Relatório Xaropes Simples

Relatório Xaropes Simples

SUMÁRIO

  1. INTRODUÇÃO 04

  2. OBJETIVO DA TÉCNICA 07

  3. METODOLOGIA EMPREGADA 08

  4. DESENVOLVIMENTO 09

4.1 Controles de Qualidade 09

  1. CÁLCULOS 10

5.1 Formulação 10

  1. MATERIAIS E REAGENTES 11

  2. COMENTÁRIOS E CONSIDERAÇOES TEÓRICAS 12

  3. ANEXO 13

  4. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA 14

  1. INTRODUÇÃO

A Farmacopéia Portuguesa efetuando uma primeira tentativa em finais do Século XV, de estabelecer quais os livros que os boticários de Lisboa eram obrigados a possuir, não houve nenhuma farmacopéia ou formulário com caráter obrigatório ou oficial, nem a nível nacional nem local, até finais do século XVIII. Foram numerosos os formulários com a denominação de farmacopéias, mas nenhum foi adotado oficialmente.

A primeira farmacopéia oficial foi a Farmacopéia Geral para o Reino, e Domínios de Portugal (1794), da autoria de Francisco Tavares, médico da Rainha e nomeado físico-mor cinco anos depois. Esta Farmacopéia foi preparada a partir da tradução e tradução para português dos livros de texto escritos por Francisco Tavares para o ensino da Matéria médica na Universidade de Coimbra (1786 e 1787). A sua edição estava já prevista nos Estatutos de 1772, mas demorou ainda mais de vinte anos para ser publicada. O decreto de D. Maria I oficializou esta farmacopéia determinou que ela passasse a servir para a instrução dos praticantes de farmácia, que todos os boticários seriam obrigados a possuir um exemplar e que os médicos só podiam receitar pelo nome os medicamentos que constassem da farmacopéia; todos os restantes teriam que ser receitados com a fórmula por extenso.

A Farmacopéia Geral foi substituída pelo Código Farmacêutico Lusitano (1835) de Agostinho Albano da Silveira Pinto (1785-1852), doutor em Filosofia e bacharel em Medicina. Este Código farmacêutico foi durante algum tempo aprovado como farmacopéia oficial do Brasil. A primeira farmacopéia oficial escrita por médicos e farmacêuticos foi a Farmacopéia Portuguesa (1876). A comissão redatorial era composta por três médicos, um quarto médico que era igualmente farmacêutico e cinco farmacêuticos e dois químicos.

Elaborada num período de rápido desenvolvimento das ciências farmacêuticas e biomédicas, esta farmacopéia envelheceu muito depressa. Apesar da criação de duas comissões de redação, em 1903 e 1913, a farmacopéia de 1876 só viria a ser substituída pela Farmacopéia Portuguesa de 1935, redigida por uma comissão formada por dois inspetores do exercício farmacêutico e três farmacêuticos militares. A esta comissão não pertencia nenhum médico, à exceção de um que era simultaneamente licenciado em Medicina e em Farmácia.

O copo Ford é fornecido com um conjunto de orifícios-padrão (giglê) feitos de bronze polido. Os orifícios de número 2, 3 e 4 são utilizados para medir líquidos de baixa viscosidade, na faixa de 20 a 310 centistokes; os de número 5, 6, 7 e 8 para líquidos de viscosidade superior a 310 cst.

Como os viscosímetros primários realizam medidas diretas da taxa de deformação e da tensão, eles podem ser aplicados para ensaios tanto de fluidos Newtonianos como de fluidos com comportamento tensão versus deformação não-linear e/ou visco-elástico. Os viscosímetros secundários, por outro lado, aplicam-se somente a fluidos Newtonianos, por medirem a viscosidade indiretamente. Esta é a principal diferença entre eles.

Outros aspectos que os diferenciam podem ser citados: a) O volume requerido de amostra nos viscosímetros de disco e cone-disco são os menores; b) A faixa operacional nos viscosímetros de disco e cone-disco é a maior; c) O custo do viscosímetro de Stokes é o menor. Entretanto, é o que necessita de maior volume de fluido e só trabalha com líquidos translúcidos. d) Pelo fato de requererem o menor volume de fluido, os viscosímetros de disco e cone-disco são os que mais facilmente se adaptam para ensaios em temperaturas diferentes da temperatura ambiente.

Soluções são misturas de duas ou mais substâncias e do ponto de vista químico e físico, homogêneas. As soluções farmacêuticas são sempre líquidas e obtidas a partir da dissolução de um sólido ou líquido em outro líquido. Quando a dissolução é total, originando um sistema homogêneo com partículas de diâmetro menor ou igual a 0,001, temos uma solução verdadeira. Quando a dissolução é parcial e a porção insolúvel pode ser desprezada, sem prejuízo para a preparação, diz-se que a solução originada é extrativa.

Há diversos fatores que influem na dissolução: pH dependendo do caráter ácido ou básico do soluto, há maior ou menor dissolução do mesmo em função do pH do solvente. Agitação em geral, quanto maior a agitação, melhor a dissolução. Tamanho do soluto quanto menor a partícula de soluto a ser dissolvida melhor sua dissolução. Temperatura em geral, o aumento da temperatura facilita a dissolução. Constante dielétrica do solvente para solutos polares, quanto maior a constante dielétrica do solvente, melhor a dissolução. O uso de co-solventes e substâncias hidrotrópicas facilita a dissolução.

Xaropes são formas farmacêuticas aquosas, contendo cerca de dois terços de seu peso em sacarose ou outros açúcares. Os xaropes apresentam duas vantagens: correção de sabor desagradável do fármaco e conservação do mesmo na forma farmacêutica de administração. Os xaropes podem ser medicinais e/ou edulcorantes.

Sacarose é o açúcar obtido principalmente de Saccharum officinarum L e outras fontes. Pode apresentar-se com impurezas tais como; cálcio, metais pesados, cloretos, sulfatos, açucares invertidos. Apresenta 0,05% de resíduo na incineração. Deve ser conservado em recipiente bem fechado. Solúvel em 0,5 partes. A solubilidade da sacarose em água é de 1g em 0,5mL; assim, para dissolver 80g de sacarose, seriam necessário 40mL de água, logo, um determinado excesso de água de até cerca de 27,5 a 30mL por 100mL de xarope é comum ser empregado na preparação, devendo se tomar cuidado para não exceder e alterar a extrutura da formulação.

Metilparabeno, pó branco, pouco solúvel em água, óleo quente, glicerina quente, propilenoglicol. Usado como conservante na concentração de 0,05 a 0,25%. Tem também efeito anti-séptico à 0,05 a 1%.

Sorbitol é um poliól, composto na preparação para conferir maior estabilidade e solubilizar o Nipagin®; o sorbitol auxilia no processo de estabilização da preparação, conferindo ao xarope uma melhor viscosidade e consistência.

Água purificada obtida por um processo apropriado, não contem nenhuma substância adicionada. Água purificada é recomendada para usar como ingrediente em preparações oficiais e em testes de purezas quando é diferente da especificada; este tipo de água não deve ser usada para preparações que serão administradas por via parenteral.

  1. OBJETIVO DA TÊCNICA

Preparação de Forma Farmacêutica liquida xaropes simples.

  1. METODOLOGIA EMPREGADA.

Método Químico físico e organoléptico na preparação de Formas Farmacêuticas, sendo dissolução, acréscimo e percolação.

  1. DESENVOLVIMENTO.

Conforme informações pertinentes da 9ª aula prática de laboratório foram feito o seguinte procedimento; efetuamos os cálculos, pesamos 80g de sacarose em um Becker, adicionamos a um grau de porcelana e pulverizamos ao ponto de melhorar sua dissolução; adicionamos no Becker 33,88 mL de água purificada (q.s.p.) e à sacarose já pulverizada, aquecemos aproximadamente a 65ºC tomando cuidado para não ferver e favorecer a fermentação da sacarose, a seguir solubilizou o Nipagim® com a proporção calculada de Sorbitol e adicionamos por constante agitação; a filtração sob material filtrante o algodão, por ação da gravidade.

    1. Controle de qualidade

Após o preparo do xarope simples, e em uma temperatura aproximadamente 25ºC, foi condicionado aos seguintes métodos de controle de qualidade: Viscosidade, Impurezas dextrinas, densidade, pH, e características organolépticas. Ao solubilizar 1mL do xarope simples em 1mL de álcool não houve turvação e nem precipitado de dextrinas, logo após adicionamos 18mL de água purificada até completar 120mL do xarope simples, encaminhando ao teste de viscosidade, onde o tempo estabelecido foi de 16 segundos no Copo Ford/100mL, sendo dentro do limite tolerável de aprovação, em uma Proveta de 100mL foi adicionado 1mL do xarope simples e pesado aferindo 1,19g/mL de xarope simples, também dentro do padrão da densidade referencial permitida, aferimos o pH 6,9 ainda em uma temperatura de 20ºC. Finalizando com as propriedades organolépticas da cor rosado, sabor característico adocicado e lípido.

  1. CÁLCULOS

5.1 Formulação:

Açúcar (sacarose) Xg (calcular)

Sorbitol 5%

Metilparabeno (Nipagin®) 0,1%

Água purificada qsp 120mL

Sacarose:

2/3 de 120mL de água purificada corresponde à 80mL de sacarose.

120 / 3 x 2 = 80mL de sacarose.

Sorbitol:

5 x 120 / 100 = 6mL de Sorbitol.

Nipagin®:

0,1 x 120 / 100 = 0,12mL Nipagin®

Cálculo veículo q.s.p.:

Solubilidade da sacarose em água cada 1g em 0,5mL:

1 0,5

80 X

1X = 80 x 0,5

X = 40mL de água potável

40mL água potável – 6,12mL de ativos = 33,88mL de água potável (q.s.p.)

Obs:. Foi acrescentado mais 18mL de água potável devido a reação de absorção da sacarose, chegando a 120mL no total final de xarope simples.

  1. MATERIAIS E REAGENTES.

MATERIAIS:

  • Balança semi-analitica, modelo BG 440, classe II, ano 2008, Maximo 400g, mínimo 0,02g, série 08081104001001, Portaria do Imetro: NA 045/2003;

  • Viscosimetro;

  • Copo Ford;

  • Peagametro;

  • Gral de porcelana com pistilo;

  • Vidro de relógio;

  • Proveta 100mL;

  • Funil;

  • Becker 150mL;

  • Cálice graduado 150mL;

REAGENTES:

  • Sacarose;

  • Água purificada;

  • Metilparabeno;

  • Sorbitol;

  • Álcool absoluto;

  1. COMENTARIOS E CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS.

Forma Farmacêutica Liquida, neste caso os xaropes que por sua vez são aquosas de alta concentração de sacarose, com a função edulcorante e conservante, como são soluções saturadas provoca a desidratação de microorganismos; com vantagens da boa conservação e a possibilidade da correção do sabor; com restrição para diabéticos; a preparação propriamente dita pode ser feita a frio ou a quente, sendo que a quente é mais rápida e elimina o anidrido carbônico e o CO2 diminuindo a possibilidade de hidrolise. Na fabricação de xaropes dietéticos utilizamos a sacarina e goma; o acondicionamento do xarope devem ser em frascos de vidro ou plásticos bem fechado e armazenado em locais fresco.

  1. ANEXOS.

Figura 1 – Balança semi-analítica

Figura 2 – Copo Ford

  1. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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