A cultura do feijão

A cultura do feijão

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A Cultura do Feijão Phaeseolus vulgaris L.

• O feijão-comum (Phaeseolus vulgaris L.) destaca-se nos hábitos alimentares nacionais

“O feijão comum (Phaseolus vulgaris, L.) é a leguminosa mais consumida no Brasil, sendo considerado o ingrediente-símbolo da gastronomia brasileira.”

Calorias337 kcal

COMPOSIÇÃO DO FEIJÃO (EM 100g) Proteínas 2% Glicídeos 60,8% Fibra 4,3% Lipídeos 1,6% Cinzas 3,6% Cálcio86 mg Fósforo 247 mg Ferro7,6 mg Retinol (vitamina A)2 micro gramas Vitamina B10,54 mg Vitamina0,19 mg

• Possui grande importância na dieta nutricional dos brasileiros: protéica, carboidratos, vitaminas, minerais, fibras e compostos fenólicos com ação antioxidante que podem reduzir a incidência de doenças.

FONTE: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

•Maiores produtores mundial

–China (8,6%)

– México(8,4%)

–Estados Unidos (7,9%) safra 1998, cerca de 63,8% da produção mundial

•Brasil é o maior consumidor de feijão no mundo

•Segundo maior importador

– Japão – Brasil

–Reino Unido

•O Brasil destaca-se como o maior produtor mundial do feijão comum (PhaseolusvulgarisL.)

–Paraná 588.833 ha700 kg/ha –Minas Gerais529.604 ha626 kg/ha

–Bahia646.671 ha509 kg/ha

–São Paulo317.564 ha894 kg/ha

BRASIL4.916.517 há550 kg/há FONTE:IBGE (1990 a 1994)

Minas Gerais

–15% da produção nacional –Duas safras

•"das águas" (outubro e novembro) 218,9 mil ha, 251,7 mil t 1.150 kg ha-1

•“da seca", (fevereiro e março) 159,6 mil há, 175,6 mil t 1.100 kg ha-1

Importância Econômico-social

Participação do PIB do agronegócio, da agricultura e da pecuária no PIB nacional de 1994 a 2001

Fonte: Furtuoso& Guilhoto(2002), IPEA (2002), adaptada

–somente em Minas Gerais, cerca de 7 milhões de dia/homens

–295 mil produtores.

Importância Econômico-social

Pesquisas com Feijoeiro no Brasil com o feijoeiro no país são recentes, datam da década de 1950

•A área de pesquisa promissora hoje para o feijoeiro é a biotecnologia

–Técnicas da Biologia Molecular e Genômica: ferramentas importantes no desenvolvimento de novas cultivares

–Em paralelo: ações de difusão de tecnologia e produção de sementes qualificadas

QUAIS SÃO OS REQUISITOS PARA NOVAS CULTIVARES? • Resistência

•Estresses bióticos e abióticos

Atividades de pesquisa, no mundo:

• África do Sul - valor nutricional • Alemanha - bioquímica

• Argentina - nodulação, controle de insetos

• Austrália - análise proteômica, fixação de N, tradução de sinais em plantas hospedeiras

• Bélgica - transcritoma, transformação genética, hibridização interespecífica, sequenciamento do genoma (BACs)

• Brasil - resistência a estresse, brilho, simbioses, qualidade nutricional, AFLP, RGA, OGMs, ESTs, citogenética

• Canadá - clonagem de genes candidatos, desenvolvimento de marcadores moleculares, geração de mapas genéticos, melhoramento genético

• Colômbia - marcadores moleculares, mapeamento genético, bibliotecas genômicas e de ESTs, transformação e cultura de tecidos, bioinformática

• Espanha - coleção de germoplasma, sistemas de cultivo, evolução, melhoramento

• EUA - genômica evolucionária, sequenciamento genômico e de ESTs, genômica comparativa

• França - genômica da deficiência ao fósforo, da resistência à antracnose e da nodulação

• Itália - biologia molecular, melhoramento genético, transformação, resistência a estresse biótico, valor nutricional

• Holanda - análises de ESTs, bioinformática, transcritômica, sequenciamento genômico, proteoma e metabolômica

• Malásia - desenvolvimento floral, resistência a insetos e fungos, transformação

• México - genômica funcional da simbiose, organogênese de nódulos, fatores de tradução de sinais, adaptação ao déficit hídrico, fixação de N

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