História da economia brasileira

História da economia brasileira

Duas décadas na Economia Brasileira

A história da economia brasileira nas últimas duas décadas é a história de como o país viu surgirem crises uma após a outra e como lutou para sair de cada uma delas. A ciranda começou na entrada de década de 80. Foi nesse momento que o país começou a sofrer com o problema que assombraria todos os seus dirigentes e economistas até hoje(1): o déficit em suas contas internacionais. De um ano para o outro, em 1980, as contas que o país tinha a pagar no exterior passaram a superar em muito a quantidade de dinheiro externo que entrava. O dinheiro que faltava ao país teve que passar a ser pedido emprestado no exterior. Mas, na década de 80, por duas vezes o país ficou sem crédito. Por isso as crises ganharam uma dimensão mais séria e a década ficou marcada como um período de crescimento econômico baixíssimo (inferior a 1% ao ano), de desorganização da economia e de inflação descontrolada. Acabou batizada de a década perdida.

Os anos 80 começaram com o país sufocado pelo segundo choque do petróleo, que fez o valor das importações crescer e colocar a balança comercial no vermelho. O Brasil, que vinha abusando de pegar dinheiro emprestado no exterior a juros baratos, passou a precisar de mais crédito externo. Mas, ao mesmo tempo, os Estados Unidos enfrentavam uma inflação alta, de mais de 10% ao ano, e resolveram subir os juros para níveis nunca experimentados por lá, acima de 20%. Isso levou as taxas internacionais às alturas. O Brasil, por isso, passou a pagar contas altíssimas de juros. E, para agravar, o crédito internacional, além de caro, ficou também raro. Por causa dos juros americanos, o dinheiro passou a ir para os Estados Unidos, e não para países em desenvolvimento.

O México, em 1981, foi o primeiro a admitir que não teria como pagar seus compromissos. O Brasil tentou reduzir seu déficit, mas o então ministro Delfim Netto declarou moratória um ano mais tarde, em 1982. Entre 1981 e 1983, o país acabou vivendo a maior recessão de sua história. A economia encolheu 6,3%, segundo números atualizados do Ipea, um instituto de pesquisa do governo federal. O país foi imediatamente pedir socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para conseguir dinheiro novo emprestado. Começou uma série ainda não encerrada(2) de negociações com o fundo.

Para voltar a conseguir pagar seus compromissos externos, a política adotada foi a de aumentar as exportações, para gerar mais dólares. O remédio escolhido para isso foi amargo. Em fevereiro de 1983, foi feita uma maxidesvalorização do Cruzeiro. O dólar passou a ser corrigido pelos índices de inflação - o que, por sua vez, contribuía para aumentá-la. Os salários perderam poder de compra e o país passou a ter mais sobra de produção para exportar. Empresas passaram a receber dinheiro público para aumentar as exportações e o governo começou a reter arbitrariamente pedidos de importação, medida que permitiu que o comércio exterior passasse a ter saldo positivo, as reservas internacionais crescessem e as contas externas acabaram ajustadas. Em 1985 o país recomeçava a crescer.

Plano Cruzado - Em 1986, porém, uma tentativa frustrada de conter a inflação que crescia voltou a tumultuar as contas externas. Em fevereiro, veio o Plano Cruzado, com o ministro Dílson Funaro. O governo congelou todos os preços e também a taxa de câmbio (o dólar). Extinguiu a correção monetária, mas criou um gatilho: os salários eram reajustados a cada vez que a inflação batesse 20%. Acreditava-se que, ao ser rompido o círculo vicioso entre alta de preços e do dólar, a inflação desapareceria. O que aconteceu, porém, foi um aumento rápido demais da renda de quem ganhava salário. O consumo disparou, as empresas passaram a vender mais no mercado interno e, por isso, as exportações caíram acentuadamente. Faltou mercadoria e, por isso, os preços subiram, causando inflação. As importações também dispararam e fizeram o país queimar todas as suas reservas. Ainda houve uma tentativa de correção de rumo em novembro, com o Cruzado I e o fim do congelamento, mas os preços subiram desordenadamente até 100%. O país quebrou nas primeiras semanas de 1987 e o presidente José Sarney precisou anunciar nova moratória - mais uma vez o país disse que não teria como pagar o que devia a seus credores.

Como seu governo havia rompido anos antes com o FMI, Sarney acabou isolado internacionalmente. Seu ministro seguinte, Luís Carlos Bresser Pereira, tentou uma reaproximação com os credores e retomou a rotina das desvalorizações do Cruzado - fez uma ao assumir e outra em junho, no chamado Plano Bresser. Congelou os salários e elevou os juros acima da inflação, para reduzir o consumo. Mais uma vez, os assalariados empobreceram, mas as exportações subiram. O saldo da balança comercial voltou a ficar positivo e o país suspendeu a moratória.

A inflação, porém, não parava de se acelerar. A cada tentativa de amenizar as perdas que ela causava, com correção de salários, mais alta ela voltava no mês seguinte, alimentada pela própria correção monetária. No último mês do governo Sarney, a inflação foi de mais de 80%. Veio então a tentativa mais radical de se interromper essa inércia. O novo presidente, Fernando Collor de Mello, anunciou em seu primeiro dia de governo, 15 de março de 1990, um plano que levou o seu nome e que, na extravagância, foi mais longe do que qualquer antecessor.

Confisco compulsório - O Plano Collor determinou um inédito confisco do dinheiro que estivesse nas contas das pessoas e empresas no país. Não ficou imune nem a caderneta de poupança, uma instituição que toda a população julgava acima de qualquer risco. Tudo o que excedia 50.0 dos antigos Cruzados Novos, nas contas, ficou retido no Banco Central até setembro de 1991. Depois disso, o dinheiro seria devolvido em 12 parcelas - e de fato foi, mas não bastou para cicatrizar o trauma da arbitrariedade.

Junto com o seqüestro do dinheiro, preços e salários foram congelados. Sem dinheiro na praça e com todos os preços paralisados, o governo esperava dar um tiro mortal na inflação. Fracassou: a inflação fechou o ano atingindo 1.0%. Mas, como efeito colateral, o plano provocou uma brutal recessão. O Produto Interno Bruto caiu 4,2% em 1990. Por essa ótica, foi o pior ano da história da economia brasileira.

Em janeiro veio o Plano Collor 2, que tentou extinguir com uma penada a correção monetária dos contratos no país. O governo criou um deflator para reduzir o índice de correção dos contratos. Como medida adicional, congelou preços e salários, como forma de diminuir a necessidade de correção. Decretou ainda o fim das aplicações com correção diária, o chamado overnight. Mas também falhou. O governo se tornou impopular e, em meio a denúncias de corrupção, acabou caindo em 1992.

Com todos seus muitos problemas, porém, Collor acabou fazendo também uma transformação marcante na estrutura da economia brasileira. O projeto de abertura e internacionalização da economia brasileira até hoje em vigor foi implantado em seu governo. O modelo acabou abraçado também pelos governos seguintes, de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Foi o governo Collor que iniciou a abertura do mercado à competição com produtos externos, com o intuito de forçar aumento de competitividade das empresas brasileiras. E foi também seu governo que deu início ao processo de privatização, que mudou a distribuição de forças na economia. A partir de sua gestão, o governo deixou de planejar diretamente a política industrial de fornecer subsídios e de fazer investimentos em empresas e projetos de infra-estrutura. Esse papel passou a ser do setor privado.

Estabilidade com Real - A revolução seguinte na economia viria em 1994.

Em março desse ano, entrou em vigor a URV, uma unidade que não substituía a moeda em circulação, o Cruzeiro, mas que servia para que os preços fossem convertidos para ela. Em Cruzeiros Reais, o novo temporário da moeda brasileira, a inflação continuava em disparada, mas, em URVs, os preços estavam fixos. Em julho, conforme programação anunciada no começo do ano, a URV deu lugar à moeda nova, o Real. Esse programa, conhecido como Plano Real, foi o que conseguiu interromper a escalada inflacionária que já durava desde o começo dos anos 80. A partir de então o país conviveu com índices de inflação semelhantes aos dos países estáveis, quase sempre abaixo de 10% ao ano.

Um dos truques para evitar que o Real também estreasse com os vícios de seus antecessores - falta de credibilidade e sob pressão constante por desvalorizações, alimentadas pela inflação dos meses anteriores - foi fazer com que ele se valorizasse logo ao estrear. A moeda ganhou a confiança da população e cortou os vínculos com a inflação passada, mas o país se viu em uma armadilha: o Real valia mais do que deveria e não se sabia como ajustar seu preço sem pôr a perder a estabilidade conquistada.

Em março do ano seguinte, 1995, o Banco Central implantou uma novidade: o sistema de bandas para o câmbio. Pela primeira vez, o BC não fixaria diretamente o preço do dólar. A cotação poderia variar, desde que não saísse de dentro dos limites fixados pelo BC. O governo passou então a mover os limites dessa banda, levando o Real a se desvalorizar lentamente. O objetivo era chegar a um ponto em que seu preço estivesse equilibrado, sem que para isso fosse necessária uma ruptura, como uma maxidesvalorização. O Brasil continuou precisando de dinheiro emprestado para cobrir seu déficit externo, mas, nessa época, o crédito era abundante para países em desenvolvimento.

Essa estratégia começou a dar errado, porém, quando estourou uma crise financeira na Ásia, de julho a novembro de 1997, e o mercado internacional cortou o crédito para países com déficits externos muito altos. O que os investidores pensavam era que esses países cedo ou tarde teriam desvalorizar suas moedas ou corriam o risco de ter que dar calote no mercado - ou, no pior cenário, que fariam as duas coisas.O Brasil, então, passou mais uma vez a ter dificuldade para obter financiamento no exterior e ficou em condições delicadas para sustentar a sua moeda valorizada. O dinheiro que havia era caro. Para mantê-lo no país, o Brasil elevou as taxas de juros a níveis altíssimos.

As pressões cresceram em 1998, quando a Rússia também teve que desvalorizar sua moeda e precisou fazer uma moratória em suas dívidas interna e externa. Como reação a essa crise, o BC brasileiro chegou a levar as taxas de juros a 43% ao ano. Em janeiro de 1999, porém, a pressão ficou insustentável e o Brasil desistiu de lutar contra os investidores. O governo deixou o preço do dólar subir livremente no dia 13 de janeiro. Em março, o novo presidente do BC, Armínio Fraga, anunciou a adoção do câmbio livre, pela primeira vez em toda a história do país.

A passagem para o câmbio livre foi surpreendentemente tranqüila.

Contrariando os temores dos anos passados, o país conseguiu deixar a moeda se desvalorizar sem que a inflação voltasse a sair do controle. Em grande parte, isso ocorreu porque a economia ficou paralisada por alguns meses, enquanto o dólar não encontrava um preço estável, os juros seguiam acima de 30% e não se sabia qual seria o destino da inflação. Mas o país conseguiu até fechar o ano sem ter queda no Produto Interno Bruto. Ficou no zero a zero.

Nos anos seguintes, até hoje, o câmbio flutuante ajudou o país a sofrer menos pressão nos momentos de crise externa. A desvalorização na Argentina no fim de 2001, por exemplo, não derrubou a economia brasileira, embora o país continue precisando de capitais externos para pagar suas contas internacionais(3). Desde o ano passado, o país voltou a tentar resolver esse problema usando um recurso bem sucedido no começo dos anos 80: a elevação das exportações, para aumentar nossas reservas e diminuir a necessidade de dinheiro de fora. A balança comercial começou a ter saldos positivos, o que não acontecia mais no período do câmbio fixo, e ajudou o país a passar pela crise Argentina sem sofrer abalos graves.

O que o regime de câmbio flutuante não permitiu ainda, porém, foi reduzir a taxa de juros(4). O Banco Central trabalha hoje de acordo com um regime de metas de inflação e, para cumpri-las, precisa ainda segurar o crescimento da economia, já que o país não dispõe de recursos para voltar a crescer rapidamente sem provocar inflação e aumento das importações. Esse desafio é o tema da vez no debate econômico brasileiro.

Um capítulo à parte quando se trata da economia nos anos 90 é o Proer. O programa de reestruturação dos bancos foi lançado em novembro de 1995 para prevenir um problema urgente: o risco de uma crise bancária. Crises desse tipo, quando ocorrem, geram destruição profunda na economia. Fazem as pessoas perderem sua poupança, destroem a confiança da população no sistema financeiro e deixam os bancos sem liquidez. Provocam ainda quebradeira de empresas e desemprego. E acabam com o crédito à produção e ao consumo. A crise da Ásia de 1997 foi, em grande parte, causada por uma crise bancária. E mesmo a rica economia do Japão enfrenta recessões desde o início dos anos 90 também como conseqüência, entre outros fatores, de uma crise nos bancos.

Em novembro de 1995, o BC brasileiro já havia enfrentado a quebra do

Banco Econômico, no primeiro semestre do ano, e tinha um problema maior para resolver: o Banco Nacional, então quarta maior instituição privada do país, estava à beira da quebra. O BC, então, criou o Proer em uma sexta-feira e aplicou-o imediatamente ao Nacional. A parte boa do banco foi separada e vendida. A ruim, com créditos difíceis de se cobrar e dívidas a pagar, ficou com o BC. Foi preciso, entretanto, injetar dinheiro no banco e nos próximos que entraram no Proer, para evitar sua quebra. No total, o BC gastou R$ 25 bilhões com o programa. Mas tirou do mercado, sem traumas, todos os bancos que representavam risco ao sistema financeiro. Suas operações foram transferidas a bancos em boas condições financeiras. Os casos mais famosos foram os do Nacional, vendido ao Unibanco, do Bamerindus, passado ao inglês HSBC, e Excel Econômico, absorvido pelo espanhol BBV. Recuperar o dinheiro injetado agora é o desafio do BC. As perspectivas, porém, são bastante ruins. Uma forma de se calcular se o gasto valeu à pena é compará-lo com a atual(5) crise Argentina. Comparado com a paralisia que atinge(6) o país vizinho, o custo do Proer parece menos exagerado.

Referência: DUAS DÉCADAS NA ECONOMIA BRASILEIRA. Disponível em: < http://www.universiabrasil.net/linhadotempo.jsp >. Acesso em: 06 maio 2005.

NOTA DO PROFESSOR: O presente texto é de 2005, porém traz uma visão bastante clara da economia brasileira nos últimos tempos e é por isso que estamos utilizando-o como referência para esta atividade. Por ser um texto escrito há algum tempo, este professor achou necessário fazer algumas atualizações, como segue:

(1) O déficit nas contas internacionais já não é um problema assustador nos dias de hoje.

(2) O Brasil já encerrou negociações com o fundo, tanto que hoje já não deve mais ao FMI e está estudando, inclusive, emprestar dinheiro ao fundo para repasse a outros países em necessidade, passando, então, a ser credor do FMI.

(3) Atualmente o governo brasileiro não tem tomado empréstimos externos para pagar suas contas internacionais.

(4) A taxa básica de juros da economia brasileira ainda continua alta, na casa de 1,25 % ao ano, porém já muito mais baixa do que esteve até alguns anos atrás.

(5) A crise Argentina iniciou-se em 2001, hoje já se recuperou bastante, embora ainda sinta reflexos do período mais agudo da crise.

(6) Vamos considerar a palavra “atinge” no passado, ou seja, leia-se “atingiu”.

Cenário macroeconômico brasileiro dos últimos 5 anos

Os indicadores econômicos são índices obtidos através de pesquisas ou levantamentos de dados que busca mostrar como está se desenvolvendo a atividade econômica do país. Eles refletem os acontecimentos econômicos e podem, ainda, influenciar nas políticas econômicas tomadas pelos agentes econômicos, uma vez que mostram um retrato da situação passada, presente e podem mostrar tendências de futuro.

Através dos índices podem ser feitas análises que possibilitam a compreensão do momento econômico, que são refletidos pelo resultado dos indicadores que apresentam dados obtidos no momento presente. Quando da análise de dados passados, permitem entender as causas dos problemas ocorridos, possibilitando agir pro-ativamente de forma que estes problemas não voltem a ocorrer. Para as empresas, possibilitam identificar oportunidades aprendidas com os problemas do passado, bem como ensina como agir em caso de nova situação semelhante.

Entre os diversos indicadores econômicos são encontrados, também, aqueles que mostram tendências da economia. São aqueles que trabalham com as expectativas do futuro. Estes índices não são meros exercícios de futurologia, mas, sim, são baseados em fatos concretos que dão consistência à análise da tendência dos rumos da economia. São indicadores importantes, pois balizam as decisões a serem tomadas, tanto pelos governantes, como pelos agentes econômicos de forma geral, em especial, as empresas que devem decidir sobre suas estratégias para crescimento.

Tomando por caso o Brasil, vamos verificar alguns indicadores para compreendermos o momento atual de nossa economia.

estabilidade no processo de desenvolvimento da economia brasileira

Em 2003 o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu apenas 0,5 %, em 2004 seu crescimento foi de 4,9 %, em 2005 cresceu 2,3 %, em 2006 cresceu 3,7 %, em 2007 cresceu 5,4 %, e em 2008 cresceu 5,1 % e no ano de 2009 a expectativa é que o PIB cresça muito menos, em torno de 1 %. O comportamento do PIB tem sido de muita oscilação, demonstrando que não há uma

A Balança Comercial brasileira subiu de US$ 24,8 bilhões em 2003 para US$ 3,6 bilhões em 2004, US$ 4,7 bilhões em 2005, US$ 46,1 bilhões em 2006, US$ 40,03 bilhões em 2007 e em 2008 ficou em US$ 24,7 bilhões. Podemos observar que as exportações brasileiras cresceram significativamente bem até 2006 e a partir dali começou a cair, e neste ano o resultado deverá ser menor que em 2008, o que pode provocar diminuição da produção e, também, diminuição da quantidade de entrada de Dólares no país, podendo afetar o volume de nossas reservas internacionais. Reservas altas resultam em segurança para os investidores estrangeiros, o contrário, gera insegurança. Ressalte-se que nossas reservas internacionais estão na casa de US$ 200 bilhões.

A Taxa do Dólar no Brasil caiu demasiadamente, chegando à casa de R$ 1,60 depois de ter alcançado R$ 4,0 em 203. A manutenção da Taxa do Dólar baixo tem uma implicação negativa no que tange às Exportações (desestimula o exportador e pode tornar nossos produtos menos competitivos) e facilita a entrada de produtos importados, que vêm concorrer com a indústria brasileira. Por outro lado, tem implicação positiva, pois exige um montante menor de Reais para pagar a Dívida Externa, bem como as importações ficam mais baratas, reduzindo o custo de matérias primas importadas. Ocorre, entretanto, que depois do agravamento da crise econômica mundial, a partir de setembro de 2008, a taxa do Dólar cresceu significativamente, estando atualmente oscilando na faixa entre R$ 2,20 e R$ 2,50.

Neste caso, então, temos uma situação inversa, pois o dólar mais alto incentiva as exportações e dificulta a entrada de produtos importados. Por outro lado, torna a dívida externa mais cara, assim como encarece o custo de matérias primas importadas e pode gerar inflação.

A inflação brasileira se manteve em trajetória de alta em 2008 fechando em 5,9 % ao ano.

Aumento de inflação pode representar diminuição do poder de compra do dinheiro, bem como enseja medidas governamentais de restrição de crédito e elevação de juros. Esta condição pode possibilitar diminuição de consumo e conseqüentemente redução de produção e emprego. Em 2009 a inflação deverá cair e apresenta um acumulado, em 12 meses, fechado em fevereiro igual ao fechamento do ano passado, de 5,9 %.

A Taxa Básica de Juros (Taxa Selic) está atualmente em um patamar ainda alto, 1,25 % ao ano. Veio baixando continuamente, embora muito lentamente, atingindo 1,25 % ao ano, porém voltou a subir, chegando a 13,75 % ao ano e após a crise mundial voltou a baixar ao níveis de janeiro de 2008, ou seja, 1,25 % ao ano. Taxa de juros altas reduz investimentos e consumo, provocando queda na produção e conseqüentemente desemprego. Verifica-se que o Brasil possui dos mais altos juros real do mundo, hoje, na casa de 5,5 %

Este texto é um estudo sobre alguns aspectos da macroeconomia brasileira nos últimos tempos. Ele nos traz uma visão do que aconteceu na economia brasileira nos últimos 5 anos. (Texto de autoria do Prof. Wilson Salvalagio)

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