EMBRIOLOGIA GERALDBC0DC99 Estudo com modelos

EMBRIOLOGIA GERALDBC0DC99 Estudo com modelos

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EMBRIOLOGIA GERAL Estudo com modelos

No estudo de Embriologia, tanto a teoria como a prática (utilização dos modelos), são importantes para o entendimento. Uma não exclui a outra. Portanto, não basta ao aluno saber identificar determinada estrutura, se ele não acompanha mentalmente a dinâmica de sua formação bem como o seu destino. Por outro lado, se ele se ativer somente à teoria, a aprendizagem se tornará mais difícil.

Concluindo: na exploração dos modelos torna-se indispensável o uso do livro texto. Quando for necessário, peça também a ajuda do Professor. Após a observação dos Modelos, desenhe o que foi observado por você.

Do ovócito à formação da blástula

Modelo n.º 1: Exposição do ovócito I pela retirada parcial da zona pelúcida.

Foi retirada a calota da zona pelúcida (em vermelho). No interior observa-se o ovócito I e o primeiro corpúsculo polar (inteiros) resultantes da 1ª divisão da meiose.

Modelo n.º 2: Mostra o modelo 1 em corte longitudinal total. Externamente: zona pelúcida (em vermelho), ovócito I (citoplasma em rosa e núcleo escuro) e o primeiro corpúsculo polar (citoplasma pequeno em rosa e núcleo escuro).

Modelo n.º 3: Final da 2ª divisão de maturação (após a fecundação). Corte longitudinal total.

Um espermatozóide penetrou no ovócito I que, só então, termina a sua segunda divisão de maturação, e expulsa seu segundo corpúsculo polar (observa-se ao lado deste, o primeiro corpúsculo polar).

Modelo n.º 4: Corte longitudinal do óvulo.

De fora para dentro observa-se: zona pelúcida (em vermelho), espaço perivitelino, primeiro e segundo corpúsculos polares, citoplasma do óvulo contendo: pró-núcleo feminino e pró núcleo masculino. Ocorrendo a fusão do pró núcleo feminino (2 cromossomos, mais X) e masculino (2 cromossomos mais X ou Y) forma-se a célula ovo ou zigoto com 46 cormossomos.

Modelo n.º 5: Segmentação, corte parcial da zona pelúcida. Mostra dois blastômeros inteiros, de tamanho quase igual, originados da primeira divisão mitótica, juntamente com os dois corpúsculos polares situados no espaço perivitelínico.

Modelo n.º 6: Corte longitudinal total.

Observa-se de fora para dentro: zona pelúcida (em vermelho), dois corpúsculos polares (1º e 2º), dois blastômeros, ainda aparecem as fibras do fuso, restantes da primeira divisão.

Modelo n.º 7: Visão tridimensional do ovo ou zigoto oligolecítico (pouco vitelo) pela retirada total da zona pelúcida.

Modelo n.º 8: Início da segmentação (primeira divisão).

Neste caso, holobástica e subigual. Como resultado, formam-se dois blastômeros quase iguais. Não estão representados os dois corpúsculos e nem a zona pelúcida.

Modelo n.º 9: Fase tricelular (o maior blastômero dividiu-se antes do menor). Foi retirada a zona pelúcida.

Modelo n.º 10: Fase de oito blastômeros, sem zona pelúcida. O número de blastômeros não é sempre par.

Modelo n.º 1: A calota da zona pelúcida foi retirada aparecendo no interior os blastômeros que continuam se dividindo e diminuindo de tamanho (celularização), restabelecendo-se a relação núcleo-citoplasma.

Modelo n.º 12: Idem ao anterior.

Modelo n.º 13: Mórula.

O zigoto atinge a fase de mórula que consiste numa massa celular compacta ainda contida pela zona pelúcida (não representada). O número de células que constituem a mórula é bem menor do que o representado.

Modelo n.º 14: Blastulação Início da cavitação da mórula, para a formação da blástula. Aqui como no modelo anterior, não está representada a zona pelúcida.

Modelo n.º 15: Blástula

Forma-se por cavitação da mórula, devido à absorção do líquido proveniente do meio (tuba uterina ou útero). Observar:

♦ Blastocele (cavidade)

♦ Trofoblasto (células periféricas)

♦ Massa celular interna ou embrioblasto. Nesta altura, desapareceu a zona pelúcida e a mórula torna-se um blastocisto.

Modelo n.º 16: Mórula (revisão) 6

Modelo n.º 17: Blástula. Contendo: trofoblasto, externamente; blastocele (cavidade), embrioblasto ou massa celular interna. Esta estrutura é semelhante em aves e mamíferos.

Modelo n°- 18: Blástula: Contendo aqui: trofoblasto externamente, blastocele ou cavidade, embrioblasto ou massa celular interna. Esta estrutura é semelhante em aves e mamíferos. Obs.: Não está representado; neste modelo, o disco maciço formado por citotrofoblasto (internamente) e sinciciotrofoblasto (externamente) localizado no polo embrionário, mostrado no modelo 19.

Da implantação à formação do disco tridérmico

Modelo n.º 19: Fase inicial da implantação (nidação)

Nesta fase, e como pré-requisito para implantação, a zona pelúcida foi desintegrada. De cima para baixo, observa-se:

1 - Blastocisto (constituído de:) 1.1 - Trofoblasto (massa celular externa), em creme, formado por uma camada delgada de células circundando um cavidade (a blastocele). 1.2 - Blastocele. 1.3 - Embrioblasto (massa celular interna) em branco e creme.

Obs.: Na área de contato com a mucosa uterina, o trofoblasto diferencia-se em duas camadas: 1.4 - Citotrofoblasto (mais interna), em creme. 1.5 - Sinciciotrofoblasto (mais externa), em marrom (corroendo a mucosa uterina). 2 - Mucosa uterina, ou endométrio, apresentando: epitélio superficial e glândulas tortuosas secretoras (em amarelo), estroma (em rosa), vasos sangüíneos (artérias em vermelho e veias em azul).

Modelo n.º 20: No blastocisto aparece:

♦ Sinciciotrofoblasto, externamente, em marrom. Observar como evoluiu ao redor de quase todo o blastocisto. (Nesta fase ele apresenta grande número de vacúolos. intracitoplasmáticos que mais tarde se fundem para formar as lacunas, não evidenciadas no modelo).

♦ Citotrofoblasto em creme.

♦ Disco embrionário bidérmico constituído de: Endoderme (amarelo) e Ectoderme (em branco).

♦ Cavidade amniótica - revestida por membrana (em azul) constituída por células achatadas, os amnioblastos e pela ectoderme (em branco)

♦ Membrana de Heuser em rosa escuro, formada por células mesoteliais achatadas, que se delaminaram da superfície interna do citotrofoblasto que se continua com as bordas do Endoderme e juntas formam o revestimento da chamada cavidade exocelômica ou saco vitelino primitivo. Obs.: O teto do saco vitelino está revestido pela Endoderme.

Modelo n°- 21: Mostra a formação da cavidade amniótica,

Pelo tipo denominado esquizâmnio (cavitação na massa celular interna). a) Em contato com trofoblasto (e provavelmente originada deste, há uma camada de células (amnioblastos), em azul.

*Obs.: Na implantação, o âmnio já está esboçado. b) As células da ectoderme (em branco) constituem o assoalho da cavidade aminiótica. c) A endoderme (amarelo), constitui o teto do saco vitelino primitivo e prolifera recobrindo internamente todo o saco vitelino primitivo.

*Obs.: Não estão representados o citotrofoblasto e nem o sinciciotrofoblasto, externamente.

Modelo n° 2: Formação do mesoderma e celoma extra-embrionário.

Além das diferenciações que o citotrofoblasto apresenta externamente através do sinciciotrofoblasto, na superfície interna ele também se modifica pela separação de células que formarão uma camada reticular frouxa, denominada mesoderma extraembrionário, que preencherá o espaço em expansão entre o trofoblasto e os anexos: âmnio e saco vitelino. a) Este modelo mostra as grandes cavidades que aparecem precocemente neste tecido (no mesoderma extra-embrionário) e que, subseqüentemente vão confluindo para formar uma cavidade maior denominada celoma extra-embrionário. Observe (de fora para dentro): b) Trofoblasto, em creme (sem o sinciciotrofoblasto). c) Mesoderma extra-embrionário (com cavitações) em vermelho. d) Cúpula da cavidade aminiótica em azul. e) Disco embrionário, bidérmico, formado por ectoderme (em branco) e endoderme (em amarelo). f) Saco vitelino (secundário), também em amarelo.

Modelo n°- 23: Mostra que a cavidade do mesoderma extra-embrionário ocorreu em toda sua extensão, envolvendo o futuro embrião na sua totalidade, exceto na região onde o mesoderma extra-embrionário formará o futuro pedúnculo do embrião, que constitui um ponto de união entre o disco embrionário e o trofoblasto.

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