Revista hemo/7-2009

Revista hemo/7-2009

(Parte 1 de 7)

Bastidores do ASH 2008

História das epidemiasIntercâmbio Brasil-AngolaII Congresso Pan-Amazônico

São Francisco (CA) sediou o congresso

HEMO Ano 3 - Nº 7 - janeiro/fevereiro/março - 2009

HEMO EM REVISTA 3janeiro/fevereiro/março índice

Editorial10
Diretoria SBHH1
Destaque12
ASH 200816
Pelo Mundo24
Comportamento26
Reportagem30
Panorama36
História38
Cultura42
Quem foi48
Especial54
Aconteceu58
Giro pela Hemoterapia62

seção 48

Destaque

Reportagem Quem foi

História viva

Fundador do Hemope, Dr. Luiz Gonzaga dos Santos, fala de sua trajetória profissional

Razão com sensibilidade

24 horas ao lado das enfermeiras oncológicas

Olhar clínico

Conheça a história do cientista que descobriu o Linfoma de Hodgkin

Jornalista responsável: Roberto Souza (Mtb 1.408) Editor: Fábio Berklian | Subeditora: Lilian Burgardt Reportagem: Lilian Burgardt / Renata Costa / Tatiana Almeida / Thiago Bento | Revisão: Renata Costa Fluxo de anúncios: Caroline Frigene | Projeto gráfico: RS PRESS Editora / Sidney João de Oliveira | Editor de Arte: Sidney João de Oliveira | Diagramação: Leonardo Fial / Gabriel Rabesco

HEMOHEMOÉ uma publicação trimestral da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH) distribuída gratuitamente para médicos. O conteúdo dos artigos assinados é de inteira responsabilidade de seus autores e não representa necessariamente a opinião da ABHH. Tiragem: 5.0 exemplares

DACOGEN (decitabina). Forma farmacêutica e apresentações: cada frasco-ampola de pó liofilizado contém 50 mg de decitabina. Excipientes: fosfato de potássio monobásico, hidróxido de sódio. Após reconstituição asséptica com 10 mL de água estéril para injeção, cada mL do concentrado da solução contém 5 mg de decitabina. A reconstituição do medicamento que não for administrado em até 15 minutos deve ser com fluidos de infusão frios (2ºC a 8ºC), e pode ser armazenada entre 2ºC a 8ºC por um período máximo de 7 horas. Uso adulto. Uso Intravenoso. Indicações e posologia: tratamento de pacientes com síndromes mielodisplásicas (SMD), tratados e não-tratados previamente, SMD de novo e secundárias de todos os subtipos da classificação FAB e grupos Int-1, Int-2 e de Alto Risco do IPSS. Recomenda-se que os pacientes sejam tratados por no mínimo 4 ciclos. Em um único ciclo de tratamento, DACOGEN deve ser administrado numa dose fixa de 15 mg/m de superfície corpórea, durante um período de 3 horas, a cada 8 horas, durante 3 dias consecutivos (ou seja, 9 doses por ciclos). Este ciclo é repetido aproximadamente a cada 6 semanas dependendo da resposta clínica do paciente e da toxicidade observada. Uma vez obtida uma resposta completa, devem ser administrados no mínimo 2 ciclos adicionais. A dose total diária não deve ultrapassar 45 mg/m e a dose total por ciclo de tratamento não pode ultrapassar 135 g/m. Modificação da dose: se a recuperação hematológica ultrapassar 6 semanas, o próximo ciclo deve ser retardado por até 2 semanas e a dose deve ser reduzida como segue: se o período de recuperação hematológica for inferior a 8 semanas, a dose deve ser reduzida para 1 mg/m a cada 8 horas por 3 dias consecutivos, e se o período ultrapassar 8 semanas os pacientes devem ser avaliados com relação à progressão da doença. Na ausência de progressão da doença a dose de DACOGEN deve ser reduzida para 1 mg/m a cada 8 horas por 3 dias consecutivos. Se ocorrerem anormalidades bioquímicas como: valores de creatinina sérica (maior igual a 2 mg/dL), transaminase glutâmico pirúvica sérica, alanina aminotransferase ou bilirrubina total maior igual a 2 vezes o limite superior da normalidade, DACOGEN não deve ser aplicado até que os níveis retornem à faixa normal ou à linha de base. Contra-indicações: pacientes com hipersensibilidade conhecida a decitabina ou a qualquer componente da fórmula, em mulheres grávidas e durante a amamentação. Precauções e advertências: a mielossupressão e suas complicações que ocorrem em pacientes com SMD podem ser exacerbadas pelo tratamento com DACOGEN™, neste caso o tratamento pode ser interrompido ou a dose reduzida como recomendado. A mielossupressão causada pela decitabina é reversível. Hemograma completo deve ser realizado regularmente, quando indicados clinicamente e antes de cada ciclo de tratamento. Deve-se ter cuidado ao administrar DACOGEN™ a pacientes com insuficiência renal ou hepática e os pacientes devem ser monitorados de perto com relação a sinais de toxicidade. Interações medicamentosas: pode ocorrer interação medicamentosa do uso combinado de DACOGEN™ com outros medicamentos que também são ativados por fosforilação seqüencial e/ou metabolizados por enzimas envolvidas na desativação da decitabina. Reações-adversas mais freqüentes: mielossupressão e aquelas que ocorrem em conseqüência da mielossupressão Superdose: Não há experiência direta de superdose humana e nenhum antídoto específico. A toxicidade provavelmente irá se manifestar como exacerbações de reações adversas, principalmente mielossupressão. O tratamento da superdose deve ser de suporte. Venda sob prescrição médica. Uso restrito a Hospitais. A persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado. Janssen-Cilag Farmacêutica. MS- 1.1236.3390. Informações adicionais para prescrição: vide bula completa. INFOC 0800.7013017 - w.portalmed.com.br - Cód: R–Jun-08b. Não há direitos de patente concedidos nos Estados Unidos.

1. Resolução n°4913/ANVISA, publicada no Diário Oficial da União em 05 de Janeiro de 2009. 2. Kantarjian H, et al. Decitabine improves patient outcomes in myelodysplastic syndromes: results of a phase I randomized study. Cancer. 2006;106(8):1794-803. INFOC nº16532500.

Material destinado exclusivamente à classe médica. ©J-C 2009 ®Marca Registrada - Fevereiro/2009

Vem aí o primeiro hipometilante aprovado1 pela ANVISA para o tratamento de pacientes com Síndrome Mielodisplásica (SMD).

Clinicamente eficaz no tratamento de pacientes com síndrome mielodisplásica (SMD) quando comparado ao tratamento padrão.2

DACOGEN (decitabina). Forma farmacêutica e apresentações: cada frasco-ampola de pó liofilizado contém 50 mg de decitabina. Excipientes: fosfato de potássio monobásico, hidróxido de sódio. Após reconstituição asséptica com 10 mL de água estéril para injeção, cada mL do concentrado da solução contém 5 mg de decitabina. A reconstituição do medicamento que não for administrado em até 15 minutos deve ser com fluidos de infusão frios (2ºC a 8ºC), e pode ser armazenada entre 2ºC a 8ºC por um período máximo de 7 horas. Uso adulto. Uso Intravenoso. Indicações e posologia: tratamento de pacientes com síndromes mielodisplásicas (SMD), tratados e não-tratados previamente, SMD de novo e secundárias de todos os subtipos da classificação FAB e grupos Int-1, Int-2 e de Alto Risco do IPSS. Recomenda-se que os pacientes sejam tratados por no mínimo 4 ciclos. Em um único ciclo de tratamento, DACOGEN deve ser administrado numa dose fixa de 15 mg/m de superfície corpórea, durante um período de 3 horas, a cada 8 horas, durante 3 dias consecutivos (ou seja, 9 doses por ciclos). Este ciclo é repetido aproximadamente a cada 6 semanas dependendo da resposta clínica do paciente e da toxicidade observada. Uma vez obtida uma resposta completa, devem ser administrados no mínimo 2 ciclos adicionais. A dose total diária não deve ultrapassar 45 mg/m e a dose total por ciclo de tratamento não pode ultrapassar 135 g/m. Modificação da dose: se a recuperação hematológica ultrapassar 6 semanas, o próximo ciclo deve ser retardado por até 2 semanas e a dose deve ser reduzida como segue: se o período de recuperação hematológica for inferior a 8 semanas, a dose deve ser reduzida para 1 mg/m a cada 8 horas por 3 dias consecutivos, e se o período ultrapassar 8 semanas os pacientes devem ser avaliados com relação à progressão da doença. Na ausência de progressão da doença a dose de DACOGEN deve ser reduzida para 1 mg/m a cada 8 horas por 3 dias consecutivos. Se ocorrerem anormalidades bioquímicas como: valores de creatinina sérica (maior igual a 2 mg/dL), transaminase glutâmico pirúvica sérica, alanina aminotransferase ou bilirrubina total maior igual a 2 vezes o limite superior da normalidade, DACOGEN não deve ser aplicado até que os níveis retornem à faixa normal ou à linha de base. Contra-indicações: pacientes com hipersensibilidade conhecida a decitabina ou a qualquer componente da fórmula, em mulheres grávidas e durante a amamentação. Precauções e advertências: a mielossupressão e suas complicações que ocorrem em pacientes com SMD podem ser exacerbadas pelo tratamento com DACOGEN™, neste caso o tratamento pode ser interrompido ou a dose reduzida como recomendado. A mielossupressão causada pela decitabina é reversível. Hemograma completo deve ser realizado regularmente, quando indicados clinicamente e antes de cada ciclo de tratamento. Deve-se ter cuidado ao administrar DACOGEN™ a pacientes com insuficiência renal ou hepática e os pacientes devem ser monitorados de perto com relação a sinais de toxicidade. Interações medicamentosas: pode ocorrer interação medicamentosa do uso combinado de DACOGEN™ com outros medicamentos que também são ativados por fosforilação seqüencial e/ou metabolizados por enzimas envolvidas na desativação da decitabina. Reações-adversas mais freqüentes: mielossupressão e aquelas que ocorrem em conseqüência da mielossupressão Superdose: Não há experiência direta de superdose humana e nenhum antídoto específico. A toxicidade provavelmente irá se manifestar como exacerbações de reações adversas, principalmente mielossupressão. O tratamento da superdose deve ser de suporte. Venda sob prescrição médica. Uso restrito a Hospitais. A persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado. Janssen-Cilag Farmacêutica. MS- 1.1236.3390. Informações adicionais para prescrição: vide bula completa. INFOC 0800.7013017 - w.portalmed.com.br - Cód: R–Jun-08b. Não há direitos de patente concedidos nos Estados Unidos.

1. Resolução n°4913/ANVISA, publicada no Diário Oficial da União em 05 de Janeiro de 2009. 2. Kantarjian H, et al. Decitabine improves patient outcomes in myelodysplastic syndromes: results of a phase I randomized study. Cancer. 2006;106(8):1794-803. INFOC nº16532500.

Material destinado exclusivamente à classe médica. ©J-C 2009 ®Marca Registrada - Fevereiro/2009 editorial

10 HEMO EM rEvistajaneiro/fevereiro/março

2009, ano de realizações

NESTE PRIMEIRO ANO de atuação, a Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH) espera muitas realizações. Ainda no primeiro semestre, a inédita e, portanto, extremamente importante chegada dos Highlights of ASH ao Brasil será uma oportunidade única.

Profi ssionais brasileiros e da América Latina terão contato com inovações ainda em fase experimental ou que já estejam sendo desenvolvidas no exterior. Não à toa, a Hemo em Revista traz uma matéria especial sobre os bastidores do ASH 2008, realizado entre 6 e 9 de dezembro, em São Francisco (CA), nos EUA, para mostrar aos leitores um pouco do que está por vir.

Pensando na importância da constante atualização dos profi ssionais, também é destaque a adoção da nova regra ortográfi ca em todas as comunicações da ABHH, incluindo Hemo em Revista. Contribuir com a atualização e o crescimento de hematologistas e hemoterapeutas também signifi ca estar atento às mudanças inseridas no cotidiano. *Trata-se de uma ideia (e não mais idéia) a ser levada adiante.

Nesta edição, ainda há espaço para novas descobertas. A editoria Cultura traz uma matéria sobre o estado do Acre, pouquíssimo conhecido pelos brasileiros e que será sede do I Congresso Pan-Amazônico, entre os dias 24 e 27 de junho. E como o mês de março reserva uma comemoração especial ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8, Hemo em Revista presta uma homenagem a uma de suas mais importantes colaboradoras, Dra. Georgina do Valle Moreno dos Santos. Sua história enriquece as páginas da editoria Comportamento.

Enfi m, 2009 será um ano repleto de realizações, muitas empreitadas das quais a ABHH, agora mais forte, pretende participar ativamente e espera colher bons frutos.

Uma boa leitura, O EDITOR

*Mais detalhes sobre o novo acordo ortográfi co na pág. 67 diretoria

João Pedro Marques Pereira Diretor de EventosNelson Spector Vice-diretor de Eventos

Sergio Barroca Mesiano Diretor de Defesa de ClasseSilvia Maria Meira Magalhães Vice-diretora de Defesa de Classe

João Carlos Pina Saraiva Diretor de Comunicações

Cármino Antonio de Souza Diretor Científico

Fernando Ferreira Costa Vice-diretor Científico

Marília Álvares Rugani Diretora Financeira

Dimas Tadeu Covas Vice-diretor Financeiro

Dante Langhi Junior Diretor AdministrativoEduardo Magalhães Rego Vice-diretor Administrativo

HEMO EM rEvista 11janeiro/fevereiro/março

Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

Diretoria

Carlos Sérgio Chiattone PresidenteJosé Orlando Bordin Vice-Presidente destaque

12 HEMO EM rEvista

História viva

Aos 71 anos de idade, participante ativo da história da hematologia e hemoterapia no Brasil, o Dr. Luiz Gonzaga dos Santos conta na entrevista a seguir um pouco de sua trajetória profissional e revela suas expectativas para o futuro da especialidade thiago bento

A escolha pela hematologia surgiu cedo na vida de Luiz Gonzaga dos Santos. Ainda no segundo ano da Faculdade de Ciências Médicas de Recife, atual Universidade de Pernambuco (UPE), enquanto participava das aulas de histologia viu despertar seu interesse pelo assunto “sangue”. “Tudo era muito bonito e curioso”, lembra. Com o tempo, o interesse cresceu e se transformou em entusiasmo pela especialidade, algo que carrega consigo até hoje, 41 anos após o término da graduação.

A hematologia, na opinião do falante médico, é uma área fascinante que deveria ser mais bem explorada por todo estudante de medicina. Gonzaga ressalta que uma de suas esperanças é ver que cada vez mais jovens optem pelos cursos de medicina, em especial pela hematologia e hemoterapia, e que

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