05.manutençao preventiva

05.manutençao preventiva

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5 AULA

Consideremos o motor de um automóvel.

De tempos em tempos o usuÆrio deverÆ trocar o óleo do cÆrter. Nªo realizando essa operaçªo periódica, estaria correndo o risco de danificar os elementos que constituem o motor.

Como o usuÆrio faria para poder controlar essa troca periódica do óleo do motor?

Para realizar esse controle, o usuÆrio deverÆ acompanhar a quilometragem do carro e, baseado nela, fazer a previsªo da troca do óleo.

Essa previsªo nada mais Ø do que uma simples manutençªo preventiva, que Ø o assunto desta aula.

Conceitos

A manutençªo preventiva obedece a um padrªo previamente esquematizado, que estabelece paradas periódicas com a finalidade de permitir a troca de peças gastas por novas, assegurando assim o funcionamento perfeito da mÆquina por um período predeterminado.

O mØtodo preventivo proporciona um determinado ritmo de trabalho, assegurando o equilíbrio necessÆrio ao bom andamento das atividades.

O controle das peças de reposiçªo Ø um problema que atinge todos os tipos de indœstria. Uma das metas a que se propıe o órgªo de manutençªo preventiva Ø a diminuiçªo sensível dos estoques. Isso se consegue com a organizaçªo dos prazos para reposiçªo de peças. Assim, ajustam-se os investimentos para o setor.

Se uma peça de um conjunto que constitui um mecanismo estiver executando seu trabalho de forma irregular, ela estabelecerÆ, fatalmente, uma sobrecarga nas demais peças que estªo interagindo com ela. Como conseqüŒncia, a sobrecarga provocarÆ a diminuiçªo da vida œtil das demais peças do conjunto. O problema só pode ser resolvido com a troca da peça problemÆtica, com antecedŒncia, antecedŒncia, antecedŒncia, antecedŒncia, antecedŒncia, para preservar as demais peças.

Manutençªo preventiva 5

AULAEm qualquer sistema industrial, a improvisaçªo Ø um dos focos de prejuízo. É verdade que quando se improvisa pode-se evitar a paralisaçªo da

produçªo, mas perde-se em eficiŒncia. A improvisaçªo pode e deve ser evitada por meio de mØtodos preventivos estabelecidos pelos tØcnicos de manutençªo preventiva. A aplicaçªo de mØtodos preventivos assegura um trabalho uniforme e seguro.

O planejamento e a organizaçªo, fornecidos pelo mØtodo preventivo, sªo uma garantia aos homens da produçªo que podem controlar, dentro de uma faixa de erro mínimo, a entrada de novas encomendas.

Com o tempo, os industriais foram se conscientizando de que a mÆquina que funcionava ininterruptamente atØ quebrar acarretava vÆrios problemas que poderiam ser evitados com simples paradas preventivas para lubrificaçªo, troca de peças gastas e ajustes.

Com o auxílio dos relatórios escritos sobre os trabalhos realizados, sªo suprimidas as inconveniŒncias das quebras inesperadas. Isso evita a difícil tarefa de trocas rÆpidas de mÆquinas e improvisaçıes que causam o desespero do pessoal da manutençªo corretiva.

A manutençªo preventiva Ø um mØtodo aprovado e adotado atualmente em todos os setores industriais, pois abrange desde uma simples revisªo – com paradas que nªo obedecem a uma rotina – atØ a utilizaçªo de sistemas de alto índice tØcnico.

A manutençªo preventiva abrange cronogramas nos quais sªo traçados planos e revisıes periódicas completas para todos os tipos de materiais utilizados nas oficinas. Ela inclui, tambØm, levantamentos que visam facilitar sua própria introduçªo em futuras ampliaçıes do corpo da fÆbrica.

A aplicaçªo do sistema de manutençªo preventiva nªo deve se restringir a setores, mÆquinas ou equipamentos. O sistema deve abranger todos os setores da indœstria para garantir um perfeito entrosamento entre eles, de modo tal que, ao se constatar uma anomalia, as providŒncias independam de qualquer outra regra que porventura venha a existir em uma oficina. Essa liberdade, dentro da indœstria, Ø fundamental para o bom funcionamento do sistema preventivo.

O aparecimento de focos que ocasionam descontinuidade no programa deve ser encarado de maneira sØria, organizando-se estudos que tomem por base os relatórios preenchidos por tØcnicos da manutençªo. Estes deverªo relatar, em linguagem simples e clara, todos os detalhes do problema em questªo.

A manutençªo preventiva nunca deverÆ ser confundida com o órgªo de comando, apesar dela ditar algumas regras de conduta a serem seguidas pelo pessoal da fÆbrica. À manutençªo preventiva cabe apenas o lugar de apoio ao sistema fabril.

O segredo para o sucesso da manutençªo preventiva estÆ na perfeita compreensªo de seus conceitos por parte de todo o pessoal da fÆbrica, desde os operÆrios à presidŒncia.

AULAA manutençªo preventiva, por ter um alcance extenso e profundo, deve ser organizada. Se a organizaçªo da manutençªo preventiva carecer da devida

solidez, ela provocarÆ desordens e confusıes. Por outro lado, a capacidade e o espírito de cooperaçªo dos tØcnicos sªo fatores importantes para a manutençªo preventiva.

A manutençªo preventiva deve, tambØm, ser sistematizada para que o fluxo dos trabalhos se processe de modo correto e rÆpido. Sob esse aspecto, Ø necessÆ- rio estabelecer qual deverÆ ser o sistema de informaçıes empregado e os procedimentos adotados.

O desenvolvimento de um sistema de informaçıes deve apresentar definiçıes claras e objetivas e conter a delegaçªo das responsabilidades de todos os elementos participantes. O fluxo das informaçıes deverÆ fluir rapidamente entre todos os envolvidos na manutençªo preventiva.

A manutençªo preventiva exige, tambØm, um plano para sua própria melhoria. Isto Ø conseguido por meio do planejamento, execuçªo e verificaçªo dos trabalhos que sªo indicadores para se buscar a melhoria dos mØtodos de manutençªo, das tØcnicas de manutençªo e da elevaçªo dos níveis de controle . Esta Ø a dinâmica de uma instalaçªo industrial.

Finalmente, para se efetivar a manutençªo preventiva e alcançar os objetivos pretendidos com sua adoçªo, Ø necessÆrio dispor de um período de tempo relativamente longo para contar com o concurso dos tØcnicos e dos dirigentes de alto gabarito. Isso vale a pena, pois a instalaçªo do mØtodo de manutençªo preventiva, pela maioria das grandes empresas industriais, Ø a prova concreta da pouca eficiŒncia do mØtodo de manutençªo corretiva.

ObjetivosObjetivosObjetivosObjetivosObjetivos Os principais objetivos das empresas sªo, normalmente, reduçªo de custos, qualidade do produto, aumento de produçªo, preservaçªo do meio ambiente, aumento da vida œtil dos equipamentos e reduçªo de acidentes do trabalho.

a)a)a)a)a)Reduçªo de custosReduçªo de custosReduçªo de custosReduçªo de custosReduçªo de custos - Em sua grande maioria, as empresas buscam reduzir os custos incidentes nos produtos que fabricam. A manutençªo preventiva pode colaborar atuando nas peças sobressalentes, nas paradas de emergŒncia etc., aplicando o mínimo necessÆrio, ou seja, sobressalente X X X X X compra direta; horas ociosas X X X X X horas planejadas; material novo X X X X X material recuperado.

b)b)b)b)b)Qualidade do produtoQualidade do produtoQualidade do produtoQualidade do produtoQualidade do produto - A concorrŒncia no mercado nem sempre ganha com o menor custo. Muitas vezes ela ganha com um produto de melhor qualidade. Para atingir a meta qualidade do produto, a manutençªo preventiva deverÆ ser aplicada com maior rigor, ou seja: mÆquinas deficientes X mÆquinas eficientes; abastecimento deficiente X X X X X abastecimento otimizado.

c)c)c)c)c)Aumento de produçªoAumento de produçªoAumento de produçªoAumento de produçªoAumento de produçªo - O aumento de produçªo de uma empresa se resume em atender à demanda crescente do mercado. É preciso manter a fidelidade dos clientes jÆ cadastrados e conquistar outros, mantendo os prazos de entrega dos produtos em dia. A manutençªo preventiva colabo- ra para o alcance dessa meta atuando no binômio produçªo atrasada X produçªo em dia.

AULAd)d)d)d)d)Efeitos no meio ambiente Efeitos no meio ambiente Efeitos no meio ambiente Efeitos no meio ambiente Efeitos no meio ambiente - Em determinadas empresas, o ponto mais crítico Ø a poluiçªo causada pelo processo industrial. Se a meta da empresa

for a diminuiçªo ou eliminaçªo da poluiçªo, a manutençªo preventiva, como primeiro passo, deverÆ estar voltada para os equipamentos antipoluiçªo, ou seja, equipamentos sem acompanhamento X equipamentos revisados; poluiçªo X X X X X ambiente normal.

e)e)e)e)e)Aumento da vida œtil dos equipamentosAumento da vida œtil dos equipamentosAumento da vida œtil dos equipamentosAumento da vida œtil dos equipamentosAumento da vida œtil dos equipamentos - O aumento da vida œtil dos equipamentos Ø um fator que, na maioria das vezes, nªo pode ser considerado de forma isolada. Esse fator, geralmente, Ø conseqüŒncia de:

•reduçªo de custos; •qualidade do produto;

•aumento de produçªo;

•efeitos do meio ambiente.

A manutençªo preventiva, atuando nesses itens, contribui para o aumento da vida œtil dos equipamentos.

f)f)f)f)f)Reduçªo de acidentes do trabalhoReduçªo de acidentes do trabalhoReduçªo de acidentes do trabalhoReduçªo de acidentes do trabalhoReduçªo de acidentes do trabalho - Nªo sªo raros os casos de empresas cujo maior problema Ø a grande quantidade de acidentes. Os acidentes no trabalho causam: •aumento de custos;

•diminuiçªo do fator qualidade;

•efeitos prejudiciais ao meio ambiente;

•diminuiçªo de produçªo;

•diminuiçªo da vida œtil dos equipamentos.

A manutençªo preventiva pode colaborar para a melhoria dos programas de segurança e prevençªo de acidentes.

DesenvolvimentoDesenvolvimentoDesenvolvimentoDesenvolvimentoDesenvolvimento Consideremos uma indœstria ainda sem nenhuma manutençªo preventiva, onde nªo haja controle de custos e nem registros ou dados históricos dos equipamentos. Se essa indœstria desejar adotar a manutençªo preventiva, deverÆ percorrer as seguintes fases iniciais de desenvolvimento:

a)a)a)a)a)Decidir qual o tipo de equipamento que deverÆ marcar a instalaçªo da manutençªo preventiva com base no “feeling” da supervisªo de manuteçªo e de operaçªo.

b)b)b)b)b)Efetuar o levantamento e posterior cadastramento de todos os equipamentos que serªo escolhidos para iniciar a instalaçªo da manutençªo preventiva (plano piloto).

c)c)c)c)c)Redigir o histórico dos equipamentos, relacionando os custos de manutençªo (mªo-de-obra, materiais e, se possível, lucro cessante nas emergŒncias), tempo de parada para os diversos tipos de manutençªo, tempo de disponibilidade dos equipamentos para produzirem, causas das falhas etc.

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