leite de baixo teor de lactose

leite de baixo teor de lactose

  1. OBJETIVO

Verificar a conversão de lactose em glicose e galactose.

  1. introdução

Diferenças entre Intolerância, alergia e sensibilidade

Embora muitas vezes usados como sinônimos é importante estabelecer a diferença entre intolerância, alergia e sensibilidade, pois suas conseqüências podem ir de um mal-estar ao risco de vida. A alergia é uma resposta do sistema imunológico a algum componente do alimento - em geral, proteínas. A intolerância trata-se de uma reação adversa que envolve a digestão ou o metabolismo, mas não o sistema imunológico. Já a sensibilidade é uma resposta anormal, que pode provocar reação semelhante à alergia.

INTOLERÂNCIA À LACTOSE

O que é?

É a incapacidade de aproveitarmos a lactose, ingrediente característico do leite animal ou derivados (laticínios) que produz alterações abdominais, no mais das vezes, diarréia, que é mais evidente nas primeiras horas seguintes ao seu consumo.

Como se desenvolve?

Na superfície mucosa do intestino delgado há células que produzem, estocam e liberam uma enzima digestiva (fermento) chamada lactase, responsável pela digestão da lactose. Quando esta é mal absorvida passa a ser fermentada pela flora intestinal, produzindo gás e ácidos orgânicos, o que resulta na assim chamada diarréia osmótica, com grande perda intestinal dos líquidos orgânicos.

Existem pessoas que nascem sem a capacidade de produzir lactase e, enquanto bebês, sequer podem ser amamentados, pois surge implacável diarréia.

Por outro lado, em qualquer época da vida pode aparecer esta incapacidade de produção ou uma inibição temporária, por exemplo, na seqüência de uma toxinfecção alimentar que trouxe dano à mucosa intestinal. Igualmente, a dificuldade pode advir de lesões intestinais crônicas como nas doenças de Crohn e de Whipple, doença celíaca, giardíase, AIDS, desnutrição e também pelas retiradas cirúrgicas de longos trechos do intestino (síndrome do intestino curto).

A deficiência congênita é comum em prematuros nascidos com menos de trinta semanas de gravidez.

Nos recém-nascidos de gestações completas, os casos são raros e de caráter hereditário.

A concentração da lactase nas células intestinais é farta ao nascermos e vai decrescendo com a idade.

Nos EUA, um a cada quatro ou cinco adultos pode sofrer de algum grau de intolerância ao leite. Os descendentes brancos de europeus têm uma incidência menor de 25%, enquanto que na população de origem asiática o problema alcança 90%. Nos afro-americanos, nos índios e nos judeus, bem como nos mexicanos, a intolerância à lactose alcança níveis maiores que 50% dos indivíduos.

O que se sente?

É variável de pessoa a pessoa e de acordo com a quantidade ingerida.

Assim, a maioria dos deficientes de lactase pode ingerir o equivalente a um ou dois copos de leite ao dia, desde que com amplos intervalos e não diariamente. Ainda que minoritários, não são raras as pessoas que, desde pequenas, evitam ou não gostam do leite, mesmo sem se darem conta que são assim porque o leite e derivados lhes faz mal.

Os pacientes percebem aumento de ruídos abdominais, notam que a barriga fica inchada e que eliminam mais gases. Quando a dose de leite ou derivados é maior surge diarréia líquida, acompanhada de cólicas. A queixa de ardência anal e assadura é porque a acidez fecal passa a ser intensa (pH 6,0).

A maioria dos pacientes que só tem intolerância a lactose, não tem evidências de desnutrição, nem mesmo maior perda de peso. Quando isso ocorre, pode haver a associação da intolerância com outras doenças gastro-intestinais.

Como o médico faz o diagnóstico?

Freqüentemente a intolerância à lactose é sugerida pela história clínica, principalmente quando os dados são definidos e especificamente perguntados.

A diminuição de sintomas após algumas semanas de dieta livre de lactose serve como teste diagnóstico/ terapêutico.

O Teste de Tolerância à Lactose é o usado em nosso meio, pois não dispomos do Teste Respiratório, tido com o mais sensível e certamente o mais simples dos métodos.

Entre nós, o paciente recebe para beber um copo d'água contendo de 50 a 100 g de lactose e lhe é tirado sangue quatro a cinco vezes no espaço de duas horas. Quando a diferença entre a dosagem sangüínea da lactose de jejum e o pico da curva das demais medidas se mostrar menor de 20 mg%, o teste tem "curva plana" e é considerado positivo, indicando má absorção de lactose nessas pessoas.

Há possibilidade de erro nos diabéticos, entre outros. A ocorrência de diarréia, ainda no laboratório e ou nas primeiras horas a seguir, reforça a conclusão de diagnóstico positivo para intolerância à lactose.

Como se trata e como se previne?

Uma vez caracterizado o diagnóstico, pode se prevenir novos sintomas não usando leite e laticínios. Usando-os, a prevenção é mediante a tomada de fermento sintético prévia a qualquer ingestão de lactose. Cabe salientar que vários medicamentos, inclusive antidiarréicos e anti-reumáticos contêm lactose no chamado excipiente, ou seja, no pó ou no líquido necessário para poder conter a substância básica num comprimido ou solução; isso é importante quando avaliamos os efeitos indesejáveis referidos pelos usuários.

Leite semi-desnatado com baixa lactose

Apostando neste mercado de produtos com baixo teor de lactose, a fabricante paranaense, Frimesa, oferece o semi-desnatado Frimesa com baixa lactose.

Sabe-se que os leites deslactosados, para a própria surpresa dos fabricantes, vem cada vez mais sendo consumidos por uma população sem problemas de intolerância à lactose. Segundo pesquisas, este tipo de leite, pelo processo de adição da enzima lactase e conseqüente quebra da lactose em glicose e galactose, possui um sabor levemente adocicado quando comparado ao sabor do leite comum. Além disso, os leites com baixo teor de lactose são de mais fácil digestão.

CURIOSIDADE

Chocolates para intolerantes à lactose: “Chocolate?? Não … é Alfarroba!”

Tem cara de chocolate, gosto de chocolate, mas não é chocolate. Além de nutritivos, os produtos feitos com alfarroba são isentos de lactose, glúten e açúcar, podendo ser consumidos inclusive por quem tem alergia ao leite.

Apesar de não ter sido tão difundida como o cacau, a Alfarroba já era usada pelos Egípcios há mais de 5.000 anos. Fruto da Alfarrobeira, árvore nativa do mediterrâneo, a alfarroba é uma vagem da qual se extrai a polpa que é torrada e moída para se obter o pó usado na substituição do cacau.

Alimento saudável

Naturalmente doce, a Alfarroba dispensa o uso de açúcar na fabricação de seus produtos. É uma ótima alternativa ao chocolate, pois além de não conter estimulantes como cafeína e teobromina, ela é rica em vitaminas e minerais. Em 100gr do produto você encontra 303mg de cálcio, 633mg de potássio e 126mg de fósforo, além de outros minerais como ferro e zinco e vitaminas E, B6 e B12.

  1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

    1. Transferiu-se 25 mL de leite integral e 25 mL de leite com baixo teor de lactose para béqueres de 50 mL;

    2. Precipitou-se a caseína com 5 mL de HCL 0,25 N;

    3. Deixou-se 10 minutos em banho de gelo;

    4. Centrifugou-se por 10 minutos/

    5. Retirou-se os sobrenadantes e colocou-se dois béqueres;

    6. Neutralizou-se o sobrenadante com NaOH 0,25 N até pH 7,0 usando o potenciômetro;

    7. Tranferiu-se os sobrenadantes neutralizados para um balão de 50 mL e completou-se o volume com água destilada;

    8. Determinou-se a concentração da glicose pelo método de glicose oxidase;

    9. Determinou-se a concentração de açúcares redutores pelo método de somogyi-Nelson.

  1. Resultados e Discussão

4.1 Cálculos

LEITE INTEGRAL

Leitura Somogyi-Nelson = 0,499 (Diluição 400x)

Açúcar Redutor = 8,7g/200mL

Leitura GOD = 0,184 (Diluição 2x)

Glicose = 3,3mg/200mL

LEITE DE BAIXO TEOR DE LACTOSE

Leitura Somogyi-Nelson = 0,161 (Diluição 800x)

Açúcar Redutor = 11,2g/200mL

Leitura GOD = 0,261 (Diluição 800x)

Glicose = 3,7g/200mL

*Equação da curva Somogyi-Nelson y = 0,0023x

*Equação da curva GOD y = 0,011x

4.2 Discussão

A análise de açúcares redutores e glicose de leites integral e de baixo teor de lactose apontaram claramente a hidrólise da lactose em glicose e galactose. No leite integral a análise de açúcares redutores indicou 8,7g/200 mL, próxima ao indicado no rótulo (9g/200mL). No entanto não indicou uma concentração significativa de glicose, 3,3mg/200mL, ou seja o carboidrato presente no leite integral é quase integralmente a lactose.

Já no leite de baixou teor de lactose, o Somogyi-Nelson indicou 11,2g/200mL de açúcares redutores (de acordo com o rótulo 9g/200mL) e o GOD 3,7g/200mL de glicose( 4g/200 mL no rótulo). O teor de glicose neste tipo de leite é maior, pois a lactose foi convertida em glicose e galactose.

Os erros nos valores obtidos nas análises em relação ao rótulo, devem-se a erros causados por falha na manipulação das amostras e por imprecisão de aparelhos.

  1. Conclusão

A determinação de açúcares redutores e glicose pelos métodos Somogyi-Nelson e GOD respectivamente apontaram a conversão de lactose em glicose e galactose nos leites de baixo teor de lactose. Esse tipo de leite apresenta concentrações e glicose relativas a praticamente metade dos carboidratos presentes no leite. A outra metade é composta de galactose.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

www.abcdasaude.com.br/artigo.php?269

http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2001/grupo1/intolerancia.htm (unifesp)

http://www.semlactose.com/index.php/2008/11/08/leite-semi-desnatado-com-baixa-lactose/#more-306

ALANE PEREIRA CANGANI

ANDRÉA DA CUNHA CAMPOS

FABIOLA DE LEVRERO E BORBA

MAIRA AKEMI CASAGRANDE YAMATO

DETERMINAÇÃO DE GLICOSE EM LEITE DE BAIXO TEOR DE LACTOSE

Relatório apresentado à disciplina de Bioquímica de Alimentos, turma C do Curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Professora: Mareci

PONTA GROSSA

MARÇO DE 2009

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