Dispositivos de Comando Apostila

Dispositivos de Comando Apostila

ESCOLA POLITÉCNICA DA UUNNIIVVEERRSSIIDADE DE SÃO PAULO Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas

DISPOSITIVOS DE COMANDO Código:: COM

1 Objetivo03
2 Dispositivos de Comando03
2.1 Generalidades03
2.1 Contatores05
2.2.1 Generalidades05
2.2.1 Aplicações e Funcionamento do Contator06
2.2.1Com Botão “Liga-Desliga”06
2.2.3 Contator com Elemento de Controle08
2.2.3 Contator Associado a Temporizador09
2.2.3 Contator com Elemento Térmico10
3 Exemplos1
4 Exercícios13
5 Referências Bibliográficas17

Índice 2

1. OBJETIVO

tempo
2. DISPOSITIVOS DE COMANDO

Esta experiência tem por finalidade a familiarização com dispositivos e chaves de comando a distância, com possibilidade de efetuar acionamentos sequenciais pré determinados ou deslocados em relação ao

2.1 GENERALIDADES

Todo acionamento elétrico além de contar com proteção adequada deve ter ainda dispositivos que permitam a sua ligação e desligamento, sem risco para o operador.

Os dispositivos de comando, de acionamento e controle são constituídos por chaves, algumas aptas a interromper ou ligar circuitos com carga (disjuntores), outras perfazendo essas funções somente sem carga (seccionadoras).

São fatores determinantes na escolha de disjuntores e seccionadoras suas tensões e correntes nominais, sendo que naqueles é imprescindível a consideração de sua capacidade disruptiva, isto é, o valor máximo da intensidade de corrente que a chave consegue interromper.

da presente experiência

Em muitas aplicações deve-se executar o comando automaticamente ou à distância. Essas duas funções são executadas pelos "contatores", objeto

Um aspecto de relevante importância no âmbito dos sistemas elétricos, onde estão inseridos os dispositivos de comando, é que coexistem usualmente 3 tipos de circuitos, cada qual com sua função, quais sejam:

- circuito de potência ou principal; - circuito de comando e proteção;

- circuito de sinalização ou supervisão. O circuito de potência é geralmente trifásico e alimenta a carga principal, apresenta usualmente, correntes relativamente altas e portanto condutores com grandes bitolas.

O circuito de comando e proteção é independente do circuito de potência, não obstante utilize frequentemente a mesma fonte de tensão.

O circuito de comando e proteção tem como carga os elementos (usualmente bobinas) que acionam mecanismos que permitem que chaves (contatos), associadas aos dispositivos de comando, mudem de estado (abrir/fechar). Essas chaves podem estar inseridas em circuitos de potência, de sinalização e no próprio circuito de comando e proteção.

Os circuitos de comando e proteção incluem chaves (em série) que interrompem esse circuito (cortando a alimentação das bobinas) quando dispositivos de proteção assim determinarem.

Os circuitos de sinalização e supervisão fornecem indicações e informações (usualmente luminosas ou sonoras) sobre o estado do circuito principal como por exemplo, se está operando ou não, se há sobrecarga etc..

Chaves com comando a distância CARGAFONTE

2.2 CONTATORES 2.2.1 GENERALIDADES

São constituídos por um conjunto de contactos fixos, A , e outro de contatos móveis, B , que são acoplados mecanicamente e comandados por núcleo de ferro que se encontra no interior de uma bobina.

Usualmente os contatores possuem um conjunto de contatos normalmente fechados (NF) que quando a bobina é acionada "abrem"; simultaneamente possuem um conjunto de contatos normalmente abertos (NA) que quando a bobina é acionada "fecham".

Um contator utilizado, por exemplo, no comando de um motor, possui pelo menos:

- 3 contatos principais NA - 1 contato auxiliar NA

- 1 contato auxiliar NF

É possível acoplar outros contactos auxiliares no contator, conforme as necessidades.

Este tipo de contator possui os 3 contatos NA de "potência" dimensionados para uma carga com corrente relativamente alta. Enquanto os contatos auxiliares são dimensionados para uma corrente auxiliar de comando bem menor.

Os contatores aplicados especialmente em circuitos de controle geralmente se apresentam com 10 contatos de baixa capacidade de corrente, combinando 5 NA e 5 NF e, podendo haver outras variações conforme a aplicação.

O comando do contator é realizado pela energização da bobina, quando o núcleo de ferro é atraído, ocasionando o deslocamento dos contatos móveis que nessas condições se justapõem ou se afastam dos fixos. Em outras palavras, os contatos são mantidos abertos ou fechados conforme circule ou não corrente pela bobina.

A corrente que circula pela bobina é a corrente do circuito de comando, sendo portanto muito menor de que aquela que circula pelo circuito principal. Consegue-se assim ligar ou desligar correntes de intensidades relativamente grandes através da ligação ou interrupção de corrente de pequena intensidade.

do contator sempre que seja exigido comando a distância

Nessas condições é fácil concluir pela economia, que advém do emprego

Contatos Principais (Fixos)/(Entrada)

AE2

AS2

Contatos Principais (Fixos)(Saída)

Circuito de Comando

Contatos Principais (móveis)

Figura 2.1 - Esquema de Contator.

2.2.2 APLICAÇÕES E FUNCIONAMENTO DO CONTATOR 2.2.2.1 COM BOTÃO “LIGA-DESLIGA”

Em muitas aplicações necessita-se comandar o contator por meio de um par de botões liga-desliga, um de ligar, NA em posição de repouso, outro de desligar, NF na posição de repouso.

O circuito da figura 2.2 constitui o comando do contator através do par de botões liga-desliga (B1/C1 e B2/C1) respectivamente.

Ao se fechar o botão B1/C1(liga) é aplicada a tensão de linha (VRT) na bobina do contator que a energiza mudando o estado de todos os contatos do contator. Assim, os contatos NA se fecham e os NF se abrem, em particular, os contatos principais se fecham, o que ocorre também com o contato S1/C1 que permite que o circuito continue energizado, independente do estado (em repouso ou não) do botão liga.

Qualquer elemento série que abra o circuito que alimenta a bobina, a desenergizará e os contatos voltarão ao estado anterior. É o caso de

B2/C1 que corresponde ao botão "desliga" ou do contato auxiliar Rb/C1 que abre comandado por dispositivo de proteção.

O circuito da figura 2.2, mostra a atuação na rede de carga ao ligar os terminais RST aos terminais U-V-W, assim como o elemento Rb de detecção de sobrecarga.

DESLIGA B2 C1

Rb C1

C1 BOBINA

Figura 2.2 - Chave magnética com botão “liga-desliga”. 7

2.2.3 CONTATOR COM ELEMENTO DE CONTROLE

Muitas vezes é necessário condicionar a ação de acionar um processo (por exemplo ligar um motor), ao fato de um outro processo já estar em andamento.

Consideremos por exemplo, o caso de uma esteira de carga que transporta areia, que deve ser elevada para um silo através de um elevador de caçambas. Nesse processo, a correia transportadora só poderá ser ligada depois que o elevador estiver funcionando, pois caso contrário, a correia “enterrará” a caçamba na areia, impedindo o bom funcionamento do sistema.

Isto se obtém, a partir de conveniente arranjo de contatos auxiliares, de forma que se iniba a operação do motor que move a correia, quando o motor que aciona as caçambas não estiver operando.

A figura 2.2.3 mostra uma forma de se conseguir esse efeito, onde se observa que o circuito de comando do contator que energiza o motor da caçamba, apresenta um contato NA inserido no circuito de comando do motor da esteira. Assim, só será possível energizar a bobina do contator do motor da esteira, se o circuito de comando do motor de caçamba estiver energizado e, portanto a caçamba operando.

Note que de modo geral, poderá haver múltiplas possibilidades de condicionar processos através do enlace lógico de circuitos de comando, utilizando-se contatos auxiliares comandados pelo contator de um processo porém, inseridos no circuito de comando de outro processo.

S1C1 B1/C1

B2 C1

Rb C1

C1 BOBINA

S1C2 B1/C2

B2 C2

Rb C2

C2BOBINA DO MOTOR DA

S2 C1

Figura 2.2.3 - Caso C1 não for energizado S2/C1 não fechará não permitindo o comando de C2.

2.2.4 CONTATORES ASSOCIADOS A TEMPORIZADORES

Entende-se por temporizador, um dispositivo que é composto por um contador de tempo regulável e, uma ou mais chaves que podem ser utilizadas em circuitos de comando ou de sinalização. Quando energizado o temporizador inverte o estado de suas chaves após um certo intervalo de tempo pré-estabelecido.

A associação de temporizadores com contatores permite por exemplo, ligar um circuito depois de um certo tempo que um primeiro circuito foi acionado. Para tanto, é necessário que a energização do temporizador seja feita por um contato auxiliar do contator que aciona o primeiro circuito e, um contato NA do temporizador energiza a bobina do contator do segundo circuito, depois de decorrido o tempo pré-estabelecido.

2.2.5 CONTATORES COM ELEMENTOS TÉRMICOS

O contator passará a integrar também a função de proteção, se for acoplado a acessório provido de elementos térmicos montados de modo conveniente. Emprega-se, como nos disjuntores, lâminas bi-metálicas em série, no circuito de potência. Assim a corrente de carga, se superado um determinado valor, aquece essas lâminas deformando-as. A lâmina é acoplada por sistema mecânico (gatilho), com um interruptor ligado em série no circuito de comando da bobina de modo que quando a lâmina se deforma, a chave é acionada e a bobina desenergizada.

O interruptor tem de ser rearmado a fim de permitir a nova ligação do contator, existindo para isso um botão especial (Reset), conforme apresentado na figura 2.2.4.

a) diagrama completo

F1 CARGA

L1 L2

K1 K1

LIGA F1 b) circuito de potência c) circuito de comando e energização

Figura 2.2.4 - Contator com elemento térmico

3. EXEMPLOS

motorde indução trifásico. O sistema deve apresentar as seguintes
características:

3.1 Um portão deve ser acionado, para abertura e fechamento, por um

"para".

a) O motor é comandado por um botão de "abre", um de "fecha" e um de

desligado, através de chaves de fim de curso.

b) Quando o portão estiver totalmente aberto ou fechado,o motor deve ser

portão estiver abrindo (verde) ou fechando (amarela).

c) Lâmpadas sinalizadoras de cores distintas devem ser ligadas quando o

motor, e uma lâmpada sinalizadora vermelha deverá ser ligada.

d) Na ocorrência de sobrecarga, um elemento térmico deverá desligar o

K1 F1

L1 L2

MOTOR K2

K1 TÉRMICO F1

K1 SELO K2 SELO

MENTO K2 K2 K1

K2 F1 verde amarela vermelha

Circuito de comando e sinalização

serligado e desligado através de duas chaves.

3.2 Fornecer o circuito de comando para um motor de bomba que deve

nível de água no reservatório.

Observação: A chave de bóia opera como uma botoeira, comandada pelo

Simbologia: Q>

Chave de bóia abre quando o nível e ultrapassado

Chave de bóia abre quando o nível é menor que o mínimo

4. EXERCÍCIOS

4.1 - Um sistema de bombeamento de água com com dois conjuntos motor-bomba de recalque, um principal e outro de reserva. O recalque é feito de um poço para um reservatório elevado. O nível de água no reservatório de ser mantido entre o valor máximo e um valor mínimo, porém havendo falta de água no poço, o conjunto motor bomba deve ser desligado. Fornecer o circuito de comando par este sistema.

4.2 Fornecer os circuitos de força e de comando para um sistema constituído de três motores de indução trifásicos que acionem esteiras transportadoras de areia, com as seguintes características:

ligados,automaticamente, na sequência M1, M2, M3.

a) a partir de um único comando (botoeira ), os motores devem ser 13

desligados,além do próprio motor, todos os outros que acionam as
esteirasanteriores, no sentido de deslocamento da carga transportadora.

b) na ocorrência de sobrecarga em um dos motores, devem ser

motores estão ligados.

c) uma lâmpada sinalizadora verde deve ser ligada indicando que todos os

umdeles, uma lâmpada sinalizadora deve ser ligada indicando em que
motortal sobrecarga ocorreu.

d) quando um ou mais motores forem desligados devido a sobrecarga em

4.3 O sistema apresentado a figura a seguir, utilizado para o deslocamento de carga industrial, conta com três motores de indução trifásicos, com as seguintes funções:

oupara a esquerda;

- motor M1: deslocamento do conjunto suporte-haste móvel para a direita - motor M2: deslocamento da carga para cima ou para baixo;

horário.

- motor M3: movimentação da haste móvel no sentido horário ou anti-

Pede-se o circuito de força e de comando, com as seguintes características:

a) O motor M1 deve ser comandado por um botão de "DIREITA" e um botão de "ESQUERDA", e desligado automaticamente pela atuação de chaves de fim de curso.

b) O motor M2 deve ser comandado por um botão de "SOBE" e um botão de "DESCE", e desligado automaticamente pela atuação de chaves de fim de curso. Este motor conta com freio eletromagnético. Quando o motor é ligado, a bobina do freio deve também ser ligada, e o freio solta imediatamente.

c) O motor M3 deve ser comandado por um botão de "HORÁRIO" e um botão de "ANTI-HORÁRIO" e desligado automaticamente pela atuação de chaves de fim de curso.

d) Na ocorrência de sobrecarga em qualquer um dos motores, todos deverão ser desligados, e uma lâmpada sinalizadora deverá indicar o motor que foi sobrecarregado.

4.4 Descreva o funcionamento do circuito apresentado a figura a seguir.

Introduzindo um outro contador, com um contato inversor, uma buzina deve ser acionada, quando houver falta de tensão na rede. A condição normal de operação deve ser indicada por uma lâmpada sinalizadora.

V Acionamento térmico buzina inversor resistor bateria

ELEMENTO ABNT/IEC OUTROS Fusível

Ccontato normalmente aberto (NA)

Contato normalmente fechado (NF)

Comutador

Contato temporizado no fechamento

Contato temporizado na abertura

Comando de fechamento manual

Comando de abertura manual

Contator ou relé com acionamento eletromecânico

Contator com contato

NA

Contator com retardo

para operar

Relé térmico

de fechamento

Comando por temperatura Lâmpada de sinalização

Comando NA de relé térmico

Comando NF de relé térmico

Simbologia 16

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Elétricas. Apostila, EPUSP.

(1) E.J.Robba, Dispositivos de Proteção e Comando para Instalações

IndustriaisEd. Érica.

(2) D.L. Guerrini, Eletrotécnica Aplicada e Instalações Elétricas

(3) F. Papenkort, Esquemas Elétricas de Comando e Proteção. Ed. E.P.U. (4) Manuais de catálogos de fabricantes.

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