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Esta apresentação pode ser: Tabular (apresentação numérica) Gráfica (apresentação geométrica) f) Análise e interpretação dos dados É a fase mais importante e também a mais delicada. Tira conclusões que auxiliam o pesquisador a resolver seu problema.

2Representação tabular

Consiste em dispor os dados em linhas e colunas distribuídas de modo ordenado. A elaboração de tabelas obedece à Resolução no 886, de 26 de outubro de 1966, do Conselho Nacional de Estatística. As normas de apresentação são editadas pela Fundação Brasileira de

Geografia e Estatística (IBGE).

2.1 Representação esquemática Título

Cabeçalho

Corpo Rodapé

· Título: O título deve responder as seguintes questões: - O que? (Assunto a ser representado (Fato));

- Onde? (O lugar onde ocorreu o fenômeno (local)); - Quando? (A época em que se verificou o fenômeno (tempo)).

• Cabeçalho: parte da tabela na qual é designada a natureza do conteúdo de cada coluna.

• Corpo: parte da tabela composta por linhas e colunas. • Linhas: parte do corpo que contém uma seqüência horizontal de informações.

• Colunas: parte do corpo que contém uma seqüência vertical de informações.

• Coluna Indicadora: coluna que contém as discriminações correspondentes aos valores distribuídos pelas colunas numéricas.

• Casa ou célula: parte da tabela formada pelo cruzamento de uma linha com uma coluna.

• Rodapé: É o espaço aproveitado em seguida ao fecho da tabela, onde são colocadas as notas de natureza informativa (fonte, notas e chamadas).

• Fonte: refere-se à entidade que organizou ou forneceu os dados expostos. • Notas e Chamadas: são esclarecimentos contidos na tabela (nota - conceituação geral; chamada - esclarecer minúcias em relação a uma célula).

Uma série estatística é um conjunto de dados ordenados segundo uma característica comum, as quais servirão posteriormente para se fazer análises e inferências.

· Série Temporal ou Cronológica: É a série cujos dados estão dispostos em correspondência com o tempo, ou seja, varia o tempo e permanece constante o fato e o local.

Produção de Petróleo Bruto no Brasil de 1976 a 1980 (x 1000 m³)

Anos Produção

1980 10 562 Fonte: Conjuntura Econômica (fev. 1983)

• Série Geográfica ou Territorial: É a série cujos dados estão dispostos em correspondência com o local, ou seja, varia o local e permanece constante a época e o fato.

População Urbana do Brasil em 1980 (x 1000)

Região População

Norte 3 037

Nordeste 17 568 Sudeste 42 810

Sul 1 878 Centro-Oeste 5 115

Total 80 408 Fonte: Anuário Estatístico (1984)

• Série Específica ou Qualitativa: É a série cujos dados estão dispostos em correspondência com a espécie ou qualidade, ou seja, varia o fato e permanece constante a época e o local.

População Urbana e Rural do Brasil em 1980 (x 1000)

Localização População

Urbana 80 408 Rural 38 566

Total 118 974 Fonte: Anuário Estatístico (1984)

· Série Mista ou Composta: A combinação entre duas ou mais séries constituem novas séries denominadas compostas e apresentadas em tabelas de dupla entrada. O nome da série mista surge de acordo com a combinação de pelo menos dois elementos.

Local + Época = Série Geográfica Temporal População Urbana do Brasil por Região de 1940 a 1980 (x 1000)

Anos N NE SE S CO

Fonte: Anuário Estatístico (1984)

É o tipo de série estatística na qual permanece constante o fato, o local e a época. Os dados são colocados em classes preestabelecidas, registrando a freqüência de ocorrência. Uma distribuição de freqüência pode ser classificada em discreta e intervalar.

a) Distribuição de Freqüência Discreta ou Pontual: É uma série de dados agrupados na qual o número de observações está relacionado com um ponto real.

Notas do Aluno "X" na Disciplina de Estatística segundo critérios de avaliação do DE da UFSM – 1990

Xi fi

S 15 Fonte: Departamento de Estatística (1990) b) Distribuição de Freqüências Intervalar: Na distribuição de freqüência, os intervalos parciais deverão ser apresentados de maneira a evitar dúvidas quanto à classe a que permanece determinado elemento.

Altura em centímetros de 160 alunos do Curso de Administração da UFSM - 1990

Altura (cm) Xi fi

S ---- 160 Fonte: Departamento de Estatística (1990)

Elementos de uma Distribuição de Freqüências:

Ø Classe ou Classe de Freqüência (K): É cada subintervalo (linha) na qual dividimos o fenômeno.

Para determinar o número de classes a partir dos dados não tabelados, podemos usar a

Fórmula de Sturges, mas deve-se saber que existem outros métodos de determinação do número de classes em uma tabela de freqüência. O que se deseja fazer é apenas comprimir um conjunto de dados em uma tabela, para facilitar a visualização e interpretação dos mesmos.

Além da Regra de Sturges, existem outras fórmulas empíricas para resolver o problema para determinação nos levam a uma decisão final; esta vai depender na realidade de um julgamento pessoal, que deverá estar ligado a natureza dos dados, procurando, sempre que possível, evitar classes com freqüências nulas ou freqüências relativas exageradamente grandes.

Ø Limite de Classe (li ou Li): São os valores extremos de cada classe.

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