Hemocultura e Técnica de Hemocultura

Hemocultura e Técnica de Hemocultura

Daty Daísy Farmácia

Microbiologia Clínica

Hemocultura e Técnica de Hemocultura

1. Introdução

- hemocultura ou cultura do sangue

- sepse ou microflora normal em trânsito sem danos

- febres, calafrios, infecções em diversas regiões do corpo

- infecção secundária em muitos casos de ITU, pneumonias, e outros

- coleta com atenção especial, antes da antibioticoterapia, e de preferência, na ascensão da temperatura (evitar coletar no pico febril)

- quantidade de amostras e intervalo entre elas COM (Padrão: 3 amostras em braços alternados com intervalos de 30 minutos)

- microorganismos mais comuns: espécies de Staphylococcus, Streptococcus e BGN

- bacteremia X septicemia

- punções arteriais não aumentam a positividade de hemoculturas

- frascos com potencial de crescimento inclusive para fastidiosos

2. Controle de Qualidade

- meios de cultura sólidos

- frascos com caldo

- kit comercial

3. Técnica

- ainda na sala de coleta inocular o sangue com agulha nova no frasco após assepsia da tampa do frasco e próximo à chama de lamparina

- o volume de sangue é indicado no frasco (10% do volume de sangue para o volume total do meio)

- transportar em TA por 2h

- homogeneizar e incubar em estufa 37°C

- observar presença de turvação e hemólise diariamente

- semear em CHOC, AS e MC (TA por 30’) nos tempos: 24h, 48h, 72h, 5d e 7d. A grande maioria dos microorganismos é isolada nas primeiras 48h

- para semeadura colocar agulha do sistema vacutainer na tampa emborrachada do frasco e gotejar próximo à chama. Agulhas novas a cada semeadura???

- observar crescimento com 18-24h, caso negativo incubar mais 24h

- se necessário realizar um Gram para auxílio diagnóstico

- frascos negativos incubar até 7d, semear e descartar

- frascos positivos devem ser relatados o mais rápido possível, liberando laudo preliminar com morfologia do crescimento e observação que a identificação eantibiograma estão em andamento

- realizar as PB e TSA

- cuidado especial com S. epidermidis

4. Correlação Clínica

- Hemato: hemograma

- Micro: qualquer exame deve ser confrontado

- Imuno: Reação de Widal

5. Como Reportar o Resultado

Definitivo:

Negativo: “Não houve crescimento de microorganismos na amostra analisada” e

reportar o número de amostras com intervalo de coleta na observação.

Positivo: reportar o número de amostras, o microorganismo isolado (gênero e espécie) e

o TSA.

Preliminar:

Ex: “Presença de cocos Gram-positivos dispostos em cachos. Identificação e

antibiograma em andamento

- Emitir resultado preliminar de resultado negativo???

HEMOCULTURA

Embora o sangue normalmente seja estéril, números moderados de microorganismos podem penetrar na corrente sangüínea sem causar danos. O sangue e a linfa contêm numerosas células fagocíticas defensoras. Além disso, o sangue é pobre em ferro (que se encontra abundante dentro das hemácias), que é necessário para o crescimento bacteriano. Porém, se o sistema imunológico falhar, os germes podem sofrer uma proliferação exarcebada ocasionando a condição de septicemia.

Se as bactérias causarem a lise das hemácias, o conteúdo hemoglobínico é liberado resultando numa fonte de ferro para a aceleração do crescimento populacional bacteriano. Ocasiona febres, calafrios e linfangite. Um fato muito importante é que a bacteremia pode ocorrer sem que seu sítio de origem seja reconhecido, mais é comum ocorrer como infecção secundária após I.T.U., pneumonias bacterianas, infecções peritoneais, orais, biliares e em mucosas. As fontes mais comuns de bacteremia são os tratos genito-urinário e respiratório que representa cerca de 50% dos focos de origem.

É um dos exames mais importantes do laboratório de microbiologia, porque a presença de um microorganismo é bastante crítica e significativa. Devido ao fato de numerosos casos de invasão da corrente sangüínea serem provocados por organismos da flora endógena do paciente, é importante a diferenciação entre uma hemocultura

positiva e uma contaminada.

Para eliminar ou reduzir ao mínimo as possibilidades de contaminação, recomenda-se obter duas ou três amostras de sangue dentro de um intervalo de tempo

curto. Além disso, de cada punção, o sangue deve ser administrado em dois frascos o

que assegura o resultado.

Em todos os casos o sangue deve ser obtido antes da administração de antibióticos e de preferência momentos antes do pico febril. A quantidade de amostras e o tempo de intervalo entre elas são determinados pelo médico.

Os organismos mais freqüentes são os Staphylococcus sp, Streptococcus sp e BGN. Nas endocardites, a etiologia bacteriana é mais freqüente, porém também é verificada a presença de isolados fúngicos.

Após a coleta, o sangue deve ser imediatamente inoculado assepticamente em frascos (10% de sangue para o volume total do meio líquido). Homogeneizar e colocar em estufa 37ºC. Semear em placas de MC e AS nos tempos 24h, 48h, 72h, 5 dias e 7 dias; tempo necessário para um bom crescimento.

Para a semeadura colocar uma agulha do sistema vacutainer na tampa emborrachada do frasco e gotejar próximo à chama. Semear e incubar cada placa por 48h em estufa 37ºC.

Os frascos negativos são incubados durante 7 dias, homogeneizados e examinados diariamente, devem ser corados pelo método de Gram quando houver evidência de crescimento ou quando houver a suspeita de microorganismo na amostra pela turvação do meio e hemólise das hemácias.

Os resultados positivos devem ser relatados o mais rapidamente possível, os achados microbiológicos são transmitidos ao clínico como resultado preliminar; os procedimentos culturais deverão ser baseados na identificação inicial da morfologia e crescimento da bactéria. Realizar as PB de acordo com o crescimento bacteriano e a coloração morfotintorial de Gram.

Staphylococcus epidermidis, pelo fato de estar presente como flora normal da pele é sugestivo de contaminação, porém deve-se atentar ao fato de que em muitos casos este germe pode causar septicemia.

Quando positivo reportar o número de amostras e o microorganismo isolado, de

preferência gênero e espécie. Quando negativo informar que não houve crescimento de microorganismos na amostra analisada.

Ref.: Faculdade de Sto Antônio . Prof Manuel Jr.

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