso o paciente sobreviva aos efeitos imediatos da obstrução vascular, o trombo pode seguir em um dos seguintes caminhos:

Propagação Æ pode propagar-se e terminar por levar à obstrução de algum vaso fundamental.

Embolização Æ pode deslocar-se até regiões distais da árvore vascular.

Dissolução Æ pode ser removida por enzimas fibrinolíticas.

Organização e recanalização Æ os trombos podem induzir inflamação e fibrose – (organização) e terminar por serem recanalizados por células que chegam ao trombo (células musculares lisas e mesenquimais) e formam canais capilares, que abrem caminhos, de uma extremidade do trombo para a outra, através dos quais restabelece o fluxo sanguíneo. Este processo é denominado recanalização.

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