Teste de Esterelidade

Teste de Esterelidade

Teste de Esterilidade

Universidade de Rio Verde - FESURV

Controle de Qualidade Microbiológico

Profª Ms. Fernanda Pimenta

1. ASPECTOS GERAIS

  • O conceito de esterilidade refere-se a ausência total de formas viáveis capazes de reprodução.

  • A afirmação sobre esterilidade absoluta de um produto exigiria que todas as suas frações fossem submetidas ao teste, o que não é aplicável.

  • Proporciona condições ideais ao desenvolvimento de bactérias, fungos e leveduras.

  • A metodologia não abrange condições que permitam o crescimento de vírus, entretanto quando da ausência de bactérias e fungos extrapola-se o resultado negativo também para vírus.

2. AMOSTRAGEM

a) Quantidade de amostras

  • Matéria-prima: Retirar amostras da parte superior, mediana e inferior de cada um de √ N ou √ N+ 1 do número total dos recipientes

  • Material de acondicionamento: Adoção de planos de amostragem conforme Farmacopéia Brasileira ou Millitary Standard.

  • Produto a granel: oriundo de manipulação totalmente asséptica ou filtração esterilizante é necessário efetuar amostragem de cada recipiente. Quantidade suficiente para teste e reteste.

  • Produto em processo:

  • Com esterilização térmica ou química final: o lote é considerado como cada ciclo de esterilização ou carga deste processo.

  • Envase asséptico: o lote é conceituado como sendo o total de unidades decorrentes de uma operação de enchimento que não deve ultrapassar 24 horas.

São retiradas quantidade suficiente para teste e reteste.

3. MEIOS DE CULTURA

  • Tioglicolato fluido (Meio I)_ especialmente para anaeróbios, embora haja crescimento de aeróbios, fungos e leveduras

  • Caseína-soja (Meio V)_ leveduras, fungos e aeróbios

3.1 Preparo da Amostra

A amostra deve ser preparada para evitar resultados falsos:

  • Desinfecção da superfície externa dos recipientes: fenol 5%, álcool isopropílico, álcool iodado, formaldeído 5%

  • Tempo de contato

  • Contato: imersão ou nebulização

  • Após preparadas devem permanecer em ambientes apropriados

  • Violação dos recipientes apenas no momento da inoculação aos meios de cultura

Algumas substâncias podem ser adicionadas aos meios de cultura para inativação de antimicrobianos:

  • 1% de penicilinase: para produtos contendo penicilinas

Teste controle: adição de Staphylococcus aureus

  • 1% de polissorbato: para pomadas oftálmicas

  • Polissorbato 80 ou detergente aniônico: sais de amônio quaternário

  • Cloreto de sódio e ácido ascórbico: neomicina

  • Cloridrato de cisteína (1:2 moles): estreptomicina

  • 0,5% de azolectina e 0,4% de polissorbato: para produtos que requeiram inativação de substâncias inibidoras

  • Teste para verificar a eficiência do sistema inativador: inoculação do microrganismo padrão.

3.2 Teste realizados com o meio de cultura

  • Os meios de cultura devem apresentar esterilidade e sensibilidade (capacidade de promover crescimento de microorganismo) que devem ser testados em cada lote de meio de cultura antes do teste da amostra ou em paralelo com ele.

3.2.1Teste de Esterilidade

  • Os meios de cultura são testados para verificar o não crescimento de microorganismos após serem esterilizados.

  • Meios de cultura: Tioglicolato fluido e caseína-soja devem ser incubados, a 30-35ºC e 20-25ºC, respectivamente, durante no mínimo 7 dias.

  • Procedimento

3.2.2 Teste de Sensibilidade

  • Os meios de cultura são testados para verificar a sua capacidade em promover o crescimento de microorganismos.

  • Tioglicolato Fluido: B. subitilis ou M. luteus; C. albicans; C. sporogenes; B. vulgatus (30 – 35ºC).

  • Caseína-soja: B. subitilis ou M. luteus; C. albicans; A. niger (20 – 25ºC ).

3.3 Teste realizados com a amostra

Antes de iniciar o teste de esterilidade deve ser avaliado o nível de atividade bacteriostática e/ou fungistática da amostra.

Procedimento:

  • Preparar meio de cultura e distribuir nas placas/tubos;

  • Adicionar o produto em análise na maioria das placas e deixar algumas sem;

  • Adicionar em metade das placas/tubos microorganismos aeróbios e na outra metade microorganismo anaeróbios;

  • Incubar conforme método;

  • Verificar o crescimento dos microorganismos;

  • Caso haja crescimento normal do microrganismo na presença e na ausência do produto, o Teste pode ser utilizado sem modificações.

  • 0,5% de azolectina e 0,4% de polissorbato pode ser usado para amostras que requeiram inativação de substâncias inibidoras

4. MÉTODO DE INOCULAÇÃO DIRETO

  • Consiste na transferência asséptica de quantidade (0,5 a 1,0 mL) do produto a ser examinado para os meios de cultura e incubação conforme método, por 14 dias.

  • Amostra líquida: transferência com pipetas, seringas ou vertidas diretamente

  • Amostra sólida: transferência espátula ou transferência de solução ou suspensão da amostra

5. Método de Inoculação Indireta - Filtração por Membrana

  • Consiste na dissolução da substância em análise em fluido estéril adequado e a passagem dessa solução através de membrana estéril, que irá reter qualquer contaminação em sua superfície, e inoculação da membrana ao meio de cultura.

  • Membrana: ésteres de celulose ou outro material sintético resistente, com diâmetro de 47 mm e tamanho de poro de 0,45 µm

6. Controle da Eficiência da Esterilização

  • Modo de medida: histórico do processo contendo diversos dados; estudo de inativação de uma série de microrganismo; e uso de bioindicadores

6.1 Indicadores

  • Indicadores físicos: baseiam na temperatura de fusão dos mesmos, com alteração de cor.

  • Termopares

  • Indicadores biológicos:

  • Calor úmido: Bacillus stearothermophilus

  • Calor seco: Bacillus subtilis

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