Relatório Diluiçao Geométrica

Relatório Diluiçao Geométrica

SUMÁRIO

  1. INTRODUÇÃO 03

  2. OBJETIVO DA TÉCNICA 13

  3. METODOLOGIA EMPREGADA 14

  4. DESENVOLVIMENTO 15

    1. Diluição Geométrica 15

    2. Encapsulamento em pós 15

  5. CÁLCULOS 16

  6. MATERIAIS E REAGENTES 17

  7. COMENTÁRIOS E CONSIDERAÇOES TEÓRICAS 18

  8. ANEXO 19

  9. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA 20

  1. INTRODUÇÃO

A diluição geométrica é um método utilizado para assegurar que pequenas quantidades de pós, geralmente fármacos potentes, estejam distribuídas uniformemente em uma mistura. É empregado com o objetivo de facilitar e aumentar a segurança e a precisão da pesagem de fármacos com baixa dosagem e difíceis de pesar com exatidão. Para o processo de homogeneização antes da encapsulação onde ocorre uma diferença de proporção entre os componentes ativos e o excipiente, é possível obter uma mistura mais homogênea por meio da adição seqüencial destas substâncias no gral. Isso pode ser alcançado misturando-se a princípio os componentes ativos com um volume aproximadamente igual dos diluentes.

TIPOS DE DILUIÇÕES GEOMÉTRICAS

As diluições normalmente empregadas são de 1:10, 1:100 e 1:1000, dependendo da faixa de dosagem da substância.

• Até 0,1mg recomenda-se a diluição 1:1000

• De 0,11mg a 0,99 mg recomenda-se a diluição 1:100

• Acima de 1 mg recomenda-se a diluição 1:10

TÉCNICA DE DILUIÇÃO GEOMÉTRICA

No momento da diluição geométrica deve ser observado o seguinte:

  • Verificar as condições de limpeza dos equipamentos, utensílios e bancadas antes do início da diluição geométrica;

  • Pesar todos os componentes da preparação;

  • Colocar o diluente em igual quantidade do componente de menor peso no gral;

  • Adicionar o componente de menor quantidade (fármaco);

  • Misturar o pó no gral com pistilo, sempre retirando pó aderido às laterais do gral e do pistilo com auxílio de uma espátula, até homogeneização;

  • Adicionar quantidade de diluente igual ao volume do homogeneizado resultante e proceder conforme item anterior repetindo essa operação até finalização do diluente;

  • Efetuar a tamisação da mistura dos pós, preferencialmente em tamiz de malha compreendida para cada produto esperado;

  • Embalar e armazenar a diluição em frasco adequado para armazenamento de matérias primas protegida do calor, devidamente identificado com a especificação da diluição realizada, fator de correção da diluição, quantidade, data e assinatura do responsável pela diluição.

  • Homogeneizar o pó antes de cada pesagem.

DILUIÇÃO 1:10.

Pesar 1g da substância + 9g de diluente de acordo com a literatura Prista, L. Nogueira – 6º edição, na mistura de dois pós que estão em uma formulação em quantidades desiguais, deve-se primeiro triturar o princípio ativo com igual volume do diluente, reduzindo a um pó com a mesma tenuidade. Esta operação é repetida, adicionando à mistura, de cada vez, um volume de diluente aproximadamente igual ao que ele já ocupa, até que todo diluente seja consumido.

Outra técnica que pode ser utilizada para princípios ativos difíceis de pesar com exatidão é adição de corantes a estes ativos. Como por exemplo, uma diluição a 1:100, pesa-se 0,1g de substância ativa, adiciona-se uma quantidade pequena de corante e mistura-se com o restante do excipiente, descontando deste excipiente o peso do ativo e do corante.

DILUIÇÃO 1:100.

Pesar 1g da substância + 99g de diluente com o mesmo procedimento citado anteriormente.

DILUIÇÃO 1:1000.

Pesar 0,1g da substância + 99,9g de diluente com o mesmo procedimento citado anteriormente.

FAIXA DE DOSAGEM DA SUBSTÂNCIA

  • Até 0,1 mg recomenda-se a diluição de 1:1000;

  • De 0,11 mg a 0,99 mg recomenda-se a diluição 1:100;

  • Acima de 1 mg recomenda-se a diluição 1:10;

A Resolução da Diretoria Colegiada descreve que a diluição geométrica deve ser realizada obrigatoriamente nas substâncias de baixo índice terapêutico, baixa dosagem e alta potência. (RDC nº 67/07, Anexo II).

Um dos fatores que devem ser considerados nestas misturas (diluição geométrica e homogeneização) é a segregação dos pós, uma vez que, em caso de segregação, a mistura pode passar de uma condição aleatória para outra não aleatória, ou seja, não homogênea. Isto poderá causar desvios no processo de manipulação. A segregação origina-se do fato que as misturas de pós que encontramos não serem, na realidade, constituídas de partículas esféricas monodispersas, mas de partículas que diferem quanto ao tamanho, à forma e à densidade. Assim, as partículas que apresentam propriedades semelhantes procuram juntarem-se umas às outras, criando regiões dentro do leito pulvéreo com concentrações maiores de um determinado componente da mistura.

A diferença entre o tamanho da partícula dos componentes de uma formulação é, na prática, a principal causa de segregação de misturas de pós. As partículas menores tendem a cair por entre os espaços vazios das partículas maiores, causando separação do homogeneizado (segregação por percolação); além disso, as partículas maiores tendem a ter uma energia cinética maior, e conseqüentemente deslocam-se a distâncias maiores antes de atingir o estado de repouso, ficando, desta forma, nas extremidades da mistura (segregação de trajetória).

Quando os componentes de uma mistura têm densidades diferentes, as substâncias de maior densidade terão a tendência de deslocar-se para baixo, ainda que os tamanhos de partícula sejam iguais. A segregação de trajetória também pode ocorrer com partículas de igual tamanho e diferentes densidades. O efeito da densidade na segregação por percolação pode ser potencializado se as partículas mais densas são também os menores.

As partículas esféricas são as que possuem as melhores características de fluxo e, por isso, são as mais fáceis de serem misturadas, mas segregam mais facilmente se comparadas às partículas de forma não esférica. Partículas irregulares ou de forma acicular podem sofrer entrelaçamento, diminuindo a tendência à separação depois que a mistura está pronta.

Para o processo de diluição geométrica ainda deve ser observado o seguinte:

  • Tamização: Operação que se pratica com a finalidade de obter pós cujas partículas tenham um determinado tamanho médio;

  • Diluentes: Utilizar os diluentes padronizados de acordo com as especificações das substâncias. No caso das substâncias de baixo índice terapêutico utilizar os excipientes do Perfil de Dissolução;

  • Pesagem para diluição: Efetuar dupla checagem a ser verificada pelo operador e farmacêutico, com registro dessa operação;

  • Armazenamento do diluído: Em local distinto, de acesso restrito, sob guarda do farmacêutico com especificação de cuidados especiais de armazenamento;

  • Rotulagem: Recomendamos que o farmacêutico estabelecesse critérios de segurança na rotulagem para que não ocorram erros de utilização da matéria-prima diluída e matéria-prima pura;

  • Os frascos do diluído devem conter etiqueta com os dizeres substância diluída e cores diferentes para que seja diferenciado do frasco com a substância pura, que também deve conter etiquetas de identificação substância purae cor diferenciada;

  • Procedimento Operacional Padrão: Elaborar POP sobre Diluição Geométrica contemplando os itens apontados neste informe;

  • Treinamento: O farmacêutico deve prover treinamento e respectivo registro, de seus funcionários abordando os principais aspectos sobre diluição geométrica;

CONTROLE DE QUALIDADE

Um dos ensaios de controle de qualidade para se certificar que o medicamento alcançou a especificação durante o processo de manipulação é a uniformidade de doses unitárias. Que neste caso pode ser realizada através do ensaio de uniformidade de conteúdo para dosagens inferiores a 50 mg. É aconselhável a farmácia realizar periodicamente um ensaio de uniformidade de conteúdo, para avaliar através do coeficiente de variação se o processo de diluição está alcançando o objetivo desejado. O coeficiente de variação da uniformidade de conteúdo é um indicador do grau de homogeneização do ativo no excipiente padrão, ou seja, quanto menor o coeficiente de variação o grau de homogeneização é maior, ou seja, são inversamente proporcionais. Quanto menor a dose da unidade farmacotécnica maior o reflexo da qualidade da diluição geométrica ou do diluído, por isso, é indicado empregar baixa dosagem para ter uma avaliação dos diluídos.

PÓS

Os pós são preparações constituídas de partículas sólidas, livres, secas e relativamente finas. Os pós contem um ou vários princípios ativos adicionados ou não de substâncias auxiliares, e se for necessário, de corantes autorizados e de aromatizantes, esta é a definição de pós. Os pós são obtidos apartir de drogas vegetais ou de animais ou de substância químicas naturais ou sintéticas. Um pó é dito simples se for constituído de uma só substância e, composto se for uma mistura de vários pós simples. A característica principal dos pós é a homogeneidade, sendo que a introdução de um corante na formula auxilia a visualização desta homogeneidade.

A obtenção dos pós em geral é o resultado de duas operações, pulverização e tamização que são efetuados de modo a evitar qualquer alteração. A pulverização é realizada com o auxilio de aparelhos apropriado à natureza do produto e ao grau de granulação desejado para o pó. Também podemos obter os pós por precipitação apartir de uma solução.

TAMIZAÇÃO.

Operação que se segui à pulverização. Utiliza-se tamiz formados por fios metalicos ou nailon. Regularmente quadriculados no fundo de um cilindro rígido de 200 mm de diâmetro e 50 mm de altura. A distanciaentre dois fios ou malhas correspodente a uma dimensão determinada micrometricamente, de acordo com o numero do tamiz correspondente. Após a moagem de um pó, a tamisação possibilita recolher as particulas de tamanho inferior à malha do tamis. Aquelas que não passam atraves das malhas são puLverizadas novamente. Para o estudo granulometrico de um pó, coloca-se um jogo de tamises disposto de alto para baixo, conforme a ordem decrescente de dimensões nominais de abertura, geometricamente, como a seguir: 4.000, 2.800, 2.000, 1.400, 1.000, 710, 500, 355, 250, 180, 125 e 90 µm. 100g de pó são depositados no tamis superior e submetido a agitações mecanica ou manual durante 5 a 10 minutos. Ao final da operaçao, as diferentes particulas de pós encontra-se repartidas em todos os tamises em função de suas dimenções. Cada fração é pesada e colocada em um gráfico determinando a porcentagem encontrada no eixo das ordens de tamises.

As seguintes terminologia são utilizadas para definir os pós:

  • Pó grosseiro: por onde 95% de sua massa de particulas, no minimo, atravessa um tamis nº 1.400 e não mais que 40% em massa atravessa um tamis nº 180.

  • Pó moderamente fino: pó onde 95% de sua massa de particulas, no minimo, atravessa um tamis nº 355 e não mais de 40% em massa atravessa um tamis nº 180.

  • Pó fino: pó onde 95% de sua massa de particulas, no minimo, atravessa um tamis nº 180 e não mais de 40% em massa atravessa um tamis nº 125.

  • Pó muito fino: pó onde 95% de sua massa de particulas, no minimo, atravessa um tamis nº 125 e não mais de 40% em massa atravessa um tamis nº 90.

Quando o pó é especifico por um numero de tamises, o tamis de numero maior deixa passar no minimo 95% do pó, salvo indicações contrarias (Aiache, J.M.,2ª edição, 1998).

Figura - Tamis.

Figura – Tamis nº 90 mm. Figura - Tamis nº 200 mm. Figura - Tamis nº 250. Figura - Tamis nº 350 mm.

TÉCNICAS DE ENCAPSULAMENTO DE SÓLIDOS

Encapsulamento consiste em colocar uma ou mais substâncias dentro de um envólucro gelatinoso para facilitar sua ingestão. Atualmente, as cápsulas são uma das formas farmacêuticas mais utilizadas para preparação de medicamentos alopáticos. Uma cápsula é uma das diferentes formas farmacêuticas destinadas à veiculação de fármacos. Tem consistência sólida, e é constituída por um invólucro duro ou mole, de forma e capacidade variáveis, que contém uma quantidade de substância ativa que normalmente se usa de uma só vez, por via oral. De acordo com a sua composição, método de fabricação e fins terapêuticos, as cápsulas oferecem propriedades particulares. Tendo em conta estes aspectos, várias categorias podem ser distinguidas.

CÁPSULAS DURAS

O invólucro é constituído por duas partes cilíndricas abertas numa das extremidades, apresentando fundo hemisférico. As formulações para este tipo de invólucro englobam maioritariamente substâncias como gelatina, glicerina e água, assim como outros adjuvantes que melhoram as características tecnológicas e de conservação da preparação farmacêutica.

Este tipo de cápsulas podem conter uma ou mais substâncias ativas, geralmente sólidas, pulverulentas ou granulosas. O conteúdo é veiculado com excipientes que conferem consistência e preenchem espaços com diluentes e promovem o deslizamento do pó ou granulado nas paredes da cápsula lubrificantes. O enchimento de cápsulas duras à escala laboratorial ou em farmácias, onde em regra são produzidas pequenas quantidades, pode ser feito de forma manual ou semi-automática. A nível industrial as quantidades requeridas são superiores, sendo o enchimento feito de forma automática.

Figura - Cápsula dura.

CÁPSULAS MOLES

Nestas cápsulas o invólucro é constituído pelos mesmos componentes básicos que são utilizados na produção das cápsulas duras, embora as proporções sejam diferentes. Apresentam maior quantidade relativa de glicerina, em detrimento da gelatina, o que confere maior flexibilidade à cápsula. O invólucro é mais espesso, e é formado, enchido e fechado durante um único ciclo de fabricação. O conteúdo é líquido ou pastoso, e de natureza oleosa para evitar que o invólucro seja dissolvido.

Figura - Cápsula mole.

CÁPSULAS GASTRO-RESISTENTES

Destinam-se a resistir ao ataque do suco gástrico, de modo a que a libertação da substância ativa ocorra no intestino delgado. São obtidas revestindo cápsulas duras ou moles com substâncias que não se degradam na acidez do estômago, sendo também comum encher as cápsulas com grânulos ou partículas já recobertas com essas substâncias enterossolúveis. Estas preparações apresentam diversas vantagens para além de impedir a dissolução em meio ácido, tais como prevenir o efeito emético que de algumas substâncias ativas e protecção da mucosa gástrica.

CÁPSULAS DE LIBERTAÇÃO MODIFICADA

São cápsulas duras ou moles cujo conteúdo ou invólucro, ou ambos, foram alterados de forma a modificar a velocidade de libertação do fármaco ou local onde esta ocorre. Esta alteração consiste na adição de adjuvantes ou na modificação do método de preparação das cápsulas.

AMILÁCEAS

Hóstia, constituídas de 2 cápsulas de amido, redondas, bicôncavas na parte central e plana nas bordas para acondicionamento de sólidos; podem ser dois tipos, cápsulas de fechamento a úmido e cápsulas de fechamento a seco. Não são mais utilizadas.

PREENCHIMENTO DAS CÁPSULAS

O preenchimento difere quando realizado na farmácia ou na indústria; na farmácia o pó simples ou composto é preparado e o preenchimento ocorre volumetricamente por arrastamento. A quantidade de pó (principio ativo com o sem excipiente) deve ter um volume aparente exatamente ao volume das bases das cápsulas gelatinosas a serem preenchidas. Na farmácia o aparelho utilizado e o encapsulador manual composto por um pedestal e de uma placa superior, perfurada de buracos com a dimensão das cápsulas gelatinosas a serem preenchidas, sendo que existe uma placa para cada numero de cápsula; após preparar o pó, mede-se o volume total em proveta graduada, e depois se consulta uma tabela de preenchimentos que indica o tamanho da cápsula gelatinosa a escolher e mede-se eventualmente, a quantidade complementar de excipiente a adicionar para se obter cápsulas gelatinosas inteiramente cheias. Existem diferenças de capacidade em peso relacionado com a reologia do pó, tenuidade, densidade, etc. Exemplo: uma cápsula numero 0, pode conter cerca de 300 mg de cáscara sagrada pó ou 800 mg de cloreto de sódio (Tabela 1).

Tamanho da cápsula

Volume (mL)

Capacidade média em mg

000

1,37 - 1,42

822 – 1644 mg (750 mg)

00

0,92 - 0,95

570 – 1140 mg (500 mg)

0

0,68 - 0,70

408 – 816 mg (400 mg)

1

0,50 - 0,55

300 – 600 mg (350 mg)

2

0,37 - 0,40

222 – 444 mg (250 mg)

3

0,30 - 0,38

180 – 360 mg (200 mg)

4

0,21 - 0,25

126 – 252 mg (150 mg)

(...) capacidade média para substância com densidade aparente próximo da lactose.

Tabela - Tabela de capacidade de cápsulas.

Figura - Numero de cápsulas.

.

Figura - Densidade aparente de cápsulas.

LACTOSE (Lactosum).

Com característica físicos de cristais brancos ou aglomerados cristalinos, esbranquiçados, ou pó cristalino branco; sabor fracamente adocicado. Estável ao ar mas absorve rapidamente odores ambientais. Solubilidade 1 g dissolve em 5 mL de água fria; em cerca de 2,6 mL de água fervente;praticamente insolúvel em etanol 96%; insolúvel em éter e clorofórmio.

CASCARA SAGRADA (Rhamni purschiani córtex)

A droga é constituída da casca secas de caule e ramos, contendo, no mínimo 8% de heterosídeos hidroxiantracênicos, dos quais, no mínimo,60% consistem em cascarocideos, calculados como cascarosideo A. não deve ser utilizado um ano antes de sua coleta salvo se for submetida a processo de oxidação acelerada, em estufa a 100-105 ºC, durante 1 hora. Odor característico, levemente aromático e sabor amargo, nauseante e persistente. O mpó possui coloração marrom amarelada a marrom avermelhada com odor e característica da droga inteira.

AMIDO DE MILHO (Amydum, Zea mays L., Gramineae)

O amido é obtido dos frutos, raízes e outras partes de diferentes vegetais. São considerados Oficinais o amido de milho,amido de arroz, amido de trigo, o amido de mandioca e o amido de batata.o amido obtidos de diferentes origens botamicas podem não ter propriedades idênticas quando usados com fins farmacêuticos, por exemplo como desintegrantes de comprimidos. Quimicamente o amido é mistura de polímeros que corresponde a formula (C6H10O5)n . o amido de milho contem cerca de 27% de amilose e 73% de amilopectina. Pó fino, branco, inodoro e insípido,quando examinado em camada fina, não deve apresentar impurezas visíveis ou sujeiras. Praticamente solúvel em água fria, etanol e demais solventes orgânicos.

CIPROTERONA

Acetato de ciproterona apresenta-se como pó cristalino, branco ou quase branco. Praticamente insolúvel em água, muito solúvel em cloreto de metileno, facilmente solúvel em acetona, solúvel em metanol e pouco solúvel em etanol. Conservar em recipientes hermeticamente fechados e protegidos da luz.

  1. OBJETIVO DA TÊCNICA

Diluição geométrica e técnica de encapsulamento.

  1. METODOLOGIA EMPREGADA.

Físico.

  1. DESENVOLVIMENTO.

    1. Diluição Geométrica:

Foi pesado em vidro de relógio, 1g de ciproterona, mais a quantidade de 0,1% do peso total do diluente em corante verde; em outro vidro de relógio foi pesado 8,99g do diluente já com desconto do ciproterona e corante, neste caso usamos o amido de milho como diluente e diluição 1:10 conforme orientação do professor, posteriormente fizemos a sua homogeneização em gral de porcelana, utilizamos neste experimento de diluição a balança analítica.

    1. Encapsulamento de pós:

No vidro de relógio pesamos primeiro a lactose, taramos e pesamos a Cascara sagrada, transferimos para o gral de porcelana e trituramos, logo em seguida adicionamos em saco plástico e homogeneizamos, adicionamos na proveta para avaliar a densidade conforme tabela de capacidade de cápsulas (tabela 1); em seguida montamos a mesa de encapsular e adequamos as cápsulas para enchimento do pó, despejamos o pó na mesa e acondicionamos conforme orientações pertinentes e procedimento; finalizamos com o fechamento das cápsulas e reservamos em saco plástico. Neste experimento usamos a balança semi-analítica.

  1. CÁLCULOS

  • Manipular 1g de ciproterona:

1g do ciproterona

8,99g amido de milho (diluente)

0,01g do corante verde

Diluição 1:10 do corante:

10g______________100%

X _______________0,1%

X = 10 . 0,1 / 100

X = 0,01g do corante verde.

  • Manipular 250 mg de Cascara Sagrada:

Formula padrão:

Lactose____________50mg

Cascara Sagrada_____250mg 30 cápsulas.

Excipiente qsp_______1 cápsula

Lactose:

1 caps.____________50mg

30 caps.____________ X

X = 1500mg / 1000

X = 1,5g de Lactose.

Cascara Sagrada:

1 caps.____________250mg

30 caps.____________ X

X = 7500mg / 1000 = 7,5g de Cascara Sagrada.

Densidade do pó:

1,5g de Lactose mais 7,5g da Cascara Sagrada acondicionou 25 mL do pó na Proveta de 100 mL. Havendo a necessidade de acrescentar 2,6mL de Lactose para atingir a densidade relativa ao numero da cápsula.

Cálculo:

27,6mL / 30 caps. = 0,92 - Cápsula ideal: 00.

  1. MATERIAIS E REAGENTES.

MATERIAIS:

  • Balança analítica, modelo AG 200, classe I, ano 2008, Maximo 199,9990 g, mínimo 0,01 g, série 08081802001015, Portaria do Imetro: NA 253/2006;

  • Balança semi-analitica, modelo BG 440, classe II, ano 2008, Maximo 400 g, mínimo 0,02 g, série 08081104001001, Portaria do Imetro: NA 045/2003;

  • Gral de porcelana com pistilo;

  • Vidro de relógio;

  • Proveta 100 mL;

  • Funil;

  • Becker 50 mL;

  • Vidro de relógio;

  • Espátula de metal;

  • Encapsuladora de PVC;

  • Cápsulas gelatinosas de numero apropriado;

  • Saco plástico para pesagem;

  • Embalagem plástica PVC de 30 cápsulas;

  • Papel toalha;

REAGENTES:

  • Lactose;

  • Cascara sagrada;

  • Ciproterona;

  • Corante verde;

  • Amido de milho;

  1. COMENTARIOS E CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS.

No nosso experimento, observamos que a quantidade diluída do corante foi insuficiente para dar uma coloração adequada ao que se esperava porem como se expressa na tabela de diluição geométrica, acima de 1 mg temos que usar 1:10, e foi o que usamos, porem, a unidade que usamos foi em gramas e não em miligramas, por que 0,01 g corresponde a 10 mg que por sua vez entra na faixa de diluição 1:100, pois calculando daria 0,1 g do corante verde e 99 g do amido de milho, e com certeza o sensorial de cor seria outro, nesse caso o erro foi no corante, sabendo que se for no principio ativo, de menos ou de mais poderia causar um dano no consumidor dependendo do principio ativo usado.

No encapsulamento a exigência na parte técnica e de extrema importância, com a observância na obtenção da densidade do pó, onde será expresso o numero da cápsula a utilizar. Porem o suporte das informações na tabelas densidade e numero de cápsulas diminui a margem de erros, conferindo assim uma manipulação nas normas de boas pratica farmacêutica.

  1. ANEXOS.

  1. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

  • Estudo de compatibilidade Fármaco, Excipiente e Ensaio de Distribuição para Formulação Magistral – Anfarmag;

  • Farmacopéia brasileira, 4ª edição, Parte II, ATHENEU EDITORA SÂO PAULO LTDA, 1996;

  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Formas_farmac%C3%AAuticas;

  • http://www.anfarmag.org.br/documentos/tecnico0509.pdf, acessado em 29 de abril de 2010;

  • http://www.anfarmag.org.br/integra.php?codigo=883, acessado 29 de abril de 2010;

  • http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/2007/rdc/67_rdc_anexo.pdf, acessado em 29 de abril de 2010;

  • Infarmed. Farmacopeia Portuguesa. VII.ed. Ministério da Saúde, 2002;

  • Prista, L. Nogueira, Tecnologia Farmacêutica, vol. 1, 6ª edição, 6.2.6.2. Pós Compostos, p. 260 a 261;

  • Remington – The Science and Practice of Pharmacy, cap11, p. 118,20º EDIÇÃO, EDITORA Lippincot William & Wilkins, 2000.

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