Assistencia de enfermagem pré e pós operatório

Assistencia de enfermagem pré e pós operatório

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PRÉ E PÓS-OPERATÓRIAProf. Rafaelle Quevedo Rausch

Objetivo do aprendizado:Definir as três fases do período pré-operatório.

  • Realizar o processo de Enfermagem,

  • Identificar as causas da ansiedade pré-operatória

  • Identificar as considerações legais e éticas relacionadas ao termo de consentimento,

  • Descrever medidas de enfermagem pré-operatória que diminuam o risco de infecções e de outras complicações pós-operatória,

  • Descrever a preparação pré-operatória imediata,

  • Desenvolver um plano de ensino pré-operatório destinado a promover a recuperação do paciente a partir da anestesia

Assistência de Enfermagem no Pré-operatório

Pré-operatório – período que decorre desde a indicação da cirurgia até o momento do ato operatório.

Divide-se em:

Mediato: período que vai desde a internação até 24 h antes da cirurgia (cirurgias programadas)

Imediato: período que inicia 24h antes da cirurgia e termina no momento do ato cirúrgico

Classificações Cirúrgicas

Emergencial- O paciente requer atenção imediata, o disturbio pode comportar risco de vida

Sem demora

Ex: sangramentos graves, obstrução vesical ou intestinal, cranio fraturado, feridas com arma de fogo ou armas brancas, queimaduras extensas

Urgente- o paciente precisa de atenção imediata

Dentro de 24-30h

Infecção aguda de vesícula biliar, Cálculos renais ou uretais

Necessária – o paciente precisa fazer a cirurgia

Planejar dentro de algumas semanas ou meses

Hiperplasia de próstata sem obstrução vesical, distúrbios de tireóide, catarata

Eletiva- o paciente deve se submeter a cirurgia

A falha em se submeter à cirurgia não é catastrófica

Reparação de cicatrizes, hérnia simples, reparação vaginal

Opcional- a decisão fica com o paciente

Preferência pessoal

Cirurgia cosméticas

Consentimento Informado

Critérios para o consentimento informado valido

  • - Consentimento Voluntário

  • - Sujeito Incompetente

  • - Sujeito Informado

  • - Paciente capaz de compreender

Assistência de enfermagem no Pré-operatório Mediato

  • Realizar o processo de Enfermagem

  • (avaliar estado nutricional, hídrico, estado respiratório, cardiovascular, funções hepáticas e renal, endócrinas, função imune, uso prévio de medicações, fatores psicossociais, crenças espirituais e culturais)

- Apoio psicológico

  • Controle dos sinais vitais

  • Observar anormalidades; febre, dispnéia, hipertensão, hipotensão e etc.

  • Preparação e auxilio para exames radiológicos e/ou laboratoriais.

  • Controle de peso e eliminação urinárias,

  • Orientação sobre higiene,

  • Orientação sobre a alimentação,

  • Orientações sobre exercícios respiratórios

Assistência de Enfermagem no Pré-operatório Imediato

-Preparo da Pele

-Preparo intestinal

-Cuidados com a higiene corporal

-Orientações sobre o jejum

-Medicações pré-anestésicas

Assistência de Enfermagem momentos antes da cirurgia

-Higiene corporal

-Tricotomia

-Cortar unhas e retirar esmaltes

-Vestir roupas limpas

-Retirada de prótese dentaria

-Pentear os cabelos protegendo com touca

-Retirar jóias e adornos e entregar a família protocolado

-Esvaziamento vesical

-Verificar se o prontuário esta completo

-Verificar se todos os cuidados foram prestados e registrados

-Transportar o paciente ao CC

-Checar se todos os cuidados prescritos foram prestados

Assistência de Enfermagem Pós-operatório

O período se estende-se desde do momento em que o paciente deixa a sala de cirurgia até a ultima visita de acompanhamento com o cirurgião. Tendo após as fases do cuidados pós-anestésicos sendo a:

  • A fase I da URPA: usada durante a fase de recuperação imediata.

  • A fase II: é reservada para os pacientes que precisam de observação menos freqüentes e menos cuidados de enfermagem

Tratamento de enfermagem na URPA

  • Avaliando o Paciente,

  • Mantendo Via Aérea Permeável,

  • Mantendo a Estabilidade Cardiovascular

  • Aliviando a Dor e Ansiedade

  • Controlando Náuseas e Vômito

  • Determinado a Aptidão para alta da URPA

Recebendo o paciente na unidade clinica

Quais os cuidados de enfermagem depois da cirurgia?

  • Reavaliar o processo de enfermagem,

  • Traçar novos diagnósticos de enfermagem

  • Planejamentos e Metas e Prescrições de Enfermagem

Prevenindo as complicações respiratórias,Aliviando a Dor, Analgésicos opiacios e analgésica controlada pelo paciente, Promovendo o debito cardíaco, Encorajar a atividade, Promover a cura da ferida, Trocando o curativo, mantendo a temperatura corporal normal, tratamento a função gastrintestinal e retomando a nutrição, promovendo a função intestinal, controlando a micção, mantendo um ambiente seguro e fornecendo apoio emocional ao paciente e a família.

Humanizando o preparo do cliente para a cirurgia

  • Dar informações sobre exames, como retornará da cirurgia e procedimentos pós-operatório,

  • Transmitir calma e segurança,

  • Interpretar a comunicação não verbal do cliente,

  • Compreender que um cliente é diferente de outro,

  • Favorecer o cultivo da fé.

  • Quem busca o conhecimento presta uma assistência de qualidade,respeitando os princípios éticos e legais.

  • A Enfermagem é uma ciência e não feita de ações empíricas.

  • O sucesso de um bom profissional está nas suas ações como: cognitivo, procedimental e atitudinal.

Complicações no Pós-operatório

  • Pós- operatório Imediato (POI), 24 h posterior à cirurgia,

  • Pós-operatório Mediato (PO), após 24 h e até 07 dias,

  • Pós-operatório Tardio, após 07 dias de recebimento da alta.

Atenção: O enfermeiro (a) realizar :

Leitura do Prontuário

  • Anestesia

  • Sinais vitais

  • Curativos

  • Drenos

  • Registros de Enfermagem

As Complicações:Sonolência

  • A sonolência é uma característica muito freqüente no cliente cirúrgico. Assim, a certificação do seu nível de consciência deve ser sempre verificada mediante alguns estímulos e as alterações devem ser imediatamente comunicadas.

Sede

  • O sulfato de atropina, utilizado durante a anestesia para diminuir as secreções, ocasiona a secura da mucosa oral.

Cuidados de Enfermagem:

  • Umedecer os lábios do paciente com algodão ou gaze embebidos em água

  • E outros..............

Dor

A dor mais comum é aquela que ocorre na região alvo da cirurgia, a qual diminui gradativamente com o passar do tempo. Esta pode variar quanto á localização, intensidade, duração e tipo.

Cuidados de enfermagem:

  • Ouvir a queixa,

  • Comunicar ao paciente o que está sendo feito a respeito da sua dor,

  • Aplicar as mediadas físicas para reduzir a dor: a massagem, cama sem rugas, posicionamento anatômico,

  • Administrar analgésicos e sedativos CPM,

  • Observar o efeito das mediadas aplicadas,

  • Anotar ao prontuário os procedimentos realizados.

  • Estar atento a cefaléia pós-raquionestesia

  • OBS: analgésica precoce ajuda o cliente a se movimentar sem grandes restrições, o que agiliza sua afetiva recuperação.

Singulto/ Soluço

É o espasmo incontrolado do músculo diafragma, causada por irritação do nervo frênico por deglutição de ar ou efeito do anestésico.

Cuidados de enfermagem:

  • Orientar para respirar correta e pausada,

  • Comprimir as pálpebras do paciente,

  • Fazê-lo respirar dentro de um saco de papel ou plástico,

  • Eliminar as causas pela aspiração gástrica, deambulação, aquecimento e mudança de decúbito.

Náuseas / Vômitos

Os efeitos colaterais dos anestésicos e a diminuição do peristaltismo ocasionam distensão abdominal, acúmulo de líquidos e restos alimentares nom trato digestório, em conseqüência, o cliente pode apresentar náuseas e vômito.

Cuidados de enfermagem:

  • Posicionar o cliente, sem sonda em decúbito lateral ou com a cabeça lateralizada; já o cliente, com sonda está deverá estar aberta.

  • Manter cuba-rim próxima;

  • Administrar antiemético;

  • Incentivar o paciente a descansar tranqüilamente e a respirar pela boca;

  • Realizar higiene oral para eliminar o mau hálito/ gosto da boca;

  • Lavar a face e proporcionar-lhe roupa limpa;

  • Anotar: momento do vomito, aspecto, quantidade, cor, se está ou não com ataque de tosse ou à digestão de medicamentos ou alimentos ( se liberado).

Retenção Urinária

É a incapacidade de excretar a urina, embora a bexiga esteja cheia (12h), devido ao espasmo do esfíncter vesical, especialmente em cirurgias pélvicas e abdominais.

CAUSAS:

  • Medo da dor,

  • Traumatismo intra-operatorio

  • Infecção anterior a cirurgia;

  • Bloqueio emocional e impossibilidade de urinar por estar deitado ou em posição desconfortável.

SINAIS E SINTOMAS

  • Dor intensa em baixo ventre;

  • Globo vesical palpável e muitas vezes visível

  • Retenção Urinária

Cuidados de Enfermagem

  • Estimular micção: abrir torneira, aplicar calor supra púbico 9 se não houver incisão nessa área.

  • Medir e anotar diurese

  • Cateterismo vesical se necessário;

  • Estimular ingesta hídrica após liberação dos líquidos.

Distensão abdominal

É acumulo de gases e fezes, no trato gastrintestinal, ocasionado o volume do estomago e do intestino.

CAUSAS PREDISPONENTES:

  • Manipulação excessiva das vísceras no ato cirúrgico;

  • Falta de preparo intestinal no pré-operatório;

  • Deglutição de ar

  • Imobilização prolongada no leito

  • Inobservância do jejum no pré-operatório

SINAIS E SINTOMAS

  • Abaulamento do abdome;

  • Dispnéia devido a pressão abdominal sobre o diafragma;

  • Náuseas e vômitos;

  • Dor e desconforto abdominal

Cuidados de enfermagem

  • Incentivar a deambulação precoce ou movimentação ativa e passiva no leito;

  • Observar se a dieta apresenta excesso de alimentos fermentativos;

  • Observar aumento do volume abdominal

  • Aplicação de sonda retal, lavagens intestinais, supositórios e laxantes suaves, se prescritos;

  • Administração de medicamentos que estimulem o peristaltismo;

  • Sondagem nasogástrica.

Complicações Respiratórias

São complicações mais serias e freqüentes nos pós-operatório, principalmente de clientes obesos, fumantes, idosos e naqueles.

Fatores Predisponentes

  • Pacientes com problemas pulmonar (tabagismo e enfisema),

  • Idosos, obesos ou caquéticos,

  • Efeito irritantes dos anestésicos sobre a mucosa pulmonar,

  • Respiração superficiais, pelo medo da dor e desconforto,

  • Aspiração de vômitos,

  • Infectes da boca, nariz e garganta com disseminação dos germes para a mucosa pulmonar.

Sinais e Sintomas

  • Tosse irritante e persistente

  • Expectoração muco-pio-sanguinolenta,

  • Aumentos de temperatura

  • Dispnéia e dor torácica à inspiração e expiração

Cuidados de enfermagem

  • Ensinar e estimular os exercícios respiratórios,

  • Manter posição de fowler;

  • Estimular a deambulação;

  • Orientar e incentivar sobre a importância de ingestão de líquidos, se não houver contra-indicações;

  • Solicitar Tapotagem e drenagem postural a fisioterapia

  • Verificar a indicação de nebulização

  • Aspiração de secreções orofaríngeas.

Embolia PulmonarOs coágulos que se formam nas outras complicações vasculares podem percorrer a circulação sangüínea e localizar no coração e nos pulmões. Nos pulmões estes coágulos podem obstruir uma ou mais artérias pulmonares.

Sinais e sintomas

  • Dor torácica aguda;

  • Forte dispnéia;

  • Cianose.

Cuidados de enfermagem

  • Observar sinais, anotar e intervir. EX: Fr

  • O tratemnto básico é feito com anticoagulantes e oxigênio, o enfermeiro deverá ter conhecimento sobre a ação medicamentosas;

  • Controle rigoroso dos sinais vitais.

Prevenção

  • Deambulação precoce, se não houver contra-indicação;

  • Movimentação ativa e passiva no leito;

  • Exercícios respiratórios;

  • Estímulos a tosse.

Hipóxia

Baixo teor de oxigênio circulante no cérebro. Pode ocorrer devido à “queda da língua”( efeito anestésico), problema respiratório (bronquite, enfisema pulmonar, infecções e secreções traqueobrônquicas e edema de glote).

Cuidados de Enfermagem

  • Hiperestender a cabeça do paciente;

  • Aspirar secreções orofaríngeas;

  • Instalar oxigênio a 2 litros por minutos ( se não apresentar secreções espessas);

  • Na presença de secreções espessas, nebulizar com oxigênio e solução fisiológica de cloreto de sódio;

  • Lateralizar a cabeça.

Complicações Circulatórias

São alterações nas veias e artérias, principalmente dos MMII, que ocorrem no pós-operatório de cirurgias abdominais, pélvicas e vasculares.

Fatores Predisponentes

  • Inatividade por tempo prolongado nos pós-operatório;

  • Pacientes idosos e obesos;

  • Compressão dos MMII por tempo prolongado (gesso, ataduras e talas) ou posições viciosas;

  • Pacientes com deficiência circulatórias (varizes).

  • Tipos:

  • Flebite: Inflamação da veia.

  • Trombo flebite: inflamação da veia com presença de coágulos aderidos nas paredes dos vasos sanguíneas.

Sinais e sintomas

  • Hipertermia;

  • Mal-estar;

  • Extremidades edemaciadas, dolorosa, quentes e avermelhadas.

Cuidados de enfermagem

  • Repouso absoluto;

  • Elevar o membro afetado;

  • Aplicar compressas quentes e/ou úmidas;

  • Aplicar anticoagulantes tópicos e sistêmicos se prescritos.

Prevenção

  • Mudar de decúbito de 2/2 horas;

  • Incentivar paciente a movimentar as pernas logo que permitido;

  • :Massagear panturrilhas de 2/2 horas;

  • Não colocar nenhuma compressão sobre as extremidades;

  • Evitar ataduras apertadas ou outros dispositivos que dificultem ao retorno venoso;

  • Estimular a deambulação logo que permitida;

  • Observar sinais e sintomas de inflamação.

Sinais de Flebotrombose nas veias:

  • Dor na panturrilha;

  • Sensibilidade nos musculos da panturrilha sob cpompressaõ leve;

  • Edema leve na parte interna da perna.

Hemorragia

É a perda anormal de sangue do interior das veias ou artérias. A gravidade de hemorragia depende da localização do sangramento e do volume de sangue perdido.

Tipos:

  • Interna

  • Externa

Sinais e sintomas

  • Hipotensão

  • Palidez cutânea

  • Taquicardia (pulso rápido e filiforme)

  • Sudorese

  • Dispnéia

Cuidados de enfermagem

  • Verificar sangramento;

  • Tentar acalmar o paciente;

  • Observar e comunicar sinais e sintomas de choque;

  • Puncionar ou manter veia calibrosa e infundir rapidamente soluções endovenosas;

  • Colocar o paciente em posição de Trendlemburg para facilitar a irrigação dos pulmões, rins e coração (nos caso de hemorragias intracraniana manter o paciente em posição de Fowler);

  • Verificar sinais vitais, especialmente TA e pulso;

  • Manter paciente aquecido;

  • Providenciar tipagem sanguínea;

  • Compressão direta no local;

  • Lateralizar a cabeça

  • Manter com clareza o que foi feito com o paciente, bem como o local e volume de sangue.

Choque

É a conseqüência de um suprimento insuficiente de sangue e oxigênio aos tecidos.

Classificação

  • Choque Hipovolêmico – causado pela perda excessiva de líquidos;

  • Choque Neurogênico – dilatação anormal dos vasos sanguíneos, atingindo diretamente o tecido cerebral.

  • Choque Séptico – é causado por toxinas das bactérias circulantes na corrente sanguínea.

  • Choque Cardiogênico – é causado pela falência do bombeamento sanguíneo.

  • Choque Anafilático – ocorre devido a uma reação antigeno-anticorpo/ medicamentos e picadas de insetos;

  • Choque Pirogênico – é o resultado da presença de pirogênios nas soluções injetadas endovenosamente ou equipamento de infusão, caracterizada por reação febril.

Cuidados de enfermagem

  • Identificar sinais e sintomas: diminuição da pressão arterial, pulso rápido e filiforme, taquipnéia, palidez, pele fria, úmida e pegajosa;

  • Infundir líquidos endovenosos COM;

  • Controlar e registrar sinais vitais;

  • Manter o paciente aquecido e vias aéreas livres;

  • Elevar as extremidades inferiores cerca de 20 graus, mantendo o corpo em posição de Trendlemburg.

Hematomas

É o extravasamento de sangue, localizado, e que se encapsula facilmente no tecido conjuntivo.

Causas

  • Rompimento de vasos;

  • Hemostasia incorreta.

Cuidados de enfermagem

  • Se o hematoma for pequeno, há reabsorção espontânea;

  • Se o hematoma for extenso, o cirurgião indicará a ablação de determinados pontos de incisão;

  • Observar com rigor a freqüência, o aspecto da incisão e dos curativos, anotando as alterações;

  • Controle de sinais vitais;

  • Prevenção de infectes local.

Quelóides

(Parte 1 de 2)

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