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CURSO Linguagem “c”

Apresentação (Aula 01T)

Estas Notas de Aula, visam aumentar a produtividade dos alunos nas aulas teóricas, evitando a cópia das teorias expostas. Grande parte dos exemplos analisados em sala de aula e enunciados de exercícios constam nesta apostila, além da resolução de alguns destes. Os EC (exercícios de classe), serão normalmente baseados nos exercícios complementares de cada Aula a serem desenvolvidos preferencialmente no laboratório.

Habitualmente antes de resolvermos exemplos ou exercícios, elaboraremos o algoritmo, que nada mais é que uma seqüência de operações cuja execução produz um resultado que é a resposta de um problema proposto.

Um programa de computador nada mais é que a codificação de um algoritmo numa linguagem de programação. Linguagens como C, Pascal, BASIC, ALGOL, Clipper, COBOL, etc., são chamadas de procedurais, devido ao fato das instruções serem executadas de forma seqüencial, enquanto que as linguagens baseadas no conceito de eventos como C++, Visual BASIC, Visual Objects, utilizam outra estratégia de programação (Programação Orientada ao Objeto), a ser vista em outro módulo do curso (OOP), em C utilizaremos a metodologia estruturada.

Os algoritmos podem ser estruturados ou não, conforme exemplificamos a seguir no cálculo do máximo divisor comum entre dois números inteiros positivos, com operações elementares:

Linear

Leia m,n

(1) se n = 0 então

imprima m

pare

k <- m - Int(m / n) * n

m <- n

n <- k

vá para (1)

Em Quick BASIC teríamos Em BASICA teríamos

input m : input n 10 input m : input n

10 if n = 0 then 20 if n <> 0 then 50

print m 30 imprima m

end if 40 end

k = m - Int(m / n) * n 50 k = m - Int(m / n) * n

m = n 60 m = n

n = k 70 n = k

goto 10 80 goto 20

O Algoritmo de Euclides anteriormente apresentado , apesar de muito simples, executado normalmente por qualquer criança de primeiro grau, ganha contornos de aparente dificuldade quando transcrito para o GW-BASIC, um dialeto BASIC, que exige numeração de linhas, que nos obrigou a alterar um pouco a estratégia de resolução do problema. Já a versão em Quick BASIC, poderia ser transcrita por qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento em algoritmos e BASIC.

Estruturado

Inteiros m,n

Leia m,n

enquanto n <> 0 faça

k <- m - Int(m / n) * n

m <- n

n <- k

imprima m

pare

Em C teríamos Em Clipper teríamos

main() input to a

{ input to b

int m,n,k; do while n <> 0

scanf(“%d”,&m); k = m - Int(m / n) * n

scanf(“%d”,&n); m = n

while (n != 0) { n = k

k = m - m / n * n; enddo

m = n; ? m

n = k;

}

printf(“%d”,m);

}

Nas Linguagens estruturadas a representação fica idêntica, quer em C quer em Clipper. Ficaria a mesma forma em Quick BASIC, Pascal ou COBOL Estruturado, daí a preferência na abordagem dita estruturada. No decorrer deste curso nos deteremos detalhadamente no estudo dos algoritmos estruturados e analisaremos alguns (poucos, porém importantes) casos onde a programação linear é mais adequada que a estruturada.

Simulação

Por melhor que seja o conhecimento do Analista/Programador, este só poderá ter certeza que sua “estratégia” foi bem sucedida após testar o programa num computador.

Bons programadores tem poucas surpresas quando testam seus programas, fazendo normalmente umas poucas correções para que o programa funcione de maneira adequada.

Programadores iniciantes criam uma estratégia (algoritmo) muitas vezes ineficiente e normalmente “correm” para o computador visando testar o programa e acabam por perder um tempo enorme. Não é raro ouvirmos de iniciantes a frase “Nunca conseguirei fazer um programa ...”. Certamente, não conseguirá mesmo, caso não tenha uma estratégia definida.

Imagine uma “tarefa” muito simples, como por exemplo fritar um ovo. Caso você não soubesse “operar” o fogão provavelmente não conseguiria acendê-lo. Se nunca tivesse visto alguém quebrar um ovo, provavelmente não conseguiria fazê-lo sem perder parte de seu conteúdo. A fritura seria algo desastroso, caso você desconhecesse a utilidade do óleo. E o sabor seria frustrante, caso o tempero utilizado fosse açúcar.

O Programador iniciante que não simula seu algoritmo, se compara ao cozinheiro desastrado descrito acima. E como simular?

Basta “agirmos” como se fossemos o próprio computador, ou seja devemos “fingir” que nosso raciocíneo é baseado no conteúdo de variáveis. De fato, usualmente antes de tomarmos alguma decisão analisamos uma série de fatores (as tais variáveis dos programas). Desta forma, caso fizermos uma análise apurada sobre os conteúdos das variáveis, poderemos “descobrir” a função de cada programa.

Primeiramente vamos resolver o problema como aprendemos no primeiro grau.

Supondo M = 120 e N = 28.

Dividendo

=

120

28

8

Divisor

=

28

8

4

MDC

Quociente

=

4

3

2

Resto

=

8

4

0

Simulação:

M

N

K

Impresso

Instruções

Comentários

120

28

Declarações e Leituras

8

Enquanto n <> 0

k = m - m / n * n

Cálculo do Resto

28

8

m = n; n = k

Novos Divisor e Dividendos

4

Enquanto n <> 0

k = m - m / n * n

Voltando ao Teste

Cálculo do Resto

4

0

m = n; n = k

Novos Divisor e Dividendos

Enquanto n <> 0

N é Zero

4

Achou MDC!

Observação Final: Obviamente caso você se sinta seguro a resolver diretamente o problema na linguagem diretamente no computador, faça isto. Porém se surgirem dificuldades, não se esqueça de fazer o algoritmo e a simulação. Lembre-se do cozinheiro desastrado, que se tivesse consultado uma simples receita (todo algoritmo não passa de uma receita sofisticada), poderia ao menos fritar o ovo!

Exercícios (Aula 01L)

Nunca esqueça que os comandos da linguagem C devem ser escritos SEMPRE em letras minúsculas!

Apresentação do Interpretador Classic C.

1- Elabore programa que apresente mensagem alô mundo!

2- Elabore programa para o cálculo do máximo divisor comum entre 2 números.

3- Elabore programa que imprima o seu nome.

Linguagem C (Aula 02T)

Objetivos:

  • Tornar o Aluno apto a programar em C (pequenos programas).

  • Conhecimento do C Clássico (Classic C).

  • Conhecimento do Turbo C (compilador voltado ao aprendizado e também usado comercialmente).

Estrutura do Curso:

  • Aulas Teóricas: Exposição, Exemplos e Exercícios.

  • Aulas Práticas: Processar Programas Prontos e Elaboração de Exercícios.

Introdução

Desenvolvida nos laboratórios Bell na década de 70, a partir da Linguagem B (criada no final dos anos 60 por Ken Thompson), que foi reformulada por Brian Kernighan e Dennis M. Ritchie e posteriormente renomeada para C.

Podendo ser considerada como uma linguagem de médio nível, pois possui instruções que a tornam ora uma linguagem de alto nível e estruturada como o Pascal, se assim se fizer necessário, ora uma linguagem de baixo nível pois possui instruções tão próximas da máquina, que só o Assembler possui.

De fato com a linguagem C podemos construir programas organizados e concisos (como o Pascal), ocupando pouco espaço de memória com alta velocidade de execução (como o Assembler). Infelizmente, dada toda a flexibilidade da linguagem, também poderemos escrever programas desorganizados e difíceis de serem compreendidos (como usualmente são os programas em BASIC).

Devemos lembrar que a linguagem C foi desenvolvida a partir da necessidade de se escrever programas que utilizassem recursos próprios da linguagem de máquina de uma forma mais simples e portável que o assembler.

Uma análise superficial dos programas escritos em C e Clipper (Aula 01 - Algoritmos Estruturados), nos permite perceber que a linguagem C supera em muito em dificuldade o programa análogo em Clipper. Ora, então porque não desenvolvermos programas somente em Clipper?

A inúmeras razões para a escolha da linguagem C como a predileta para os desenvolvedores “profissionais”. As características da Linguagem C servirão para mostrar o porquê de sua ampla utilização.

Características da Linguagem C

  • Portabilidade entre máquinas e sistemas operacionais.

  • Dados compostos em forma estruturada.

  • Programas Estruturados.

  • Total interação com o Sistema Operacional.

  • Código compacto e rápido, quando comparado ao código de outras linguagem de complexidade análoga.

Aplicações Escritas em C

Atualmente, nos USA, C é a linguagem mais utilizada pelos programadores, por permitir, dadas suas características, a escrita de programas típicos do Assembler, BASIC, COBOL e Clipper, sempre com maior eficiência e portabilidade, como podemos constatar pelos exemplos abaixo relacionados:

  • Sistema Operacional: UNIX (Sistema Operacional executável em micro computadores e em mainframes).

  • Montadores: Clipper (O utilitário de banco de dados mais usado no Brasil).

  • Planilhas: 1,2,3 e Excel (A planilha eletrônica com maior volume de vendas mundial).

  • Banco de Dados: dBase III, IV e Access (o gerenciador de base de dados mais utilizado no mundo).

  • InfoStar: O Editor de Texto mais utilizado nos USA no Sistema Operacional UNIX.

  • Utilitários: FormTool (Editor de formulário mais vendido no mundo).

  • Aplicações Gráficas: Efeitos Especiais de filmes com Star Trek e Star War.

  • Linguagens como o Power Builder e o Visual Basic, respectivamente as linguagens mais utilizadas nos EUA e no Brasil.

No Brasil utilizada por empresas especializadas na elaboração de vinhetas e outros efeitos especiais.

C comparado a outras linguagens

Devemos entender Nível Alto como sendo a capacidade da linguagem em compreender instruções escritas em “dialetos” próximos do inglês (Ada e Pascal, por exemplo) e Nível Baixo para aquelas linguagens que se aproximam do assembly, que é a linguagem própria da máquina, compostas por instruções binárias e outras incompreensíveis para o ser humano não treinado para este propósito. Infelizmente, quanto mais clara uma linguagem for para o humano (simplicidade >) mais obscura o será para a máquina (velocidade <).

Observemos o esquema a seguir:

Nível Baixo

Nível Médio

Nível Alto

VELOCIDADE

CLAREZA

Assembler

Macro Assembler

Forth

C

Fortran

Basic

COBOL

Pascal

Ada

MODULA-2

Antes da linguagem C tornar-se um padrão de fato (meados de 1.988, nos USA), tínhamos aproximadamente, o seguinte perfil de mercado:

  • Aplicações de Banco de Dados

  • Mainframe: COBOL e gerenciadores

  • Micros: dBase, Clipper e BASIC e gerenciadores como Btrieve

  • Aplicações Gráficas: Pascal.

  • Aplicações Científicas: FORTRAN e Pascal.

  • Utilitários, Sistemas Operacionais e Compiladores: Assembler.

A chegada de poderosos compiladores C (Borland, Microsoft e Zortech-Symantec), revolucionou totalmente estes conceitos pois passou a permitir a construção de praticamente qualquer tipo de aplicação na Linguagem C, normalmente mais rápidas do que na linguagem original e portável entre os diversos ambientes (“roda” em DOS, UNIX, etc. com poucas mudanças). Devemos entender no entanto, que apenas temos uma relativa portabilidade, pois a verdadeira portabilidade depende necessariamente da implementação do sistema operacional, necessariamento aberto, o que não existe fora do mundo Unix.

Quadro de características de linguagens:

Linguagens

Características Ideais

Assembler

BASIC

Pascal

Clipper

COBOL

C

Executáveis Curtos

ótimo

fraco

péssimo 

fraco

ótimo

Executáveis Rápidos

ótimo

bom

razoável

fraco

bom

Portáveis

péssimo 

bom

ótimo

ótimo

bom

Manipulação de Bits

ótimo

razoável

péssimo 

fraco

ótimo

O quadro anterior, deixa claro o porquê da revolução causada pela Linguagem C, dados os inúmeros pontos fortes da linguagem e a inexistência de pontos fracos da mesma. Não devemos concluir apressadamente que poderemos desenvolver tudo em C e abandonarmos todas as outras linguagens, pelos seguintes motivos:

  • Alta base de programas escritos em Assembler, COBOL, BASIC, Pascal.

  • Conhecimento amplo de linguagens concorrentes como COBOL, Clipper e BASIC.

  • Melhor adaptação de alguma linguagem para tarefa específica como Gráficos (Pascal), Inteligência Artificial (Prolog, LISP), matemáticas (Pascal e FORTRAN), aplicações comerciais (COBOL, Clipper e BASIC).

  • As versões atuais das linguagens BASIC, C, Clipper, Pascal e COBOL, estão muito mais semelhantes do que o eram ao tempo em que este quadro foi elaborado, portanto na prática muitas vezes este quadro, meramente teórico, pode tornar-se inaplicável.

A médio prazo, podemos afirmar que a linguagem C deverá ir desalojando as outras linguagens podendo até mesmo tornar-se um padrão de direito, porém devemos lembrar que algumas linguagens foram propostas para isto (Algol, PL/1) e não só não conseguiram atingir seus objetivos como praticamente desapareceram.

A tabela anteior não esgota todas as possibilidades, pois alguns dialetos de linguagem destacam recursos que na maior parte das implementações da linguagem não são muito fortes. O inverso também pode ocorrer, de modo que as vezes uma implementação corrige algum defeito da linguagem (por exemplo aumenta drasticamente seu desempenho) e piora outras (portabilidade inexistente). Este problema afeta sensivelmente o BASIC e as implementações xBase (Fox, dBase e Clipper) e em menor grau o Pascal e a própria linguagem C.

Nota de Revisão: Apesar da Linguagem C ter crescido de cerca de 3% das instalações no Brasil, quando da escrita da primeira versão desta apostila (1989), para cerca de 20% das instalações atualmente (1997), o número atual esconde uma realidade que deve ser mencionada. Muitas das instalações usuárias da linguagem C, também são usuárias do VB (Visual Basic) da Microsoft.Desta forma, a linguagem C está presente normalmente para construção de rotinas mais sofisticadas impossíveis de implementação em VB. Contrariamente as empresas usuárias do Delphi (Borland) e do Power Builder (Sybase), geralmente estão abrindo mão em suas instalações da Linguagem C, tendo em vista a capacidade destas implementações em realizar tarefas geralmente destinadas a linguagem C. A linguagem Java, que é claramente baseada em C, também começa a penetrar em áreas onde C reinava abosulta.

Exemplo: Desejo desenvolver um processador de textos, a partir do início (não possuo qualquer código de programa pronto). Qual linguagem escolherei?

Solução:

Características Ideais

Classe

Valor

Executáveis Curtos

Não Importa

0

Executáveis Rápidos

Fundamental

3

Portáveis

Desejável

1

Simplicidade

Desejável

1

Manipulação de Bits

Necessário

2

Onde 0- Não Importa, 1- Desejável, 2- Necessário, 3- Fundamental

Juntando as Características do Projeto as Características da Linguagem, temos:

Linguagens

Características Ideais

Pt

Assembler

Basic Pascal

Clipper

COBOL

C

Executáveis Curtos

0

7x0=0

1x0=0

0x0=0

0*0=0

7*0=0

Executáveis Rápidos

3

7*3=21

5x3=15

3x3=9

1x3=3

5x3=15

Portáveis

1

0*1=0

3*1=3

1*1=1

5*1=5

7*1=7

Simplicidade

1

0*1=0

5*1=5

7*1=7

7*1=7

5*1=5

Manipulação de Bits

2

7*2=14

3*2=5

1*2=2

0*2=0

7*2=14

 35

27

19

15

41

Onde 0- Péssimo, 1- Fraco, 3- Razoável, 5- Bom e 7- Ótimo

Resposta: Linguagens Adequadas C ou Assembler. Caso se dê prioridade a portabilidade C é ainda mais adequada. O número talvez surpreendentemente alto para Pascal e BASIC serve para demonstrar o porquê da existência de Editores feitos total ou parcialmente em Pascal. O fraco desempenho do Clipper e do COBOL era esperado pois são linguagens mais apropriadas para manipulação de dados. Na prática devemos observar a existência de dois critérios também importantes, que são a existência de programadores especialistas na linguagem adequada e a possibilidade de junção de mais de uma linguagem numa implantação qualquer.

Exercícios

1- Desejo criar um vírus de computador, qual a linguagem ideal?

2- Desejo criar um utilitário de Banco de Dados, semelhante a dBase. Qual a linguagem ideal?

3- Supondo ter uma empresa concluído ser ideal desenvolver internamente sua folha de pagamento. O Gerente de Informática, atento ao movimento do Mercado definiu a escrita dos programas em C, visando poder migrar a aplicação entre ambientes. Supondo ainda que a equipe desconhece totalmente a Linguagem C, mas que é bastante gabaritada em COBOL, em sua opinião nosso Gerente foi feliz em sua decisão? Justifique.

Exercícios (Aula 02L)

1- Leia seu nome e o imprima.

2- Leia dois números e apresente seu produto.

3- Leia três números e apresente sua média.

C- Uma Visão Geral - Instruções de Entrada e Saída (Aula 03T)

Toda linguagem de programação de alto nível suporta o conceito de “Tipo de Dado”, que define um conjunto de valores que a variável pode armazenar, e os tipos mais comuns encontrados nas linguagens de programação, ou seja, inteiro, real e caractere. Diferentemente do Pascal que é fortemente tipada onde a mistura entre um número inteiro e um real podem causar erros, C suporta livremente tipos caracteres e inteiros na maioria das expressões!

Em geral os compiladores C realizam pouca verificação de erros em tempo de execução, verificação de limites de matrizes ou compatibilidade entre tipos de argumentos, cabendo esta responsabilidade ao programador. Assim você decide onde uma verificação de erro é ou não mais necessário.

Por ser capaz de manipular bits, bytes e endereços, C se adapta bem a programação a nível de sistema. E tudo isto é realizado por apenas 43 palavras reservadas no Turbo C, 32 nos compiladores padrão ANSI e 28 no C Padrão. Como curiosidade, o IBM BASIC que é um interpretador BASIC com fins puramente educativos tem 159 comandos.

Como curiosidade apresentamos a seguir quadro com as palavras reservadas do C Padrão.

Auto

double

if

static

break

else

int

struct

case

entry

long

switch

char

extern

register

typedef

continue

float

return

union

default

for

sizeof

unsigned

do

goto

short

while

Fundamentos de C

Em se tratando de programação a expressão “Se você não souber, jamais irá aprender.” é uma verdade absoluta. É muito comum ouvirmos queixas do tipo “nunca conseguirei escrever um programa”, ou “só sendo louco ou gênio para descobrir a solução”. Estas expressões geralmente são ditas por estudantes que desconhecem o fato de que cada elemento da linguagem (comandos, funções) não existe sozinho, mas somente combinados a outros elementos.

Desta forma a orientação que adotaremos neste início do curso se deterá mais na compreensão geral do programa, do que a análise detalhada de cada comando ou função utilizada. De fato apresentaremos alguns comandos fundamentais para a escrita de programas básicos e apenas nos utilizaremos de sua sintaxe mais elementar (posteriormente estudaremos cada um deles mais detidamente), construiremos os primeiros programas do curso.

Exemplo 1: Programa mostra a idade.

/* Exemplo Idade */

main()

{

int idade;

idade = 40;

printf(“Sua idade e’ %d anos. \n”, idade);

}

Este programa simplesmente imprime “Sua idade e’ 40 anos.” saltando uma linha (/n) em seu término.

Comandos Básicos - 1a. Parte

Instruções de Entrada e Saída

O objetivo de escrevermos programas é em última análise, a obtenção de resultados (Saídas) depois da elaboração de cálculos ou pesquisas (Processamento) através do fornecimento de um conjunto de dados ou informações conhecidas (Entradas).

Para que nosso programa possa receber dados e alocá-los em variáveis, que serão responsáveis por armazenar as informações iniciais, nossa linguagem deverá conter um conjunto de instruções que permitam ao operador interagir com o programa fornecendo os dados quando estes forem necessários.

scanf()

Uma das mais importantes e poderosas instruções, servirá basicamente para promover leitura de dados (tipados) via teclado.

Sua forma geral será: scanf(“string de controle”, lista de argumentos);

Posteriormente ao vermos sua sintaxe completa, abordaremos os recursos mais poderosos da <string de controle>, no momento bastará saber que:

%c - leitura de caracter

%d - leitura de números inteiros

%f - leitura de números reais

%s - leitura de caracteres

A lista de argumentos deve conter exatamente o mesmo número de argumentos quantos forem os códigos de formatação na <string de controle>. Se este não for o caso, diversos problemas poderão ocorrer - incluindo até mesmo a queda do sistema - quando estivermos utilizando programas compilados escritos em C. Felizmente ao utilizarmos o Classic C, apenas uma mensagem de erro será apresentada, para que possamos corrigir o programa sem outros inconvenientes.

Cada variável a ser lida, deverá ser precedida pelo caracter &, por razões que no momento não convém explicarmos, mas que serão esclarecidas no decorrer do curso. Para seqüência de caracteres (%s), o caracter & não deverá ser usado.

Exemplo: Programa para ler e mostrar uma idade

/* Exemplo Le e Mostra Idade */

main()

{

int idade;

char nome[30];

printf(“Digite sua Idade: “);

scanf(“%d”,&idade);

printf(“Seu Nome: “);

scanf(“%s”,nome); /* Strings não utilizar ‘&’ na leitura */

printf(“%s Sua idade e’ %d anos. \n”, nome, idade);

}

Laboratório (Aula 03L)

1- Leia o número e o nome dos elementos do grupo e os apresente.

2- Leia o nome e as notas de um aluno. Apresente seu nome e sua média.

3- Leia uma letra, um número inteiro, um número com casas decimais e uma string, depois os apresente.

Instruções de Entrada e Saída (continuação) (Aula 04T)

O Comando printf, usado anteriormente, segue o mesmo padrão de scanf(), porém é destinado a apresentação dos dados, enquanto aquele destina-se a leitura dos dados.

printf()

É outro dos mais poderosos recursos da linguagem C, printf() servirá basicamente para a apresentação de dados no monitor.

Sua forma geral será: printf(“string de controle”, lista de argumentos);

Necessariamente você precisará ter tantos argumentos quantos forem os comandos de formatação na “string de controle”. Se isto não ocorrer, a tela exibirá sujeira ou não exibirá qualquer dado.

Os caracteres a serem utilizados pelo printf() em sua <string de controle>, no momento serão os mesmos de scanf().

Exemplo: Dado um número, calcule seu quadrado.

main()

{

int numero;

printf(“Digite um Numero: “);

scanf(“%d”,&numero);

printf(“O %d elevado ao quadrado resulta em %d. \n”, numero,numero*numero);

}

Funções em C

Conceitualmente, C é baseada em blocos de construção. Assim sendo, um programa em C nada mais é que um conjunto de funções básicas ordenadas pelo programador. As instruções printf() e scanf(), vistas anteriormente, não fazem parte do conjunto de palavras padrões da linguagem (instruções), pois não passam elas mesmas de funções escritas em C! Esta abordagem, permite a portabilidade da linguagem, pois seus comandos de entrada e saída, não são parte do conjunto básico da linguagem, livrando-a desta forma dos problemas de suporte aos diversos padrões de vídeos, teclados e sistemas operacionais existentes.

Cada função C é na verdade uma sub-rotina que contém um ou mais comandos em C e que executa uma ou mais tarefas. Em um programa bem escrito, cada função deve executar uma tarefa. Esta função deverá possuir um nome e a lista de argumentos que receberá. As funções em C são muito semelhantes as usadas no Pascal, com a diferença que o próprio programa principal é apenas uma função que se inicia com a palavra reservada main() podendo receber parâmetros diretamente do DOS, por exemplo.

Exemplo: Programa principal chamando função alo.

main()

{

alo();

}

alo()

{

printf(“Alô!\n\n”);

}

Retomemos o exemplo do cálculo de um número elevado ao quadrado.

Exemplo: Quadrado com função

main()

{

int num;

printf(“Digite um numero: “);

scanf(“%d”,&num);

sqr(num); /* sqr recebe “num” do programa principal */

}

sqr()

int x; /* x é um “parâmetro” recebido do programa principal

no caso x “vale” o conteúdo de num */

{

printf(“%d ao quadrado e’ %d “,x,x*x);

}

Nota: O argumento simplesmente é o valor (em “num”) digitado no programa principal (em scanf) e enviado a função sqr.

Um conceito importante e normalmente confundido é a diferença conceitual entre “argumento” e “parâmetro” que em resumo pode ser definido da seguinte forma: “Argumento” se refere ao valor que é usado para chamar uma função. O termo “Parâmetro” se refere à variável em uma função que recebe o valor dos argumentos usados na função. A distinção que deve ser compreendida é que a variável usada como argumento na chamada de uma função não tem nenhuma relação com o parâmetro formal que recebe o valor dessa variável.

Exercício: Passagem de variáveis entre rotinas.

int x;

main()

{

int a;

printf(“Digite um valor: “);

scanf(“%d”,&a);

x = 2 * a + 3;

printf(“%d e %d”,x,soma(a));

}

soma(z)

int z;

{

x = 2 * x + z;

return(x);

}

Laboratório (Aula 04L)

Retome os exercícios das Aulas 1L, 2L e 3L refazendo-os usando funções.

Utilize os caracteres abaixo para apresentação de forma mais sofisticada dos resultados.

Utilize a função cls(), disponível no Classic C para apagar a tela.

Observemos o Quadro de Operadores Especiais suportados por printf()

Código Significado

\b Retrocesso (BackSpace)

\f Salto de Página (Form Feed)

\n Linha Nova (Line Feed)

\r Retorno do Carro (cr)

\t Tabulação Horizontal (TAB)

\’ Caracter com apóstrofo

\0 Caracter Nulo ou Fim de String (Seqüência)

\x Representação de byte na base hexadecimal

Exemplo: printf(“\x41”); causa a impressão da letra A na tela.

Tomada de Decisão (Aula 05T)

Comandos Básicos - 2a. Parte

Análogo a outras linguagens, sua forma geral será

if <condição>

<comando>;

else

<comando>;

Exemplo 1: Programa Adulto, Jovem ou Velho.

main()

{

int i;

printf(“Digite sua idade: “);

scanf(“%d”,&i);

if (i > 70)

printf(“Esta Velho!”);

else

if (i > 21)

printf(“Adulto”);

else

printf(“Jovem”);

}

Observação: A expressão avaliada, deverá obrigatoriamente estar entre parênteses.

Exemplo 2: Maior entre três números

main()

{

int a,b,c;

cls();

printf(“Digite o 1º Número: “);

scanf(“%d”,&a);

printf(“\nDigite o 2º Número: “);

scanf(“%d”,&b);

printf(“\nDigite o 3º Número: “);

scanf(“%d”,&c);

if (a > b)

if (a > c)

printf(“\nO Maior é %d”,a);

else

printf(“\nO Maior é %d”,c);

else

if (b > c)

(Parte 1 de 50)

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