Relatório para a disciplina de Físico-Química. Relatos de experimentos para a determinação da massa...
Determinação da massa molar do Magnésio
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia e Ciências
Instituto de Química
Departamento de Química Geral e Inorgânica
Química: Licenciatura Plena
Química Geral Experimental I
Relatório: prática n° 7
Massa molar do Magnésio
Data da prática: 03/05/2010
Alunos: Bruno Santana e Fernanda Elmas
Professora: Joana Mara T. Santos
- Sumário –
| I) Introdução | 3 |
| II) Material Utilizado | 3 |
| III) Procedimento | 4 |
| IV) Resultados | 5 |
| IV.1) Primeira Parte | 5 |
| IV.2) Segunda Parte | 5 |
| IV.3) Terceira Parte | 6 |
| V) Discussão | 6 |
| V.1) Primeira Parte | 6 |
| V.2) Segunda Parte | 6 |
| V.3) Terceira Parte | 7 |
| VI) Conclusão | 7 |
| VII) Referências Bibliográficas | 7 |
I) Introdução:
Cada elemento presente na natureza apresenta-se em diversas formas de isótopos que possuem massas atômicas diferentes. Como essa variedade de massas corresponde a um tipo de elemento, torna-se necessário realizar uma escolha sobre qual isótopo estará presente na tabela periódica. Para tal, são realizados cálculos que relacionam o tipo de isótopo presente com a sua abundância na natureza e o resultado obtido torna-se elemento referência na tabela periódica.
No caso do Magnésio, por exemplo, a composição de uma amostra ² é 78,99% de magnésio – 24 (com massa atômica 3,983 x 10 ⁻ ²³ g), 10,00% de magnésio – 25 (4,149 x 10 ⁻²³ g) e 11,01 % de magnésio – 26 (4,315 x 10 ⁻²³ g). A massa molar presente na tabela periódica é de 24,31, pois calculando a massa média de magnésio em uma amostra natural, esse será o valor encontrado. Experimentalmente, obtém-se um valor próximo a este, pois deve-se considerar os possíveis erros em um laboratório.
A determinação da massa molar do magnésio também pode ser feita a partir de uma reação química, onde se tenha conhecimento da quantidade de algum dos elementos envolvidos na reação, ou se souber a que condições foi submetida a reação. No experimento a seguir, por exemplo, foi realizada uma reação química entre uma fita de magnésio e ácido clorídrico; a partir de dados coletados no laboratório sobre pressão ambiente, pressão de vapor, entre outros, pôde-se obter uma massa molar muito próxima a massa molar presente na tabela periódica, sendo que estas calculadas por métodos diferentes.
M
gº(s) + H+ (aq) → Mg²+ (aq) + H₂(g)
II) Material Utilizado:
Bureta de gás de 50 ml;
HCl (6mol/l);
Água destilada;
Rolha com fio de Cobre;
Fita de Magnésio;
Balança;
Becher de 300 ml;
Termômetro;
Água;
Barômetro;
Handbook;
Vidro de Relógio;
Suporte e Garra para Bureta;
Proveta de 2000 ml;
Hidróxido de Potássio.
III) Procedimento:
Primeiramente, pegou-se uma bureta de gás - uma espécie de bureta sem torneira, própria para recolhimento gasoso, graduada em 50 ml e adicionou-se ácido clorídrico (6 mol/l) até o volume de 10 ml. Em seguida, completou-se com água destilada o volume restante (40 ml) com cuidado de modo que esta escorresse pela parede a fim de que se pudesse evitar uma diluição rapidamente; portanto, a parte final da bureta ficou bem concentrada de ácido clorídrico, que por ser mais denso, concentrou-se na parte de baixo.
Posteriormente, colocou-se uma rolha onde no seu fio de cobre foi colocada uma fita de magnésio (sua massa foi calculada previamente em uma balança com precisão até a terceira casa decimal). O cálculo da massa da fita deve ser feita com auxílio do vidro de relógio (sua massa deve ser descontada) a fim de que se pudesse evitar uma possível contaminação da mesma no prato da balança. Ao colocar a rolha, pôs-se água em cima desta para evitar que entrasse bolhas dentro da bureta.
A partir de então, pegou-se um becher e adicionou-se 300 ml de água (normal); dentro deste colocou-se a bureta invertida, com cuidado a fim de que se pudesse evitar a entrada de bolhas na mesma. Essa água utilizada teve a sua temperatura determinada com o auxílio de um termômetro para que, posteriormente, se pudesse realizar os cálculos. Essa bureta foi fixada dentro do becher com o auxílio de um suporte e garra para bureta, e então, observou-se o início da reação, onde houve, por completo, o consumo da fita de magnésio. Nessa reação, houve liberação de gás hidrogênio; por esse motivo que não se deve deixar que entre bolhas de ar dentro da bureta a fim de não atrapalhar os resultados.
Ao término da reação, algumas bolhas do gás produzido ainda ficaram retidas na parede da bureta; foi necessário dar leves batidas a fim de que elas pudessem ser deslocadas. Em seguida, foi medido o volume total de gás produzido na reação para que se pudesse calcular a massa molar do magnésio utilizado. Posteriormente, o produto final da reação foi transferido – mas ainda dentro da bureta de gás - para uma bureta de 2000 ml. Esse procedimento requereu muito cuidado, de modo que se pudesse impedir a saída de solução pelo orifício da rolha.
Dentro da proveta de 2000 ml, foi necessário deslocar a bureta de modo que se pudesse igualar os níveis, ou seja, a pressão interna da bureta com a pressão externa. A partir de então, anotou-se o volume de gás produzido com esse método. No próprio laboratório, consultou-se um barômetro para ter conhecimento da pressão ambiente e também utilizou-se do Handbook para que se pudesse encontrar a pressão de vapor da água a partir da temperatura medida anteriormente.
Por fim, ao término da experiência, o produto obtido na reação química, para que pudesse ser descartado, tinha que ser neutralizado, pois o seu pH provavelmente era baixo (ácido). Com o uso de uma base como hidróxido de potássio, neutralizou-se o ácido por completo, de modo que o pH final torna-se básico. A partir de então, pôde-se descartar o produto produzido.
IV) Resultados:
Temperatura ambiente → t = 27°C
Pressão ambiente → Patm: 754 mmHg
Pressão de Vapor d’água → Pv: 26,739 mmHg
Pressão do Hidrogênio → PH₂: 727,261 mmHg (Patm – Pv = PH₂)
Massa da fita de magnésio → 0,031 g
Volume de gás deslocado → VPrát = 32,7 ml
IV.1) Primeira Parte - corrigir o volume para as CNTP:
(760 x VCNTP) / 273 = (PH₂ x VPrát) / (t + 273)
PH₂: 727,261 mmHg (760 x VCNTP) / 273 = (727,261 x 32,7) / (300)
t = 27°C → 273 + 27 = 300 K (2,78) x VCNTP = 0,0793
V VCNTP = 28,5 ml
VCNTP = ?
IV.2) Segunda Parte - calcular a massa molar (MM) do magnésio:
m Mg --- VCNTP MM Mg --- 22400 ml
m Mg = 0,031 g 0,031 g --- 28,5 ml
VCNTP = 28,5 ml MM Mg --- 22400 ml
M MM Mg = 24 g
IV.3) Terceira Parte - comparar o valor obtido com o valor teórico e calcular o erro percentual :
Experimental → MM Mg = 24,36 g
Teórica → MM Mg = 24,31 g
100% --- 24,36 g 24,36 x = 2431 100% - 99,79% = 0,21%
Erro percentual = 0,21%
x% --- 24,31 g x = 99,79%
V) Discussão:
V.1) Primeira Parte:
Durante o experimento, antes de transferir a bureta para a proveta de 2000 ml, mediu-se o volume de ar deslocado, onde foi encontrado o equivalente a 33,1 ml. Posteriormente, foi encontrado na proveta o equivalente a 32,7 ml. Isso demonstra que medições de mesmas substâncias submetidas a condições semelhantes podem diferir devido a erros do operador, de paralaxe, entre outros.
O volume encontrado, por estar na CNTP, provavelmente seria diferente se houvesse alguma mudança da temperatura e/ou pressão, pois esses dois fatores são alguns dos que interferem na obtenção do volume.
V.2) Segunda Parte:
Aproximando-se as condições de temperatura e pressão de modo que permitam tratar um gás como ideal, pôde-se através das medidas de temperatura, pressão e volume determinar a quantidade de gás, aplicando a equação de estado do gás ideal. Assim, se numa reação um dos produtos é um gás, com comportamento de gás ideal, tem-se como determinar a quantidade de gás produzido. Conhecendo a estequiometria da reação pode-se determinar a quantidade das outras substâncias que participaram da reação. (CÉSAR, 2006).
V.3) Terceira Parte:
O valor encontrado da massa molar do magnésio experimentalmente foi equivalente a 24,36 g, só que aproximando de acordo com os algarismos significativos, tornou-se 24 g. O valor encontrado na tabela periódica¹ foi 24,31 g. Notou-se que a diferença percentual encontrada foi muito pequena (0,21%), devido as atitudes a fim de minimizar os erros.
VI) Conclusão:
O resultado da massa molar do magnésio na experiência foi de 24,36g. Tendo-se comparado com o valor real do magnésio (24,32 na tabela periódica), verificou-se que o erro obtido no resultado da massa molar foi de 0,21%, apesar de se ter considerado um método clássico da determinação da massa molar de um metal, sendo de fácil execução e permitindo obter resultados confiáveis. Ao observar o erro encontrado verificou-se que este garante credibilidade ao resultado.
A possível fonte do erro percentual encontrado pode ser em função de variações de temperatura e pressão no laboratório, na precisão das vidrarias, e também erros dos operadores na determinação das medidas.
VII) Referências Bibliográficas:
Tabela periódica (página 01) ¹ → ATKINS, P.; JONES L.: Princípios de Química – Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente. 3ª Ed. Porto Alegre. Bookman ®. 2006.
Composição do Magnésio ² (página 62) → ATKINS, P.; JONES L.: Princípios de Química – Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente. 3ª Ed. Porto Alegre. Bookman ®. 2006.
CÉSAR, J. e de ANDRADE, J.C. Determinação da massa molar de um metal, 2006. Disponível em: <http://www.chemkeys.com/artigo/28/310>. Acesso em: 04 .maio. 2010.
Acesso em: 09/05/2010 às 20:20 horas → http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Hydrochloric_acid











