perfil do empreendedor engenheiro na prod ind-monografia-mto bom

perfil do empreendedor engenheiro na prod ind-monografia-mto bom

(Parte 1 de 5)

UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ Departamento de Economia, Contabilidade, Administração e Secretariado

Lucinei Rossi Peloggia

Monografia apresentada ao Departamento de

Economia, Contabilidade, Administração e Secretariado da Universidade de Taubaté, como parte dos requisitos para obtenção do Certificado de Especialização pelo Curso de MBA em Gerência de Produção e Tecnologia

Data: 20 dez. 2001

Resultado: 10,0 Profa. Dra. Maria Júlia Ferreira Xavier Ribeiro

Prof. Dr. Edson Aparecida de Araújo Querido Oliveira Prof. Júlio César de Paula

UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ Departamento de Economia, Contabilidade, Administração e Secretariado

Lucinei Rossi Peloggia

Monografia apresentada ao Departamento de

MBA em Gerência de Produção e Tecnologia

Economia, Contabilidade, Administração e Secretariado da Universidade de Taubaté, como parte dos requisitos para obtenção do Certificado de Especialização pelo Curso de

Orientadora: Profª. Drª. Maria Júlia F. X. Ribeiro

PELOGGIA, Lucinei Rossi. Perfil empreendedor do engenheiro na produção industrial: o caso de duas empresas aeronáuticas no Brasil. 2001. 90 f. Monografia – (Especialização MBA – Gerência da Produção e Tecnologia) –

Departamento de Economia, Contabilidade, Administração e Secretariado, Universidade de Taubaté, Taubaté. .

À Profa. Dra. Mária Júlia, pela orientação e estímulo à realização desta obra.

À Myriam Barbejat e ao Prof. Cassiano Bringhenti, da Escola de Novos Empreendedores -

Universidade de Federal de Santa Catarina, pelo apoio e colaboração na obtenção do material bibliográfico.

À Lynda Anderson, da Foundation for Small and Medium Enterprise Development, Durham University Business School – Inglaterra, pelo fornecimento do teste TEG, instrumento desta pesquisa.

Ao Prof. Dr. Alain Fayolle, da E. M. Lyon, França, pelo fornecimento do material bibliográfico de suas pesquisas sobre engenheiros empreendedores.

Às Empresas que colaboraram para a realização desta pesquisa. Aos engenheiros destas empresas, que possibilitaram a coleta de dados.

À Cláudia Cavalcanti, pela colaboração na análise estatística dos resultados. À todos que, direta ou indiretamente, colaboraram e apoiaram a realização desta obra.

LISTA DE FIGURAS5
LISTA DE GRÁFICOS5
LISTA DE QUADROS5
LISTA DE TABELAS6
RESUMO7
1 INTRODUÇÃO8
1.1 Origem do trabalho8
1.2 Objetivo do trabalho9
1.3 Justificativa e importância do trabalho9
1.4 Estrutura do trabalho9
2 MERCADO DE TRABALHO E PERFIL DO TRABALHADOR1
2.1 Reestruturação produtiva no contexto da indústria brasileira1
2.2 Mutação do emprego e empregabilidade13
2.3 Perfil do profissional contemporâneo16
2.4 Algumas tendências econômicas e sociais20
2.5 Algumas expectativas sobre a Engenharia21
3 A ENGENHARIA E O PERFIL EMPREENDEDOR DO ENGENHEIRO23
3.1 A Engenharia23
3.1.1 Engenharia de Processos26
3.1.2 Engenharia de Produção27
3.2 Perfil do engenheiro30
3.2.1 Perfil do Engenheiro de Produção segundo a ABEPRO30
3.2.2 Diretrizes curriculares à formação do engenheiro3
3.2.3 Perfil empreendedor do engenheiro36

SUMÁRIO 3.3 O empreendedor .................................................................................................. 38

3.4.1 Perfil intraempreendedor42
3.4.2 Ambiente intraempreendedor4
3.5 O engenheiro empreendedor45
4 METODOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO47
4.1 Considerações iniciais47
4.2 Estrutura do instrumento da pesquisa47
4.3 Empresas pesquisadas48
4.3.1 Empresa A48
4.3.2 Empresa B51
4.4 Seleção das amostras53
4.5 Procedimento da pesquisa54
4.6 Considerações finais5
5 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS56
5.1 Caracterização da amostra56
5.2 Resultados do teste TEG60
5.3 Análise da correlação entre o Perfil no TEG e características da amostra63
5.4 Discussão dos resultados65
5.4.1 Considerações para análise do perfil empreendedor65
5.4.2 Algumas considerações acerca dos perfis dos engenheiros6
6 CONCLUSÃO68
7 ANEXOS70
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS80

3.4 O intraempreendedor .......................................................................................... 41 ABSTRACT ...................................................................................................................... 89

Engenharia25

Figura 1: Spectrum da Tecnologia, Desenvolvimento Industrial e Evolução da

Países Desenvolvidos14
Gráfico 2: Mercado de trabalho industrial brasileiro no período de 1985 a 199915
Gráfico 3: Perfil empreendedor dos engenheiros da empresa A61
Gráfico 4: Perfil empreendedor dos engenheiros da empresa B61

Gráfico 1: Representação Estilizada das Mudanças na Estrutura do Emprego nos

Quadro 1: Mercado de Trabalho e Competências-Chave17
Quadro 2: Características do portador da "síndrome do empregado"19
Quadro 3: Indicadores de desempenho das empresas padrão mundial2
Quadro 4: Objetivos Centrais da Engenharia de Produção29
Quadro 5: Eng. de Produção e Componentes da Produção de Bens e Serviços29
Quadro 6: As grandes áreas da Engenharia de Produção30

LISTA DE QUADROS Quadro 7: Análise de variância da característica “Necessidade de Realização” por Sexo ............................................................................................................... 64

Tabela 1: Classificação das empresas quanto a localização, porte e negócio56
Tabela 3: Distribuição das amostras por formação acadêmica57
Tabela 4: Distribuição das amostras por ano de conclusão da graduação58
Tabela 5: Distribuição das amostras por nível educacional58
Tabela 6: Distribuição das amostras por sexo58
Tabela 7: Distribuição das amostras por idade59
Tabela 8: Distribuição das amostras por tempo de empresa59
sucesso60

Tabela 2: Distribuição das amostras e participação dos engenheiros na pesquisa 57 Tabela 9: Faixa de pontuação média-máxima do TEG para o empreendedor de Tabela 10: Número de características empreendedoras encontradas

simultaneamente62
62

Tabela 1: Características empreendedoras dos engenheiros por pontuação média

63

Tabela 12: Pontuação média dos engenheiros com tendência empreendedora forte Tabela 13: Dados pessoais dos engenheiros com tendência empreendedora forte 64

PELOGGIA, Lucinei Rossi. Perfil empreendedor do engenheiro na produção industrial: o caso de duas empresas aeronáuticas no Brasil. 2001. 90 f. Monografia –

(Especialização MBA – Gerência da Produção e Tecnologia) – Departamento de Economia, Contabilidade, Administração e Secretariado, Universidade de Taubaté, Taubaté.

Este estudo apresenta os resultados de uma pesquisa cujo objetivo foi identificar características empreendedoras no perfil do engenheiro que exerce suas atividades profissionais na produção industrial em duas empresas aeronáuticas no Brasil. O referencial teórico, no contexto da empregabilidade e reestruturação produtiva, aborda a necessidade da posse de características empreendedoras pelo profissional contemporâneo, em especial pelo engenheiro, por sua missão e relevância no desenvolvimento das empresas brasileiras. A pesquisa foi exploratória e descritiva, com uma amostragem de 131 engenheiros. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o teste TEG – Tendência Empreendedora Geral, desenvolvido na Unidade de Formação Empresarial e Industrial da Durham University Business School – Durham, Inglaterra.

Como principal resultado é apresentado o perfil empreendedor dos engenheiros segundo cinco características relacionadas à pessoa empreendedora: [1] necessidade de realização; [2] necessidade de autonomia/independência; [3] criatividade; [4] disposição a riscos; [5] determinação. Na amostra obtida, predominaram as características [5] e [1].

CAPÍTULO 1 1. INTRODUÇÃO

1.1 Origem do trabalho

O empreendedorismo e a inovação ganharam maior notoriedade em nossos dias, sobretudo em razão da reestruturação produtiva centrada em mudanças tecnológicas e organizacionais com reflexos no mercado de trabalho, evidenciado pelo declínio do emprego.

À medida que a competitividade intensifica-se e amplia-se para além das fronteiras nacionais, intensifica-se e amplia-se também a relevância e a abrangência da atuação dos engenheiros que, por definição, são os responsáveis pelo desenvolvimento técnico- científico das organizações e, mais amplamente, da nação.

Neste contexto, é de se esperar que as empresas estimulem seus engenheiros a empreender e que estes estejam dispostos a assumir responsabilidades e determinados para acabar projetos e sejam ainda criativos e tolerantes aos riscos intrínsecos desse processo. A geração de valores adicionais de competitividade dentro das organizações geralmente significam soluções inovadoras.

No empreendedorismo e na Engenharia, mais importante do que saber fazer é criar o que fazer, é conhecer a cadeia econômica, o ciclo produtivo, entender do negócio, saber transformar necessidades em especificações técnicas, transformar conhecimento em riqueza.

1.2 Objetivo do trabalho

O propósito deste trabalho é contribuir para as discussões acerca do perfil do engenheiro no âmbito do empreendedorismo nas organizações brasileiras, através do estudo de casos de duas empresas aeronáuticas. O engenheiro aqui estudado é aquele que exerce suas atividades profissionais na produção industrial.

1.3 Justificativa e importância do trabalho

A competitividade global e o cenário brasileiro de mudanças no processo produtivo industrial e nas relações de trabalho apontam a demanda pelo perfil empreendedor do

Engenheiro. Mas o desenvolvimento e a qualificação deste perfil tem caracterizado um paradigma ainda sem resposta na maior parte das empresas, nos engenheiros, nas instituições de ensino e pesquisa.

1.4 Estrutura do trabalho

O trabalho está organizado em seis capítulos. O primeiro define os objetivos do estudo e os aspectos que justificam a sua realização.

O segundo capítulo discursa sobre o mercado de trabalho e o perfil do profissional do nosso tempo. O objetivo é ressaltar a realidade da competitividade e a importância do fator empregabilidade, no contexto macroeconômico.

No terceiro capítulo faz-se uma revisão da literatura sobre a Engenharia e o empreendedorismo, enfatizando o papel do engenheiro como elemento transformador do meio onde ele atua e a importância da posse de características empreendedoras.

O quarto capítulo refere-se aos detalhes da pesquisa de levantamento do perfil empreendedor do engenheiro: metodologia, procedimentos, amostra, coleta de dados.

No quinto capítulo são apresentados os resultados da pesquisa de tendência empreendedora e a discussão desses resultados.

Finalmente, no sexto capítulo, as conclusões do trabalho.

CAPÍTULO 2

2. MERCADO DE TRABALHO E PERFIL DO TRABALHADOR 2.1 Reestruturação produtiva no contexto da indústria brasileira

Diversas literaturas afirmam que a riqueza de uma nação é medida por sua capacidade de produzir, em quantidade suficiente, os bens e serviços necessários ao bem estar da população. Porém, os grandes desafios enfrentados pelos países estão hoje intimamente relacionados com as contínuas e profundas transformações sociais ocasionadas pela velocidade com que tem sido gerados novos conhecimentos científicos e tecnológicos1, sua rápida difusão e uso pelo setor produtivo e pela sociedade em geral

Esta realidade provoca uma obsolescência crescente sobre os meios de produção e processos, onde a inovação e a atualização têm sido consideradas básicas para as empresas superarem os padrões anteriores de conhecimento, tecnologia, equipamentos e de gestão.

Para Di Serio & Duarte (2001), a evolução dos critérios de competitividade das empresas passam por preço, qualidade, flexibilidade. Alertam porém que, a partir da década de 1990, os clientes vêm apresentando necessidades cada vez mais específicas, forçando as empresas a uma enorme necessidade de inovação dos seus produtos,

1 Estima-se que os conhecimentos científicos e tecnológicos têm duplicado a cada 10 - 15 anos (Anais do Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia - COBENGE, 1995) serviços e processos. Nesses termos, os autores citam a inovação como o mais recente critério de competitividade.

Segundo Farah Jr. (1999, p.4), no âmbito mundial, principalmente nos países mais desenvolvidos, vem ocorrendo uma profunda alteração na gestão da produção e do trabalho que consegue atingir níveis de produtividade até então jamais alcançados. O modelo produtivo designado “produção enxuta”, “automação flexível”, “produção de alta performance”, vem substituindo o modelo de produção em massa.

Para Volpato (1999, p.1), o sistema fordista/taylorista de produção (caracterizado por uma forte especialização do trabalhador) cede lugar a um sistema mais flexível

(produção diversificada, mão-de-obra qualificada e multifuncional), estabelecendo uma nova divisão do trabalho e produção.

Neste contexto, o desafio da economia brasileira na era da globalização, é conseguir reestruturar toda uma base produtiva criada sob os padrões tecnológicos e de gestão dos países mais desenvolvidos, conforme afirmam alguns autores:

A reestruturação produtiva (nome genérico atribuído às novas formas de organização social do trabalho e produção) tem buscado comumente adaptar o processo de produção às exigências de um mercado cada vez mais competitivo e instável (VOLPATO, 1999, p.16)

O processo de reestruturação produtiva da economia brasileira traz uma certa desnacionalização, ou seja, grupos nacionais mais frágeis e com estratégia defensiva muito acanhada não conseguem acompanhar o ritmo de inovação de produtos, processos, investimentos, técnicas gerenciais e organizacionais deste novo padrão de acumulação, praticado nas economias mais desenvolvidas desde o final dos anos 70 em diante e passam a ser incorporados por empresas mais fortes. [...]

Embora as empresas brasileiras tenham implementado uma série de mudanças tecnológicas, organizacionais e produtivas, o resultado foi um relativo avanço na produtividade, mas ainda inferior aos padrões vigentes nos países mais desenvolvidos (FARAH JR., 1999, p.73).

Esta “capacidade de modificar continuamente sua própria estrutura” é, na verdade, a capacidade de uma firma lidar com fatores aleatórios, que são os imprevistos que rondam a atividade de produção, ao nível das (sic) organizações, dos processos, das máquinas e mesmo dos conhecimentos (ZAWISLAK, 2001, p.3).

O advento da chamada “Era do Conhecimento”, que desponta neste final do século X, vem sendo marcado pela evolução das áreas de comunicação e informática, fazendo com que os setores produtivos, tanto a manufatura como de serviços, estabeleçam como prioridade uma absoluta necessidade de reestruturação, modernização e inovação, visando maior produtividade (MOURÃO & BALCEIRO, 2001, p.2).

O processo de reestruturação da indústria alertou as forças sociais, econômicas e políticas para a necessidade de se estabelecer um novo modo de coordenação intraorganizacional, caracterizado pela maior gestão participativa dos trabalhadores e pela maior interação entre os níveis hierárquicos (MUNIZ, 1996 apud MACHADO, 1999, p.19).

2.2 Mutação do emprego e empregabilidade

Segundo Menegasso (1998, cap.3, p.1), a noção de emprego estava, até a década passada, associada à de estabilidade, previsibilidade e certeza. Com o avanço tecnológico e a reestruturação produtiva, o emprego, que migrou da indústria para os serviços, tornou-se instável e autônomo.

Outros autores compartilham suas visões:

O ambiente econômico em que vivemos atualmente impõe uma realidade diferente daquela vivida nos idos do milagre econômico ou em outras ocasiões onde o emprego era uma aspiração razoavelmente fácil de ser alcançada. Hoje encontramos uma situação onde o avanço tecnológico é cada vez mais rápido e os projetos de desenvolvimento tecnológico se concentram cada vez mais nas matrizes das empresas multinacionais sediadas nos países de economia central. Tal contexto reflete nos níveis de emprego como um todo na economia e, em particular, na área tecnológica (FERRAZ et al, 2001, p.1).

Vivemos hoje na era pós industrial na qual, nos países centrais, mais de

70% da força de trabalho foram deslocadas para o setor terciário cada vez mais bem tecnificado; entre 20 e 30% permanece no secundário; e menos de 5% encontra-se em atividades agrícolas cada vez mais intensivas em máquinas e técnicas poupadoras de mão-de-obra não qualificada (PÁEZ ORTEGA & COSTA, 2001, p.16; LONGO, 2001, p.4)

Esta realidade é confirmada por um estudo realizado pelo IPEA2, que relata um processo de “desindustrialização” nos países desenvolvidos. Segundo este estudo, as três regiões mais desenvolvidas do mundo – Estados Unidos e Canadá, Europa Ocidental e Japão – vêm apresentando desde o início dos anos 70 um movimento persistente de redução relativa do emprego industrial.

É clara a tendência de longo prazo a uma redistribuição do emprego entre macrossetores econômicos, processo no qual a agricultura tende a ser o setor que mais reduz o número de trabalhadores enquanto o setor de serviços é responsável pela absorção da mão-de-obra (BONELLI & GONÇALVES, 1999, p.8).

O resumo desta tendência está representado de forma estilizada no Gráfico 1. Ainda segundo o estudo, do ponto de vista dos países em desenvolvimento o temor é que esta tendência configure um padrão universal que os levará à mesma situação no futuro.

Gráfico 1

Representação Estilizada das Mudanças na Estrutura do Emprego nos Países Desenvolvidos

Agricultura Serviços

Indústria Percentual do

Emprego Total

0Tempo e renda per capita Fonte: Adaptado do FMI – Fundo Monetário Internacional, outubro de 1997.

2 Instituto de Pesquisa Econômica Avançada – fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, cujas finalidades são: auxiliar o ministro na elaboração e no acompanhamento da política econômica e prover atividades de pesquisa econômica aplicada nas áreas fiscal, financeira, externa e de desenvolvimento setorial.

Para Costa Alves (1994, p.i), mesmo nos momentos em que a produção de bens e serviços cresce, ela não é acompanhada pelo crescimento do emprego e pela redução do número de desempregados. Esta realidade é mostrada pelo IBGE3 no Gráfico 2. Enquanto o número de empresas industriais no Brasil cresceu 21,2% de 1985 a 1999, o número de empregados no mesmo período caiu 8,8%.

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