Mollusca & Annelida

Mollusca & Annelida

Classe Gastropoda

São os representantes do filo Mollusca mais numerosos, pois além do ambiente aquático habitam o terrestre.

A maioria dos gastrópodes apresentam uma concha univalve achatada ou espiralada, no interior da qual se aloja a massa visceral. Algumas espécies têm um opérculo, que tapa a entrada da concha quando o animal se recolhe. No entanto, existem muitas exceções, como as lesmas, que não apresentam concha.

Os gastrópodes apresentam cabeça diferenciada com estatocisto (órgão do equilíbrio), olhos, 1-2 pares de tentáculos, rádula e ânus.

São animais de maioria herbívoros, mas também podem ser carnívoros e depositivoros. Podem apresentar uma probóscide, que funciona como um “canudo” saindo da região bucal para sugar o substrato que foi raspado com a rádula ou até mesmo outro animal.

Existe um gastrópode em particular, o conus, que possui veneno. Ele vive em ambiente marinho e com poucos centímetros de tamanho seu veneno equivale a de 100 cascavéis. Seu veneno sai pela probósciede, que funciona como um arpão.

Os gastrópodes podem ser divididos em três partes: cabeça, pé muscular, e massa visceral.

Os gastrópodes apresentam pé ventral em forma de palmilha, coberto por numerosas glândulas secretoras de muco.

Na porção do manto que acompanha a borda da concha é possível ver um orifício respiratório por onde o ar penetra, o pneumostômio.

Os gastrópodes marinhos respiram por brânquias localizadas na cavidade paleal, enquanto os terrestres não apresentam. Neste caso, as trocas gasosas são realizadas pelo manto, que encontra muito vascularizado na cavidade paleal, funcionando como um “pulmão”, ou seja, fazendo as trocas gasosas por difusão.

  • Fenômenos que ocorrem nos Gastrópodes:

A torção ocorre durante o desenvolvimento embrionário. A massa visceral sofre torção de 180º no sentido anti-horário. Teoricamente a vantagem deste fenômeno seria a proteção dos órgãos mais nobres e a localização do osfrádio próximo a tentáculos e olhos possibilitou uma maior sensibilidade do animal.

Quando há torção da massa visceral, os gânglios ficam em forma de “8” e o sistema digestório enrolado. Ânus, brânquia e nefridióporos vão para cima da cabeça. Isto possibilita uma maior proteção para esses órgãos, já que os gastrópodes retraem a cabeça.

A desvantagem da torção é que com o ânus acima da cabeça pode ocorrer a auto poluição fecal. Para não ocorre isto, esses animais modificaram a sua circulação e a respiração, criando correntes inalantes e exalantes. O aparecimento de perfurações na concha também possibilitou para não ocorrência da auto poluição fecal.

A espiralização possibilitou que o animal se recolha para dentro da concha. Fechando o opérculo. Logo, se tornando um refúgio portátil. Também possibilitou a facilidade do animal penetrar ambientes estreitos. Porém a redução da abertura da concha diminuiu o número de brânquias, nefrídeos e músculos. Contudo, a concha espiral assimétrica se tornou mais fácil de ser carregada.

  • Sistemas dos Gastrópodes:

O sistema digestório é composto da seguinte forma: Sua cavidade bucal possui uma rádula, probóscide e glândulas salivares (auxiliam na digestão produzindo enzimas como amilase, lípase e protease). Algumas espécies podem secretar ácido úrico, assim podem perfurar a concha de outro animal com auxilio da probóscide. Possuem um esôfago tubular ciliado, estômago, papo e/ou moela e terminando em um intestino longo e sinuoso (nesta forma pois esses animais são herbívoros) e ânus.

O sistema circulatório é aberto com uma aurícula e um ventrículo. Nos prosobranchia e pulmonatas o sangue recolhido pelas veias, é primeiramente levado para as brânquias ou pulmão e posteriormente para o coração. Nos opiosteobranchia o sangue é levado ao coração e posteriormente as brânquias.

O sistema respiratório em espécies aquáticas é constituído por brânquias e nas terrestres por “pulmão”. Essas brânquias podem ser mono ou bipectinadas.Nos aquáticos, A água entra no pneumostômio através de batimentos de cílios no manto, ocorrendo então as trocas gasosas. Nos terrestres, a contração muscular faz com que ocorra um vácuo e o ar entre no pneumostômio.

O sistema excretor é caracterizado da seguinte forma: Devido a torção, o lado esquerdo dos gastrópodes ficou com um grande nefrídeos, realizando todo o processo de excreção. O nafrídeo do lado direito se atrofiou e passou a ser um gonoducto. Todas as espécies aquáticas têm como produto final da excreção a amônia e as terrestres o ácido úrico.

O sistema nervoso é ganglionar existindo 6 pares de gânglios interconectados (cabeça, pé, manto, vísceras, boca e intestino) por filamentos sensoriais. Possuem tentáculos quimio e fotossensores , além de osfrádio (órgão sensorial responsável pelo olfato) e olhos bem desenvolvidos nas extremidades dos tentáculos.

  • Subclasses dos gastrópodes:

  1. Prosobranchia (sangue das brânquias para coração)

- archaeogastropada: Não possuem concha espiralada; concha com perfuração ventral; animal se protege inserindo-se no substrato com a concha acima; 1 a 2 brânquias.

- mesogastropoda: Possuem opérculo; concha espiralada; abrange a grande maioria, os herbívoros.

- neogastropoda: O manto forma um sifão; rádula com 1-3 dentes em cada fileira transversal; opérculo (quando presente quitinoso); somente um átrio (esquerdo).

  1. Pulmonatas (sangue do pulmão para o coração) – São ditos destorcidos; cavidade do manto vascularizada (funcionando como pulmão).

- basommatophora: Caramujos de água doce.

- stylommatophora: Caracóis e lesmas terrestres.

c) Opiosteobranchia (sangue do coração para brânquias) – Podem apresentar ou não torção; não possuem concha; possuem “brânquias” externas em forma de tentáculos.

Classe Cephalopoda

Entre os cefalópodes encontram-se os maiores, mais rápidos e mais inteligentes de todos os invertebrados. Aparentemente é um grupo em declínio do ponto de vista evolutivo, constituindo apenas 660 espécies.

Os cefalópodes primitivos apresentavam concha externa, mas atualmente apenas um gênero a conserva, os nautilus. A concha destes animais é enrolada em espiral e formada por câmaras adjacentes, vivendo o animal apenas na última, que é a maior. Os restantes apresentam apenas um vestígio interno, ou perderam-na totalmente.

A cabeça desses animais é bem distinta e apresenta olhos muito eficientes, semelhantes aos dos vertebrados, bem como órgãos dos sentidos químicos e táteis muito desenvolvidos e sifão.

Os cefalópodes apresentam o pé transformado em tentáculos (oito ou dez) providos de ventosas e que rodeiam a boca. Nos chocos, além dos oito tentáculos vulgares, como nos polvos, existem mais dois que capturam as presas, que podem ser projetados com rapidez. Nas lulas também existem dois tentáculos especializados na captura de presas, mas estes não são retráteis.

Todos predadores eficientes, possuindo fortes mandíbulas córneas (bico quitinoso) em forma de bico de papagaio e rádula. O manto delimita a cavidade paleal, onde se localizam as brânquias.

Além de excelentes predadores (se alimentam de gastrópodes, crustáceos e bivalves), são igualmente eficientes na fuga e na camuflagem, devido à sua capacidade de mudar de cor e textura (mitismo), bem como devido à bolsa do ferrado, que produz uma tinta negra que perturba um possível atacante, expelida pelo ânus do animal.

Os cefalópodes, ao contrário dos restantes dos moluscos, deslocam-se velozmente, devido a um sistema de propulsão a jato, usando o seu sifão. Esta situação permite explicar a perda da concha, dado que era necessário libertar o manto desse material rígido para que este pudesse funcionar como uma bomba d’água. Além do sifão, as lulas também apresentam as aletas, que estabilizam o seu nado.

  • Fenômenos que ocorrem nos Cefalópodes:

Geralmente a pele do cefalópode é translúcida e apresenta uma camada profunda de células brancas refletoras, chamadas leucóforos. Os cromatóforos localizam-se acima dessa camada e contêm pigmentos amarelos, vermelhos e negros. Outras tonalidades, como verde e azul devem-se a outro tipo de células, os iridóforos.

Cada cromatóforo é controlado por células musculares, por sua vez controladas por nervos ligados diretamente ao cérebro do animal. Assim, contraindo ou relaxando essas células musculares, o cefalópode pode variar o tamanho do cromatóforo e a intensidade da cor. Cada tipo de cromatóforo é controlado por diferentes nervos, pelos quais o animal pode controlar cada pigmento separadamente.

  • Sistemas dos Cefalópodes:

O sistema circulatório é fechado, ocorrendo toda a circulação sanguínea no interior de vasos. Além do habitual coração dorsal, coração sistêmico, estes animais apresentam dois corações branquiais, o que aumenta muito a velocidade da circulação sanguínea nos órgãos respiratórios e, conseqüentemente, a taxa metabólica.

O sistema nervoso é desenvolvido, com maior tendência a cefalização que os restantes grupos do filo Mollusca. Apresentam olhos bem desenvolvidos, mas seus axônios carecem de mielina. Para obter uma velocidade de condução rápida para controlar músculos em tentáculos distantes, os axônios dos cefalópodes precisam ter um diâmetro avantajado nas grandes espécies. Atrelado ao cérebro está o estatocisto, que permite o sentido de orientação horizontal. Apesar de suas pupilas terem o formato de linha isto permite que não vejam uma imagem distorcida dentro d’água.

Sistema reprodutor: Os cefalópodes têm sexos separados, a fecundação é interna e formam ovos ricos em vitelo, dos quais emergem jovens por desenvolvimento direto. Os machos apresentam um braço especializado, hectocótilo, na transferência de um saco de esperma, espermatóforo, para o corpo da fêmea. O hectocótilo é facilmente identificado, pois não apresenta ventosas na extremidade. Após a transferência de esperma o casal separa-se e a fêmea irá, então, fecundar os seus óvulos quando mais lhe convier. Em polvos a fêmea pode armazenar o espermatóforo no interior da cavidade paleal durante dois meses, até encontrar um local adequado para depositar os ovos. Em luas é freqüente os progenitores morrerem imediatamente após o acasalamento, deixando os ovos envoltos em finas membranas ancoradas no fundo arenoso do oceano.

Classe Oligochaeta

Esta classe possui representantes terrestres e aquáticos, porém os representantes aquáticos são menores. Além disso, algumas espécies reinvadiram o mar. Vivem em sedimentos, escavando os resíduos, somente um pequeno número constrói tubos.

Estes animais apresentam corpo uniformemente segmentado. As espécies aquáticas possuem cerdas longas, as terrestres apresentam cerdas que projetam-se a uma curta distância. Na base de cada cerda encontram-se os músculos protetores que estendem e recolhem as cerdas. Possuem uma porção bem-diferenciada na região anterior do corpo, o clitelo, que desempenha papel importante na reprodução. Na região bucal a há presença da probóscide.

Apresentam uma fina cutícula que recobre a epiderme, que contém células secretoras de muco. Essa umidade favorece a ocorrência das trocas gasosas respiratórias entre o sangue e o ar. O celoma se comunica com o exterior por meio de um poro dorsal provido de esfíncter, estes poros secretam um fluido celômico que ajuda na manutenção da umidade do tegumento interno.

São animais hermafroditas, podendo se reproduzir assexuada ou sexuadamente. As trocas gasosas ocorrem por difusão e os animais de maior porte têm hemoglobina dissolvida no sangue. Estes animais possuem sistema circulatório fechado.

Os oligoquetos se locomovem por peristaltismo, isto é, ocorre a contração dos músculos circulares e longitudinais em momentos distintos.

A excreção na minhoca é efetuada pelos metanefrídios, que se encontram em unidades pareadas em cada segmento. O produto da excreção nitrogenada é a uréia, outro fator de fertilização do solo, já que – por ação bacteriana – é transformada em amônia, que poderá ser aproveitada pelas plantas.

  • Fenômenos que ocorrem nos Oligoquetos:

Os oligoquetos apresentam glândulas calcíferas, estas não têm função na digestão e duas hipóteses são utilizadas.

1ª – O solo apresenta altos níveis de CO2 devido a respiração bacteriana. Com isso, a eliminação de CO2 da minhoca por difusão fica dificultada. O CO2 é então combinado com íons de Ca para formar a calcita, eliminando conseqüentemente o CO2 indiretamente através do intestino.

2ª – Eliminar o excesso de Ca obtido através da eliminação

  • Sistemas dos Oligoquetos:

O sistema circulatório é fechado. O sangue nunca abandona os vasos e as trocas entre ele e os tecidos ocorrem pelas paredes delgadas dos capilares sangüíneos. O sangue é vermelho e contém hemoglobina dissolvida no plasma. O vaso dorsal é contrátil. O sangue é impelido para frente e atinge o vaso ventral por meio de quatro pares de vasos laterais de ligação, também contráteis e considerados os corações laterais da minhoca.

O sistema digestório é completo. Na região bucal existe a probóscide, que suga o sedimento com auxílio de uma faringe sugadora, continuada por um longo esôfago, no meio do qual surge uma moela, que tem por função triturar os alimentos. Após o esôfago o tubo digestivo alarga-se e constitui o longo intestino, que se abre no ânus. A meio caminho do intestino, existem os chamados cecos intestinais, bolsas de fundo cego que ampliam a superfície de absorção de alimentos. Outro recurso destinado a ampliar a superfície de digestão e absorção de intestino é uma dobra chamada tiflossole, um pregueamento para dentro da parede intestinal, que aparece depois do ponto de surgimento dos cecos. O tecido cloragogeno é também muito importante no metabolismo. É o principal centro de síntese e armazenamento de glicogênio e gordura. Além disso, sintetiza hemoglobina e uréia, e, armazena toxinas.

O sistema nervoso é composto por dois gânglios localizados dorsalmente à faringe constituem o “cérebro” do animal. Eles estão ligados por curtos nervos a dois outros, situados na região ventral da faringe. A partir daí, surge uma cadeia ganglionar ventral, com dois gânglios para cada segmento, unidos entre si por cordões nervosos.

Classe Polychaeta

Esta classe se difere pela presença do parapódio, que auxilia na locomoção e tem função secundária de trocas gasosas. Além disso, possuem cerdas ou não ao longo de seu corpo, ou seja, esses animais podem possuir formas distintas (disco, vermiforme etc.)

Esses animais são bioindicadores de qualidade de água ruim, pois agüentam até 3 dias sem oxigênio. Isto ocorre por que a grande quantidade de matéria orgânica que entra no mar, como exemplo, serve de fonte de alimento para esses animais, que consomem todo o oxigênio presente.

Existem dois grandes grupos de poliquetas, os sedentários e os errantes:

Os errantes se locomovem livremente pelo sedimento, são carnívoros e se alimentam de pequenos invertebrados, também podem comer matéria orgânica depositada no sedimento. Possuem parapódios bem desenvolvidos funcionando como sistema sensorial. São os pelágicos, rastejantes e escavadores. Tem região cefálica mais desenvolvida, principalmente órgãos do sentido, acredita-se que seja por defesa contra ataque de predadores; se locomovem podendo ou não sair de seus tubos, podendo habitar a superfície ou locais mais profundos. A cabeça é bem desenvolvida, com tentáculos, olhos e uma faringe que se exterioriza e contém fortes mandíbulas para trituração do alimento.

Os sedentários constroem galerias na areia ou diferentes tipos de tubos dentro dos quais habitam e aguardam a chegada de alimento trazido pela água. Em todos os poliquetos sedentários, os parapódios são pouco desenvolvidos. Esses poliquetos atuam como filtradores de alimento se alimentando através dos radíolos, projeções em forma de leque ou espiral que filtram a água. Ou se alimentam através dos tentáculos depositivoros localizados na região cefálica. Possuem tentáculos e orais e antes para perceber o ambiente fora do tubo onde vivem. Esses podem ser seletivos (capturando só matéria orgânica) e não seletivos.

A troca gasosa pode ser feita por ectobranquias, as brânquias nos poliquetos são externas. A maioria das espécies fazem as trocas gasosas na parede corpórea e nos parapódios. Esses animais são oxiconformadores, regulam com consumo de O2 pela quantidade disponível no ambiente circundante. Podem usar seu depósito de oxi-hemoglobina para situações de maré baixa, durante duas a quatro horas, ou em períodos mais longos de falta de oxigênio, mudar para respiração anaeróbica, sobrevivendo por cerca de 20 dias.

Os poliquetos são encontrados no ambiente marinho, porém algumas espécies conseguiram se adaptar em ambientes de manguezal, onde salinidade varia muito, logo o “rim” tem função de regular a osmorregulação. Os animais que possuem protonefrídios possuem solenócitos para compensar a filtração que não é tão eficiente quanto um metanefrídio.

  • Fenômenos que ocorrem nos Poliquetos:

Enxameamento: É a sinalização do feromônio masculino para que todos os indivíduos da mesma espécie liberem ao mesmo tempo os gametas. Esses animais nadam para superfície.

Epitoquia: Está relacionada aos sedentários. Há um brotamento de um pequeno poliqueta em sua parte terminal, que carrega os gameta para a superfície da água se rompendo.

  • Sistemas dos Poliquetos:

O sistema excretor é constituído da seguinte forma: A grande maioria dos poliquetos possui metanefrídios, um “rim” complexo com grande capacidade de filtrar a urina. Porém algumas espécies possuem protonefrídios, isto os deixa com a circulação parcialmente fechada, diferente dos metanefrídios que possuem circulação fechada. Nos vascularizados (metanefrídios), a ultrafiltração ocorre a mdida que o fluido celômico se desloca através do túbulo nefrídico. Nos avascularizados (protonefrídios), a ultrafiltração ocorre a medida que o fluido celômico se desloca através dos solenócitos.

O sistema nervoso é do tipo escada, isto é, ao longo do cordão nervoso existe um inchaço em cada segmento. Além disso, possuem olhos como os dos vertebrados, porém não são todos. Os poliquetos também possuem uma região chamada de fenda bucal, localizada logo após a probóscide, onde existem muitas células que tem função de reconhecer o alimento. Possuem estatocisto (equilíbrio), tentáculos e axônios gigantes na região cefálica, porém é exclusivo dos sedentários dando-lhes grande rapidez no recolhimento da cabeça.

O sistema reprodutor: São animais dióicos, com grande poder de regeneração, até mesmo a cabeça. A regeneração não deixa de ser uma reprodução assexuada, isto é, a parte dividida é recomposta. Também podem fazer brotamento, mas a grande maioria se reproduz sexuadamente, com fecundação externa e desenvolvimento indireto.

Classe Hirudínea

Possuem celoma e septo reduzidos, características presentes, pois são anelídeos que não escavam.

Esses animais dominaram os três ambientes, sendo mais presentes no dulcícola. São hematófagos, porém algumas espécies se alimentam de pequenos invertebrados. Possui de 32 a 34 segmentos, com o corpo achatado dorsiventralmente. Tem probóscide reduzida e o clitelo só fica evidente na reprodução.

Alimentação: 2/3 são hematófagos e 1/3 comem pequenos invertebrados. Primeiro o animal fixa a ventosa anterior; a probóscide (reduzida) junto com uma faringe sugadora se estendem para fora da boca forçando-a no interior do hospedeiro. Neste momento a mandíbula de até 8 pares de dentes faz a incisão. A faringe bombeia o sangue e a hirudina é liberada pela saliva do animal, não provocando dor e sendo anticoagulante.

A ausência de algumas enzimas faz com que a digestão seja lenta, fazendo com que o animal hiberne por 2 a 3 meses.

A troca gasosa é feita por difusão, porém algumas espécies sugadoras de sangue de peixe possuem ectobrânquias.

A excreção é feita por 10 a 17 metanefrídeos, que se abre numa bexiga urinária. São muito importantes para osmorregulação.

Podem ter até 8 olhos (ocelos), que são pequenos aglomerados de células que fazem somente a percepção de dia e noite.

São hermafroditas e possuem desenvolvimento direto. A fecundação é interna.

Até hoje as sanguessugas são utilizadas para uso medicinal. Hoje é muito utilizada no tratamento de oclusão venosa, cirurgias plásticas, ferimentos que tenham coágulos. A sanguessuga promove uma circulação contínua impedindo que o sangue coagule e haja a necrose tecidual. (antigoagulante, vasodilatadores, anestésicos e antimicrobianos).

Locomovem-se por um mecanismo conhecido como “mede-palmos”. A ventosa posterior se prende, uma onda de contração circular percorre o animal e o corpo se alonga e estende para frente.

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