Trabalho Doença de chagas

Trabalho Doença de chagas

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2.DESENVOLVIMENTO

2.1.Doença de chagas A doença de Chagas, mal de Chagas ou chaguismo, também chamada tripanossomíase americana, é uma infecçãocausada pelo protozoário cinetoplástida flageladoTrypanosoma cruzi, e transmitida por insetos, conhecidos no Brasil como barbeiros, ou ainda, chupança, fincão, bicudo, chupão, procotó, (da família dos Reduvideos (Reduviidae), pertencentes aos gêneros Triatoma, Rhodnius e Panstrongylus. Trypanosoma cruzi é um membro do mesmo gênero do agente infeccioso africano da doença do sono e da mesma ordem que o agente infeccioso da leishmaniose, mas as suas manifestações clínicas, distribuição geográfica, ciclo de vida e de insetos vetores são bastante diferentes. A transmissão se dá pelas fezes que o "barbeiro"deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada. O Trypanosoma cruzi contido nas fezes do "barbeiro" pode penetrar no organismo humano, também pela mucosa dos olhos, nariz e boca ou através de feridas ou cortes recentes existentes na pele. Podemos ter ainda, outros mecanismos de transmissão através de: transfusão de sangue, caso o doador seja portador da doença; transmissão congênita da mãe chagásica, para o filho via placenta; manipulação de caça( ingestão de carne contaminada) e acidentalmente em laboratórios. Os sintomas da doença de Chagas podem variar durante o curso da infecção. No início dos anos, na fase aguda, os sintomas são geralmente ligeiros, não mais do que inchaço nos locais de infecção. À medida que a doença progride, durante até vinte anos, os sintomas tornam-se crônicos e graves, tais como doença cardíaca e de intestino. Se não tratada, a doença crônica é muitas vezes fatal.

Acometimento cardíaco na Doença de Chagas A causa principal de morbidade e mortalidade na doença de Chagas é o acometimento cardíaco, que ocorre de 5 a 30 anos após a infecção primária em cerca de 30% dos indivíduos infectados pelo Trypanosoma cruzi. Na cardiopatia chagásica crônica (CCC), ocorre uma inflamação e destruição progressiva do tecido cardíaco, levando a alterações da condução dos impulsos elétricos no coração e arritmias. Paralelamente, ocorre um progressivo afinamento do músculo cardíaco, levando à dilatação das cavidades do coração, tendo como conseqüência a incapacidade de bombear adequadamente o sangue para o organismo, um quadro chamado de insuficiência cardíaca congestiva. No acometimento cardíaco, que é tratado apenas sintomaticamente com sucesso variável, o paciente em geral vem a falecer em decorrência de complicações irreversíveis da doença. A CCC é a indicação mais comum para o implante de marca-passos cardíacos artificiais em nosso país. Nos pacientes com insuficiência cardíaca refratária, o único caminho é o transplante cardíaco. As drogas hoje disponíveis, são eficázes, apenas na fase inicial da enfermidade e ainda não se dispõe de vacina para uso imediato.

2.2.Miocardite Miocardite é uma doença incomum do coração caracterizada por inflamação. Ocorre destruição do miocárdio , subseqüente conduz freqüentemente a uma cardiomiopatia dilatada. O quadro agudo é não específico a menos que ocorra insuficiência cardíaca congestiva. Embora as causas são numerosas, a associação mais comum está com uma síndrome viral.

2.3.Fisiopatologia: Miocardite é definido como mudanças inflamatórias no músculo do coração e é caracterizado por infiltrado de células mononucleares intersticiais com necrose de miócitos . Não é conhecido se a infiltração é causado por uma invasão direta dos agentes de infecção ou uma resposta imune sistêmica. Na fase crônica, citotoxinas de linfócitos T, infiltram o miocárdio e medeiam uma resposta auto imune com atividade de anticorpos no miocárdio , dirigida contra a miosina cardíaca. Este processo de auto imune persiste muito tempo depois das partículas virais desaparecerem. Os efeitos danosos da resposta inflamatória são compostos por formação de trombos da artéria coronária, obstrução luminal, isquemia e disritmias. miocardite raramente é fulminante . Miocardite viral esta associado com necrose de miócitos aguda.

Não é conhecido se isto é devido a invasão direta ou como seqüela de uma resposta auto imune.

2.4.História clínica O quadro clínico de miocardite é variável. Pode apresentar como uma enfermidade não específica , caracterizada por fadiga e dispnéia moderada, insuficiência cardíaca congestiva ou morte súbita. A maioria de casos de miocardite é subclínica e o paciente nunca busca atenção médica durante a enfermidade aguda. Uma síndrome viral de antecedente foi documentado em 60% de pacientes. O intervalo de tempo típico entre o início da enfermidade viral e envolvimento cardíaco é de duas semanas. Febre está presente em 20 por cento de casos. Fadiga e Mialgias Dor de tórax.É informado desconforto de tórax em 35 por cento de casos. Uma dor pleurítica associada à dor precordial relacionada com a respiração é a apresentação mais comum e pode ser subesternal , típico de dor isquêmica. ( dispnéia em esforço é comum). Se há insuficiência cardíaca congestiva podem ser notadas presente, ortopnéia e brevidade de respiração. Palpitações são comuns. Síncope sinaliza desenvolvimento de bloqueio AV ou disritmias malignas e pode conduzir a morte súbita em pacientes com miocardite. Pacientes pediátricos (particularmente as crianças) apresentará com sintomas não específicos: Febre , Angústia respiratória , Alimentação, pobre, Cianose . Físico: Os pacientes com casos moderados têm um aparecimento não tóxico e podem parecer ter uma síndrome viral simplesmente. Taquipnéia e taquicardia são comuns. Sinais de deficiência orgânica ventricular: *Distensão venosa jugular * Crepitações basais * Ascite * Edema periférico * Cianose * Hipotensão, devido a deficiência orgânica ventricular esquerda, é incomum na colocação aguda e quando presente é um prognóstico ruim. * Choque cardiogênico é visto em casos fulminantes e tem uma mortalidade alta. * Murmúrios de regurgitação mitral ou tricúspide podem estar presentes . * Em casos onde uma cardiomiopatia dilatada desenvolveu-se, podem ser achados sinais de tromboembolismo periférico ou pulmonar. * Pericardite associada podem manifestar atrito pericárdico . * Efusão pericárdico é comum , mas sinais de tamponamento (por exemplo, hipotensão, distensão venosa jugular e sons cardíacos diminuídos) é raro. Causas: * Há numerosas causas de miocardite. A maioria de casos provavelmente é devido a infecção viral , embora há muitas bacterianas, fungos e protozoários. * Medicamentos, substâncias químicas, toxinas ambientais, terapia de radiação, fatores relacionado a gravidez e numerosas doenças sistêmicas também são associados com o desenvolvimento de miocardite.

os agentes infecciosos capazes do produzir miocardite, o fazem por:

Invasão direta

Produção de toxinas

Indução de respostas inflamatórias crônicas:

Inespecíficas

Direcionadas contra proteínas miocárdicas específicas

A miocardite também pode ser secundária à: Hipersensibilidade a fármacos,Radiação,Agentes químicos ou físicos. A miocardite aguda pode evoluir para a miocardiopatia dilatada crônica. Quase todos os agentes infecciosos são capazes de produzir miocardite

2.5.Manifestações clínicas

Pode ser assintomática

Sendo a miocardite detectável apenas pela presença de alterações eletrocardiográficas transitórias de ST-onda T

Pode se manifestar de forma fulminante com:

Arritmias

Insuficiência cardíaca e morte

Pode simular um infarto agudo do miocárdio, manifestando-se por:

Dor torácica

Alterações eletrocardiográficas

Níveis séricos elevados das enzimas cardíacas . Os pacientes com miocardite associada à hipertensão pulmonar apresentam um prognóstico sombrio o exame físico é freqüentemente normal. Alguns pacientes em estados mais graves podem apresentarem: Uma 1a. bulha abafada

Presença de 3a. bulha

Sopro de insuficiência mitral.

2.6. CAUSADORES DE MIOCARDITE

a)Miocardite viral

Na maioria das vezes é autolimitada e isenta de seqüelas

A miocardite viral aguda pode evoluir para uma forma crônica e miocardiopatia dilatada

Pacientes com miocardite viral freqüentemente relatam:

História de doença febril precedente do trato respiratório superior

Síndrome gripal

Onde a nasofaringite ou amigdalite viral podem ser clinicamente evidentes

São úteis clinicamente:

O isolamento do vírus

A titulação de anticorpos específicos

A biopsia endomiocárdica, quando realizada precocemente, pode demonstrar:

A presença de infiltrado mononuclear

Necrose dos miócitos

Atividades físicas extenuantes devem ser proibidas até que o eletrocardiograma tenha voltado ao normal

Nos pacientes com Insuficiência cardíaca congestiva - ICC:

Medidas terapêuticas habituais estão indicadas, tais como o usos de:

Inibidores da ECA

Diuréticos

Restrição de sal)

Porém, estes pacientes parecem ser sensíveis ao digitálico

Nestes paciente a ocorrência de arritmias é de difícil tratamento

b)Miocardite pelo HIV

É comum o acometimento cardíaco nos HIV-positivos, que podem apresentar:

Derrame pericárdico

Aumento das câmaras direitas

A manifestação clínica mais freqüente é a disfunção do VE

Pode advir da infiltração do miocárdio pelo próprio vírus

Pode ser o resultado de uma entre as várias infecções oportunistas comuns na AIDS, tais como a toxoplasmose

c)Miocardite bacteriana

É um evento raro, o acometimento bacteriano do coração

Quando ocorre geralmente surge como uma complicação da endocardite

A formação de abscesso miocárdico pode envolver:

Os anéis vaIvares

O septo interventricular

A miocardite diftérica:

Ocorre em mais de 25 por cento dos pacientes com difteria

É uma das complicações mais graves da doença, sendo a principal causa de morte.

d)Miocardite por doença de Chagas

É causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, sendo transmitida por um inseto vetor

Produz uma miocardite extensa que se evidencia anos após a infecção inicial

Principais características:

Dilatação das câmaras cardíacas

Fibrose e adelgaçamento da parede ventricular

Formação de aneurisma e trombos murais

A insuficiência cardíaca crônica (ICC) progressiva é a regra e encerra baixa sobrevida

O eletrocardiograma apresenta:

Bloqueio do ramo direito

Hemibloqueio anterior esquerdo, que pode evoluir para bloqueio atrioventricular total.

O ecocardiograma pode revelar:

Um padrão específico de hipocinese da parte posterior da parede do VE e movimentos septais relativamente preservados

As arritmias ventriculares são comuns e evidenciadas especialmente durante ou após esforço. A amiodarona oral parece ser particularmente eficaz no tratamento das taquiarritmias ventriculares

A causa da morte geralmente é ICC (insuficiência cardíaca crônica) intratável ou uma arritmia Uma minoria dos pacientes morre de embolia (oclusão arterial por êmbolo).O tratamento Tem como pressupostos a melhora da: ICC (insuficiência cardíaca crônica ) e das arritmias (distúrbio de ritmo cardíaco)Podem exigir o implante de um marca-passo: O avanço da doença sistêmica e o bloqueio atrioventricular O tratamento com anticoagulantes pode reduzir o risco de tromboembolia (obstrução de um vaso).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esse trabalho colaborou para o aprimoramento do conhecimento enquanto grupo sobre doença de chagas e miocardite, duas das várias doenças que afetam o coração e suas funções, atrapalhando a homeostase do organismo. É certo que enquanto futuros profissionais enfermeiros, devemos ter conhecimento dessas patologias para melhor assistir o paciente em todas as suas necessidades e passar ao público através de educação em saúde, medidas profiláticas para evitar esse tipo de doença.

A fisiologia humana se mostra perfeita em estado normal, mas quando perturbada essa homeostase traz inúmeras consequencias para o organismo, que busca formas de compensar esses danos através de processos de defesa que muitas vezes acabam suprimidas por essas enfermidades.

O coração, sendo a “bomba da vida” quando agredido por patologias tão severas pode acabar não resistindo, deixando de exercer todas as suas funções e falindo com esse organismo. Daí a importância de não só os profissionais enfermeiros,mas todos os outros profissionais da área da saúde conhecerem e buscarem o melhor tratamento para garantir chances de cura a esses clientes.

Enfim, o trabalho serviu para esclarecer alguns pontos incompreendidos durante muito tempo com o auxílio de fontes confiáveis e próprias para a consulta de profissionais da saúde. Nós, enquanto acadêmicos estamos aprendendo como o organismo reage em homeostase e com a quebra de tal, a fim de conhecer e garantir enquanto profissionais o melhor atendimento em cada situação de doença.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Fisiologia, editores Robert M. Berne [et al.], 5 ed., Elsevier, 2004

Tratado de Fisiologia Médica, editores Guyton & Hall, 10 ed., Guanabara Koogan S.A., 2002

Harrison medicina interna, editores Dennis L.Kasper [et al.], 16 ed., McGraw-Hill, Interamericana do Brasil Ltda, 2006

Cecil, tratado de medicina interna, editores Lee Goldman, Dennis Ausiello, 22 ed., Elsevier, 2005

Disponível em http://medmap.uff.br/index.php?option=com_content&task=view&id=272

SAÚDE BIAZI

Disponível em http://biazi.br.tripod.com/saudebiazi/id23.html

Doença de Chagas- Profissionais da saúde Disponível em www.sucen.sp.gov.br/doencas/chagas/texto_chagas_pro.htm

 

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