OEE - Eficiência Global do Equipamento

OEE - Eficiência Global do Equipamento

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ

CAMPUS CURITIBA

GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Bruno Accadroli

Laercio Tersi

Luis Ivan

OEE

Eficiência Global de Equipamento

CURITIBA

2010

Bruno Accadroli

Laercio Tersi

Luis Ivan

OEE

Eficiência Global de Equipamento

Artigo apresentado à disciplina de Gestão e Organização Industrial do curso de Graduação em Engenharia de Produção da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

CURITIBA

2010

Bruno Accadroli

Laercio Tersi

Luis Ivan

OEE

Eficiência Global de Equipamento

Artigo apresentado à disciplina de Gestão e Organização Industrial do curso de Graduação em Engenharia de Produção da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

COMISSÃO EXAMINADORA

______________________________

Prof. Msc.

Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Curitiba, _____ de ________ de 2010.

______________________________

Prof. Msc.

Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Curitiba, _____ de ________ de 2010.

______________________________

Prof. Msc.

Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Curitiba, _____ de ________ de 2010.

______________________________

Prof. Msc.

Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Curitiba, _____ de ________ de 2010.

OEE

Eficiência Global de Equipamento

Bruno Accadroli

Laercio Tersi

Luis Ivan

O presente artigo tem por finalidade descrever passo a passo os conceitos do indicador OEE e seus sub-indicadores como Qualidade, Performance e Disponibilidade em um sistema de produção tanto em linha como também em máquinas, identificando os principais causadores de perdas de produção e produtos defeituosos no equipamento que está sendo analisado.

TPM: Manutenção Produtiva Total

BOS: Sistema de Manufatura Bosch

OEE: Eficiência Global de Equipamento

Sumário

Pg.

1

Introdução

6

1.1

O OEE é o produto dos 03 fatores:

6

2

Cáculo do OEE

7

2.1

Inatividades agendadas

7

3

Cálculo de Disponibilidade

8

3.1

Perdas por Disponibilidade

8

3.2

Definição de Disponibilidade

9

4

Calculo de Performance

10

4.1

Perdas por Performance

10

4.2

Definição de Perfomance

11

5

Qualidade

12

5.1

Perdas por qualidade

13

5.2

Definição de Qualidade

13

6

Disponibilidade x Perfomance x Qualidade x 100%

14

6.1

Exemplo Visual

15

6.2

Exemplo Matemático

15

7

OEE NA GESTÃO DA PRODUÇÃO

16

8

REFERÊNCIAS

16

Lista de Figuras

pg.

Figura 1

Tempo real disponivel

7

Figura 2

Formula para Cálculo de Disponibilidade

8

Figura 3

Perdas por Disponibilidade

8

Figura 4

Formula para Cálculo de Performance

10

Figura 5

Perdas por Performance

10

Figura 6

Formula para Cálculo de Qualidade

12

Figura 7

Perdas por Qualidade

12

Figura 8

Tempo real

14

Figura 9

Demonstrativo prático

14

  1. Introdução a OEE

 

 

A sigla OEE vem do inglês “Overall Equipament Effectivences”

Eficiência Global de Equipamento; e é um indicador desenvolvido pelo Instituto Japonês de Manutenção de Planta (Japan Institute of Plant Maintenance).

 

O indicador é capaz de medir os resultados que surgem do conceito TPM (Manutenção Produtiva Total) e dos sistemas de produção de cada empresa como, por exemplo, BMS (Sistema de Manufatura Bosch), que são adaptações do sistema TPM as necessidades da Empresa Bosch.

 

Ele representa a medida de agregação de valor de um equipamento ou uma linha de montagem.

 

    1. O OEE é o produto dos 03 fatores:

  1. Disponibilidade;

  2. Perfomance;

  3. Índice de Qualidade.

 

O valor encontrado / medido varia entre 0 a 1 ou 0% a 100% .

 

Este indicador está sendo adotado por varias empresas de todos os setores produtivos devido a sua abrangência. Antes o setor de Qualidade e o setor de Manutenção tinham o seu próprio indicador com o OEE todos os indicadores e todos os setores da empresa estão relacionados, sendo responsabilidade de todos manter o OEE o mais alto possível.

  1. Cálculo de OEE

A Eficiência da Máquina é calculado pelo OEE mostrando como os recursos são utilizados. Produto ideal é o produto que o equipamento está planejado para entregar.

(Recursos: equipamento, capacidade de mão de obra e qualidade).

Figura 1 – Tempo real disponivel

    1. Inatividades Agendadas

  1. Feriados;

  2. Horários de almoço;

  3. Paradas planejadas.

Exemplo:

 

Disponibilidade teórica por ano => 24 horas/dia x 365 dias/ano = 8.760 horas

 

Motivos para paradas planejadas, p.ex.

 

  1. Manutenção planejada (vem do plano de manutenção preventiva);

  2. Horários de almoço, jantar e ceia;

  3. Greve;

  4. Falta de ordem de produção (não há produtos a serem produzidos);

  5. Férias ou paradas planejadas da operação (feriados etc.).

 A soma das horas de paradas planejadas será subtraída da disponibilidade teórica e será a base para o cálculo do OEE e igual a 100%.

 

Exemplo:

Disponibilidade Teórica anual = 8.760 horas

Paradas Planejadas / ano = 2.260 horas

Horas p/ ano = 6.500 horas => 100%

 

Desta base de 100% serão “debitados” agora as paradas relacionadas à disponibilidade, performance e qualidade.

 

  1. Cálculo de Disponibilidade

Tempo Programado – Parada Não Planejada

Tempo Programado

Disponibilidade =

Unid: [%]

Figura 2 – Formula para cálculo de disponibilidade

Tempo Disponívelé o tempo total de trabalho programado.

Paradas Não Planejada Quebras, Manutenções corretivas, tempo de setups, troca de ferramentas.

Figura 3 – Perdas por Disponibilidade

3.1 Perdas por Disponibilidade

  1. Falta de ordem de produção;

  2. Aguardando manutenção;

  3. Aguardando liberação do Setor de Qualidade;

  4. Queda de energia.

3.2 Definição de Disponibilidade

 

O fator de disponibilidade é um indicador para medir perdas por paradas não planejadas. O fator de disponibilidade se reduz pelas paradas de equipamento causado por ocorrências, como p.ex.

  1. Falta temporária de mão-de-obra (período curto);

  2. Falta temporária de materiais;

  3. Falta de ordem de produção;

  4. Aguardando manutenção;

  5. Aguardando liberação do Setor de Qualidade;

  6. Queda de energia.

 

Basicamente todas as paradas do equipamento que ocorreram fora de programação são paradas não planejadas e estarão prejudicando o indicador de disponibilidade. Ideal é que seja analisado cada parada individualmente e montado planos de ações para que elas não ocorram novamente.

 

É importante saber a diferença de disponibilidade e performance:

Disponibilidade está relacionado às paradas não programadas, sendo que estás paradas vai influenciar diretamente no total peças produzidas em grande quantidade.

Performance está relacionado à variação de ritmo causado justamente por pequenas paradas na maioria dos casos ajustes ou limpezas que são realizadas pelos operadores do próprio equipamento.

  1. Cálculo de Performance

Performancecompara o tempo de ciclo que deveria ter no processo com o tempo de ciclo atual (que obtemos atualmente)

Performance =

Unid: [%]

Quantidade produzida

Quantidade Programada

Figura 4 – Formula para cálculo de Performance

Quantidade Produzida é a quantidade de produtos realizados em um tempo determinado.

Quantidade Programada é a quantidade de produtos programados para ser realizados em um tempo determinado.

Figura 5 – Perdas por Performance

4.1 Perdas por Performance

  1. Variação de ritmo;

  2. Peça complicada.

4.2 Definição de Perfomance

 

Este fator é a medida de perdas em relação ao volume a ser produzido dentro do período determinado.

A performance do equipamento está relacionada à variação de ritmo e não as paradas por disponibilidade.

Podemos citar como exemplo às pequenas paradas para ajuste ou limpeza que são realizadas pelos próprios operadores e não excedem um minuto.

  1. Qualidade

Qualidadecompara a quantidade de não conformidade pela quantidade produzida

Quantidade Programada

Figura 6 – Formula para cálculo de Qualidade

Quantidade Realizadaé o total de peças produzidas (incluindo defeitos).

Quantidade Não Conformeé o total de peças produzidas com defeitos.

Figura 7 – Perdas por Qualidade

5.1 Perdas por qualidade

  1. Peças riscadas;

  2. Peças danificadas.

5.2 Definição de Qualidade

 

Este indicador é o medido para perdas devido produtos defeituosos. O objetivo é identificar os problemas da máquina que estão causando não conformidade nos itens que estão sendo produzidos para não ocorrer perdas por qualidade.

Como por exemplo, um risco no produto: o ideal é que se descubra qual parte do equipamento que riscou o produto para que seja feita modificação no equipamento para que aquele tipo de não conformidade não ocorra novamente.

 

  1. OEE = Fator Disponibilidade x Fator Perfomance x Fator Qualidade x 100%

 

Figura 8 – Tempo real

6.1 Exemplo Visual.

Figura 9 – Demonstrativo prático

6.2 Exemplo Matemático

 

OEE = 0,86 x 0,80 x 0,69 x 100% = 47,47%

 

Este percentual demonstra quanto do percentual planejado realmente foi utilizado para uma produção eficiente; no exemplo tem quase 50% de perda. É fácil de identificar onde há um potencial de melhoria ou qual indicador está prejudicando o OEE.

Esta análise parte da questão porque o equipamento:

  1. Não produziu 100% do tempo disponível;

  2. Não rendeu 100% da velocidade planejada;

  3. Não obteve 100% de produtos na qualidade desejada?

 

  1. OEE Na Gestão da Produção

Após o indicador de OEE ser implantado é fácil de obter dados confiáveis mostrando quais os reais problemas da produção.

Não é ideal ter um equipamento que produz conforme o programado más das peças produzidas 30% apresentam uma não conformidade prejudicando o indicador de qualidade que consecutivamente ira prejudicar o indicador de OEE, como também não adianta produzir 80 peças boas sendo que o programado era 100. O indicador de OEE mostrara qual itém correlacionado a Disponibilidade, Performance ou Qualidade está com mais problemas ou mais baixo cabendo ao responsável definir metas e planos de ação afim de que os reais problemas sejam eliminados.

A partir de dados quantitativos através do OEE é possível verificar se a utilização do equipamento está sendo eficiente e onde poderiam ser realizadas melhorias dentro de cada sub-indicador. Uma das grandes vantagens do OEE é que identificando o fator que está sendo mais prejudicial no momento não ha necessidade investir grandes quantias em dinheiro para a resolução do problema.

  1. Referências

Santos, Ana C. O. – Santos, M. J. Utilização do Indicador de Eficiência Global do Equipamento (OEE) na Gestão de Melhoria Contínua do Sistema de Manufatura - Um Estudo de Caso. (UNIFEI) (Artigo)

Hofrichter, M. Diretor da Engenharia Industrial e Manutenção Geral(Artigo).

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