MANDIOCA - Manihot esculenta Crantz

MANDIOCA - Manihot esculenta Crantz

MANDIOCA - Manihot esculenta Crantz

  • IMPORTÂNCIA DA CULTURA

  • Origem tropical

  • Regiões Amazônica, Nordeste e Central do Brasil

  • Alimentação

  • humana 700 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento

  • in natura (mandioca mansa)

  • industrializada (mandioca brava)

  • farinha de mesa, tapioca, sagu e amido ou fécula  polvilho doce e azedo

  • animal

  • raízes frescas, parte aérea e resíduos (fabricação de farinha e fécula)

  • Indústria química, farmacêutica e de papel

  • FAO (1998) – Food and Agriculture Organization – 16,32 milhões de hectares

  • Variedades  4132 em coleções e bancos de germoplasma

BOTÂNICA

  • Gênero Manihot

  • Espécie Manihot esculenta

  • Família Euphorbiaceae

  • (vasos lactíferos - seringueira e mamona)

  • Arbusto perene

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

  • RAÍZES

  • 60-65% água 35% matéria seca 21-33% amido

  • 1,0-1,5% proteínas

  • 0,18-0,24% gorduras

  • 0,70-1,60% fibras

  • 0,60-0,90% cinzas

  • FOLHAS

  • 16-28% proteína bruta

  • 7,5-15,3% gordura

  • 10-45% carboidratos

  • 9-15% fibras

FATORES DE QUALIDADE

  • Concentrações de glicosídios cianogênicos

  • CN- cianeto  linamarina 90% e lotaustralina 10%

  • não tóxicas na forma integral – tóxicas na forma hidrolisada

  • dano mecânico ou deterioração pós-colheita

  • enzima linamarase hidrólise da linamarina

  •  libera

  • glicose e aglicona (cianodrina) estável em condições ácidas

  • intestino humano – básico ou neutro cianodrina

  •  decompõe-se

  • acetona e ácido cianídrico (HCN) tóxico

  • Tempo de cozimento curto

  • Boa qualidade de massa cozida

  • Longo tempo de conservação após a colheita

BOTÂNICA/ECOFISIOLOGIA

  • CICLO

  • 9-12 meses – regiões com temperaturas elevadas - 1º CICLO

  • Até 24 meses – regiões mais frias ou secas - 2º CICLO

  • FASES FISIOLÓGICAS

  • 1a Fase Brotação das estacas - manivas

  • 2a Fase Formação do sistema radicular

  • 3a Fase Desenvolvimento da parte aérea, ramificação e definição do porte do cultivar

  • 4a Fase Engrossamento das raízes de reserva e acúmulo de amido

  • 5a Fase Repouso vegetativo

BOTÂNICA/ECOFISIOLOGIA

  • BROTAÇÃO DAS MANIVAS

  • Aparecimento de raízes na região dos nós e na extremidade basal - 5º dia após o plantio

  • Surgimento de pequenos talos, seguidos de pequenas folhas – 10º -12º dia

  • Fase completa-se após o 15º dia de plantio

BOTÂNICA/ECOFISIOLOGIA

  • FORMAÇÃO DO SISTEMA RADICULAR

  • Folhas verdadeiras são expandidas a partir do 30º dia do plantio – início do processo fotossíntético

  • Até o 30º dia, o crescimento dos ramos e raízes

  •  reserva de carboidratos da maniva

  • Formação de novas raízes absorventes, maior capacidade de penetração (45-50 cm de profundidade)

  • Duração média  70-80 dias

BOTÂNICA/ECOFISIOLOGIA

  • DESENVOLVIMENTO DA PARTE AÉREA

  • Ramificação e definição do porte do cultivar

  • Folhas expansão máxima 2 semanas após início do crescimento e têm duração de 60 a 120 dias

  • Tornam-se maiores até 4 meses de idade e menores a partir dessa idade

  • Fase dura aproximadamente 90 dias

BOTÂNICA/ECOFISIOLOGIA

  • ENGROSSAMENTO DAS RAÍZES DE RESERVA E ACÚMULO DE AMIDO

  • Intensifica-se a translocação de carboidratos das folhas para as raízes, acumulando-se sob a forma de amido

  • 2 a 3 meses raízes de reserva representam parcela considerável de massa total

  • Duração média 5 meses, coincidindo com o processo de lignificação das ramas

BOTÂNICA/ECOFISIOLOGIA

  • REPOUSO VEGETATIVO

  • regiões de baixas temperaturas ou períodos de estiagem

  • regiões subtropicais

  •  da atividade metabólica

  •  queda das folhas * natural da espécie/ >20 ºC

  •   atividade vegetativa  migração de amido para as raízes máximo acúmulo de amido nas raízes

  •  formação de folhas até 16º mês * atividade vegetativa

  •  formação de amido 17º ao 22º mês *repouso

  •  queda das folhas 23º mês

BOTÂNICA / ECOFISIOLOGIA

  • Temperatura

  • 16ºC-38ºC  ideal 20ºC-27ºC *  15ºC não há crescimento

  • Fotoperíodo 12 horas

  • Afeta florescimento, tuberização e distribuição de fotoassimilidos

  • Dias longos  parte aérea   raízes tuberosas  Dias curtos

  • Dias longos + TºC    matéria seca que chega as raízes

  • Radiação solar

  • Eficiência na fotossíntese  abundância de LUZ

  • Umidade

  • Período de seca – área foliar    transpiração

  • Fotossíntese C3 ou C4

  • Participação de assimilados

  • Fonte e Dreno (raízes de reserva, caule e folhas em formação)

MANEJO DO MATERIAL DE PROPAGAÇÃO

  • SEMENTES

  • Pesquisa de melhoramento genético

  • VEGETATIVA

  • Segmentos de haste ou rama  manivas ou estacas

  • Qualidade    brotação, enraizamento e resistência à doenças

  • Custo variável de produção de uma lavoura de mandioca

  • “semente”  ramas 2 – 6%

  • Custo variável de produção de uma lavoura de milho

  • “semente”  27%

MANEJO DO MATERIAL DE PROPAGAÇÃO

  • SELEÇÃO DAS MANIVAS

  • Idade da planta

  • 8 a 12-14 meses com um ciclo (outono-inverno)

  • mais novas  estacas  conteúdo de água, desidratam com facilidade,

  •  susceptibilidade a microrganismos, reservas

  • mais velhas  muito lignificadas brotações tardias e pouco vigorosas

  • Ramas oriundas de poda

  • podem ser utilizadas em anos de escassez   vigor

  • Maturidade da planta para fornecimento de ramas

  • a partir de maio com a  atividade da planta e queda natural das folhas

  •  medula aspecto cristalino

  •  diâmetro medular  50% do diâmetro da estaca lenho (idade e região)

MANEJO DO MATERIAL DE PROPAGAÇÃO

  • Comprimento da estaca – 20 cm

  • 30 cm   probabilidade de enraizamento e brotação

  • dificuldade de manuseio e  número de estacas/planta

  • muito curtas - uma gema   probabilidade de enraizamento e brotação  umidade insuficiente

  • Número de nós/estaca 5 ou mais nós

  • mais gemas maior garantia de propagação

  • Corte das ramas

  • reto e sem ferimentos, evitar bisel perdas na armazenagem e no plantio

  • seleção doenças e misturas de variedades

  • talhões com sintomas ou mistura de variedades devem ser evitados

MANEJO DO MATERIAL DE PROPAGAÇÃO

  • Corte da ramas - terço mediano da planta

  • terço basal ou mudas mais velhas resistem mais a estiagem mas são as que demoram mais para brotar

  • terço superior ou ponteiros ou mudas imaturas sensíveis a estiagem, embora em condições ideais de umidade brotem com maior rapidez

  • Estado fitossanitário

  • monitoramento de doenças, no verão, percebidas mais facilmente quando plantas com mais folhas

  • Cultivar

  • Entre cultivares   capacidade de enraizamento das estacas e brotação das gemas, número de gemas/m de rama e vigor das plantas originadas

MANEJO DO MATERIAL DE PROPAGAÇÃO

  • Transporte dos feixes de ramas

  • Máximo cuidado evitando jogá-las do alto do caminhão

  • Integridade das gemas ou olhos  pontos de brotação

  • Ferimentos   risco de doenças na fase inicial da lavoura

  • Armazenagem das ramas

  • Necessidade Nãocoincidência entre períodos de colheita e plantio

  • Regime de chuvas

  • Ocorrência de geadas

  • Armazenamento Lavoura (geadas menos intensas)

  • Abrigo de árvores (evitar sombras excessivas)

  • Locais menos sombreados (cobertura de palha ou capim seco)

  • Silos trincheira ou leiras

MANEJO DO MATERIAL DE PROPAGAÇÃO

  • Armazenagem das ramas

  • Posição  conservação emanutenção da viabilidade

  • Posição Vertical (contato com o solo) –  perda de peso e  viabilidade que Posição Horizontal

  • Posição Vertical ou Posição Horizontal

  •  número de plantas/alq   número de hastes  mais folhas

MANEJO DO MATERIAL DE PROPAGAÇÃO

  • Quantidade de ramas para o plantio

  • Seleção  6 m3/ha

  • Armazenamento 30% de perdas  quantidade inicial > a de plantio

  • Variedades ramificadas – feixes com menos ramas que variedades retas

  • espaços vazios

  • Tamanho da maniva – plantadeiras cortam ramas em manivas de 12-17cm

  • Espaçamento 0,9 x 0,6  população = 18518 pl/ha

  • 0,9 x 0,8  população = 13888 pl/ha  4629 pl/ha

  • Taxa mínima de multiplicação  1:4 e 1:10 (ramas com bom padrão)

MANEJO DO MATERIAL DE PROPAGAÇÃO

  • VIABILIDADE DA RAMA

  • TESTE DO CANIVETE

  • Pequeno corte na rama  saída rápida e abundante da seiva

  • * Após geadas ramas embora intactas podem estar com

  • células rompidas  seiva mais rala - aguada

  • comprometendo brotação e vigor

PLANTIO

  • Época principal fator para garantir boa produção de raízes, independente de cultivar ou qualquer prática cultural

  • Melhores épocas relacionadas com a disponibilidade de ramas maduras e de boa qualidade e condições climáticas favoráveis para brotação e formação de raízes

  • Plantio antecipado – maio a agosto

  •  incidência de pl daninhas,  controle de pragas e doenças

  • melhor controle de erosão,  período de armazenamento

  • Plantio tardio – outubro e novembro

  • brotação mais rápida, propagação de bacteriose, maior risco de erosão (chuvas), ramas com menos reservas

PLANTIO

  • Profundidade 10 cm

  •  10 cm – umidade e tombamento

  •  15 cm dificulta colheita *cultivares

  • Plantio direto

  • Objetivos:  erosão hídrica nos estágios iniciais

  • aproveitar efeito alelopático de algumas pl de cobertura para controle de pl daninhas

  • falta de plantadeiras para solos argilosos;

  • arenosos – cultura anterior próximo de ser viabilizado

  • Plantio horizontal

  • maneira mais adotada - facilita colheita

  • Plantio vertical

  • Plantio inclinado 45º

  • maiores rendimentos – raízes aprofundam e dificultam colheita

POPULAÇÃO DE PLANTAS

  • População de plantas  Número de plantas/área

  • Produtividade de raízes

  • Aproveitamento de luz

  • Távora et al.   índice de colheita* com o  população

  • *produção de raízes em relação ao total produzido pela planta

  • Melhor população

  • características genéticas de cada cultivar, épocas de plantio, adubação,

  • fertilidade do solo (fert pop), condições climáticas e métodos de colheita,

  • armazenagem das ramas ( hastes/pl   aproveitamento de luz)

POPULAÇÃO DE PLANTAS

  • ARRANJO PLANTIO EM FILEIRAS DUPLAS

  •  0.6 m  2.0 m  0.6 m  2.0 m  0.6 m 

  • 0.6 m

  •      

  • Facilita a mecanização - parcialmente mecanizada “afofadores”

  • Facilita a consorciação

  • Aumenta a produtividade

  • Reduz o consumo de manivas e adubos

  • Permite a rotação de culturas na mesma área, pela alternância das fileiras

  • Facilita a inspeção fitossanitária e a aplicação de defensivos

SOLOS ARENOSOS

  • Fertilidade mais baixa que nos solos argilosos

  •  teores de P, Ca, Mg e K

  •  teores de micronutrientes Zn em algumas áreas

  • Preparo do solo e colheita

  • mais fáceis do que solos argilosos

  • Perda d’água e possíveis problemas de estiagem

  • mais acentuados

  • Crescimento em comprimento das raízes grossas

  • maior que os solos argilosos, raízes mais uniformes e menos tortuosas

  • Erosão devido às chuvas no início do desenvolvimento mais acentuado

SOLOS ARGILOSOS

  • Fertilidade maior que nos solos arenosos

  • teores de Ca, Mg e K suficientes, P em alguns casos

  • teores de micronutrientes atendem às necessidades

  • Preparo do solo e colheita

  • maior dificuldade  compactam-se com mais do que solos arenosos

  • Perda d’água mais lenta

  • Problemas de estiagem menores que solos arenosos

  • Crescimento em comprimento das raízes grossas

  • menor que os solos arenosos, raízes menos uniformes e mais tortuosas

pH E CALAGEM

  • pH ótimo  5,5

  • Tolerância  3,3 a 7,8 – redução drástica fora dessa faixa

  •  valores de pH

  •   teores de Ca e Mg  solos arenosos

  •   teores de Al ou excesso de Mn  solos argilosos

  • Calagem ou aplicação de calcáreo  correção do pH

  • insolubiliza o Mn, neutraliza o Al,  disponibilidade e aproveitamento de P, K, S e Mo,  atividade dos microrganismos do solo e

  • fornecimento de Ca e Mg

  • Doses excessivas de calcáreo  má distribuição

  •  disponibilidade de K, P, Zn e Mn e maior ocorrência de podridão radicular

  • deficiência de Zn

pH E CALAGEM

  • Necessidade de calagem – Análise de solos – Fórmulas

  • SOLOS ARENOSOS < SOLOS ARGILOSOS

  • SOLOS ARENOSOS

  • Fórmula 1

  • 2,5 – (Ca + Mg*) x 2,42 = ton de calcáreo/alq

  • 1,0 a 2,5 ton de calcáreo/alq

  • *em cmol/dm3

  • SOLOS ARGILOSOS

  • Fórmula 2

  • Saturação por bases final de 50%

  • 2,5 a 4,0 ton de calcáreo/alq

  • ** Supridas as quantidades de Ca e Mg para a cultura

ADUBAÇÃO

  • Eficiência em produzir em áreas esgotadas

  • Micorrizas – fungos, nas raízes, que aproveitam os nutrientes das plantas e ao mesmo tempo auxiliam na absorção dos mesmos do solo

  • Extração de nutrientes elevada

  • Análise de solo de uma área antes do plantio e depois da colheita de mandioca

ADUBAÇÃO

  • N > K > Ca > Mg > P

  • NITROGÊNIO

  • Deficiência – Amarelecimento das folhas após a formação inicial das raízes Excesso – Crescimento parte aérea -  raízes

  • FÓSFORO

  •  produtividade

  • crescimento radicular, florescimento e maturação dos frutos

  • POTÁSSIO

  • Translocação de carboidratos da parte aérea até as raízes

  • N e K

  • totalmente em cobertura em solos argilosos e arenosos ou ½ plantio e

  • ½ cobrtura em solos argilosos

  • K parcelado em solos arenosos  lixiviação

  • P sulco de plantio em solos arenosos e argilosos   mobilidade

ESTRATÉGIAS PARA ALTAS PRODUÇÕES

  • Produtividade potencial de raízes 90 – 120 t/ha ano

  • Paranaense 20 t/ha ano Nacional 12 t/ha ano

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